O Pilar do tempo

2 Capítulo 1- O começo


Tudo começou quando entrei para o 1º ano do ensino médio, meus pais se mudaram e me colocaram em uma nova escola. Eu realmente fiquei muito triste, conhecia e gostava de todas as pessoas de minha pequena cidade, porém fui obrigado a me mudar para uma cidade um pouco maior que a antiga, por causa do trabalho do meu pai. Fui matriculado em uma escola chamada Escola Preparatória M., fiquei muito intrigado com esse nome, — O que era esse “M.” seria o nome do dono?-Mas eu sentia algo estranho dentro da escola.

O diretor era um homem alto com uma barba longa com um olhar penetrante, ele ficava com um terno preto e uma gravata prata e uma bengala também prata, eu não entendi o porquê ele usava bengala se andava normalmente, porém não perguntei nada, senti que não devia perguntar, depois de duas horas de entrevista estava matriculado, no primeiro ano um, sala 101.

Uma semana depois as aulas começaram, assim que cheguei à frente da escola, vi vários alunos com roupas estranhas e o rosto pintado, não entendia o porquê daquilo, devia ser algum festival da escola, algo do gênero, porém alguns alunos vestiam um manto negro e eram extremamente pálidos, seus olhos tinham uma tonalidade meio avermelhadas, o que me assustou de verdade.

Tudo o que eu pensava era- O que eu estou fazendo aqui? O que é esse lugar?- porém não demonstrei medo, não queria parecer fraco na frente dos outros alunos, na minha antiga escola, apanhava bastante por parecer menor e mais fraco que os outros alunos, [Tenho um metro e setenta centímetros, os outros tinham um metro e oitenta], ultimamente tinha deixado meu cabelo crescer e ele estava na altura do ombro, o que para alguns me fazia parecer mais fraco ainda.

Fui para a quadra de esportes, onde o diretor Marco iria fazer seu pronunciamento para dar inicio ao ano letivo, enquanto estava lá um garoto veio falar comigo, ele tinha a minha altura, cabelos vermelhos e olhos castanhos, vestia uma roupa preta com uma pulseira de uma banda de rock igual a minha, ele disse:

–Oi, meu nome é Richard, mas você pode me chamar de Rick, vejo que você também gosta dos Beatles, qual o seu nome?

Eu respondi:

–Meu nome é Chris e eu gosto sim cara, as letras são muito lindas;

–Concordo, mas e ai, o que você é?

Eu achei que ele estava brincando, o que eu sou? Eu era apenas um humano normal, não tinha poderes, não voava, não corria super rápido, ou tinha super força, apenas um humano. Mas antes que eu pudesse dizer algo o diretor começou o pronunciamento:

–Caros alunos da Escola Preparatória M. é uma honra recebê-los de volta esse ano, muitos de vocês sobreviveram às missões do ano passado e ficaram realmente muito poderosos já outros faleceram e por isso merecem nosso respeito por ter morrido em batalha. Mas mudando de assunto, quero dar as boas vindas aos nossos novos alunos, e dizer que eles serão muito bem preparados na nossa escola. E para terminar, gostaria de dizer que não existe ser fraco e sim ser despreparado. Quero dar as Boas vindas a Escola Preparatória dos Monstros. Onde nos podemos ser nós mesmos.

Eu estava paralisado, monstros? Como assim? Foi quando eu olhei para o lado e vi, vários daqueles alunos com roupas estranhas puxarem espadas de 1,5 metros, vi alguns se transformando em animais, quando eu olhei para o Rick ele não havia se transformado, nem puxado nenhuma arma, estava apenas gritando, eu olhei e perguntei:

–Por que não se transformou?

Ele me disse:

–Pelo mesmo motivo que o seu, não quero mostrar meus poderes agora, vou deixar para a competição, a propósito qual a sua sala?

–Sala 101 e a sua?

–A minha também, é parece que seremos colegas de sala também.

–Vai ser divertido.

–Claro, vamos poder treinar juntos, vou ver o quanto você é forte.

–É vai.

Entrei na sala com muito medo, eu pensava que todo mundo ia descobrir que eu era humano, e me mataria de uma forma lenta e dolorosa, mas enquanto o mundo parecia virar de ponta a cabeça, eu me deparei com uma menina linda, loira, olhos castanhos avermelhados, pele branca, minha altura, vestia uma camisa do Black Sabbath, uma calça escura, uma roupa que combinava perfeitamente com a cor de sua pele, fiquei sem reação quando ela veio e falou comigo:

–Oi

–Oi

–Você poderia me dar licença esse é o meu lugar.

–Ah claro

Pode ter sido uma conversa rápida e sem assunto, mas senti o meu coração tão rápido quanto um jato, poderia ser? Eu poderia estar amando? Acho que talvez, mas era melhor ficar calado ela era um deles talvez ela pudesse até me comer junto, estava com uma mistura horrível na barriga de amor e medo queria fugir dali o mais rápido possível, mas a professora chegou e se apresentou:

–Olá turma, meu nome é Karen e eu sou uma mulher-gato, serei a professora de agilidade desse ano.

Eu achei esquisito, ela era alta ruiva, olhos verdes, branca, óculos, e um vestido verde, mas quando ela virou de costas, pude ver sua calda balançando e orelhas saindo de sua cabeça, ela parecia mesmo um gato, isso existia realmente, eu não estava sonhando. Depois de ver aquilo, corri o mais rápido que pude até a sala do diretor, tinha que sair daquele colégio, aquele não era o meu lugar, eu sou humano, e ali só estavam monstros.

Chegando à sala do diretor eu disse:

–Diretor Marco, todos aqui são...

–Monstros? Sim, você também é um deles.

–Não eu sou humano, não me transformo em nada, não tenho armas, sou um mero humano.

–Não meu filho, nenhum humano passa por aquela porta, por isso só você pode fazer a inscrição, seus familiares não poderiam passar pela porta, mas você pode, isso quer dizer que você não é um mero humano.

–Não, isso é impossível, eu não sinto nada, nem tenho calda, não manuseio armas, sou até muito desastrado, não sou um monstro, o senhor está errado.

–Hahahahaha. Dê tempo ao tempo Chris, você vai ver que eu nunca erro, e o seu nome está destinado a grandezas eu sinto isso.

–Como assim diretor?

–O tempo dirá meu filho, o tempo dirá.

Depois disso eu não sei por que, mas eu apaguei, quando acordei estava na enfermaria, e as palavras do diretor não saiam da minha cabeça “Dê tempo ao tempo Chris, você vai ver que eu nunca erro, e o seu nome está destinado a grandezas eu sinto isso.”. Eu não sei muito bem o porquê, mas aquelas palavras me faziam ficar enjoado, eu destinado a grandezas? Isso era impossível, eu era baixinho, não tinha porte atlético, era sedentário, não tinha como eu ser destinado a grandezas, mas eu sentia que depois daquilo, minha vida não iria ser mais a mesma.