O Outro.

3 Olhando o museu.


Notas iniciais
Capítulo atrasado e feito na pressa. Por favor comentem.

Eu estranhei bastante o jeito que Dony estava agindo; ele olhava para tudo com um olhar suspeito. Ele passou direto por algumas obras do museu, o que me assustou, pois ele nunca faria isso se não tivesse um bom motivo, e isso apenas me assustou mais.

Eu notei que, de vez em quando, ele olhava para mim como se quisesse ter certeza de que eu não estava longe dele.

Eu olhei para trás de nós e não vi o resto da turma, nós havíamos nos afastado demais.

-- Dony nós estamos, muito longe do grupo -- avisei.

Mas ele pareceu nem me ouvir.

-- Dony – insisti. --- nós estamos muito longe do resto da turma. --- ele começou a correr (o que deveria ser impossível para alguêm que usa muletas) -- Dony, qual o problema cara? Por Que você tá correndo sem parar? E como você tá fazendo isso? -- ele continuou. -- DONY,

DIZ ALGUMA COISA!!!!! --- gritei.

Ele se virou para mim, botou o dedo indicador na boca e disse:

-- Faz silêncio cara. -- eu fiz com a cabeça que não tinha entendido --- Eu explico depois, mas agora vem comigo.

-- Cara, o grupo...

-- Esquece o grupo. Precisamos achar um lugar seguro.

Quando eu ia perguntar o que estava acontecendo, Dony me puxou pela mão para trás de uma estátua.

-- O que você tá fazendo? --- perguntei.

Ele apontou com a cabeça para um homem cego que estava andando com um cão guia. O homem usava uma jaqueta do Los Angeles Lakers, uma camisa também do time de basketball e shorts do estilo jogador de basket. Eu não entendi como um cego podia ver um jogo de basket e muito menos como ele podia saber qual era o símbolo de um time.

Mas o assustador mesmo era o cão dele.

O bicho era negro, tinha dentes do tamanho de um braço, pernas grossas que pareciam de cavalo, garras afiadas como lâminas e um rabo que parecia que na ponta tinha uma... uma cabeça?

-- Droga! -- disse Dony -- Ele vai achar a gente.

-- Como é que é? -- perguntei -- Nós estamos fugindo daquele cego?

-- Não dele! Do cão.

Eu apenas estranhei mais. Quando eu ia perguntar para ele o motivo de nós estarmos fugindo de um cão guia, ele gritou:

-- Corre!

Quando eu olhei percebi que o cão estava ficando maior a cada segundo, eu vi sua cabeça começar a criar chifres e onde devia ser seu pescoço estava uma cabeça de leão, mas o pior foi sua cauda que agora era uma serpente, antes que eu percebesse o monstro estava correndo em minha direção. Que Dony seja abençoado, pois, se ele não tivesse me puxado do lugar de onde eu estava, com certeza eu teria virado almoço daquele bicho.

Não tive nem tempo de agradecer a ele, pois o monstro estava partindo para cima de nós dois.

Nós começamos a correr dele, Dony estava na frente enquanto eu o seguia. Viramos a esquerda duas vezes seguidas e depois a direita, e então eu bati de cara em uma parede. Olhei em volta e não vi nenhuma passagem. Estávamos presos.

-- Porcaria! -- gritou Dony -- Não temos escolha, vamos ter que lutar.

Notas finais
R
E
V
I
W
E
S
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P
L
E
A
S
E
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