O Passado Nos Condena
9 Almoço em Família
Notas iniciais
Domingo de manhã e o clima de tensão já estava no ar quando Esme teve a brilhante idéia de conhecer ambos os genros dela. Um almoço completamente em família estava declarado, Riley havia acordado rabugenta não querendo conversar com ninguém como era previsto e se não fosse por Emmett Josh não apareceria por lá no grande almoço de dona Esme.
— Olha mãe espero que você e o papai tenham uma grande paciência, James e Riley no mesmo recinto é briga na certa. – Emmett dizia na cozinha enquanto ajudava a mãe e ao pai no almoço.
— Eu já disse que não farei nada, simplesmente nada. – Riley gritou da sala de estar enquanto mantinha sua perna para cima e lia uma curva na estrada de Nicholas Sparks. Ela tinha que admitir que não fosse fã de romance, mas infelizmente deixou ser influenciada por sua cunhada e sua amiga Kate que eram fãs de carteirinha.
— Ótimo gostamos de você assim maninha. Agora... – Emmett enxugou as mãos com um pano enquanto fazia o trajeto até a sala. – Não pegue pesado com nossa irmã, você sabe que Alice é sentimental demais.
— Nossa você fala como se eu fosse uma psicopata prestes a esfaquear minha irmã. – Ela colocou o marcador de páginas antes de fechar o livro. – Só tenho que deixar claro que eu não gosto é de James e apesar de tudo isso eu nunca vou deixar de ser a irmã de Alice, ela sempre cuidou de mim e sempre me apoiou...
— Então porque não faz o mesmo em relação ao namoro dela minha caçulinha?
— Emm sei o quanto as pessoas não são boas apenas pelo o olhar delas, você sabe que isso é um sentido feminino que algumas mulheres têm. E James exala maldade em seus pensamentos.
— Engraçado achava que era só o Edward que lia nossas mentes.
— Oi?!
— Um amigo, ele era ótimo para descobrir nossas cartas em jogo até parecia que lia nossas mentes... Mas voltando ao assunto. Nisso tenho que admitir que você acerta, porém você não acha que está exagerando?
— E cuidar de quem eu amo é demais Emm? Alice também é sua irmã, muito antes do que ser minha e você ainda é assim tão liberal... Olha sai daqui, não quero que depois você fique por ai dizendo que estou colocando pilha em sua cabeça.
— Eu estou aqui para lhe escutar e não para lhe culpar.
— Saia Emmett.
— Nossa você está andando estranha demais menina, vou mandar papai lhe dar umas palmadas. – Ela deu de ombros enquanto pegou seu livro novamente para ler, mas a dor em sua perna estava insuportável demais para a concentração na leitura.
Permaneceu de cara emburrada inclinando-se no sofá e em seguida fechando os olhos, mas somente uma coisa que aconteceu lhe animou a ligação de Josh...
Alice por sua vez permanecia no quarto olhando fixamente para aquela aliança em seu dedo. Parecia até que ela estava assustada por estar em um relacionamento, há anos ela não se permitia sentir aquilo, por muito tempo ela não achava aquilo propicio para alguém que tinha como obrigação pensar somente na carreira.
Ela parecia assustada, ansiosa, com duvidas e ao mesmo tempo um pouco feliz, porém não sabia o que ao certo sentir, podia definir que estava travada e não estava conseguindo mais pensar e nem agir, aquele sentimento lhe deixava...
— Maluca... Eu estou ficando maluca porque aos 23 anos estou tendo meu segundo namorado enquanto minhas amigas já tiveram quantos relacionamentos sérios? – Ela deu de ombros enquanto afundava-se em meio a seus travesseiros. – No mínimo três e já transaram no mínimo quatro. E eu aqui pior que uma adolescente de quatorze anos...
Ela respirou fundo ainda olhando para o teto de seu quarto, mas não percebera que em tantos pensamentos o que mais lhe incomodava era Jasper e por mais que os anos tenham passado e Alice tenha aprendido a disfarçar seus sentimentos quanto a ele, ela jamais seria incapaz de esquecê-lo. Mesmo sabendo de seu casamento com Maria e sobre seu primeiro filho, Henry.
Quando jovens haviam feitos tantos planos e dentre eles sobre família e o que mais machucava Alice era saber que o nome no qual eles escolheram juntos, certo dia no passeio no parque para seus filhos, ele havia colocado no filho dele com outra mulher. Todas as promessas que Jasper havia feito pareciam mais dolorosas quando Alice percebeu que era tudo mentira. Ele prometeu voltar por ela, prometeu que após a faculdade eles escolheriam uma cidade para viverem juntos e enfim se casarem e criarem raízes. Tudo isso era vago e consigo apenas ficaram as lembranças apenas as partes mais torturantes.
Ela sacudiu um pouco a cabeça como se aquilo afastasse de algum modo as lembranças, levantou da cama e escolheu alguma roupa para o almoço, um vestido seria bem agradável. Olhou no espelho como o vestido ficaria superficialmente.
— Alice acorde, você está entrando em uma nova fase... Uma nova vida. Você agora namora James, tem que se esquecer de Jasper. – Ela dizia para si enquanto observava algumas outras roupas.
Ela estava determinada a se jogar de cabeça nesse relacionamento, sem muitas expectativas, para não sofrer uma decepção como a da ultima vez.
Após encontrar a roupa perfeita e descer para ajudar sua mãe ela achou uma tortura o silêncio de Riley quanto a ela.
— Querida você poderia me fazer um favor?
— Claro mãe.
— Dê o remédio a sua irmã, aposto que ela ainda não mediu a glicose.
— Ela já tomou café?
— Não queixou-se de que estava enjoada.
— Hum.
— Emmett, Riley não seria inconseqüente assim está bem? – Alice protestou-se para proteger a irmã.
— Confio em nossa irmã, não confio no Josh. – Alice saiu da cozinha indo até a sala e avistando onde exatamente sua mãe havia deixado a insulina e todas as coisas necessárias por Riley.
— Hei, você está bem?
— Sim. O que está fazendo?
— Mamãe disse que você não aplicou a insulina ainda e que nem tomou o café da manhã. – Alice dizia enquanto abria a pequena bolsa com os pertences da menina. – Você tem que se cuidar mais.
— Mais do que já me cuido? Aplico esta porcaria todos os dias sabendo que se eu não me cuidar e mudar meus hábitos posso muito bem morrer.
— Riley, fique calma... Você não vai morrer e nem algo de muito grave irá lhe acontecer, apenas se cuide. Hei se você ficar nervosa seu nível de glicose irá aumentar, você passará mal.
Riley olhou no fundo dos olhos de sua irmã com os olhos lacrimejando. Ninguém ali sabia o quanto Riley ainda se sentia insegura quanto aquela diabete, era a única coisa que amedrontava Riley Cullen.
— Porque você nunca fica brava comigo mesmo sendo contra o seu namoro com James?
— Por quê? Era para ficar?
— Não, mas... Quero que saiba que só quero o seu bem. E isso incluiu que não esteja com ele.
— Emmett também não aprova seu namoro com Josh e por isso você irá deixá-lo?
— Alice...
— Às vezes devemos quebrar a cara Riley, James pode ser esse monstro que você pensa como também pode não ser.
— Está bem, não vou mais implicar com você, mas não me obrigue a ser legal com ele.
— Não faça besteira.
— Não farei, apenas não irei conversar com ele.
— Quer que eu aplique ou você faz isso? – A menina deu de ombros pegando a seringa e suspendendo a blusa até a altura do umbigo aplicou a insulina.
— Não conte ao papai sobre minha crise. Ele achará que estou ficando louca, já quer até mesmo me levar ao psicólogo do hospital.
— Seria bom você ir.
— A está bem vou no dia que você também recomeçar suas consultas está bem?!
— Está bem, concordo com você, psicólogos são uma porcaria. Perca de tempo.
Riley riu da irmã, não tinha ninguém que odiasse mais psicólogos do que ela, mas mal sabia Alice que sua irmã estava pensando na hipótese nessa matéria para a faculdade.
— Papai me vê como uma menina inteiramente corajosa.
— E você é.
— Isso não é verdade Lice. Eu estou com medo pra onde isso tudo pode me levar. Toda a minha mudança habitual, as festas que evito em ir para não ver as pessoas comerem o que tenho vontade, mas que não posso nem experimentar. As pessoas não entendem.
— E desde quando Riley Annabeth Cullen se importa com as pessoas? – Riley revirou os olhos ao ouvir o seu nome.
— Riley até que é legal, mas onde a mamãe estava com a cabeça de colocar o nome da vovó em mim? – Alice riu, mas logo voltou a ficar séria como se quisesse voltar à pergunta que fizera. – Tudo bem... Já faz tempos que não me importo.
— Essa é minha irmãzinha. E como está sua patinha?
— Alice você é tão maldosa, está me chamando de animal.
— Aprendi com alguém... Acho que você talvez a conheça, ela tem o mesmo nome que o seu e a mesma idade e até se parecem acredita? – Ambas as irmãs riram alto. – Apesar dessa sua implicância com James eu nunca vou deixar isso abalar nossa relação de irmãs. Ele será apenas meu namorado, mas você é minha irmã.
Riley naquele momento suspirou, odiando como Alice era capaz de abalar sua estrutura de irmã durona, ela abraçou a irmã e em seguida pensou no que havia dito para o Emmett, queria apenas o bem para Alice.
— Eu quero somente o seu bem... Não pense como mamãe e papai, não estou com ciúmes, você já namorou antes e eu nunca agi assim. Apenas estou fazendo o papel no qual Emmett deveria estar. – Ela disse o nome do rapaz alto para que ele prestasse atenção. – Tenho que causar um equilíbrio nessa ponte, se todo mundo gostar de James nós iremos direto para o precipício.
— Tudo bem. Acho que posso suportar isso. – Alice a olhou enquanto se retirava do sofá. – Quer uma companhia até o almoço?
— Não estou bem.
— Você me parece irritada. Aconteceu alguma coisa?
— A avó de Josh... Ela deu para implicar comigo, disse que estou tirando a atenção que seu único neto lhe dá nos fins de semana.
— Tantos garotos e você tinha que namorar o queridinho da vovó?
— A velha convive com eles todo santo dia. Ela não pode deixar Josh passar um mísero domingo comigo? – Riley disse furiosa, eu sei que estudamos na mesma escola, mas nos encontramos somente na hora do intervalo e na educação física, não ficamos grudados vinte e quatro horas como ela deve pensar.
— Ela está apenas causando um equilíbrio na ponte. – Alice disse ironicamente para Riley que fuzilou a irmã e finalmente havia percebido o que havia feito com sua irmã doce e gentil.
— Meu Deus criei um monstrinho... – Ambas pararam quando ouviram a campainha tocar, há essa hora deveria ser somente uma pessoa. – Emmett a Rose chegou. – A menina gritou usando todo seu fôlego para que o irmão e toda a cidade de Forks soubessem da chegada de Rose.
Emmett havia insistido para que Rose viesse mais cedo e ninguém ali sabia o porquê. Ela cumprimentou o marido e prosseguiu para a sala de estar.
— Alice mamãe precisa de nós, Rose ela é toda sua minha ursinha. – Emmett saia puxando Alice pelo braço. – Rose, por favor, não se deixe ser comprada pelo livro do Nicholas Sparks, a cada dia que passa eu odeio esse cara.
— Por que Emm? – Alice perguntou em meio ao caminho.
— Rose passa mais tempo com ele do que comigo, aqueles malditos livros um dia ainda os queimo.
— Vocês homens. – Alice protestou entrando na cozinha e na sala de estar Riley olhava com um enorme ponto de interrogação para Rose.
— Pode me explicar o que está havendo?
— Simples, Emm acha que você está implicando demais com o relacionamento de Alice.
— O que? Você também? Será que só eu consigo ver o péssimo caminho que Alice está seguindo, só uma coisa o lobo abocanhou foi a vovozinha e a chapeuzinho vermelho deveria ter ficado longe da floresta, mas ela tem sorte que tem uma caçadora aqui para ajudar.
— O que?
— Ai deixa pra lá. Rose devo lhe dizer que adoro você como minha cunhada e como amiga da família, mas se eu pudesse juro que subiria aquela escada correndo até o meu quarto e não sairia de lá até que o James fosse embora.
— Me deixaria falando sozinha?
— Deixaria.
— Você não iria agüentar ficar lá em cima esse tempo todo, morreria de tédio e de fome.
— Só que não... Tenho internet e meu próprio notebook, meu celular sempre anda comigo, tenho tudo para sobreviver no meu quarto, insulina extra, não adianta olhar para essa bolsinha moça. – Ela disse apontando para onde Rose mantinha exatamente seu olhar.
— Sentiria sede e teria que descer.
— Não tenho nojo em beber água da torneira. – Ela disse mesmo seu pensamento sendo outro, apenas queria que Rose se declarasse perdedora daquela discussão como ela sempre fazia com todo mundo.
— Tudo bem, apenas dê uma trégua... Você já pensou como Alice ficaria feliz se você a deixasse comentar sobre alguma coisa de James com você? Tirar algumas dúvidas porque nós podemos ser mais velhos, mas hoje em dia parece que vocês tem mais experiências. – Rose segurou a mão da menina. – Sei que você não é tão ruim assim Riley, apenas veste a mascara de menina má quando quer proteger quem ama.
— Rose... Algo me diz que James não é uma pessoa boa. Se fosse somente implicância de irmã porque não sentia isso com Jasper ou com você? Acredite em mim.
— Eu acredito, mas você tem que dar chances de que também esteja errada.
— Tudo bem... Eu prometo ser menos apreensiva com Alice. E talvez até trate James bem na frente dela. – Ela estremeceu como se sentisse nojo. – Ou talvez não... – Rose olhou reprovando a atitude da menina. – Tudo bem eu vou tentar. Mas não significa que eu vá gostar dele.
— Não estou pedindo para você gostar dele, apenas para não ferir os sentimentos de sua irmã. – Rose se levantou já caminhando em direção a cozinha.
— Mas saiba que ele fez o pai de Ben passar mal. Agrediu o coitado verbalmente na locadora. Só para dizerem que criei implicância com James por nada. Tenho meus motivos.
Rose olhou atentamente para a menina e concordou pensativa. Talvez por algum motivo ela não sentisse uma boa sintonia com James, mas mal o conhecia para tirar suas decisões precipitadas, agora que sabia o motivo pelo qual Riley não gostava dele poderia contar a Emmett e ele finalmente entenderia as atitudes mimadas da irmã.
Mais tarde James chegou a casa e foi bem recebido por Carlisle que fez questão de encará-lo sem ter Alice por perto, apesar de apoiá-la ele nunca deixaria suas atitudes de pai, apertou a mão de James bem forte e em seguida o encarou do modo mais sério possível. Conversou todo o trajeto até a sala seriamente com o homem que em seguida encontrou com Alice e Riley na sala de estar. Cumprimentou a namorada beijando-a rapidamente e em seguida cumprimentou Riley que mesmo sendo fria o cumprimentou de muito mal grado.
Emmett logo apareceu na sala ao lado de Rose o cumprimentando e em seguida foi a vez de Esme. Riley continuou fingindo que não estava acontecendo nada lendo seu precioso livro até Carlisle tirá-lo de suas mãos, aquilo seria uma briga declarada para Riley.
— Pai...
— Riley, onde está sua educação? – A menina revirou os olhos olhou para James que a encarava como todos, fechou os olhos e repirou fundo evitando um castigo próximo.
Mas para sua salvação Josh havia decidido lhe ligar naquele momento que ela sentiu que James iria dizer algo com ela. Sabia pois ele lhe encarou e abriu a boca, mas ela foi rápida no gatilho, ficando finalmente feliz em saber que Josh estava chegando.
— Seu topetudo está vindo?
— Pare de chamá-lo assim, ele nem ao menos usa topete.
— Tanto faz... Ele continuará sendo o meu marginal predileto no qual jurei ficar no pé dele.
— Josh sabe lutar, seu tamanho não irá amedrontá-lo.
— Crianças... – Esme disse voltando a passos curtos para a cozinha. Riley suspirou enquanto tentava sair do sofá.
— O que aconteceu com seu pé? – James a perguntou, seu primeiro alvo de causar boa impressão seria com ela, já que sabia ser a única que lhe desejava ver bem longe dali.
— Torci não é óbvio?! – A menina disse rispidamente e Emmett não conseguiu conter a risada. Carlisle olhou feio para a filha assim como Rose e Riley soube o seus pensamentos, ou pelo menos o nome que reinava nele.
— Me desculpe... Precisa de ajuda?
— Não, estou machucada não inválida eu ainda consigo andar... Ou pelo menos pular.
— Desculpe a falta de educação da minha filha acho que devo tê-la mimado demais.
— Eu apenas sou verdadeira e espontânea... Não sabia que isso tinha mudado de nome agora. – A menina levantou e se equilibrou e dando pulinhos tentou chegar ao banheiro, mas foi ajudada por Emmett até o caminho final.
— Está tudo bem... Ela se parece comigo quando tinha essa idade. Crises...
— Ela vem piorando a cada dia mais.
— Pai, Riley tem seus motivos. – Alice defendeu a irmã enquanto se sentava ao lado de James no sofá.
— Disse que a ajudaria.
— Ela é orgulhosa e adora fazer as coisas sozinha.
— Posso estar sendo intrometido, mas o que há com Riley?
— Ela tem diabetes tipo 1. – Alice respondeu rapidamente para o namorado. – É uma luta para ela todos os dias.
— Se está sendo difícil para ela, porque não me pede ajuda? – Carlisle continuava se questionando.
— Talvez medo de falhar consigo mesma, isso é uma pressão ainda mais nessa faze... – James disse pensando profundamente naquilo enquanto acariciava a mão de Alice.
Mesmo o banheiro não sendo muito perto da sala e Emmett estar no corredor esperando a irmã, ele tinha certeza de que Riley estava escutando tudo aquilo, como ele também estava. Então devida à demora de Riley ele resolveu bater na porta para ver se ela ainda estava viva.
— Riley...
A menina abriu uma pequena brecha da porta do banheiro em seguida olhando no rosto do irmão.
— Estou sendo o assunto do século não é?! – Ela disse de um jeito que Emmett jamais vira ela dizer antes. – Odeio quando tocam nesse assunto... – Ela saiu do banheiro e tentou passar seu irmão, mas ele a impediu.
— Espera... Apenas quero que saiba que estou do seu lado. – Emmett a olhou e observou ela ficar confusa. – Você tem razão tenho que proteger Alice assim como protejo você. Então James que se cuide...
— Esse é meu irmão. – Ela abraçou o grandalhão que a pegou no colo. – Emm isso é vergonhoso.
— Não isso é proteção de irmão, agora não reclame.
Ele caminhou com ela nos braços até a sala novamente e a colocou no mesmo lugar. Riley pegou seu telefone e trocou algumas mensagens com alguns amigos e observou seu pai lhe perguntar sobre algumas coisas sobre a diabetes e aquele assunto estava mexendo ainda mais com seus nervos.
— Por Deus... Posso ficar em paz por um segundo e tentar levar uma vida normal? Ou isso irá me perseguir como uma peste? Odeio que sintam pena de mim...
— Não é questão de pena é apenas cuidado de pai Riley.
— Eu estou bem se quer saber... E James se você quer mesmo tentar ser legal comigo não toque neste assunto NUNCA em sua vida, pois isso fará apenas que eu lhe odeie cada vez mais.
— Tudo bem. – Ele disse repreendido e ao mesmo tempo surpreso por ver Riley falar com ele.
— Agora... Emm abra a porta para Josh, acho que ele chegou.
— Esse barulho é de uma Dyna Super Glide Custom 110th Anniversary Edition? – James perguntou meio surpreso, Alice olhou para ele como se pedisse socorro sendo que ela não entendia nada de carros e muito menos de moto.
— É e em tom azul, o pai de Josh o deu de presente, tem uma coleção de motos de modelo antigos. – Riley apenas comentou sem olhar para cara de James e já estava achando muito ter que responder a pergunta dele, apenas de ouvir sua voz já sentia náuseas.
Logo apareceram por lá Emmett sendo seguido por Josh, o sorriso dele se alargou ao ver Riley, mas teve que se conter para não ir cumprimentá-la primeiro. Depois de toda a família Josh sentou-se ao lado de Riley e a beijou na bochecha fazendo a menina sorrir, foi educado perguntando como ela estava e dando uma prensa para saber se já tinha se cuidado quanto às diabete.
Esme tinha tudo sobre controle faltando preparar somente uma coisa na cozinha. James seguia Alice até para que pudesse beber um copo de água e de longe sentindo o cheiro maravilhoso da comida de Esme teve que elogiá-la.
— O cheiro está muito bom.
— Obrigada, aprendi a cozinhar muito cedo, tradição de família de cidade pequena.
— Isso por um lado é até bom, hoje em dia são raras as mulheres que cozinham bem.
Alice o estapeou e lhe entregou seu copo de água.
— Para sua informação faço belos ovos mexidos. – Ambos riram.
— Alice fez curso de culinária no colégio, sabe cozinhar muito bem, até melhor que a mim.
— Isso é mentira ainda não sei o segredo de seus temperos, faço os mesmos pratos e ficam com gosto diferentes.
— Um dia você irá aprender filha.
— Isso você não havia me contado.
— Sou uma menina prendada James De Niro, apesar de aparecer moderninha demais. – Ela disse sorrindo para ele.
— Então acho que terei que interrogar sua mãe, já que você está me ocultando de certas coisas.
— Pode perguntar. – Esme disse encarando ambos.
— Mãe não diga besteiras. – Alice suplicou faltando apenas ficar de joelhos.
— Tudo bem, desde quando fiz vocês passar vergonha, até parece que sou uma mãe ruim.
— Tudo bem me desculpe. – Alice beijou a bochecha da mulher e ela simplesmente sorriu a aquele ato, adorava receber carinho de seus filhos.
— Ela me contou apenas sobre as línguas que sabe falar, o gosto pela escrita e as tentativas falhas das aulas de teatro e de canto.
— Alice sempre foi tímida, odiava qualquer coisa que as pessoas tivessem que vê-la fazer. Então optava sempre pelas coisas mais discretas.
— Eu e Riley somos completamente diferentes. Ela adora ser o centro das atenções... Ou pelo menos gostava.
— Da para perceber de vista. – James concluiu. – Então o que mais Alice gostava de fazer?
— Ela tem uma voz tão doce por isso a colocamos na aula de canto.
— Todos na família cantam bem. – Alice concluiu.
— Menos o seu pai querida.
— O papai é travado, acha que isso não seja uma coisa boa para sua integridade.
— E eu apenas arriscava quando vocês eram crianças. Mas... Alice lhe escondeu apenas seus dons culinários. Ela adorava me ajudar na cozinha.
— Vejo que é mesmo uma moça com muitos requisitos positivos.
— Você ainda não me conheceu direito... – Alice finalizou com uma careta como se estivesse zombando de si mesma.
— A duvido que uma pessoa como você tenha algo de muito ruim. Olha todos temos defeitos eu, por exemplo, ronco a noite... Pode ficar tranqüila estou fazendo tratamento e acho que está melhorando, o médico disse que é muito trabalho pra uma só pessoa fazer, me sobrecarrega e a noite estou um trapo.
— Com o que trabalha James? – Esme perguntou apenas por curiosidade.
— Cuido dos negócios do meu pai. Temos uma indústria alimentícia em Seattle na qual eu tenho que cuidar e ainda ele quer que eu abra uma filial aqui em Forks sem contar com o supermercado da empresa, então eu mesmo acho que seja coisa demais.
— Como consegue relaxar nos finais de semana.
— Bem tenho dois números um para o trabalho e outro para lazer e quando as pessoas do trabalho descobrem meu outro numero me vejo obrigado a trocar de número.
— Questão de trabalho é mesmo difícil. – Esme disse. – Alice chame todos para a mesa, por favor.
O almoço foi bem mais tranqüilo do que todos imaginavam e a insistência de Carlisle em comprar aquela mesa enorme da loja não sido má idéia. No final do almoço todos ficaram na sala conversando e Emmett como sendo o contador de piadas do século teria que assustar James como fizera com Josh.
— Quais suas intenções quanto a minha irmã? – Ele olhou fixamente e seriamente para James que não se assustou com a atitude do irmão de Alice. Emmett para enfatizar mais ainda a situação estralou os dedos de uma forma ameaçadora, Riley quebrou o clima soltando uma gargalhada e Josh ao seu lado entendeu o que estava acontecendo. Rose apenas suspirou se perguntando se algum dia Emmett pararia com aquilo e Alice... Ela não sabia onde se esconder.
— As melhores possíveis.
— Decorou isso pelo caminho? – Emmett não daria trégua, ele estava adorando ver à cara das pessoas e normalmente isso sempre funcionava, mas ele estranhou a frieza e a indiferença no rosto de James. Com Jasper foi à cena mais engraçada de todas o menino começou a gaguejar, com Josh não foi muito diferente, mas James era diferente. – Tirou da internet... Cara todo mundo responde isso. Sou irmão de Alice e não pense que irei facilitar as coisas para você. Posso não ser mal educado quanto à loirinha, mas tenho que manter meu papel de irmão mais velho e vou lhe dizer somente uma coisa à mesma que eu disse para aquela rapazinho ali. Não gosto dos namorados de minhas irmãs, então seja esperto, qualquer vacilo e você terá que enfrentar minha fúria.
— Tudo bem eu entendo o seu papel de irmão... É seu dever.
— Ótimo espero, que você não magoe minha irmã, ela uma garota impressionante. E o azar será todo seu se perdê-la está me entendendo?! – James confirmou com a cabeça. – Posso parecer bonzinho, ter esta cara de bom moço, mas não mecha com minhas irmãs. – Ele fez uma pausa ajeitou a camisa e em seguida olhou para a esposa. — Ótimo, podemos voltar aos nossos assuntos anteriores.
— Isso nunca foi tão engraçado. – Riley disse em meio às gargalhadas.
— Seu irmão é assustador. – Josh cochichou para que somente ela escutasse.
— Ele podia ser pior. Você notou a frieza do James?
— Bem a indiferença no olhar dele era explicita algo que dizia mais ou menos “pode me ameaçar não estou nem um pouco aí para isso, sou um gangster e posso te matar quando quiser”
— É Alice está se metendo em uma enrascada. E não sou apenas eu que notei isso.
— Que bom... Porque pensei que eu estivesse dentro daquelas pegadinhas de TV.
— Seu bobo. – A menina sorriu abraçando o namorado. Emmett encarou aquela cena fuzilando o menino com o olhar. – Não ligue para isso. – Ela disse olhando para Josh. – Emm pare de ameaçar o Josh assim, você tem outro cunhado, pode muito bem fuzilá-lo quando quiser...
— James não quebrou o espelho retrovisor do meu carro.
— Meu Deus isso foi há doze anos Emm, doze anos, você não supera as coisas? E além do mais seu carro tinha seguro...
Porém Emmett não parou de encarar o menino e Riley viu somente uma opção, apelar para a mãe.
— Mãe, faça alguma coisa? Seu primogênito é uma peste...
— E a caçula mais ainda.
— Vocês dois parem... – Esme os chamou a atenção e por fim ambos ficaram quietos. Alice achou uma melhor alternativa levar James para conhecer a parte dos fundos da casa. Era um lugar agradável e bem cuidado, um jardim dos sonhos de acordo com Esme e ela adorava cuidar dele sozinha.
— Vocês não têm medo de morar perto da floresta?
— Não muito, aqui é seguro e Carlisle sempre fez de tudo para garantir nossa segurança, tinha apenas uma regra, jamais vão até a floresta.
— E pelo seu sorrisinho vocês não obedeciam.
— Emm e eu apostávamos para ver quem tinha coragem de ir lá e ele sempre ganhava. Essa floresta me dava arrepios, por isso optei por ficar com o quarto da frente. – Ela riu dessa confissão.
— É um lugar bem agradável e tranqüilo.
— Também concordo, por isso desisti de comprar meu apartamento. – Ela olhou para ele séria e em seguida sorriu. James achava aquilo tudo uma loucura. O jeito que Alice abalava suas estruturas, o modo como ela sorria lhe deixava completamente atordoado e se perguntando o porquê seu coração estava fazendo aquilo com ele. Justo ele que prometeu que não iria se apaixonar, pois em seus pensamentos todas as mulheres que ficasse seriam iguais a Caroline, interesseiras e egoístas. Diriam-lhe que o amava e depois o esfaqueava pelas costas.
Mas ele não a odiava mais do que odiava a si mesmo por ter acreditado nas mentiras ditas por ela. Agora pensava somente em uma coisa, não deixaria que mulher alguma se apoderasse dele, lhe fizesse de bobo.
— Bem o dia foi muito agradável e agradeço pelo convite. Muito obrigado, Esme e Carlisle.
— Gostamos de lhe conhecer James. – Carlisle apertou a mão do homem que em seguida se despediu de Esme. Alice o acompanhou até a porta e se despediram de um modo clássico. Ele a beijou inúmeras vezes.
— Obrigado por me proporcionar um momento tão agradável, não me sinto bem assim há muito tempo.
— Me desculpe pelas grosserias dos meus irmãos. Riley é um pouco exagerada e Emmett... Bem ele sempre foi daquele jeito.
— Tudo bem, eles são seus irmãos é normal que reajam assim. Vou deixar você ir descansar, amanhã temos trabalho nos esperando.
— Claro, tenha uma boa noite.
— Pra você também.
Em seguida Josh e Rose também foram para casa restando somente os Cullen. Carlisle foi ajudar Riley que começou a reclamar que o tornozelo estava doendo demais enquanto isso Emmett observou a Alice entrando em casa.
— Você tem certeza que é ele quem você gosta?
— Emm, chega de implicância está bem? Estou cansada, vou subir tomar um banho, amanhã tenho muito trabalho.
— Alice... Pense bem no que irá se meter percebi a reação estranha em James quando dizia o mesmo repertorio.
— Nem todo mundo é obrigado a se limitar a você Emmett.
Riley percebeu o tom de voz alterado de Alice, cutucou o pai e em seguida apontou para os irmãos.
— Eles vão brigar papai. – A menina disse meio assustada de forma que ela de alguma maneira se sentia culpada.
— Emmett, Alice, por favor, se acalmem. – Carlisle tentou intervir do lugar que estavam.
— Não briguem por minha culpa. – Riley disse chamando a atenção do irmão. – Sei que tudo isso é por causa de como trato James.
— Não Riley, não é por sua culpa. – Emmett disse sério. – Alice também tem que abrir os olhos, uma coisa você tem razão, ela confiou rápido demais nesse homem e nem sabe direito quem ele.
— Emmett você não deveria intrometer, nas minhas coisas.
— Desde quando você é minha irmã suas coisas também são minhas, então eu posso muito bem me intrometer quando quiser.
— O que está havendo? – Esme apareceu surpresa na sala, ficando com o coração na mão ao ver seus filhos brigando.
— Emmett já chega. – Carlisle tentou intervir naquela situação, não querendo ver sua esposa magoada por ver os filhos brigando.
— Alice abra seus olhos... Você confia demais nas pessoas, você sabe muito bem que o mundo não é um conto de fadas.
— Sei mais do que ninguém... Mas será que posso tentar ser feliz pelo menos alguma vez? Primeiro Riley não me apoiou agora você também.
Naquele momento Riley sentiu seu coração apertar, ela sabia que ambos estavam brigando por causa dela, pensava que não devia ter feito Emmett observar aquilo e naquele momento ela percebeu que de algum modo Ben tinha razão naquela discussão naquela vez, ela fazia todos que amavam se afastar, apesar de tentar ajudar ela sempre atrapalhava e aquilo lhe incomodou de algum modo naquele momento, de tal modo que começou até mesmo a chorar.
— Não meta Riley nessa discussão. Ela pode estar certa e também pode estar errada, você deveria pensar dos dois modos assim como ela. Apenas queremos seu bem Alice, será que é difícil demais encaixar isso nessa sua cabeça?
— Emmett não altere o tom com sua irmã. – Carlisle disse mais uma vez, mas nenhum dos dois o escutava e ele encontrou somente uma alternativa, aquela briga já estava se tornando de família, uma família no qual ele não fazia parte antes, mas não suportava ver a expressão de preocupação de Esme, não somente de preocupação, mas também de medo, nenhuma mãe gostaria de ver os filhos brigando.
Carlisle abraçou a mulher a afastando um pouco dali, ele estava perdido e não sabia o que fazer principalmente depois de ver Riley chorando ao ver os irmãos brigando, ela ao perceber que o pai lhe encarava tomou uma expressão séria e enxugou as lágrimas e desviou o olhar novamente para os irmãos, mas o que eles achavam que estava ruim poderia somente piorar.
— Você não pode somente me deixar ser um pouco feliz.
— Estou deixando você ser feliz Alice, pensando no seu bem, tente entender. Sei o quanto você sofreu com nosso pai e...
— Você não sabe... Você nunca vai saber o quanto sofri com aquele homem. Porque de algum modo ele gostava mais de você do que de mim.
— Isso não é verdade, ele nunca me amou.
— Mas não era você quem ia dormir no lado de fora da casa no frio ou que teve uma faca apontada para você. Ele nunca deixou cicatrizes no seu corpo para você lembrar-se dele todo santo dia. – Alice gritou com o irmão, que atordoado segurou o braço dela forte, Emmett estava inseguro ao ouvir aquelas palavras e não sabia o que estava fazendo. – Você é mesmo igualzinho a ele. – Alice o provocou ainda mesmo sentindo dor no braço pela força que seu irmão o segurava. Emmett odiava ser comparado com o pai, apesar de ter os traços semelhantes. Ele somente se deu conta do braço de Alice quando ela disse aquilo e entendeu o que ela estava dizendo.
Ele a soltou e ela correu para o quarto Emmett passou a mão pelo cabelo enquanto tentava entender o rumo que tudo aquilo levou. Ele olhou para Carlisle e sentiu-se mal por ver sua mãe naquele jeito.
— Mãe me desculpa, eu perdi a cabeça. – Ele disse respirando fundo e tentando prender o choro. Esme apenas o abraçou um simples modo de dizer que tudo ficaria bem. Enquanto isso Carlisle caminhou até Riley e a menina completamente sem graça com aquela situação pediu somente que o pai lhe ajudasse a subir a escada.
Ela passou pelo quarto de Alice que estava com a luz apagada e a porta trancada. Não sabia se devia ir conversar com a irmã, talvez Alice não quisesse saber dela por um bom tempo. Ela foi para seu quarto trocou de roupa e nem ao menos teve ânimo de ir para o chuveiro se jogou na cama e voltou a chorar.
Ela sentiu a presença de alguém entrando em seu quarto e ela logo tratou de se recompor.
— Hei, só quero que saiba que minha briga com Alice não foi culpa sua. – Emmett disse enquanto a menina permanecia quieta.
— Tudo bem.
— Não fique assim... Amanhã as coisas vão se resolver. – Ele se aproximou da irmã e ela virou a cara para que ele não a visse. – Eu vou deixar você descansar e amanhã conversamos. – Emmett se retirou do quarto e encontrando a mãe e o Carlisle no meio do caminho ele disse que seria bom que eles fossem conversar com Riley.
— Acho melhor vocês falarem com Riley, acho que ela não ficou bem com isso. – O rapaz olhou para os pais e abaixou a cabeça. – Me desculpem. – Ele foi logo para o quarto para poder se arrumar e enfim tentar colocar as coisas no lugar.
Alice que estava em silêncio no quarto escutou tudo o que estava acontecendo e de alguma maneira sentiu-se incomoda com aquilo, mesmo não querendo ela jogou na cara da Riley que ela era culpada de tudo aquilo e ficou ainda mais chocada quando lembrou que comparou seu irmão com seu pai e que Emmett não havia sofrido como ela. Para o lado físico isso era verdade John de algum modo adorava o filho, mas queria que Emmett fosse como ele, um agressor, um mero covarde.
Carlisle e Esme foram juntos ao quarto da caçula para ver como ela se encontrava, ela fingiu estar dormindo e por pouco Carlisle não desistiu se não fosse por Esme e seu senso maternal em saber quando os filhos estão fingindo.
— Filha queremos conversa com você. – Esme sentou ao lado de Riley na cama acariciando a costa da menina. Riley segurou firme para não soluçar alto perto da mãe e naquele momento permaneceu calada para que o choro não saísse. – Emmett ficou preocupado com você e nós também estamos.
— Ben tinha razão. Eu sempre acabo afastando as pessoas de mim, faço coisas nas quais deveria ter guardado.
— Querida está tudo bem, amanhã certamente seus irmãos irão se acertar. – Foi a vez de Carlisle consolar a filha, ela por fim virou-se para o lado onde seus pais estavam e ainda chorando dizia:
— Eles brigaram por minha culpa pai. Emmett levou em consideração as coisas que eu disse. E se eles não voltarem a se falar? E se amanhã eles não se acertarem?
Alice e Emmett escutaram o que a irmã disse, ele estava com a porta aberta e faltava pouco para que ele fosse até o corredor e Alice estava encostada na porta ainda fechada.
— Emmett apenas discutiu com Alice talvez por eu ter enchido a cabeça dele quanto ao James, se não fosse por mim estávamos todos bem agora, eu não teria magoado Emm nem a Alice e muito menos a mamãe. Ben tinha toda razão quando disse aquilo pra mim.
— Querida você não me magoou e acredito que seus irmãos também não estejam chateados com você, de algum modo eles devem estar de cabeça quente o que desencadeou ainda mais a discussão dos dois.
— Como não? Alice mesmo disse que Emm estava agindo como a mim, percebi o que ela quis dizer com aquilo.
— Eles estavam de cabeça quente.
— Emm quase perdeu a cabeça mamãe, ele segurou Alice com força, Alice o comparou com a pessoa que ele mais odeia e antes disso quem estava causando intriga para que tudo isso começasse? Não era você, tão menos o papai. Fui eu que coloquei lenha na fogueira... Como sempre.
Naquele momento os dois saíram do quarto ao mesmo momento, ambos olharam um para o outro e em seguida mantiveram-se calados Alice suplicou um pedido de desculpas mentalmente e logo em seguida disse baixo para que somente ele ouvisse. Emmett jamais conseguiu ficar com raiva da irmã e a demonstração disse foi um forte abraço.
— Me desculpe também pelo seu braço. – Ele disse observando a marca que havia deixado no braço da irmã. – Não queria agir como ele sempre quis.
— Você não é igual a ele Emm, você tem um bom coração é completamente o oposto dele. Eu fiquei muito irritada, cega de raiva e acabei dizendo besteira.
— Acho que estamos bem, mas...
— Riley tem razão eu acabei a acusando mesmo sem querer. Talvez ela esteja carregando uma culpa que não seja dela. – Alice abaixou a cabeça enquanto cochichava com o irmão no fim do corredor.
— A culpa não é de ninguém. Apenas temos que ir concertar algo que fizemos de errado... Riley é mais sensível do que imaginamos, não suporta nos ver mal e essa pose de menina durona que ela está tomando está me deixando preocupado.
— A mim também. Acho que ela tem uma responsabilidade no qual não está dando conta por medo.
— Vamos até concertar isso, não gosto de ver a loirinha chorando. – Emmett criou sua pose de super herói, a mesma que Riley um dia disse ter orgulho do irmão e para ele aquele foi o dia mais feliz de sua vida.
Ao aparecerem na porta do quarto Riley se surpreendeu e os corações de ambos ficaram ainda mais apertados ao ver a pirralha deles chorando daquela maneira, Emmett ainda abraçado a Alice chegaram perto da cama e Carlisle e Esme deram licença para que eles pudessem ficar mais próximos da menina e desta vez ficaram apenas observando.
— Hei loirinha, não precisa mais ficar assim, está tudo bem... Eu e Alice estamos bem.
— Estariam melhor se eu não tivesse enchido a cabeça de vocês.
— Acho que estamos melhor agora do que antes. – Alice sentou ao lado da irmã puxando-a para mais próxima de si. – Sabe discussão as vezes pode distanciar as pessoas, mas as que se amam de verdade serve para uni-las ainda mais.
— Somos irmãos Riley. Apesar de não termos o mesmo pai seremos sempre da mesma família, você não será menos nossa irmã por ter um pai diferente. Amo você do mesmo jeito que amo Alice.
— Não duvido disso. Mas não devia ter...
— James será um caso a parte... – Emmett disse olhando para Alice avisando que aquele assunto ainda não estaria encerrado. – Não confiarei em nenhum homem que se aproximem de minhas irmãs. Eu nunca confiei em James, apenas não tenho coragem de fazer o que você faz.
— Eu sei causo intriga demais prometo que vou parar com isso, já perdi uma amizade, não quero perder meus irmãos também.
— Não perca esse seu lado Riley. As pessoas às vezes não entendem quando queremos o bem para elas. – Alice disse enxugando as lágrimas da menina.
— Vocês não estão com raiva de mim?
— Porque estaríamos? – Emmett perguntou. – Não consigo ficar longe de vocês pra nada nesse mundo. Vocês são minhas irmãs mais novas, devo protegê-las e nunca em qualquer ocasião conseguiria ficar com raiva de nenhuma de vocês duas.
Riley sorriu para o irmão e ainda abraçado em Alice chamou o irmão para um abraço coletivo. Carlisle e Esme nunca se sentiram tão bem, aquela cena demonstrava tanto para eles.
— Eu amo vocês também. – Riley disse em meio ao abraço e enfim o equilíbrio daquela família estava restaurado. Os irmãos eram mais unidos do que nunca e não seria uma briga, sinceridades ditas ou nem mesmo James que seriam capazes de destruir aquele laço existente entre aqueles três irmãos, nada seria capaz de separá-los. Como
Fale com o autor