O Poder Perdido
1 Capítulo I - Nosso professor tenta nos matar
Notas iniciais
Segunda temporada cambada -qq
Boa leitura semideuses c':
#emocionada
As coisas pioraram mesmo quando fui transferida para a Academia Collyn Jr. "Um lugar apropriado para a educação de seu filho problemático" esse era o seu eslogan. A sexta escola em seis anos. A sexta escola em que eu seria expulsa. A regra por lá era simples e clara "Se você falar, sorrir ou respirar fica de castigo tanto tempo que seus filhos irão sair da escola mais cedo que você". Claro que essa regra era dita apenas para os alunos. E eu não preciso dizer que fiquei de castigo logo na minha primeira semana de aula né?
Nunca precisei me esforçar para me meter em confusões, elas simplesmente vinham até mim. Ano passado fui acusada de incêndiar o laboratório de Ciências. Detalhe: Isso aconteceu no meu primeiro dia de aula. Mas esse fato não impediu a diretora de me expulsar. Esse ano na Academia Collyn foi tudo normal. Nada de brigas ou incêndios. Apenas castigos do tipo escrever duas mil vezes "Eu sou um aluno inútil que não irá mais pertubar a professora". De certa forma eu estava feliz por isso, nada me deixava mais triste que ver a decepção da minha mãe quando eu dizia as duas simples palavras "fui expulsa". Minha mãe Khloe trabalhava o dia todo em uma floricultura no centro da cidade para pagar o meu colégio e a faculdade de Nora, minha irmã mais velha. Eu só as vias nas férias. Minha única companhia era Scott Williams meu melhor e único amigo, já que eu não era tão sociável assim. Ele era um garoto cinco centímetros mais alto que eu, tinha o cabelo claro e olhos azuis. Era até que bonitinho, mas bem desajeitado.
–- Acho que esse passeio vai ser legal -- Scott comentou enquanto olhava pela janela do ônibus.
–- Claro -- concordei -- quem sabe quando passarmos por algum desfiladeiro o Sr. Devin escorregue, caia e morra. Isso sim seria bem legal -- Sr. Devin era o nosso professor de história. Ele era míope mas insistia em não usar óculos e tropeçar em tudo que "via" na frente. O coroa era careca então usava uma peruca que estava sempre torta, o que dava motivos para que a sala inteira ficasse de castigo por rir dele.
–- Fez algum comentário senhorita Nevaeh? -- o carrancudo do meu professor começou à tentar me achar. Apesar de não ver bem, ele ouvia muito bem.
–- Não senhor -- resmunguei.
Scott começou à rir.
–- Qual é a graça? Também quero rir -- perguntei cruzando os braços.
–- Você ainda vai se dar mal com essas brincadeirinhas, senhorita Nevaeh -- ele zombou.
–- Se você falar o meu sobrenome novamente eu corto a sua língua -- alertei.
–- Quer dizer que eu não posso dizer Nevaeh? -- Scott se fez de idiota. E acredite, não é difícil para ele.
–- Você pediu -- eu ia dar um tapa bem dado nele, só que ele interceptou o meu golpe me segurando pelo pulso.
–- Conheço cada movimento seu, senhorita Nevaeh -- ele sorriu.
–- Anda me observando demais -- reclamei.
–- Acredite -- ele soltou o meu braço -- não é muito difícil pra mim.
Ele me encarou com aquelas íris azuis que ipnotizavam qualquer uma. De uns tempos para cá, Scott começou à falar umas coisas estranhas e sem nexo como "Sorte do cara que um dia conseguir namorar você" ou "Eu não entendo porque você não tem nenhum namorado", e sinceramente eu não entendia o que ele queria com isso. Desviei o olhar para o chão. Scott se virou bruscamente para a janela do ônibus. E acabamos ficando o resto do percurso em silêncio.
Em pouco tempo estavamos na entrada do nosso destino "extra-curricular" como Sr. Devin falava.
–- Peguem seus cadernos e lápis. Anotem tudo. Quando chegarmos lá encima, não quero ver nenhum engraçadinho se atirando no desfiladeiro. O diretor disse que quer todos vocês vivos uo ele descontará do meu salário, estamos entendidos?
–- Sim, Sr. Devin -- respondemos em coro.
Os guias começaram à nos organizar.
–- Scott o que está escrito naquela placa? -- perguntei.
–- Esqueceu que você não é a única com TDAH?
–- Droga, não quero que isso dure mais que o necessário. Então vamos logo -- respondi.
Se eu não quizesse ir embora daquela excursão o mais rápido possível, eu teria me interessado pela trilha. Houve um acidente com a plataforma de vidro do Grande Canion, por isso nossa trilha iria terminar à 10 quilômetros de lá.
–- Então senhorita... Haylla -- Scott deu ênfase no meu nome para não dizer Nevaeh -- maneiro o seu anel... você deve gostar muito dele. Nunca a vi sem.
–- É, eu gosto -- Menti. Na verdade não era só isso. Eu ganhei ele quando completei doze anos de idade. Minha mãe disse que ele iria me proteger -- "Use com sabedoria, querida. Ele te ajudará em duas formas em várias situações" -- Na hora eu não entendi. E continuo sem entender, já se passaram quatro anos e eu ainda não entendo como um simples anel iria me ajudar. Mas resolvi cuidar bem dele assim mesmo.
Levamos uma hora e meia para chegar ao fim da trilha. Como Sr. Devin mencionara, um grande desfiladeiro se encontrava à nossa frente. Ele era tão fundo que eu não conseguia ver onde terminava.
–- Então Eddy, me diz como é passar uma hora e meia nos seguindo? -- me virei rapidamente dando um enorme susto no projeto de espião.
–- Pra ser mais exato foram 1 hora e 37 minutos pelo meu relógio -- ele tropeçou no próprio pé -- E hã... eu preciso ficar perto de vocês.
–- Pra...? -- Scott perguntou esperando uma resposta rápida.
Sr. Devin chegou antes que Eddy respondesse. Álias onde se meteu o projeto de espião que estava aqui agora à pouco?
–- Haylla e Scott, preciso falar com os dois.
–- O que fizemos dessa vez? -- perguntei tentando puxar na memória algo que eu fiz.
–- Apenas me sigam -- Sr. Devin soltou um sorrisinho seco.
A trilha continuava mais acima de onde nós haviamos parado. Quando Sr. Devin parou, estavamos em uma parte mais alta do desfiladeiro, não havia barras de proteção como lá embaixo. Pude ver uma placa que no começo achei que estivesse escrito "sucrilho" , mas me esforçando mais percebi que era "perigo".
–- Vocês sabem porque os trouxe aqui? -- perguntou Sr. Devin.
–- Para aplicar uma prova surpresa? Droga eu não estudei -- Scott às vezes se fazia de tonto ou ele era tonto mesmo.
–- Nosso querido Eddy sabe o porquê -- o projeto de espião saiu de seu esconderijo secreto (um arbusto), tentando tirar os espinhos que grudara em sua roupa.
–- Está acabado! Os reforços já vão chegar -- Eddy esbravejou.
–- É muita pretenção para um sátiro não acha? Álias eles ainda vão chegar. Até lá posso fazer muita coisa -- Sr. Devin respondeu.
–- Haylla e Scott, corrão! -- Eddy anunciou se colocando à nossa frente.
–- Vocês não irão à lugar algum -- Não sei porque eu e Scott não conseguimos sair correndo como Eddy "recomendou". Ainda estavamos tentando processar a palavra sátiro direcionada ao Eddy. Enquanto isso o meu professor de história começava à se contorcer. Seu casaco militar cinza desbotado foi pelos ares quando duas asas de morcego brotaram em suas costas. Em suas mãos, garras afiadas surgiram. Quando ele sorriu duas presas de javali tomaram a forma máxima, elas eram grandes e amarelas. Com certeza o Sr. Devin não os escovava há um bom tempo. Eu comecei à recuar e acabei caindo.
–- Haylla! -- Scott tentou me ajudar mas o nosso professor foi mais rápido e o derrubou.
–- Scott, cuide de Kiratus e tente não ser morto -- Eddy olhou pra mim -- Eu vou salvar Haylla.
Quando eu olhei para o céu tive a impressão de ver três aviões, e que logo viraram passáros. Mas reparando bem pareciam cavalos com grandes asas. Eu deveria estar delirando, mas os cavalos voadores estavam se aproximando.
–- Aguenta firme, Haylla. Os reforços já estão chegando -- Eddy tentava me acalmar.
Os três pégasos -- era esse o nome certo -- haviam pousado. Dois garotos e uma garota. A garota usava apenas um escudo com a imagem de uma mulher -- ela não chamou a minha atenção para que a descrevesse --. O garoto mais alto segurava uma espada, usava uma camiseta laranja e tinha olhos "cor de mar". O segundo garoto era...uau. Ele era quase da mesma altura que o outro, ele tinha um rosto perfeito e o cabelo bagunçado que quase chegava ao seu ombro. A pele pálida fazia com que seus olhos quase negro se destacassem e me atraisse de um jeito descomunal. Ele pôs-se de bruços na beira do desfiladeiro onde eu tentava me segurar.
–- Segura a minha mão -- fiquei em choque por ser encarada por ele, mas logo voltei à mim e agarrei a sua mão gélida. O garoto me puxou rapidamente.
–- O-obrigada -- disse por fim.
–- Não foi nada. Eddy cuidou bem de vocês? -- ele perguntou.
–- Claro -- Eddy respondeu na minha frente e eu não fiz questão de desmenti-lo.
–- Está vendo Percy? Ele foi ajudar logo quem? -- a garota disse alto o bastante para que eu tambem ouvisse -- Quando eu digo que esse aí é um cafajeste, ninguém acredita.
–- Thalia, ele foi só ajudar a garota. Queria que ele a deixasse cair? -- o tal Percy revirou os olhos.
–- Quer saber? Esqueça. Por mim ele pode ir para a p...
–- Thalia! -- Percy a interrompeu. Não precisou saber o resto da frase para entender o que ela iria dizer. Depois disso os dois começaram à lutar contra o meu professor de história que estava parado ouvindo o que a tal Thalia falava.
–- Da próxima vez tenha mais cuidado -- o garoto se levantou e estendeu a mão para mim -- Meu nome é...-- ele olhou para a tal Thalia. Como se os dois tivessem um tipo de conexão ela tambem olhou para ele. O Sr. Devin aproveitou o seu deslize e a empurrou com toda força contra o desfiladeiro, sem dar chance que ela segurasse em algo como eu. Isso fez com que o garoto que me salvou corresse até o lado do desfiladeiro em que a garota havia caído e desviasse toda a sua atenção para o vazio que se formava lá embaixo. O silêncio predominou.
Notas finais
No próximo capítulo o nosso Niquito terá dois flash back um com o término do namoro deles (sim, eles terminaram :'''''c) e outro um momento meio hot deles muahahaha ok.
Gostaram? review. Não gostaram? review. Estão lendo só por ler? review também. Reviews, mensagem de íris, sinais de fumaças... só quero saber se estão lendo :c
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