Notas iniciais
Olha quem ta trazendo capitulo novo... o/
Bem que eu podia ser assim com as outras fics, né?! rsrsrs
Mas chega de papo e vamos para o que interessa o/
Boa leitura povin...


Kamus piscou algumas vezes tentando assimilar aquela informação, aquela imagem bem a sua frente, mas nada falou. Ficou chocado demais para responder. Como assim espírito do natal passado? Não estava conseguindo acreditar muito nisso tudo. Primeiro sonha com sua tia que morreu há anos lhe avisando sobre três visitas que iria receber e agora um garoto — que estava mais parecendo o Coringa com aquelas roupas — aparece falando ser um espírito.

-Um... Fantasma?! – foi à primeira coisa que Kamus conseguiu perguntar, meio pasmo.

-Pode parando, tenha mais respeito, sou um espírito e não um fantasma! — fala deitando de lado na cama, apoiando a cabeça com ambas as mãos.

-E non é a mesma coisa? – perguntou cruzando os braços e analisando aquele garoto.

-Olha... Poderíamos passar um bom tempo discutindo isso, mas minha missão aqui é outra. — diz e vira o olhar para o corpo de Kamus deitado na cama, analisando de cima a baixo. — Interessante. — sorri maroto.

-Tire os olhos daí?! — reclama Kamus se incomodando com a sensação de malícia que os olhos daquele espírito traziam. — Agora me diga, você tem nome? – o espírito ri divertido e volta a encará-lo.

-Katumus! — diz sorrindo orgulhoso e começa a flutuar devagar como um felino para perto do "espírito" do ruivo — Agora Kamus, sem mais perguntas. Temos um longo trabalho hoje.

- Como assim? – Kamus teve que recuar alguns passos, pois aquele garoto abusado se aproximou demais de seu rosto e era assustador ver aquela criatura realmente se aproximar sem pôr os pés no chão.

Katumus sorriu e o ruivo temeu aquele olhar sombrio pra cima de si, lhe causando calafrios. Aqueles olhos negros eram profundos como o oceano e encará-lo era como se afundar até o seu abismo mais profundo de dor e solidão. Quase um caminho sem volta.

O ruivo acabou perdendo o fôlego e teve que piscar os olhos e balançar levemente a cabeça para espairecer essa sensação. Percebendo o estado em que o deixou, Katumus apenas deu um meio sorriso debochado, satisfeito pela sensação que causou.

- Vamos ver se você foi um bom menino... — sussurrou e antes que Kamus dissesse algo mais, Katumus tele transportou a si e ao francês para outra dimensão.

O ruivo sentiu-se tonto e num piscar de olhos não estava mais em seu quarto. Olhou ao redor e percebeu que estavam numa rua deserta. Estava noite e frio, tão frio quanto nunca sentiu antes, precisando esfregar as próprias mãos para esquentar-se um pouco.

Um pouco a sua frente deparou-se com aquele ser sentado no ar e indo cada vez mais distante de Kamus, que sem saber o que fazer, acabou seguindo-o. Katumus foi flutuando até seu destino e o pobre do Kamus teve que segui-lo andando, até que não se agüentou e teve que perguntar algo que estava martelando em sua cabeça. — Como você sabe meu nome?

-Para um cara esperto, você está bem lento hoje! — responde sem muita paciência ao olhar de lado para Kamus que lhe olha irritado — Oh beleza ruiva francesa... Esqueceu que foi sua tia que me mandou pra cá? Então... Foi ela que me falou o seu nome!

-E você é um ser muito simpático para responder, non? — diz Kamus irônico. – E onde estamos? Pra onde você está me levando?

- Huuum... Que coisa feia Kamus! Não reconhece mais a casa de seus próprios pais? – também usa de ironia ao respondê-lo e pára, apontando para uma casa.

— O que foi? – o ruivo não estava reconhecendo o lugar, mas logo que olhou na direção indicada.

-Olhe pela janela e saberá! – disse o espírito e depois sumiu. O ruivo olhou ao redor e achou aquilo tudo muito estranho.

Após Katumus falar, Kamus foi se aproximando mais da casa já a reconhecendo. Era a casa de seus pais e ao se aproximar da janela, viu dentro da casa um garotinho ruivo brincando com seus novos brinquedos junto de um loirinho. Era ele e Miro aos sete anos. Os dois estavam com um sorriso lindo nos lábios, os pais de Kamus até estavam olhando surpresos para o filho sorrindo, pois nunca o viram sorrir daquele jeito.

Minutos depois, viu os pais de Miro saírem de perto de seus pais, para dar um feliz natal as crianças que quase não deram bola para os adultos, eles estavam mais ocupados com os brinquedos. Vendo isso, Kamus não se agüentou e sabendo-se sozinho, permitiu-se um riso contido. Como se encantava fácil com as coisas antigamente!

Pouco depois, viu também Degel e Kardia se aproximarem deles e começarem a brincar com os pequenos e os quatro garotos passaram a noite a brincar até não se agüentarem mais em pé e dormirem todos no chão mesmo, sobrando para os pais terem que carregar todos para os quartos, pois ficaram com dó até de acordar os adolescentes. Então as mães carregaram os menores para o quarto de Kamus e os pais levaram os maiores para o quarto de Degel.

-Você se divertiu muito nesse natal, hein?! – Katumus disse reaparecendo e tele transportando os dois para o quarto de Kamus vendo as crianças dormirem — Como essa criança adorável pode ter virado esse mala sem alça? — se perguntou divertido e olhando para as crianças.

Kamus se assustou novamente e, ainda meio tonto, respondeu:

-A vida é que nos transforma!... E quer parar com isso!

-Ah a vida não é?! Sei... – ele riu debochado ignorando o pedido e voltou a encará-lo. – Diga-me a verdade ruivinho... – aproximou-se sorrateiramente como se quisesse ouvir algum segredo. – É a vida ou os parentes?

-O que quer dizer com isso? — pergunta Kamus sério — Acha que sou facilmente influenciável?

-Aff... Estou vendo que tenho que te mostrar mais um pouco do seu passado! – disse e revirou os olhos, tele transportando os dois novamente.

Dessa vez o cenário era a casa de sua tia Catherine. Kamus dessa vez estava com 13 anos e era a primeira vez que iria passar o natal longe de seu amigo. Por causa disso, o ruivo estava sentado perto da janela a olhar para as estrelas com uma expressão triste. Seu irmão Degel também foi e estava igualmente triste, o rapaz de 17 anos até ficou mais afastado dos parentes pela raiva que estava de não poder passar o natal com Kardia.

Foi exatamente nessa época que os garotos mais velhos começaram a namorar e logo contaram para os parentes. Ninguém se opôs ao namoro, mas mesmo assim os pais dos ruivos arrastaram os filhos para a casa da tia.

Katumus levou Kamus pra dentro da casa para ver melhor os acontecimentos do dia, logo vendo Degel ainda emburrado se aproximar do irmãozinho e fazer uma leve caricia os cabelos lisos de Kamus.

- Eles... Eles não podem nos ver? – perguntou estranhando o fato de Degel passar por ele sem o ver.

- Não... Agora cala a boca e escuta! – Katumus sussurrou enquanto observava os irmãos. Kamus acabou obedecendo.

-Porque que está com essa cara Kamus? — pergunta Degel suavemente.

-Por que eu queria passar o natal com o Miro como sempre foi! — reclama Kamus baixinho.

-Quem deveria estar reclamando sou eu! — diz Degel divertido — Então... Você não se importou mesmo de eu estar namorando o Kardia?! — pergunta meio encabulado.

-Que nada, você é meu irmão e se vocês se gostam pra mim tanto faz! — diz Kamus sorrindo para o mais velho, que o retribuiu.

Katumus virou e olhou para Kamus encostado a parece ouvindo a conversa que teve com o irmão. — Vocês eram bem unidos! — constatou um fato e Kamus balançou a cabeça em concordância.

-Oui... Degel é um grande irmão.

Ficaram a observar mais um pouco os dois perto da janela e ficaram olhando também os convidados em volta. Apesar de a casa estar cheia, dava para ver que os convidados não iam muito com a cara da anfitriã. Até que virão Catherine se aproximar dos irmãos e Degel ainda emburrado, só olhou para o rosto da mulher e saiu de perto.

-Opa... Essa é a Catherine? — pergunta Katumus analisando a mulher de cima a baixo.

-Ué, non foi ela quem te mandou? — Kamus olha confuso ao espírito.

-Foi sim, mas você já viu o estado que fica a pessoa que está pagando um castigo pelas maldades que fez?! — diz Katumus que entortou a cara ao se lembrar de Catherine toda enrugada.

Kamus só revirou os olhos com o que o espírito disse, mas nenhum dos dois disse mais nada, pois ficaram a prestar atenção ao que a senhora iria dizer ao ruivinho.

-Que carinha é essa mon petit? — perguntou Catherine ao sobrinho.

-Só estou com saudades de um amigo.

-E só por isso é que vai deixar todos saberem o que está sentindo? — pergunta ela e vê o garoto a olhá-la sem entender — Estou dizendo que nunca é bom mostrar seus sentimentos, você tem que aprender a ser frio assim ninguém irá brincar com você.

-Parce que diz isso tia? — pergunta confuso.

-Por experiência própria. — sorri de lado.

Kamus a olhava tentando entender os motivos dela, mas logo se lembrou de perguntar algo. — Tia Catherine... Porque o Degel a olhou bravo e saiu daqui quando se aproximou da gente?

-Porque eu disse a mesma coisa, que se um dia esse tal namoradinho resolver largá-lo ele irá sofrer... Degel non gostou muito dos meus conselhos e saiu irritado me chamando de insensível! — ao dizer isso ri de lado.

-Agora está explicado do porque você ser um idiota! — diz Katumus divertido.

-Isso era pra ser um elogio? — Kamus olha torto para Katumus que não parava de flutuar ao seu lado.

-O dia que "idiota" virar um elogio me avise! — olha irônico pra Kamus — E aí, aprendeu?

-Aprendi que non devo ficar muito perto de um espírito maluco!

Katumus o fuzilou com os olhos e parou de flutuar, ficando em pé indo para frente de Kamus. — Olha aqui seu ruivo imbecil... Não estou aqui para aturar suas gracinhas, vim só mostrar como você era no passado, te mostrar o quanto era feliz nos natais até conhecer a sua tia e virar esse idiota que é hoje! — diz bem irritado e conforme ia se irritando mais, suas roupas coloridas foram ficando negras.

Kamus recuou um pouco e não disse nada, só olhou assustado para o baixinho a sua frente, depois voltou a olhar para sua tia que disse mais algumas coisas de como controlar os sentimentos e logo saiu, deixando o garoto pensativo. O ruivo acabou se lembrando dos pensamentos que teve, lembrou que naquela época começou a ponderar sobre o que Catherine disse, lembrou que foi a partir daquele dia é que começou a mudar pouco a pouco até que virou o homem que era hoje.

-Mas eu vou te ajudar... – disse respirando fundo e teatralmente, mas ainda irritado, prosseguiu — Hoje aprendemos com a titia Cat como ser um grande idiota e como magoar as pessoas que nos amam sendo frio e indiferente...

Kamus abaixou o olhar ao pensar em quantas pessoas já fez sofrer pelo seu jeito e nesses pensamentos, lembrou-se de Miro saindo de seu escritório com um olhar triste por não ter aberto o presente que ganhou do loiro.

-Miro deve ter ficado chateado! — sussurrou só para si, mas o baixinho a sua frente conseguiu escutar.

-Lembrando-se do presente que ganhou do loiro e nem o tocou direito? — perguntou sarcástico, arqueando a sobrancelha e voltando a flutuar, com suas roupas voltando às cores vibrantes de antes pouco a pouco.

-Oui, mas... Mas uma hora eu irei ver, não deve ser algo tão importante assim! — falou decidido, tentando se convencer das próprias palavras e quando deu por si, os dois já tinham voltado para o presente.

-Oh sim, demonstrar que se importa com o carinho das pessoas que te amam não deve ser muito importante! . — diz Katumus sério. – Você sabe o que te espera? -perguntou olhando bem fundo nos olhos do ruivo, que novamente sentiu calafrios, mas nada respondeu. — Espero que aproveite seus minutos de descanso, pois logo virá uma amiga minha para te mostrar umas coisinhas a mais. — falando isso faz o espírito de Kamus voltar para o seu corpo e logo em seguida desaparece, deixando Camus adormecido na própria cama.

Continua...

Notas finais
*festinha na casa de aquário*
*sentada em frente ao PC de camisola prata e lixando as unhas* E aí povinho, gostaram do segundo capitulo? Espero que sim, viu... E uma coisa que esqueci de dizer ontem! O capitulo um foi betado pela minha amiga Belle_princesse do Nyah e o segundo capitulo também =)
Miro: *aparece do nada* E deem graças a Zeus por isso, pois se virem a caca que tava...
*olhando pro "figurino" de Miro* Porque ta vestido assim? *aponta pra toalha preta que o grego tava usando*
Miro: Porque acabei de sair do banho xP
Kamus: E é por isso que vai voltar pro quarto e por algo descente ò.ó *olhar ciumento*
Ahh... Deixa ele assim, não ta fazendo mal a ninguém *-*
Kamus: *olhar maligno*
Esquece u.u Pois bem amiguinhas, espero que tenham gostado do cap e virou que Kamus não é ruim assim porque quis, foi tudo culpa da titia... Agora, como o proximo capitulo vou postar amanhã, vou querer reviews, então...
DEIXEM REVIEWS E FAÇAM UMA AUTORA BAKA FELIZ! O/