O Pesadelo de Engi

3 Internação 20/03 – 23/03/2015


Um dia eu acordei, Engi, e vi que você não estava mais lá. A minha reação? Eu entrei em desespero, tive um surto enquanto amarrado numa cama onde pessoas riam de mim.

Hoje eu acordei sem querer, destruindo o mundo onde você estava comigo; era real! Claro, me culpei por ter desmanchado tudo, mas mesmo assim fiquei feliz pois soube que você ainda estava lá comigo.

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Mesmo neste lugar, falar com você por dois minutos já faz um dia ser feliz.

Obrigado, Engi.

Com os pulsos pintados de branco

na cama me deito e canto

a saudade que me dá forças para lutar

e esperança

de algum dia em teus braços me encontrar.

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No quarto não há tv e eu estou proibido de usar o celular, mas não é muito distante do ideal; há tantas bobagens quanto eu posso comer e sempre uma pessoa disposta a obedecer algum comando simples (trazer-me água, por exemplo).

Só há uma coisa que me deixa incomodado: a sua ausência, Engi.

Amanhã é o provável dia da minha saída; já que você demonstrou sentir minha falta, me esforçarei para estar ao seu lado novamente.

Notas finais
Palavras de um doente, para Engi.