Notas iniciais
Yo o/
desculpem pela enrolação, só conseguir terminar esse capitulo hj u.u
Mas espero q gostem =)
Boa leitura povão

Kamus desperta em um sobressalto e olhando a sua volta. De novo, mais um espírito veio lhe mostrar seus erros e dessa vez se sentiu muito mal. Não queria deixar ninguém triste, mas de uma coisa era certa, sentiu seu coração se aquecer ao descobrir que seu melhor amigo lhe amava mais do que irmão. Com isso, não conseguiu evitar um discreto sorriso.

Antes de voltar a dormir, lembrou do que seu próprio pai disse. De que correspondia aos sentimentos do grego, só que não tinha se tocado disso ainda. Refletiu um pouco sobre isso e começou a ponderar sobre seu pai Antonie ter razão. Sempre se sentiu bem ao lado do loiro e lembrou que nos tempos de escolha, se sentia enciumado quando Miro estava com uma nova namorada, até evitava falar muito com a garota, mas nunca pensou que isso poderia ser amor.

Virou-se de lado para poder dormir, pensaria no que fazer no dia seguinte. Após finalmente conseguir pegar no sonho, foi acordado uma hora depois. Respirou fundo sem abrir os olhos, já imaginando o que poderia ser. Não queria acreditar, mais uma vez sendo acordado por outro espírito.

Só resolveu abrir os olhos, pois sentiu o ar bem gelado para o seu gosto, e algo incomodando seu nariz. Apesar de amar o frio, aquilo que sentia, estava fora dos seus padrões. Quando abriu os olhos, viu o que seriam alguns flocos de neve caindo sobre si, mas ela passava sem o tocar. Sentiu-se flutuando ao lado de sua cama, tendo uma nuvem de ar gelado abaixo de si.

Logo depois viu o que parecia ser uma criaturinha pequenina aparecer diante de seus olhos. Branquinha, pequenina e brilhante, passava-se fácil por um floco de neve, mas aproximando-se de seu rosto, Kamus pôde ver seus pequenos olhinhos curiosos. Sentou-se rapidamente nessa nuvem irritado, imaginando ser esta criaturazinha o novo espírito que Kitsune mencionou, mas engoliu em seco quando viu com quem esta pequena fadinha estava.

Era um rapaz de 1,76 de altura, tinha cabelos curtos e negros como a noite, de olhos de um vermelho tão penetrante que quando os encaravam, sentia-se como se ele estivesse lendo sua alma. A pela era pálida e aparentava ser bem fria, mas que lhe dava um ar de exótico e sexy ao mesmo tempo. Estava descalço e usava um kimono japonês.

Mas o que assustou Kamus não foi isso, na verdade o que lhe fez engolir em seco foi a foice que o outro carregava, o fazendo parecer com um ceifeiro e nisso ele já soube. O que lhe aguardava não seria nada bom! Minutos depois a nuvem de ar gelado se abaixava até deixar Kamus sentado no chão e quando isso aconteceu, ele mais do que imediato se levantou e ficou a encarar o espírito esperando que ele dissesse algo, mas como isso não aconteceu, teve que ele mesmo começar com a conversa.

- Perdoe-me por acordá-lo, Daimon é muito arteira. — a voz rouca e um tanto assustadora, soou baixa aos ouvidos do ruivo.

-Ah... Tudo bem. — calou-se um tempo e depois de observá-lo atentamente, prosseguiu: — Deixe-me adivinhar... É o espírito do natal futuro? — fala Kamus tentando controlar o sarcasmo, mas sem sucesso.

-Sou sim! — responde com voz rouca, mas suave — Mas se eu fosse você não usaria esse tom de voz, pois seu futuro não será tão bom assim!

- É... Reparei. — isso não foi exatamente uma surpresa para Kamus, depois de tudo o que viu com Katumus e Kitsune, depois de todo o sofrimento que causou, não se espantaria se acabasse sozinho, tal como sua tia acabou. — E... Qual o seu nome? — perguntou.

-Lilith e ela é Daimon. — disse o espírito simplesmente apontando para a fadinha no seu ombro.

-Lilith não é nome de mulher? — pergunta Kamus pasmo, franzindo o cenho.

-Preconceito com nomes agora homem? — fala Lilith parecendo um pouco revoltado — Mas deixa pra lá, isso não importa. Temos muito que fazer! — mal disse isso e já tele transportou a si e a Kamus para outra dimensão.

Dessa vez, Kamus não ficou muito tonto com essa pequena "viagem", acabou se acostumando por causa das outras vezes. Quando eles chegaram à outra dimensão, o ruivo não conseguiu reconhecer o lugar que estava. Viu Lilith ir caminhando pela rua com sua pequena Daimon a voar em sua volta, resolveu segui-lo só para ver o que era dessa vez. Tentou pensar em todas as coisas horríveis que poderia acontecer consigo, mas achou todas as hipóteses ridículas. Não demorou muito, porém, para reconhecer o lugar.

-O que estamos fazendo na minha empresa? — perguntou reconhecendo o prédio sede.

-Você já vai ver. — Lilith respondeu e tele transportou-os para o andar onde ficava o escritório do ruivo. Ele assim que se viu, arregalou os olhos, completamente assustado. A pequena Daimon soltou um risinho afinado.

-Meu Deus! Mas... O que é isso?

-Isso é você... Com uns 50 kilos a mais. — respondeu o espírito tranquilamente. Kamus novamente assustou-se.

-Que? Não exagera! É para me mostrar meus erros e não para sacanear!

-Ora, meu caro! Repara e veja que você está enorme! — o espírito contra-argumentou.

-Ta, tudo bem. Eu dei uma pequena engordada...

-Pequena? Como você é modesto, rapaz... — o espírito riu, vendo Miro aproximar-se.

-Ei Kamus, porque não vamos dar uma volta? — pergunta Miro já perto da mesa de Kamus.

-Non tenho tempo para dar voltas, loiro. Tenho muito trabalho a fazer! — responde Kamus sem tirar os olhos da papelada.

Miro olha indignado para o amigo. — Qual é ruivo, qual foi a ultima vez que saiu pra se divertir? — põe as mãos na cintura.

-Já disse Miro, tenho traba... — é interrompido.

-Já sei, tem muito trabalho pra fazer. — responde sarcástico — Até parece uma vitrola velha e quebrada, pois só repete isso! — olha bem sério para Kamus — Ruivo você precisa sair um pouco, quem sabe malhar, pois anda precisando, se é que me entende! — diz divertido.

-Se eu sair daqui para malhar como você quer, esses papéis irão se acumular!

-Aff... Desisto, até mais seu mala. — diz Miro já saindo do escritório de Kamus emburrado.

Enquanto Kamus olhava pasmo para o decorrer da cena, Lilith brincava com sua pequena Daimon, mas claro ele prestava muita atenção nas feições de Kamus. O ruivo não acreditava que se recusou até de ir malhar um pouco e isso ele sempre fazia, mesmo que fosse dentro de sua própria casa.

-Mas... Eu sempre malhei. Às vezes não dava tempo, mas eu malhava em casa. — murmurou para si mesmo, sem entender.

-Uhum... Mas o tempo foi ficando cada vez mais curto. — respondeu a pergunta velada. — Mas olha, até que seu trabalho gerou algum fruto. — comentou displicente enquanto levava Kamus para outro lugar. Agora, o ruivo estava numa grande mansão. A casa era realmente incrível e muito bem decorada. O ruivo ficou realmente impressionado com a grandeza do lugar.

-Essa casa... É minha? — perguntou incrédulo.

-Sim, toda essa enorme casa, com esses eletros todos só para você. — respondeu enquanto caminhava pela enorme e vazia casa.

Kamus foi seguindo o espírito por toda a casa vendo todas as coisas que conseguiu comprar depois de tanto trabalhar, mas também reparou em duas coisas. Não tinha ninguém naquela casa e nem uma foto sequer em cômodo algum, nem de parentes e nem de Miro. Ao pensar no loiro, ficou curioso com o que o amigo estava fazendo agora, então decidiu perguntar ao espírito.

-Lilith... E o Miro? O que ele anda fazendo agora? — perguntou com um leve tom hesitante na voz.

-Certeza que quer saber? — lança um olhar misterioso para Kamus.

-S-sim. — responde gaguejante, já sentindo que não viria coisa boa.

Lilith sentiu o medo que Kamus sentia no momento, mas não disse nada, só o tele transportou até o local em que Miro estava no momento. Virão que ele já estava em casa jogado no sofá com uma cara emburrada, logo o loiro soltou um longo suspiro e foi até o telefone da casa. Enquanto Miro esperava a pessoa atender do outro lado da linha, Kamus foi reparando melhor na casa.

Kamus percebeu que essa não era a casa dos pais de Miro, mas logo pensou que poderia ser que Miro estivesse a morar sozinho, já que não tinha mais seus 20 anos. Voltou seu olhar para Miro, reparou que apesar de tudo, estava mais lindo do que nunca, as coxas grossas como sempre e o tronco nu bem malhado.

-Quantos anos eu e Miro temos aqui? — pergunta Kamus de repente, mas sem tirar os olhos de Miro.

-Estão com 40 anos certinhos! — viu Kamus arregalar os olhos e olhar Miro de cima a baixo — Impressionado com a beleza dele, mesmo com essa idade?

-Oui... E ele até está mais belo do que antes!

-Isso porque ele não ficou obcecado pelo trabalho e não parou de malhar. — olha divertido para Kamus — Parece que ele vai dizer algo, vamos ouvir! — responde ao ver Miro sorrindo por já ser atendido.

-Oi Nísio, que tal você dar uma passadinha aqui hoje? — pergunta Miro sorridente que ouve a resposta do outro — Sim, é agora mesmo, ou está tão ocupado assim? — pergunta fazendo um biquinho adorável, mas logo volta a sorrir — Estarei te esperando, até daqui a pouco, beijos. — dizendo isso, Miro logo desliga o telefone um pouco mais contente.

-Com quem ele estava falando? — pergunta Kamus, vendo o loiro correndo para o quarto para tomar um banho e por uma roupa mais bonita.

-É o Anísio... O noivo dele! — vê Kamus olhá-lo incrédulo — Me desculpe Kamus, mas seu loiro vai se casar! — diz um pouco compadecido com a tristeza que viu nos olhos do ruivo.

Kamus olhou tristemente para a porta do quarto de Miro. — Mas... Mas eu pensei que ele me amava! — diz sem querer acreditar.

-E ele te ama sim... Só não agüentou mais te esperar, ainda mais porque viu que seu maior interesse era só o trabalho!

O francês não queria acreditar de jeito nenhum, então trocou o amor da sua vida pelo trabalho? Arregalou os olhos, acabou de perceber que amava Miro e percebeu que se continuasse assim, iria perder seu loiro para outro alguém. Minutos se passaram e logo eles ouvem a campainha da casa tocar, viram Miro sair do quarto todo arrumado e perfumado, indo em direção a porta.

-Uau, você foi rápido. — disse Miro ao dar passagem para o noivo entrar.

-Quando se trava de você meu loirinho, eu serei capaz até de voar! — diz Anísio abraçando a cintura de Miro e lhe dando um beijo suave em seus lábios.

Anísio era um belo grego de 1,86 de altura, de olhos azuis celestes, cabelos negros que iam até a nuca, pele bronzeada e de corpo malhado, mas sem exageros. Após trocarem uma séria de beijinhos, Miro puxou o noivo até o sofá, o fazendo sentar-se para poder se sentar no colo dele.

-Co-como eles se conheceram? — pergunta Kamus chocado com a cena.

-Miro tinha ido a um barzinho com uns amigos há um ano... Anísio era o barman e de cara já ficaram amigos, com o tempo eles começaram a namorar e agora estão para casar!

Kamus não conseguiu dizer mais nada, ainda mais porque não sabia se ficava com raiva de si mesmo e se explodia de ciúmes, pois não estava mais agüentando ver Miro trocar beijos e carinhas com o tal noivo. Cerrou bem os olhos e se virou de costas, se afastando enraivecido.

-E precisava de todo esse agarramento? — não escondeu sua raiva e nem seu ciúme.

-Eles estão noivos, qual o problema? — o espírito sabia bem qual era o problema, mas era bom que ele se sentisse assim, pois agora ele poderia ter uma noção do que o esperava se continuasse agindo da forma como agia.

-Eu... Eu quero ir embora. — pediu num fio de voz, completamente arrasado.

Lilith não disse nada, apenas acenou com a cabeça e levou para outro lugar do futuro. Ficou compadecido pelo sofrimento de Kamus, mas sabia que isso tudo era para o seu próprio bem. Os dois entraram em um lugar escuro e deserto, que após muita dificuldade Kamus pode ver ser um cemitério graças a umas lápides que estavam mais perto de si. Sentiu um calafrio na espinha, agora sim a coisa ficou feia.

Seguiu Lilith em silêncio, até que em poucos minutos estavam em frente a um túmulo que tinha muito poucas pessoas a seu redor e Kamus na mesma hora reconheceu essas pessoas. Eram Miro, Kardia e Degel seu irmão. Aproximou-se mais do túmulo para descobrir quem tinha morrido e fica mais pálido do que o normal. Viu seu próprio nome na lápide.

-Mas... Mas como?

-Você parou de se cuidar, Kamus! — começa Lilith sério — Você trocou sua vida pelo seu trabalho e nem era por causa do dinheiro, só fez isso, pois achava que ninguém sabia fazer direito o trabalho deles e você começou a fazer praticamente tudo, só não cuidava das lojas! — diz por fim.

Kamus não disse nada, só voltou seu olhar para o túmulo, para logo em seguida lançou um olhar para o trio que estava ali e reparou que nenhum dos pais estava lá. — O que aconteceu com os meus pais e os pais de Miro?

-Seu pai morreu alguns anos atrás de um problema no coração, sua mãe ficou tão desolada com isso que um ano depois ela morreu... Os pais de Miro estão a viajar pela Europa, por isso é que não vieram para seu enterro!

Kamus apenas abaixou o olhar, triste com a notícia de seus pais, mas ficou feliz pelos pais do grego. Ficaram só mais uns minutos ali, vendo Miro sendo abraçado pelo irmão e por Degel, percebeu o quão triste o amigo ficou com sua morte. Seu irmão também ficou muito triste e derrubava suas lágrimas em silêncio.

-E... Onde está o tão noivo de Miro? — pergunta meio raivoso e enciumado.

-Agora ele não é só noivo, já casaram... Mas ele ficou em casa, já que sempre teve ciúmes de você, pois Miro tinha dito a ele que te amava desde a adolescência! — fala calmamente para o ruivo — Bom, acho que já está na hora de voltarmos! — dizendo isso, tele transporta a si e a Kamus de volta para o quarto dele — Espero que tenha aprendido a lição.

-Oui... Non quero que nada disso aconteça e também non quero que Miro se envolva com outro por minha culpa!

-Que bom que aprendeu! — sorri gentil — Agora, volte para seu sono e que trate de consertar seus erros já! — mal terminou de falar empurrou o espírito de Kamus de volta para o seu corpo para sumir dali junto de sua pequena Daimon.

Continua...

Notas finais
*festinha do pijama na casa de aquário*
*sentada no sofá com um short doll preto* Yo meu povo, desculpe a demora =P Mente travou legal, mas graças a Belle, ela voltou a funcionar rsrs... Dessa vez o fantasma foi da hika-ny-chan =)
Kamus: *aparece raivoso com uma toalha vermelho vinho* Como ousam me colocar desse jeito na fic? ò.ó
Miro: *com uma toalha preta e também raivoso* Pior, te colocaram desse jeito e ainda me fizeram casar com outro cara! ò.ó
*se encolhe* Se querem matar alguém, matem a Belle, essa idéia veio dela!
E antes que aconteça uma tragédia por aqui, quero dizer q espero que tenham gostado e até o próximo e ultimo capitulo o/
E não se esqueçam...
DEIXEM REVIEWS E FAÇAM UMA AUTORA BAKA FELIZ! o/