O Novo Campeão
2 Capítulo 2 - Os fugitivos
Notas iniciais
O garoto abria a porta de sua casa normalmente, ao entrar, foi recebido por uma cara de espanto de sua mãe que estava desesperada com o que via:
–Meu filho! Oque aconteceu com você? — Mudou seu tom para um raivoso enquanto segurava-o com aflição – Quem fez isso?
–Não foi nada mãe!
–Como assim não foi nada!? Seu rosto está coberto de sangue! Você brigou de novo?
–Não mãe, era esse o teste da liga.
–Eu te disse para não ir! Muito bem, você não sai mais de casa até seu pai voltar!
–Como assim!? Você tá exagerando!
–Quieto menino! Vai pro seu quarto e pense bem no que você fez, mas antes, vá se limpar!
Tinha sorte da mãe não ter visto o furo no pulso e o sangue no braço. Ainda mais a outra mão que também estava danificada após o soco que deu no homem da cabana. Fez um curativo no braço que tentava ser discreto, fez uma toalha de rosto branca ficar vermelha e subiu as escadas e adentrou o quarto. Jogou-se na cama e folheou um gibi. Escutava a mãe no quarto ao lado contando tudo ao seu pai, que era um grande pesquisador, vivia viajando, estava numa expedição nas Ironspike Montains e só voltaria depois de bastante tempo. Ficaria muitos dias lá, caso a mãe tivesse falado sério. E se Bernard esquecesse dele? E se tivesse um prazo pra fazer algo incrível? Continuava inconformado com o que aquele cara disse para ele. Como um garoto inútil faria algo impressionante? Mas não podia esperar tanto tempo, já estava impaciente trancado em seu quarto, quinze minutos pareciam quinze horas. Não tinha certeza se sua mãe estava ao quarto ao lado, ou se estava fofocando tudo para os vizinhos. Pegou seu celular que já era bem antigo, ficava guardado no fundo de seu armário porque quase nunca o usava. Ligou para um amigo de longa data, falando baixo:
–E aí cara, eu preciso da tua ajuda, não dá tempo de explicar.
–Tudo bem, estou indo ai.
Quinze minutos de espera pelo amigo parecia um dia inteiro. Até que ele chegou, deu um toque na janela, estava pendurado. Pitt se levantou da cama que parecia estar colado e abriu rapidamente ela, de propósito, tentando fazer seu amigo cair de brincadeira. Ele subiu e logo foi interrogado:
–Tá maluco? Como você chegou ali?
–Eu tenho meus truques.
–Hum. Me tira daqui com seus ‘’ truques’’.
–Deixa comigo.
Ezreal puxou Pitt pela gola da camisa, e com a força extra da manopla, o atirou pela janela. O garoto segurou o grito enquanto caia, o amigo sacana pulou, com a luva mágica brilhando, segurou ele e soltou um feitiço de teleporte; uma luz amarela tomou conta dos dois corpos, sumindo após aparecerem novamente no chão. Pitt ficou furioso com o amigo que dava gargalhadas:
–Seu idiota! — Riu junto do amigo — Quase que me mata de susto!
–Vamos sair logo daqui, medroso.
–Da próxima vez traz uma corda ou uma escada!
Retomaram o silêncio e saíram, o sol já tinha se posto e correram dali, até dobrarem a esquina e ficarem tranquilos. Decidiram sem palavras que não podiam passar pelo portão principal, caso a mãe do fugitivo perguntasse para os guardas, ela logo saberia, talvez não adiantasse muito, mas decidiram pular os grandes muros de Piltover. Mas dessa vez sem feitiços mágicos, escalaram com dificuldade, apostaram uma corrida pra ver quem subia mais rápido e Pitt venceu, era um pouco mais atlético que o garoto do teleporte. Chegaram ao topo do muro e não pensaram como descer, bem, Ezreal pensou e nem esperou Pitt raciocinar, jogou-se contra o amigo, fazendo ambos caírem, agarrou sua camisa e usou a Translocação Arcana novamente. O menino que quase morreu de susto duas vezes seguidas reclamou ao chegar no chão:
–Se fizer isso de novo eu te arrebento!
Dessa vez os dois começaram a rir. Correram com medo de serem detectados por algum robô ou câmera. Seguiram para o sudoeste, que levava para as Ironspike Mountains.
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