O Poder Perdido

3 Capítulo III - Meus altos e baixos (Nico) Part. II


Notas iniciais
Desculpem a demora, e obrigada pelos reviews dos dois últimos capítulos [[]]
Nico e Thalia: Fomos atrapalhado e isso não justo!!
Anna, Travis, Katie, Annabeth e Percy: Foi engraçado isso sim ~le risada estérica ~
Espero que gostem, boa leitura semideuses c:
(Leiam as notas finais)

Depois daquele dia confuso eu resolvi sumir. De certa forma para me esconder do que eu fiz ou pelos menos do que eu fui acusado de ter feito. Não sei porque, mas todas as vezes em que eu pensava em falar com a Thalia, uma espécie de voz falava na minha mente "você traiu a garota, lembra? Ela te odeia agora". E por incrível que pareça eu comecei à acreditar nisso. Claro que eu não consegui ficar mais que dois dias longe do acampamento (lê-se longe da Thalia) e acabei tendo que voltar. Annabeth me encurralou e disse que eu deveria ficar e lutar pela Thalia. Ela e Percy foram os únicos que acreditaram na minha inocência -- "Você é mais lerdo que o Percy, dúvido que seria imbecil o bastante para trair a minha amiga"–- Ótimo. Ser considerado mais lerdo que o Percy é porque eu devo estar em um estado bem critíco. Mas Annabeth estava certa, é claro que eu não seria tão imbecíl à ponto de traí-la. Não só porque eu a amava, mas tambem porque ter uma inimiga como Thalia, com certeza a morte seria mais aceitável.

Annabeth e Percy arquitetaram vários planos para que eu e Thalia voltassemos à ficar juntos. Mas para o meu azar, eles só me renderam um olho roxo e algumas fraturas em lugares realmente frágeis -- Se é que me entendem -- (N/A: Nos países baixos é golpe baixo. Sentiram a irônia? u.u)

Apenas um plano me rendeu mais que um olho roxo e fraturas internas. E esse foi arquitetado por Percy, Annabeth, Travis e Katie. O problema era que eu não estava sabendo sobre esse plano.

Flashback ON

Eu estava saindo do meu chalé quando Travis me chamou.

–- Ei Nico! Quíron está chamando você na Casa Grande.

–- O que ele quer? -- perguntei.

–- Não sei. Mas pela cara dele, não é coisa boa -- ele sorriu como se quisesse dizer "eu não queria estar na sua pele" -- E hã... Eu não queria estar na sua pele.

Revirei os olhos e fui até lá. No caminho encontrei Katie, ou melhor, fui encontrado por ela.

–- Nico -- ela estava ofegante. Provavelmente havia corrido atrás de mim sem eu perceber.

–- Oi Katie -- disse confuso.

–- Hã... pode parecer estranho mas... você tomou banho? -- ela perguntou. Que tipo de pergunta era aquela?

–- É... tomei agora à pouco mas porque...

Annabeth chegou me interrompendo.

–- O que pensa que está fazendo? -- Annabeth perguntou furiosa.

–- Eu só ia responder a pergunta dela, Annabeth -- respondi.

–- Não Nico. Estou falando com a Katie -- ela revirou os olhos e começou à encarar a Gardner. (N/A: Um oferecimento de: Corte rápido Tramontina).

–- Eu precisava perguntar Annabeth -- Katie respondeu -- e se T...-- Annabeth tapou a boca da garota a interrompendo e me deixando curioso sobre o que Katie pretendia falar.

–- Hã... Eu e Katie temos muito à fazer -- Chase sorriu nervosa.

–- Temos? -- Katie indagou.

–- Temos sim -- Annabeth deu um um beliscão na garota.

–- Auuu, Annabeth! Isso doeu -- Katie exclamou -- É temos muito à fazer.

–- E você, Nico? Quíron está o esperando na Casa Grande -- Annabeth disse ansiosa.

–- Como você sabe? -- perguntei.

–- Vlacas –- Annabeth praguejou em grego -- Temos que ir.

Dito isso ela saiu correndo arrastando Katie consigo. Mas Gardner conseguiu gritar ao longe.

–- Faça a coisa certa -- ela exclamou e desapareceu da minha vista.

Foi a situação mais estranha que já passei. Não entendi nada do que elas supostamente estavam falando. Sacudi a cabeça para espantar aqueles pensamento e corri para a Casa Grande. Pensando em duas desculpas: uma pela minha demora e a outra pelo o que eu fiz. Bati na porta e entrei na sala onde Quíron costumava ficar.

–- Quíron você... Ai não. O que você está fazendo aqui? -- Thalia tambem estava lá

–- Você não me disse que permitia animais dentro da Casa Grande, Quíron -- Thalia me estudava com desprezo.

–- Se ele não permitisse, você não estaria aqui, Thalia -- rebati. Confesso que depois de tanto apanhar, eu tomei uma certa raiva de Thalia. (N/A: Um oferecimento de: Cortes em série patrocinado por Corte Rápido Tramontina)

–- Chega vocês dois -- Quíron reclamou e apontou para um morango murcho encima da mesa -- Vocês podem me dizer o que é isso?

–- Um morango? -- arrisquei o óbvio.

–- É parecido com o cérebro do Di Angelo -- Thalia colocou a mão no queixo pensativa.

–- Como assim? -- perguntei.

–- Ambos são pequenos e murchos -- Thalia sorriu vitoriosa -- mas é claro que talvez o seu cérebro não seja a única parte do seu corpo que seja assim. (N/A: Pervertidas de plantão: Podem pensar merda. Chorei com essa parte OMG)

–- Eu mandei Travis e vocês dois para cuidar dos campos de morangos, para no final terminar nisso? -- Quíron apontou para o meu cérebro, digo, morango murcho. Droga Thalia, eu te odeio! -- Como castigo os dois vão voltar lá e reparar tudo.

–- Ei, mas o Travis deveria ajudar tambem -- Thalia protestou.

–- Travis está doente -- Quíron respondeu.

–- Mas ele foi me chamar ainda à...

–- Sem desculpas. Não voltem aqui antes de terminar a bagunça que vocês fizeram.

Thalia me olhou furiosa.

–- Isso é culpa sua!

–- Minha culpa? Mas não fui eu que...

–- Culpa sua sim! -- ela arrancou a faca de sua cintura e apontou pra mim. Levantei as mãos em rendição. Mesmo erradas as mulheres insistem em acreditar que estão certas, e são capazes de fazer qualquer coisa com quem se opôr -- Eu não vou falar mais com você.

–- Ótimo -- não, não é ótimo -- Faça o que você quizer Srta. Turrona.

Ela me olhou como se quizesse dizer "Sorte sua que eu não estou falando com você" e saiu da sala. Corri atrás dela. Olha só como meu dia vai terminar perfeito: Campos de morangos, com a turrona da Thalia e provavelmente com algum olhos roxo no final. Ótimo, ótimo mesmo.

Chegando lá, pude ver a nossa bagunça. Além da grama estar cheia de buracos, todos os morangos estavam murchos. Nenhum sobreviveu. Tambem com Thalia cuidando deles, com certeza os pobres morangos preferiram a morte. Teriamos um longo trabalho pela frente.

–- Nico e Thalia -- era Júniper. Sabe-se lá de onde ela apareceu -- É bom ver os pombinhos aproveitando o fim de tarde.

–- Não estamos aproveitando o fim de tarde -- respondi.

–- Não somos pombinhos -- Thalia completou.

–- Júniper, você pode dar um jeito nisso tudo? -- perguntei tentando não mostrar o meu desespero em ficar ali a tarde toda com a Srta. Turrona.

–- Posso dar um jeitinho na grama. O resto é com vocês dois -- um só toque dela e a grama mudou do estado "destruído pelo furacão Thalia" para "curado pela bundosa Júniper" –- Agora tenho que ir, estou indo ver o meu Grover. Bom fim de tarde para o casal e Nico, Annabeth mandou dizer para não ser lerdo -- dito isso ela sumiu.

–- Droga, não somos um casal -- Thalia respondeu para o nada.

–- Vamos, ainda temos muito trabalho -- reclamei. Esquecendo o recado que Júniper trouxe de Annabeth.

Thalia virou as costas para mim e foi buscar as pás. Com certeza a hora iria se arrastar, fazendo com que ficar perto da Srta. Turrona fosse um martírio.

Enquanto ela replantava os morangos, eu tentei quebrar o silêncio que havia se instalado entre nós.

–- Então... o que você andou fazendo depois que -- me interrompi. Eu estava prestes à falar sobre a nossa separação -- ... depois que... as férias começaram?

Ela me olhou e me estudou por um momento.

–- Se eu estivesse falando com você, e que não é o caso, eu diria duas coisas: 1° não é da sua conta e 2° você não vai conseguir puxar assunto comigo.

–- Porque você é tão criança? -- perguntei indignado.

–- Se eu estivesse falando com você, e que não é o caso, eu diria: Já que você está encomodado comigo, porque não procura alguma companhia melhor? Você é excelente com isso.

A minha vontade foi de... Deuses! Thalia conseguiu o dom de me irritar. Resolvi que eu iria apenas fazer o que Quíron nos mandou fazer ali. E pretendia terminar logo para ficar o mais longe possível daquela cabeça dura da Thalia. Quando finalmente terminamos o pôr do sol já estava quase no fim.

–- Acho que acabou -- Thalia falou, esquecendo totalmente que havia parado de falar comigo.

–- Vou recolher as pás -- respondi friamente. Enquanto eu recolhia tudo, comecei à ter alucinações, quero dizer, uma voz começou à falar na minha cabeça.

"Acorde Nico. Acorde" falou avoz

Aquela voz me deixou tonto, foi como se eu estivesse dormindo e do nada alguem me tirou à força da cama. Larguei as pás e sai andando meio sem rumo, e com a vista turva. Quando avistei o vislumbre de Thalia em minha frente, uma força invisivel me empurrou e eu cai encima dela.

–- Você. Tem. Dez. Segundos. Para. Sair. De cima. De mim -- Thalia disse trincando os dentes.

–- Thalia eu...

–- Você nada Di Angelo -- Thalia estava vermelha. Não de vergonha, mas de raiva -- eu vou quebrar cada ossinho seu se você não sair.

–- Eu... -- Na verdade eu não queria sair, poderia ficar assim a vida toda -- e se eu não sair?

–- Então você não vai sair? Ótimo -- Thalia prendeu as minhas pernas com as dela e enroscou o seu braço em meu pescoço, me passando uma espécie de gravata, comecei à perder o ar. Isso é pra eu aprender que quando Thalia diz ótimo, não está nada ótimo. Em um ato de reflexo comecei à forçar o meu braço contra o seu pescoço enquanto eu tentava aliviar o meu com a mão livre. Comecei à perceber que apenas um saíria vivo dessa "troca de carinho" e que esse não seria eu.

–- Tempo -- ela largou o meu pescoço e eu o dela -- Muito bom, Di Angelo. Andou treinando?

–- Quero impressionar uma garota -- respondi.

–- Como assim? Quem é ela? -- Thalia franziu o cenho. Cara, ela ficava linda com ciúmes.

–- Ciúmes? -- perguntei sorrindo.

–- Claro que não! E-eu só -- Thalia não sabe mentir -- queria alertá-la de que você não presta.

–- Tem certeza? -- me aproximei um pouco dela.

–- T-tenho. Agora saia de cima de mim -- ela reclamou.

–- Quer mesmo que eu saia? -- deslizei as minhas mãos por seus braços e entrelacei meus dedos nos dela.

–- Eu... e-eu quero-- ela gaguejou.

–- Não Thalia, você não quer -- eu a beijei. Foi um beijo comum. Um espécie de selinho demorado. Quando nos separamos, pude ver a burrada que eu havia feito. Então tentei consertar tudo -- Deuses! Thalia me desculpe, você não queria...

Thalia sacudiu a cabeça e me encarou com aqueles olhos azuis elétricos quase vermelhos de raiva. Com uma agilidade incrivel ela me atirou contra a grama semi-molhada e ficou encima de mim.

–- Qual é o seu problema? -- Thalia estava furiosa.

–- Me desc...

–- Não. Eu não desculpo -- era impossível terminar uma frase com ela -- com que direito você me beijou?

–- Eu já pedi des...

–- Prometa que nunca mais vai fazer isso -- ela me interrompeu novamente.

–- Prometo -- respondi desapontado.

–- Então estamos entendidos -- dito isso, Thalia agarrou meu cabelo e me beijou com a voracidade de uma fera que iria desfrutar de sua caça. Nossas línguas se enroscaram fácilmente. Não sei quanto tempo se passou. O mundo poderia acabar ali mesmo e nós não perceberiamos nada. Foi um beijo diferente de todos os outros que ela já me dera, ele era voraz, ansiado ou talvez até desesperado.

O ar faltou, mas mesmo assim custamos à nos separar. Quando nos desgrudamos totalmente, ambos estavam ofegantes. Thalia deu um sorrisso assustado, e que logo foi substituído por uma expressão de arrependimento.

–- Droga -- ela saiu de cima de mim e deitou ao meu lado. Droga? Droga digo eu, ora essa.

–- Droga? -- foi a única coisa que consegui falar, ou melhor perguntar.

–- É. Droga -- ela se levantou e começou à ir embora. Eu deveria fazer alguma coisa. Essa foi a única aproximação nossa em que eu consegui algo além de ossos quebrados.

Me levantei rapidamente e a puxei pela cintura fazendo com que eu pudesse encarar aqueles olhos azuis.

–- Se você não soltar, vou ter que tomar medidas drásticas, Di Angelo -- ela falou sem demonstrar nenhum emoção ou reação -- E a propósito, você prometeu que não iria tocar em mim, lembra?

–- Eu prometi mesmo -- pensei por um minuto -- mas alguem já lhe disse que para uma promessa ser cumprida deve ser jurada pelo Rio Estige?

–- Então você vai me agarrar? -- Thalia perguntou desconfiada.

–- Depende. Você vai me bater se eu lhe soltar? -- perguntei.

–- Vou -- ela respondeu.

–- E se eu tentar alguma coisa, você vai me bater quando eu terminar? -- perguntei me aproximando um pouco mais dela.

–- Bom -- ela sorriu maliciosamente pra mim e mordeu o lábio inferior -- provavelmente sim.

–- Então eu acho que vale a pena correr certos riscos -- respondi. Thalia era como uma fera que deveria ser domada, eu já a domei uma vez, não seria difícil domá-la por uma segunda. Logo a levantei do chão e a empurrei contra uma árvore. Ela começou à se apoiar na gola de minha jaqueta e enroscou suas pernas envolta da minha cintura. Nos encaramos por alguns minutos, ela parecia viajar por meus olhos, talvez olhando através dele e indo direto à minha mente. Já eu, bem, digamos que eu estava olhando um pouco mais abaixo de seus olhos. (N/A: Nico seu pervertido hmm)

Eu fiz uma trilha de beijos por seu pescoço até chegar em seu ouvido e sussurrar.

–- Senti sua falta -- Thalia estremeceu.

–- Pois eu não senti nenhum pouco a sua -- ela sorriu como uma criança travessa. Claro, ela estava falando isso para me irritar. Mas isso só fez com que eu a desejasse mais. À cada toque meu em sua pele, correntes elétricas se espalhavam pelo meu corpo, trazendo a lembrança de nosso primeiro beijo. Thalia tinha as mãos ágeis, quando dei por mim, minha camisa e jaqueta já estavam no chão. Não foi difícil retirar a sua regata, apesar de negar que sentia minha falta, ela queria aquilo, queria que eu a tomasse por minha.

À pousei lentamente na grama, tirei uma mexa de cabelo que insistia em sobrecair sobre o seu rosto e coloquei atrás de sua orelha. Comecei à observar suas formas perfeitas e esculturais (N/A: Nico sempre exagerado vish)

–- Vai começar à babar como o Percy? -- ela zombou.

–- Impossível não admirá-la Srta. Turrona -- seus olhos estavam mais azuis do que de costume.

–- Não gosto que me chame assim -- Thalia fez beiçinho.

–- Não posso chamá-la de Srta. Turrona? -- me fiz de desentendido.

Thalia encarou aquilo como uma provocação pessoal, segurou-me pelo cabelo e me deu um beijo voluptuoso me fazendo ficar quieto. Nossas línguas dançavam em completa harmônia, aproveitando ao máximo o toque um do outro. Me desviei um pouco de sua boca e encostei o meu rosto em seu pescoço, seu perfume era adocicado misturado com seu perfume natural.

–- Seja minha Srta. Turrona -- sussurrei ao seu ouvido, o que fez ela cravar suas unhas em minhas costas e soltar um gemido abafado. Teriamos continuado tudo se não fosse Thalia se afastar de mim.

–- Ouviu isso? -- ela perguntou olhando para os lados.

–- Ouvi o que Thalia? Impressão sua -- voltei à tentar beijá-la, mas ela ainda estava tensa.

–- Escute, Nico -- parei em silêncio e tambem ouvi o farfalhar de folhas.

Vimos algo andando rápido por entre as árvores. Até que...

–- Eu disse que eles estavam demorando à voltar -- era Katie já à nossa frente -- estavam fazendo uma festa e nem nos chamaram?

–- Eles estavam fazendo sua própria festinha particular -- Travis completou. Ouvimos mais farfalhar de folhas. Era Annabeth e Percy.

–- Deve ser coisa da cabeça da Katie, claro que eles não... Percy fecha os olhos -- Annabeth colocou-se na frente do namorado -- Thalia! Não tinha lugar melhor pra isso não?

–- O que esta acontecendo? Eu não vejo nada -- Percy tentava tirar as mãos de Annabeth de seus olhos.

–- E nem vai ver! -- Annabeth voltou à nos encarar -- Thalia vista-se, por favor.

–- Thalia está pelada? -- Percy ficou mais curioso. E pessoalmente eu não gostei desse entusiasmo.

–- Não, idiota. Ela só está sem a blusa -- Annabeth respondeu.

–- Ei, Feche os olhos você tambem Travis -- Katie reclamou.

–- E porque eu fecharia? -- ele perguntou a desafiando.

–- Se não eu mesma os arranco -- Katie respondeu.

–- Já fechei.

Thalia vestiu a regata totalmente corada com a situação, e eu vesti a minha blusa.

–- Vamos, as harpias com certeza já estão procurando semideuses como lanchinho noturno -- Katie disse.

–- Cada um em seu chalé ok? Ok Katie e Travis? Thalia e Nico? -- ela estava esperando uma resposta rápida.

–- Sim, mamãe -- respondemos em uníssono rindo.

Annabeth e Percy foram à frente. Travis e Katie tentaram nos interrogar, mas o Stoll queria saber apenas dos detalhes sórdidos. Eu e Thalia dissemos que contariamos na manhã seguinte e eles apertaram o passo, me deixando sozinho com Thalia.

Peguei minha jaqueta e a envolvi nos ombros dela.

–- Ainda estamos separados? -- perguntei com receio.

–- Bom, você não conseguiria viver sem mim...-- ela pegou a minha mão e envolveu em sua cintura -- e bem, eu não conseguiria ficar sem você.

Sorri pra ela e dei um beijo casto em sua testa.

Flashback OFF


Após aquela quase noite perfeita com Thalia, voltamos à namorar. Era tanta saudades dela que eu havia sentido falta até de seus empurrões e socos no estômago.

Só poderia ser o destino conspirando contra nós novamente, no mesmo dia em que Quíron falou sobre um casal de semideuses que teriamos que buscar nas redondezas do Grande Canion, eu e Thalia brigamos. O motivo foi fútil e infantil. Na verdade não me lembro como tudo começou. Só sei que terminamos xingando um ao outro com palavrões realmente pesados.

Eu já havia arquitetado tudo em minha cabeça: Após resgatarmos os semideuses eu iria me desculpar com Thalia e voltar as boas com ela.

Quando chegamos lá, eu ajudei uma garota que estava pendurada no desfiladeiro. Pude ver o ciúmes de Thalia quando eu ajudei a garota desconhecida.

Um último olhar. Aqueles olhos azuis elétricos encontraram os meus rapidamente. Era aquela nossa velha conexão. A ligação que ninguem poderia explicar. Não tive tempo de ajudá-la. Só de correr até a beira do desfiladeiro onde ela caira.

Inútil. Era essa a palavra que me descrevia. Inútil, por salvar uma desconhecida, inútil por não ter salvo a pessoa mais importante. Aquela que eu desejei desde o primeiro olhar. Aquela por quem eu moveria céus e terras para estar junto. Aquela que eu havia prometido que não iria perder mais.

O vazio que havia se instalado em mim era maior até mesmo que aquele enorme abismo.

O mundo à minha volta havia parado. Dizem que a morte pode acontecer de várias formas. Uma morte fisíca, moral ou talvez espiritual. Eu perdi a minha alma ali. Tudo se esvaiu com ela. Com a perda dela. Ela não morreu. Eu sentia isso.

–- Eu vou encontrá-la Thalia -- sussurrei para mim mesmo -- custe o que custar.

Notas finais
O capítulo ficou bem maior do que o esperado u.u
Gostaram? Não gostaram? Deixem suas opiniões. Se estiver ruim, me digam o que precisa ser melhorado.
Alguem quer panetone? Sobrou do Natal u.u
Ps: É panetone com trufa :3
Até mais meus divos e divas. E Feliz Ano Novo u.u