O Nascer De Um Amor
1 Festa de Aniversário
Notas iniciais
O sol já se levantava no horizonte longínquo e, com seus dourados raios luminosos, trazia a tão aguardada luz e calor às florestas e campos, afastando a escuridão e o frio do breu da noite. Vários Pokémon se permitiam ser inundados pela luz matinal antes de começarem suas atividades, salvo aqueles de hábitos noturnos que, agora, se retiravam para se recolherem e descansarem na segurança de seus abrigos. E, não muito longe dali, a cidade de Petalburg também se permitia ser iluminada pelo brilho do sol. No entanto, o agito já tomava conta das ruas e avenidas da cidade, uma vez que muitos de seus cidadãos já se encontravam na ativa, iniciando os primeiros afazeres de seus dias. Tudo parecia estar como sempre era, um dia como qualquer outro, mas esse novo dia que se iniciava era muito especial, ao menos era para uma linda e jovem garota que ainda dormia.
Em uma rua tranquila, em um dos muitos bairros de Petalburg, formado por várias casas de dois andares de formato popular, com lindos jardins e quintais verdejantes, havia uma casa bem cuidada com lindas árvores e flores em torno dela, onde, em um dos quartos de frente para o quintal no segundo andar, uma jovem de pele rosada e longos cabelos castanho claro ainda repousava em sono profundo em sua cama. Contudo, à medida que o sol ascendia ao céu, sua luz penetrava cada vez mais fundo o quarto dela pela janela aberta e pelas frestas causadas pelo balançar das cortinas na brisa da manhã, até que, por fim, a claridade alcançou o rosto da jovem e a despertou aos poucos de seu sono.
Conforme seu corpo despertava, o rosto da garota se contraía enquanto ela se remexia em sua cama, até que, finalmente, ela abriu os olhos ao acordar, revelando-os azuis e brilhantes. Aos poucos, ela se levantava e procurou se sentar na cama e, então, bocejou e se espreguiçou, gestos estes na tentativa de afastar quaisquer resquícios de sono que ainda permaneciam em si. Ela esfregou os olhos com as costas das mãos, afastou o cobertor para o lado, revelando o pijama rosa bebê que vestia, calçou as sandálias felpudas e caminhou até a janela aberta, afastando totalmente as cortinas e permitindo que a luz e a brisa da manhã entrassem completamente em seu quarto. Ao sentir o calor do sol e o cheiro das plantas trazido pelo vento, inspirou profundamente e soltou o ar devagar, sorrindo ao contemplar a vista à sua frente.
— Mas que belo dia! — disse a jovem em um tom doce e alegre.
Essa era a jovem May Watson e hoje era o dia do seu décimo quinto aniversário.
Depois de contemplar a vista do seu quintal por mais algum tempo, May se voltou para dentro do quarto, pegou uma toalha em seu guarda-roupa e se despachou para o banheiro com a intenção de tomar um refrescante banho. Porém, quando alcançou o cômodo, ela tentou abrir a porta, mas não conseguiu. Tentou outra vez, forçando mais um pouco, até perceber que estava trancada.
— Só um minuto! — respondeu a pessoa ali dentro, a voz grossa de um homem.
— Tudo bem — disse a garota simplesmente.
Poucos segundos foram necessários até que o homem saísse lá de dentro. O tal homem era uma figura com um pouco mais de um metro e oitenta de altura, com um porte avantajado, ombros largos, cabelos escuros e olhos castanhos. Ele estava usando roupas sociais ao sair do banheiro e quando se deparou com a menina à sua frente, sorriu para ela carinhosamente.
— Bom dia, May!
— Bom dia, pai! Como o senhor está?
— Estou bem, tive uma noite tranquila. — Sorriu.
— Que bom — comentou a menina.
— E você, como está? Dormiu bem?
— Estou ótima, pai. Dormi muito bem. Obrigada!
Seu pai, Norman, como era conhecido, a puxou para um abraço caloroso, o qual a menina não hesitou em corresponder, pois entendia tal reação. Ela sorriu ao sentir os braços de seu pai envolvendo-a.
— Feliz aniversário, minha pequenina!
— Pai! — protestou ela, encerrando o abraço. — Estou fazendo quinze anos. Estou muito velha para ser sua garotinha. — Tentou argumentar.
— Pode estar fazendo sessenta anos que não me importa, você é e sempre será minha pequenina — respondeu Norman carinhosamente. — Se vai se arrumar, se apresse! Sua mãe já deve estar preparando o café-da-manhã.
— Tudo bem. Daqui meia hora eu já desço.
Norman apenas assentiu com a cabeça em resposta, saindo dali em direção à escada para descer ao térreo da casa. May entrou no banheiro e se ocupou ali por alguns minutos, e após se banhar e escovar os dentes, ela saiu do banheiro coberta apenas pela toalha e retornou para o quarto. De volta em seu quarto, ela se secou rapidamente e foi se arrumar. No processo, acabou escolhendo uma blusa de botões escura e a combinou com uma minissaia de estampas coloridas, completando o visual com alguns acessórios, amarrando o cabelo castanho claro em um rabo de cavalo e dando os últimos retoques com cremes, perfume e maquiagem. Após terminar de se arrumar, ela foi até o espelho fixo à parede e se encarou por alguns instantes, analisando o resultado e sorrindo ao se sentir satisfeita. Logo em seguida, ela foi até a escrivaninha, onde marcou um X na data de hoje do seu calendário.
May saiu de seu quarto e desceu as escadas indo em direção à cozinha, mas antes mesmo de descer, o aroma de frutas e pães já tomava conta da casa, aumentando o apetite que sentia. Chegando à cozinha, um espaço amplo que também possuía a mesa onde a família realizava suas refeições, ela se deparou com sua família reunida em torno de uma mesa farta e já posta. Ela foi direto para seu assento, mas antes que pudesse se sentar, foi interrompida no caminho por seu irmão caçula, Max, que correu em sua direção, pulando sobre seu corpo para um abraço terno.
— Feliz aniversário, maninha! — disse o garoto de óculos e cabelos escuros.
— Obrigada, Max! — Sorriu a menina ao responder.
Seu irmão, Max, era quase uma cópia do pai, com os mesmos cabelos escuros e olhos castanhos, exceto pelo porte infantil e magricelo. Ele a soltou e voltou para a mesa, mas antes que May pudesse se sentar, sua mãe, Caroline, também se levantou para parabenizá-la e dar a ela outro abraço.
— Parabéns, minha filha! Feliz aniversário! — Havia uma notável semelhança entre May e sua mãe, Caroline, especialmente o formato do rosto, o cabelo castanho claro levemente ondulado nas pontas e os olhos azuis brilhantes.
— Obrigada, mãe!
Ao término dos abraços e felicitações, a família se sentou à mesa para comer, trocando algumas palavras de vez em quando. Max era o que mais tagarelava, falando principalmente sobre o que vinha aprendendo com seu pai no ginásio da cidade e como isso tinha o ajudado um pouco em suas matérias na escola. Contudo, Norman e Caroline sorriam estranhamente para May, algo que a incomodou um pouco.
— Por acaso aconteceu alguma coisa? Ou tem algo de errado? — perguntou a menina um tanto insegura.
— É que... — disse a mãe, um tanto confusa.
— Estamos achando engraçado você não comentar nada sobre sua festa ou presentes — falou o pai.
— Ah! — exclamou a menina, que fitou a mesa por um tempo. — Na verdade, eu estou tranquila quanto a isso. Eu sei que vocês prepararam alguma coisa, então, eu posso esperar.
— Garotinha esperta. — Brincou o pai e a família riu unida.
O café-da-manhã da família Watson seguiu tranquilamente com mais algumas conversas animadas e risadas genuínas de seus quatro integrantes. Quando acabaram de comer, cada um cumpriu com suas obrigações da casa: Norman levou o lixo para fora antes de seguir para seu trabalho no ginásio da cidade, Max foi a estufa nos fundos da casa alimentar os Pokémon filhotes da criação de seu pai, enquanto May e Caroline tiravam a mesa e lavavam as louças, vasilhas e utensílios usados durante o café-da-manhã da família. Enquanto Caroline esfregava e enxaguava as louças na pia, May as enxugava com um pano e as guardava de volta em seus lugares, mas eram nesses momentos entre mãe e filha trabalhando juntas que elas aproveitavam para conversarem entre elas, longe dos ouvidos dos rapazes.
— Então, May, tem planos para hoje? Planejou algo especial para passar o dia? — perguntou a mãe com os olhos fixos na pia.
— Bom, eu vou me encontrar com o pessoal da escola no shopping e ficar por lá até a hora de me arrumar para a festa. Acho até que tinha avisado a senhora e o pai sobre isso.
— Eu me lembro. Também pedi para a vizinha da frente manter o Max entretido com o filho dela só o tempo de eu orientar o pessoal do evento para organizar a casa para sua festa.
— Você se lembrou de convidar todos os meus amigos da escola para a festa? — May perguntou um pouco aflita.
— Mandei os convites para todos os endereços que me passou. Pode ficar tranquila!
— Obrigada, mãe!
— May, aproveitando que estamos só nós duas aqui, eu queria te perguntar uma coisa. Ainda não arrumou um namorado, minha filha?
May se virou para sua mãe com a face completamente ruborizada, a vergonha percorrendo completamente seu corpo.
— De novo esse assunto, mãe? — perguntou ela levemente irritada.
— Você sabe que eu não sou careta para esses assuntos como seu pai. Eu só quero te ver feliz.
— Mas eu já te conto tudo que acontece comigo, mãe. E, desde a minha primeira menstruação, a senhora já teve a “conversa sobre bebês” comigo. Para que insistir nessa conversa?
— É que ainda me surpreende você não ter se interessado por ninguém, quando já me disse que boa parte das suas amigas já teve o primeiro beijo.
— Não é que eu não tenha me interessado por ninguém ainda, é que eu acho que eu ainda não estou pronta para isso ainda. É só isso, mãe.
— Entendo. Bem, você tem razão. Uma mulher só deve beijar ou namorar quando se sentir pronta.
— E depois, você não me disse que só beijou o papai depois do terceiro encontro?
— Ah, mas aquilo foi só um estratagema para manter ele interessado em mim. — Esse comentário animado de Caroline arrancou risadas genuínas dela e de sua filha.
— Por isso mesmo que eu quero esperar um pouco mais, mãe. Quem sabe eu não tenha a mesma sorte que você e escolho de primeira o homem com quem irei me casar.
— Eu torcerei por você para que isso aconteça, minha filha.
Ding-dong! O som da campainha ecoou pela casa, chamando a atenção de ambas.
— Deve ser o pessoal da equipe da festa. Você pode ir, May! Eu cuido do resto.
— Tá certo, mãe. Eu já vou então. — May foi até sua mãe para abraçá-la e beijá-la em despedida, antes de subir para o quarto para buscar sua bolsa e um casaco para sair.
Assim que saiu de casa, May chamou um carro de aplicativo e se encaminhou para o shopping center da cidade. Ao chegar lá, não demorou muito para encontrar uma turma de jovens da mesma idade que ela, seus colegas de escola com os quais havia combinado de se encontrar. É claro que, ao vê-los, ela foi recebida com abraços e beijos de seus colegas que a parabenizaram por mais um ano de vida. Depois de mais algumas felicitações, May e seus colegas passearam pelo shopping, frequentando as áreas de lazer como o cinema e o fliperama. Depois de algumas horas de diversão, a fome a atingiu assim como seus amigos, que logo se dirigiram para a praça de alimentação. Aproveitando uma promoção, os amigos de May compraram um bolo simples de chocolate para ela e, graças a boa vontade dos funcionários da praça de alimentação, que arrumaram algumas velas simples para eles, eles puderam improvisar uma cantiga de parabéns para ela.
— Muito obrigada, pessoal! — Agradeceu May após eles terminarem de cantar.
— Hey, é seu aniversário? — perguntou um garoto desconhecido que surgiu atrás dela.
May se virou para ver o rapaz, que era um jovem da mesma idade que ela, porte mediano, cabelos loiros e olhos azuis. Ele usava roupas estilosas e sorria para ela de um jeito muito charmoso.
— É, é sim — respondeu ela.
— E será que eu posso me juntar a vocês na sua comemoração, gracinha? — continuou o garoto.
— Pode se juntar a nós para comer o bolo, mas lamento informar que não poderá ir a minha festa mais tarde, pois ela será restrita para poucas pessoas.
— É uma pena! Eu adoraria ir a sua festa. Você é tão bonita.
— Obrigada!
— Me diz, gracinha, você tem namorado? — Havia uma leve insegurança na voz do rapaz ao perguntar.
— Não, mas no momento isso não me interessa muito.
— É uma pena. Você é muito bonita. — E, levemente envergonhado, o garoto foi embora.
— Por que você deu o toco nele assim, May? Ele é uma gracinha — disse uma das amigas dela.
— Não foi minha intenção, mas, honestamente, eu não tô a fim de arrumar um namorado agora. Quando for a hora certa, eu vou saber reconhecer. Eu sinto que vou conhecer o cara certo para mim no momento certo.
— Nossa, mas que pensamento mais bobo. Se fosse eu, eu aproveitava esse gatinho e dava logo uns amassos.
— Pode até ser um jeito bobo de pensar, mas é o que eu acredito. Então, vamos comer o bolo?
May partiu o bolo em pedaços e começou a distribui-los entre os amigos. Depois de terminarem de comer, ela e seus amigos aproveitaram o passeio pelo shopping por mais algum tempo, até que, finalmente, havia chegado a hora de voltar para casa. Após se despedir dos amigos e implorar a presença deles em sua festa, May embarcou em outro carro de aplicativo e voltou para sua casa, que agora já se encontrava pronta para sua festa, com as mesas dos convidados prontas, uma pista de dança com a área do DJ, e a mesa do buffet quase completa, apenas aguardando o jantar ficar pronto para ser servido. May ficou encantada com a decoração de sua festa, mas o detalhe que mais a agradou foi a mesa do bolo e doces, algo que não passou despercebido por sua mãe, que logo veio ao seu encontro.
— Então, gostou da decoração da sua festa, filha? — perguntou Caroline a ela.
— Eu adorei, mãe. Está tudo perfeito!
— Fico feliz que tenha gostado. Agora, suba e vá se arrumar! Eu deixei o seu vestido da festa separado em cima da sua cama. Eu vou me banhar rapidinho e logo irei te ajudar com o cabelo e a maquiagem.
— Está bem, mãe.
May subiu as escadas correndo e tomou um banhou quente rápido apenas para se limpar. Assim que entrou em seu quarto, viu o vestido que sua mãe havia mencionado sobre a cama, coberto por um plástico protetor. Era um lindo vestido rosa com bordados e detalhes feitos à mão; simples, mas muito elegante. Depois de vesti-lo e usar os sapatos que combinavam com ele, sua mãe apareceu, já trajada com seu vestido que usaria na festa. Ajudando uma a outra, elas arrumaram o cabelo e a maquiagem uma da outra e logo já estavam prontas para a festa. Ao descerem as escadas para o térreo da casa, elas se encontraram com Norman e Max, que estavam elegantemente bem trajados em ruas roupas para a festa.
— Você está tão linda, minha filha — disse Norman ao contemplar o quão bem arrumada estava May.
— Obrigada, pai!
— Você parece uma princesa, maninha. — Max não escondia a admiração no brilho dos seus olhos ao olhar para sua irmã.
— Obrigada, meu irmão! Você também está parecendo um príncipe nessa roupa de tão bonito que está.
— Obrigado, May! Eu estou mesmo. — E todos riram do comentário convencido de Max.
Pouco a pouco, os convidados da festa de May foram chegando, assim como a equipe de funcionários que trabalhariam nela. May e sua família recepcionavam os convidados na entrada da casa, agradecendo a presença de todos e guardando os presentes que ela recebia em uma mesa separada. Em pouco tempo, a casa da família Watson já se encontrava lotada. Uma das últimas pessoas a aparecer foi o padrinho de batizado de May e Max e um amigo de longa data de Norman, o renomado cientista e pesquisador, Professor Birch, acompanhando de sua esposa e seu filho Brendan, que era da mesma idade que Max.
— Padrinho, que bom vê-lo! — cumprimentou May com um abraço.
— May, minha querida! Feliz aniversário! — Birch a parabenizou enquanto respondia a seu abraço.
— Fico feliz que tenha vindo.
— Eu não perderia sua festa por nada. Mas, May, terei que pedir perdão, pois não consegui trazer seu presente hoje. Não posso entrar em detalhes sobre o que é, mas tudo o que posso dizer é que ele ainda não está pronto.
— Tudo bem. Eu espero ele ficar pronto. Aproveite a festa! — Gesticulou ela para as mesas ao falar.
Depois de cumprimentar os últimos convidados a chegar, May e sua família se juntaram as pessoas presentes para aproveitarem a festa. Graças a equipe contratada, tudo saiu perfeitamente como o planejado. As danças tradicionais, a liberação da pista de dança, o jantar a ser servido; May, sua família e seus convidados não poderiam se divertir mais do que imaginariam conseguir. Eventualmente, ao tardar da festa, havia chegado a hora de cantar os parabéns para a aniversariante e servir o bolo e os doces. Depois dos cânticos e mais felicitações, o bolo e docinhos começaram a ser servidos, mas antes que May pudesse comer seu primeiro pedaço, ela foi chamada para um canto da casa por seus pais.
— Então, May, está pronta para ganhar o seu presente? — perguntou Norman.
— Estou, pai — respondeu ela.
— Pois aqui está, May — disse sua mãe, esticando o braço para entregar a ela um envelope pardo.
May pegou o envelope, o abriu e retirou o papel dentro dele para lê-lo. À medida que seus olhos corriam pelas letras do papel, ela não pôde conter o semblante animado que tomou conta de si, algo já esperado por seus pais, que só sorriam ao vê-la se alegrar.
— Eu não acredito... Vocês dois... — May mal conseguia falar devido a tamanha emoção que sentia.
— Sim, May, nós fizemos — disse sua mãe.
— Mas... como? — continuou ela intrigada.
— Ora, May, isso não é nada para nós — respondeu seu pai.
— Eu não posso acreditar! Eu estou mesmo matriculada?
— Sim, minha filha, você já está! — confirmou Caroline.
— Nós sempre observamos você e sabíamos o quanto você queria estudar na Spring’s Oak Academy, mesmo essa escola sendo em outro país — continuou Norman.
— É claro! A Spring’s Oak Academy é a melhor escola preparatória para futuros jovens treinadores. Os mais talentosos treinadores dos últimos tempos vieram de lá — falou May.
— Além de permitir que eles concluem seus estudos. E é só por isso, May, que decidimos te matricular nela — disse Caroline.
— Mas como conseguiram isso? — perguntou May.
— Seu padrinho nos ajudou — respondeu Norman. — Ele é conhecido do fundador da escola e conseguiu intervir por nós. O mais difícil será as mensalidades, mas se é o que você deseja, ficamos felizes em lhe proporcionar ao menos a realização desse sonho.
— Obrigada, vocês dois! São os melhores pais do mundo! — E, com isso, May se jogou em seus pais para abraçá-los.
— Oh, meu bem! Nós só queremos te ver feliz! — respondeu Caroline.
— Espero que esse presente te permita realizar todos os seus sonhos no futuro — comentou Norman.
E após um longo e caloroso abraço, May se desvencilhou de seus pais, mas continuou agradecendo-os infinitamente. Pouco a pouco, ela foi compartilhando a notícia com o restante dos convidados, recebendo elogios de todos por ter sido aceita em uma escola de imenso prestígio. Apesar de saber que não estudaria mais com seus amigos em Petalburg, May não se sentiu triste com isso e tratou de aproveitar cada instante com eles. O único que de fato se incomodou um pouco com a notícia foi Max, e não porque iria ficar longe de sua irmã por um longo tempo, mas sim por sentir um pouco de inveja de não poder ir também.
Após sua festa acabar e todos os convidados terem ido embora, May já se encontrava em sua cama deitada, pronta para dormir, no entanto, a empolgação não a permitia relaxar. Tudo o que ela conseguia fazer era imaginar como seria seus dias nessa nova escola, imaginando todos os cenários possíveis para as novas aventuras que estariam por vir. Felizmente, o sono começou a lhe render e ela rapidamente adormeceu, mesmo assim, May não deixou de sonhar com as possibilidades do que o futuro podia lhe reservar.
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