O Ordinário Homem-Aranha
15 Interlúdio IV: A última redenção
Notas iniciais
Penny brincava na areia quente da praia de Long Island. Uma doação anônima caiu na conta do doutor Michael algumas horas atrás. Era o suficiente para Penny, enfim, fazer o procedimento para a cura de seu câncer em estágio inicial.
Teve uma manhã livre para ser uma criança na praia antes da primeira sessão. Sua cabeça raspada e o tubo no nariz chamavam a atenção das pessoas.
Ela criou um montinho de areia, a partir dele nasceria seu castelo e ela seria a rainha fictícia. No entanto, a água passou por cima de sua construção e estragou tudo.
Alguns meninos, visivelmente mais saudáveis, riam da cara de Penny. Ela estava prestes a chorar, mas o montinho destruído cresceu inesperadamente, se tornou um castelo gigantesco de areia. Todos, inclusive Penny, se assustaram.
—Ela é uma mutante! — gritavam os meninos, correndo para longe dela.
Foi então que o castelo se desmaterializou, mas revelou uma taça de vidro e uma foto. Sua foto, a mesma que seu pai carregava.
—Obrigada, papai — sussurrou Penny.
Distante dali, Flint Marko estava disfarçado, mas sorridente. Seu trabalho estava feito. Sua filha o veria como um herói, ele sabia disso. Deixou o vento levá-lo para longe.
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