Notas iniciais
O que Loreto quer de Inês?

Victoriano sai de viagem. O dia passe e Inês continua cuidando dos seus afazeres, para que o tempo passasse mais rápido, logo se cansou e foi descansar, ela estava deitada em seu quarto, quando ouve um barulho como se alguém tivesse na sala. Ela para na sacada e vê Loreto com os pés na mesa de centro assistindo TV e comendo algo que pegou na cozinha. Sim! Sua casa estava sendo invadida por Loreto.

Inês- O que faz aqui?

Perguntou sem descer a escada

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L- Inezita! Te acordei?

Disse ele com um sorriso maldoso no rosto e um tom deboche.

Inês- O que faz se sentado desse jeito minha sala, com que direito come da minha comida e invade minha casa?

L- Victoriano não te avisou? Me pediu para cuidar de ti. Vim para passar uma noite contigo. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Disse ele dando uma gargalhada

INÊS- SAIA IMEDIATAMENTE POR ONDE ENTROU OU VOU CHAMAR A POLÍCIA.

Disse ela indignada e já exaltada. Ele apenas ria debochado. Inês respirou fundo e disse:

Inês- Victoriano se sente em divida com você, porque sua família o acolheu e o protegeu.

L – Protegeu? Não me lembro disso.

Disse ele mais uma vez debochado

Inês- Eu sei tudo o que você fez Loreto, fui muito amiga da sua vó, nós nos víamos quase sempre, não só nas missas, mas também nos orfanatos, onde nos conhecemos, ela era uma mulher muito caridosa. Sei que você era apenas uma criança quando seu pai brigava com sua mãe e a culpava quando ela te protegia, enquanto seu pai o acusava de ter empurrado sua irmã Diana na piscina, por pura inveja da bicicleta que ela ganhou de aniversário da sua vó. Você não quis entender, achava que só você merecia receber presentes e por este motivo viu ela morrendo e não pediu ajuda. Sei que seus pais tentaram superar juntos até adotaram Victorino, na tentativa de superar a perda de Diana... e que acabou sendo criado por sua avó porque você não queria ele por perto, mesmo contrariando seu pai sua mãe deixava victoriano com Sra. Madalena, como sei também que seus pais fizeram terapia de casal para superar o conflito que passavam na época, mas nada funcionou, até que um dia seu Antônio, movido pelo desespero perdeu paciência e foi longe demais, matou sua mãe em uma calorosa discussão e depois tirou a própria vida, porque já não aguentava mais. Sei que é um criminoso, como também sei que Victoriano não sabe de nada disso. Admita que você lembra de tudo que aconteceu na sua infância! Por isso você se tornou esse ser desprezível e que continua semeando o mal. Não tem medo que a polícia venha atrás de você?

L- Medo de que? Que venha atrás de mim, porque era apenas um menino indefeso, que foi criado sem pais, criado apenas por uma velhinha que mal tinha para ela, você quer dizer? Sabe... quando era criança disseram muita coisa a meu respeito, primeiro, fiquei horrorizado, mas então tenho que admitir que aos poucos...tudo que me contavam começou a me intrigar, assim como sua especulação me intriga.

Ele respira e então continua

L-Quando era criança adorava deixar a roupa que minha mãe ia usar em cima da cama no formato do seu corpo, imaginava que ela estava lá, isso me excitava, então quando fiquei um pouco mais velho, 12 ou 13 anos...sempre que conseguia colocava meus pais um contra o outro, odiava vê-los juntos, não queria que meu pai estivesse com minha mãe, isso é perversão? Isso foi o começo de algo que me trousse aqui? Ou será que sempre fui assim? Ou fiquei assim depois da morte da minha irmã? Quero conhecer meu verdadeiro eu.

Inês- Então pare de se esconder atrás de máscaras, fingindo ser quem não é?

L- Todos nós usamos máscaras. Fingimos até certo ponto, você certamente está. Há lembranças pensamentos que parecem lembranças...que estão começando a vir a tona.

Inês- Se você morresse agora eu não estaria contente... Acho que a morte será muito fácil para você. Eu não gostaria que se safasse, quero que seja punido pelos crimes que cometeu, sua vó estava completamente certa sobre você. Ela enxergou você, seu desejo infantil, cativar as pessoas que possa enganar, você só quer ser notado, só quer ser o centro das atenções, receber tratamento especial pelos que gostam de você, deixar sua marca, mas é só uma encenação. Tudo isso. Você encena para mim, para meu marido, para seus amigos e até encenou para seus no pais.

Ela para e em seguida fala pausadamente

Inês — Tudo- uma — grande – encenação... para se proteger do vazio aterrorizante do se coração, quer saber, Loreto? É hora de crescer, é hora de assumir responsabilidade pelo que você fez. Vamos parar com essa farsa patética.

Ela disse e se vira indicando que iria sair dali, ele sobe correndo e antes que ela desse mais um passo ele a alcança por um dos braços e lhe transfere 3 socos no rosto, fazendo com que ela caísse impossibilitada de levantar, enquanto agonizava de dor com sangue escorrendo pelo seu rosto, Loreto lhe da um chute na barriga e ela desmaia.

.........

Hospital

Inês já estava sem barriga assustada, e com o rosto todo ferido, percebe a presença de Loreto e acorda aos poucos, passando a mão no ventre.

Inês- Meu filho! Onde esta?

L- Filho?

Loreto da uma gargalhada

Inês- O que fez seu animal?

Notas finais
Inês terá o filho que espera?