O Poder

2 Os dois primeiros dias


Notas iniciais
Oi pessoal, adiantei o capítulo e estou preparando o terceiro para publicar na terça-feira. Também tenho uma segunda Fanfic e provavelmente só vou publicar quando esta Fanfic estiver bem adiantada para não atrapalhar o rendimento dela =) Deixem reviews caso quiserem que eu detalhe mais as coisas - eu não sou boa com muitos detalhes de roupas e tal, mas se pedirem, eu Prometo que melhorarei isso =) já estou providenciando isso também.

– A SOLTE. ESSA MENINA não é uma bruxa – uma voz masculina com tom autoritário soou atrás de Cindy, que a fez virar junto com o guardião.

Havia um homem alto, cabelo na altura do ombro negro e olhos castanhos – e uma barba no queixo. Ele usava uma calça preta e uma camiseta também preta e havia uma espada embainhada e usava um anel.

O guardião olhou para o anel e soltou Cindy imediatamente e se ajoelhou – como outras pessoas começaram a fazer.

O homem olhou para Cindy que encostava o braço vermelho perto dela, como se ainda doesse.

– Me perdoe por esse guardião perder a cabeça – disse ele. – Alguns deles gostam de ver essas bruxas sofrendo e não raciocinam e acham que qualquer uma pessoa com medo é um deles. Você é... ?

– Cindy Young.

– Não me lembro de ter te visto. Mas bem, espero que ele não perca a cabeça novamente – ele deu às costas e saiu andando, mas antes que sumisse, ele disse: — Eu sou Nate, conselheiro do Príncipe.

E sumiu na multidão.

O guardião levantou e disse:

– Dessa vez passou porque ele era o conselheiro, uma posição muito alta para alguém abaixo dos reis e príncipes.

O guardião se afastou.

Carl e Nico se aproximaram de Cindy para ver o braço dela.

– Como você está agora? – Nico perguntou.

– Confusa. Ele era o conselheiro?

– Sim, como ele disse – afirmou Carl olhando para o braço vermelho de Cindy.

– Nem eu – afirmou ela. – Mas seja lá o que for e onde estamos, precisamos achar um meio de voltar para nosso ano normal logo. Estou ficando doida.

Moira e Kristen se aproximaram discutindo algo em um tom baixo.

– O que houve? – Carl perguntou.

– Fizeram muitas perguntas – afirmou Moira. – Mas passamos e estamos bem. Vimos o que aconteceu Cindy, você está bem?

A menina fez que sim.

Jenna se aproximou.

– Vamos jovens. Já podemos voltar para o lar. Tem algo que preciso contar.

Os jovens a seguiram apreensivos. Moira e Nico falavam com Cindy que ainda estava com medo do que os guardiões fizeram com a pobre mulher – ou bruxa, já que a menina ainda não havia se acostumado com o tempo ali.

Nico olhou para trás por cima do ombro e viu Cindy olhando para o chão enquanto andava – como se pensasse em algo triste. Ele a conhecia, ela era desse jeito e nunca mudava.

Enquanto desciam novamente para o porão e Jenna fechava o alçapão, nervosa – talvez pelo acontecimento que acontecera com Cindy. Ela deveria ter ficado perto dela, era a única que era mais sensível (Jenna sabia como cada um se sentia apenas em olhar em seus olhos).

Ela se virou para os jovens que pareciam curiosos com o que ela teria que falar.

– Bem, já que vocês estão aqui e querem voltar para o seu tempo normal...

– Como você aceitou isso tão bem? – perguntou Carl franzindo o cenho.

– Bem, eu também sou de 2014... Quero dizer, eu acabei vindo para casa por volta de 2011. Eu e meu filho.

– Seu filho? Ah... Sim – murmurou Carl. – Ele está caçando, certo?

– Certo. Quando estávamos em 2011 ele também caçava com o pai... Que foi o único que não foi trazido para cá – ela lançou um olhar triste para o chão, mas em segundos voltou a ter o olhar forte que ela manteve naquele curto tempo que estiveram ali. – Mas bem, se vocês realmente querem voltar... Não descobri nada entre esses três... Quatro anos, mas vocês tem o potencial para isso. Posso ver isso em seus olhos – ela olhou para Cindy. – Até mesmo você.

Cindy deu um passo para trás.

– Eu? Não faço nada certo – afirmou. – Sou medrosa e sensível demais... Quase gritei quando os vi queimando aquela mulher.

– Você é forte, eu sei disso. Todos vocês tem um destino e eu sei que vão segui-los e terão que fazer escolhas. Então... Eu sei utilizar espadas e arcos, meu filho também e meu amigo... O conselheiro do Príncipe também.

Moira arregalou os olhos.

– O conselheiro!?

– Sim... Bem, durante esses anos, ele acredita em mim e me ajudou e ao meu filho os costumes. Se eu pedir, também poderá ajudá-los. Cindy... Fui eu quem pediu para ele não deixar aquele guardião matar você.

Cindy deu o queixo cair, surpresa.

– O-obrigada.

Jenna assentiu e olhou para Nico e Carl.

– Vocês preferem arco-e-flecha ou espada?

– Arco-e-flecha- afirmou Carl. – Há um tempo... Em 2014 eu tive, quero dizer, tenho aulas de arco-e-flecha. Dou-me melhor com essa arma.

– Entendo – ela olhou para Nico que parecia pensar.

– Espada. Sempre quis usar uma espada – disse ele sonhadoramente.

Jenna abriu um leve sorriso.

– Ok. E vocês meninas... Creio que não vão querer usar espadas. Talvez arco-e-flecha seja melhor para vocês. O que acham?

– Eu não gosto de armas – murmurou Cindy. – Mas... Mas... Acho que me dou bem com arco-e-flecha.

Jenna sorriu contente com Cindy.

– Arco-e-flecha é uma boa ideia – ponderou Moira.

– Eu treinei esgrima há uns anos – disse Kristen encarando Moira como se dissesse “eu sou melhor que você em tudo” – e arco-e-flecha.

– Legal – afirmou Carl fitando Kristen que apenas o fuzilou com o olhar e depois olhou Moira novamente com o mesmo olhar e olhou para Jenna.

– Ok. Bem, amanhã eu vou ajudar as meninas primeiro... E também ensinar umas coisas que vocês vão precisar. Eu tenho um lugar onde guardo arcos, flechas e espadas para caso precisasse. Eu vou preparar a comida.

– Hã... Jenna – disse Moira com um sorriso brincalhão e erguendo um Ipod. – Por que não funciona?

– Bem, porque isso ainda não foi inventado? – Jenna sorriu também brincalhona. – Destrua isso se não quiser ter problemas com os guardiões.

– Ah, ok – Moira encarou o Ipod.

Jenna abriu o alçapão e subiu e logo o encostou para fechar novamente.

Carl e Nico começaram a conversar entre si e Moira decidiu destruir o Ipod enquanto Cindy sentava num canto com a cabeça entre os joelhos e Kristen deitada sobre uns tecidos no chão.

– Saudades dos colchões – afirmou ela. – E das paredes coloridas – afirmou olhando para as paredes de barro.

– Estamos em 686. É o melhor que conseguiremos – disse Moira.

– E quem te perguntou? – disse Kristen.

– Parem de brigar, meninas – disse Cindy num tom como se ela estivesse chorando, não levantou a cabeça de dentro dos joelhos.

Moira e Kristen se calaram e a observaram.

Moira se aproximou e se ajoelhou em frente a ela.

– Cindy, o que houve?

– Eu não vou aguentar ficar muito tempo aqui. Estamos há apenas uma hora... Se for isso, e já estou enlouquecendo.

– Cindy, esqueceu-se do que Jenna acabou de falar?

– Sobre eu ser forte? Não... Mas eu não sou forte. Isso é uma baboseira. Afinal, que horas são?

Nico apareceu na porta do quarto improvisado das meninas e disse:

– Acabei de falar com Jenna e ela disse que já está escurecendo.

– Uau. Quer dizer que nós ficamos horas viajando até aqui?

– Sim... Só que se parecem minutos, né?

Moira fez que sim com a cabeça e se levantou.

– Vou ver se posso ajudar Jenna. Nico... Por favor – ela olhou para Cindy e ele entendeu a mensagem: conversar e tentar ajudar Cindy.

[... Dois dias depois no final de tarde...]

Cindy ajudou Jenna com o colhedor de frutas. Kristen treinava esgrima com Nico perto da casa de Jenna e Moira preparava comida na casa.

Logo Jenna e Cindy entraram e Jenna disse:

– Minha querida, tudo bem, deixa que eu continue. Você já está pegando o jeito... Você e Cindy. Eu falei que logo pegariam o jeito – afirmou contente consigo mesmo e com as meninas.

Moira assentiu e olhou pela porta a fora a lua aparecendo.

– Como você e seu filho vivem por aqui?

– Ah... – Jenna disse. – Tarefas normais... Ele sai uma vez por semana para caçar e quando volta dois ou três dias depois, ele chega com muitos e muitos animais e várias coisas para nosso dia-a-dia – afirmou. – Ah, bem... Temos que ver essas execuções sempre, ele se acostumou. Ah, Cindy, no inicio, ele também ficou perplexo, mas foi se acostumando. Creio que você também irá.

Cindy apenas assentiu e emitiu um leve sorriso simpaticamente – mas dentro dela, a mesma ainda sentia que não iria se acostumar nem que ficasse a vida toda. Ela voltou a terminar a comida enquanto Jenna arrumava as frutas que haviam colhido.

Moira tentou pensar positivamente.

– Vou ver os outros – disse e saiu da casa indo em direção onde Kristen e Nico treinava esgrima e Carl treinava arco-e-flecha. Ele os viu e pareciam estar se divertindo.

Moira olhou para o lado esquerdo e viu uma floresta – ela gostava de florestas. Ela caminhou na direção da floresta iluminada pelo resto de luz do Sol e pela luz da Lua.

Ao andar por uns cinquentas metros, ela observou os animais e insetos, maravilhosamente. Ao andar mais quinze metros, ela olhou para uma árvore gigante e um ovo – sim, um ovo – do tamanho do braço dela em cima de feno, ou algo que parecia feno.

– Mas o quê... ? – ela ficou maravilhada e ajoelhou-se em frente ao ovo e encostou a orelha no ovo, como se quisesse ouvir algo, mas ela não ouviu nada além dos barulhos de animais e insetos.

De repente ela levantou-se num pulo ao sentir o ovo tremendo. Ela recuou dois passos e observou com cuidado o ovo apresentar uma pequena rachadura.

Moira sentiu-se rapidamente com medo e correu de volta para casa de Jenna, porém ela tropeçou num galho e sentiu-se prestes a cair.

Mas algo a envolveu e a impediu de cair.

Notas finais
Novamente lembrando, posto sem demoras sexta-feira à noite, domingo à tarde e terça-feira. Eu também posso ter capítulos adiantados e acabar publicando qualquer dia de semana, mas é minha regra esses três dias ter novos capítulos para vocês, meus queridos leitores =)