O Ordinário Homem-Aranha
17 O final
Notas iniciais
May Parker só sentia preocupação. O colégio de Peter foi atacado e ela não conseguia notícias de seu sobrinho. A boa notícia era que capturaram Norman Osborn, que parecia bem psicótico. “Que homem horrível”, pensava May. Não havia mais sinal do Homem-Aranha, mas todos diziam que ele evitou uma catástrofe maior.
—Peter? — chamou ao ouvir a porta da sala se abrindo.
Assustou-se ao ver que era o Homem-Aranha. No entanto, ele não titubeou em tirar a máscara.
—Sou eu, tia.
—Meu Deus, Peter!
—Sim, eu sou o Homem-Aranha.
May não falou nada, a reação estava nos olhos. Espanto, surpresa, medo. Mas o sorriso dela era de alívio e orgulho.
…
Horas depois, já trajado com roupas civis, Peter contou toda sua jornada como Homem-Aranha, desde a picada de aranha até algumas de suas batalhas, omitindo um ou outro detalhe, mas sendo sincero ao máximo.
—E foi assim que aconteceu. Desculpa, tia May. Tio Ben me disse que grandes poderes trazem grandes responsabilidades. E mentir por tanto tempo foi tão… Irresponsável.
—Não, querido. Segredos têm um custo e você guardou o seu com muita responsabilidade. Todos os seus feitos como Homem-Aranha… Se seu tio estivesse aqui, ele teria orgulho do que você faz.
—Obrigado, tia. Sentia medo da sua reação. A senhora tem uma saúde tão frágil. Naquele dia que cheguei tarde, eu fiquei preocupado que algo mais grave poderia acontecer. Você estava tão abatida.
—Não precisa se preocupar com isso, Peter. Posso ser mais forte do que a aparência revela. Além disso, já suspeitava que você guardava algum segredo de mim.
—Sério?
—Sim, mas eu esperava que fosse algo relacionado a uma menina.
—Como assim?
—Ora, bom, a janela da sobrinha de nossa vizinha fica de frente para o seu quarto e ela tem sua idade. Você pode vê-la se penteando ou trocando de roupa. Pensei que teria interesse nela.
—Tia May! Eu não faria isso. Ou melhor, não faço isso!
—Não? É bom saber disso. Significa que criei um sobrinho muito bem educado. Enfim, está com fome? Tem um pedaço de torta na geladeira.
…
Na Torre Stark, os Vingadores discutiam uma pauta importante: A entrada de potenciais novos membros. Cada vez mais perigos se acumulavam ao redor do planeta, e até o espaço afora requisitava o auxílio dos Maiores Heróis da Terra. Um holograma iluminava o centro da mesa.
—Então, qual é o próximo nome da lista? — perguntou o Cavaleiro Negro, que repousava sua espada de Ébano na mesa.
—Homem-Aranha — respondeu Tony Stark. — Não sabemos sua identidade real, mas ganhou os holofotes dias atrás quando invadiu um jornal. Derrotou Rhino e Electro sozinho e devolveu Norman Osborn para a prisão. Ah, e enfrenta criminosos comuns. O Clarim noticiou que ele enfrentou bandidos fantasiados de Vingadores. — Stark riu. — É cada uma que me aparece.
—Ele é jovem demais — objetou o Capitão América.
Tony o encarou com surpresa.
—Como sabe?
—O aspecto físico é de um adolescente franzino.
—Mesmo assim, é um adolescente franzino disposto a salvar vidas. É diferente de você na década de 40, Capitão? — argumentou Hank Pym.
—Bem diferente, doutor Pym. Eu tinha 18 anos, estava disposto a fazer mais do que salvar vidas na guerra.
—Mesmo assim, amigo Rogers, acredito que devamos observá-lo de perto. — sugeriu Thor. — São feitos extraordinários demais para um jovem franzino.
—Todos de acordo? Vamos colocá-lo em observação?
Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Hank Pym, Cavaleiro Negro e Thor concordaram. O Capitão América ficou contrário, e apenas ele. Sabia que era muita responsabilidade para um adolescente.
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