O Panquequeiro

2 O Primeiro Obstáculo


"O Primeiro Obstáculo"

Alex, sentado no ponto de ônibus, além de estar puto por ter um vendedor de goiabada materializando a maldita música sem graça, estava com dúvidas. “Como deve ser o deus Panquecudo? Ele realmente existe? O que farei quando encontra-lo? Sobreviverei até lá?”

Seus pensamentos eram absurdos, “sobreviver até lá”, que piada, como se Alex acreditasse em alguma coisa hostil que pudesse entrar em seu caminho. Aquele era o mundo real e, possivelmente, o deus Panquecudo é algum Panquequeiro muito habilidoso e não um deus em si. A magia não existe, oras!

Em meio aos seus devaneios, o seu ônibus surgiu em meio as trevas daquela noite, como um cavaleiro do apocalipse, embarcando os coitados para o fogo do inferno.

“Narrador de merda, para de me dar spoiler de que eu vou me fuder nesse ônibus”.

Porra. Não é que vai mesmo? Se fode aí. Desgraçado, você é meu personagem eu faço o que eu querer com você, VOU CRIAR UM MONTE DE MONSTROS, DEUSES E ESSAS MERDAS NA SUA JORNADA E VOCÊ SE FUDERÁ, ALIÁS EU POSSO ATÉ TE MATAR AGORA, SABIA? PALAVRAS TEM PODER, E...

Aviso importante: Opa! Fala galera, aviso aqui no meio do capítulo, como o nosso narrador antigo cometeu um erro, tentando matar o personagem principal e mudar os rumos da história. Eu sou o novo narrador, meu nome é Narrador, prazer em lhe conhecer. Bem, eu irei narrar a história a partir de agora, porém ela terá rumos drásticos. Podem continuar lendo O Panquequeiro, porém, antes, fique com uma mensagem de nossos patrocinadores.

— Olá pessoal, aqui é o diretor da marca Gillete e, estou aqui pois os filhos da puta criadores dessa história utilizaram o nome de nosso produto sem nosso consentimento no capítulo anterior. Mas aqui estou eu para resolver o problema: espero que comprem a porra do aparelho de barbear. Até mais.

Continuando...

Alex embarcou no ônibus com medo devido ao antigo narrador. O que tinha lá? Todas as coincidências possíveis começaram a fazê-lo se assustar mais ainda:

O motorista do ônibus tinha apenas um olho. Haviam 3 funkeiros ouvindo música lixo alta no fundo do ônibus com seus visuais ridículos, o transporte estava lotado, pessoas fediam a merda, principalmente um idoso, que acabara de cagar no chão do ônibus um monte de bosta e era limpado pela filha. Que situação de merda.

Quando foi adentrando para conseguir um espaço, lembrou-se que não pegou o troco com o motorista, fazendo-o dar meia volta. Ainda caminhando, já disse:

— Ô tio motorista, você não deu o meu troco!

Ao ouvir isso, o Alberto (nome que eu dei para o motorista nesse momento, para que haja uma menor repetição de palavras) olhou para Alex com uma face assustadora.

— Você não vai ter o seu troco de volta garoto! Otário! Venha me pegar se puder! Muhahahahaha! – o motorista começou a acelerar loucamente.

— Meu Deus, mas que filho da puta! Alguém pega a porra daquele ônibus!

Ouvindo isso, um passageiro aleatório secundário figurante disse:

— Mas espera aí garoto, você já está no ônibus... – insira aqui um emoticon, e imagine ele, pois o Nyah não deixa inseri-lo.

— Desgraçado – gritou Alex – você é burro demais, quer roubar o meu troco comigo dentro do ônibus! Irei te pegar.

— Moleque de merda, como você percebeu isso tão rápido?

— O que? Que você não me deu o troco ou que estamos no mesmo barco?

— Boa piada. Mas isso não é um barco!

— Otário!

Alex pulou até a cabine do motorista e começou a golpeá-lo com os movimentos utilizados na elaboração de uma panqueca. Aquilo era vergonhoso, mas efetivo, porém, era tão lixo, que ninguém queria gravar para colocar no Youtube. “Garoto agride motorista de forma hilária”, que merda. Tenho que lembrar de cortar essa parte na revisão do capítulo.

Após vários golpes o Alberto...

— Meu nome não é Alberto, seu filho da puta!

Nervoso, ele me xingou. Mas eu sou o narrador e matei o motorista. Como eu o matei, ele sumiu da história, então não há mais motorista e o ônibus está sem ninguém para dirigi-lo e ele capotará.

— Porra narrador, faça alguma coisa!

O que eu farei?!

Aviso: oi, eu sou o terceiro narrador da história, para fazer o último parágrafo. Acompanhe o próximo capítulo, grandes emoções: Alex sobreviverá quando o ônibus capotar? E o Narrador, será melhor que o primeiro? Só lendo para descobrir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.