O Namorado da Minha Melhor Amiga
9 Capitulo 9 - Cupidos
Notas iniciais
Pov’s Percy
As aulas seguintes foram tediantes. Todos eram individuais, menos a de química, mas eu não sentei com a Annabeth. Não que eu me importasse, mas era a única pessoa que eu conhecia que tinha aulas comigo.
Na hora da saída, batemos mais um papo com o bonde, mas eu estava um tanto preocupado em estudar o mapa da escola. Depois Jason me puxou para um canto.
– Cara, eu estou com um problema! – ele disse.
– Eu também – eu disse distraído – Esse lugar er um labirinto!
– Er mais o meu problema er maior!
– O que pode ser maior do que se perder em uma escola? – agora eu estava zoando com ele.
Ele me olhou serio e eu sorri.
– Ok! – eu disse – E qual er?
– A Piper.
– Ahhhh – eu tinha um sorriso abusado nos lábios – Esse problema.
– Esta vendo como er grande?
– Não!
– Percy!
– Tudo bem – eu disse – O que você quer?
– Eu quero namorar!
– Comigo?
– Não, cara, com ela!
– Ufa! Que susto!
– Engraçadinho.
– Ok – eu ri – O que eu tenho a ver com você querer namorar com ela e não comigo?
– Percy, isso soou gay. Bem eu quero que me ajude.
– Te ajude com o que?
– A pedir ela em namoro!
– Você não sabe falar “Quer namorar comigo?”, não?
– Eu falei e você viu no que deu.
Lembrar da cena de hoje mais cedo me fez soltar uma rizada sozinho.
– Er – eu disse – Tem razão.
– Então?
– Então o que?
– Vai me ajudar?
– Creio que não.
– Cara, me ajuda!
– Ah... Tudo bem. Eu ajudo.
– Esta bem. Mas... O que você sugere?
– Hum – pensei um pouco no que fazer – Já sei! – contei o plano a ele.
– Meio simples não?
– Você nem me deu tempo de pensar direito. E, também, vamos começar por baixo. Se ela gosta de você...
– E gosta.
–... Uma hora ela vai ter que aceitar.
– Er. Espero que de certo.
Voltamos para perto do bonde.
– Percy, Rachel, vamos? – disse Annabeth.
– Vamos – disse Rachel, pegando a minha mão.
Vamos para a picape e partimos pra casa.
***
– O que você estava falando com o Jason? – quis saber Rachel quando estávamos assistindo tv à noite.
Nos estávamos no sofá, sentados um do lado do outro e eu estava com o braço em torno dela.
– Nada demais – eu disse – Ele estava me pedindo ajuda com a Piper.
Ela olhou pra mim.
– Porque você? – ela disse – O Léo er o melhor amigo dele.
– O Léo tem namorada?
– Não – ela sorriu – Então deve ser por isso. Ou por causa da discussãozinha de mais cedo.
– E deve ser. – ela voltou a atenção para a tv.
– O que você disse a ele?
– Ah... – contei minha ideia a ela.
Annabeth começa a rir descontroladamente. Ela estava sentada no sofá ao lado e eu não fazia ideia de como ela havia chegado ali sem fazer barulho. Digamos que ela não era o tipo de pessoa que chegava em silencio.
– Há. Há. Há. – ela ria – Acha que ela vai cair nessa? Ele vai levar o maior fora!
– Quem garante?
– Eu garanto.
– Não er o melhor tipo de garantia.
– Ah, Jackson. Acho que meu avo fazia isso. E depois de hoje ela o vai chamar de covarde. Vai por mim. Ela não vai aceitar!
– Vai sim! Você vai ver.
– Vou mesmo. Me avise que ate eu quero assistir o seu plano “Infalível” dar errado – ela voltou a rir.
– Iludida.
Ela cruzou os braços e sorriu, extremamente convencida de que ia dar errado.
– Ok. Se der errado, e vai dar, eu ajudo o Jason – disse ela.
– E porque você?
– Porque eu sou amiga dele e dela. E sou uma garota! Sei do que nos gostamos!
– Ok. Se meio plano não der certo, eu faxino a casa. Se der, você faxina a casa toda.
– Feito.
– Se prepare pra perder.
– Ate parece. Vai preparando o avental, Cabeça de Alga.
– Prepare-se pra estragar as unhas, Sabidinha.
***
No dia seguinte, eu coloquei o meu plano em pratica.
– Esta aqui, Jason – disse eu, entregando a ele.
Ele leu.
– Foi você que escreveu? – ele perguntou admirado.
– Bem, eu escrevi como se fosse mandar pra Rachel.
– Hum. Vai dar certo?
– Claro que vai! Você disse que não conseguia falar com ela, então, nada melhor do que uma carta pra você dizer o que sente.
– Er... Er. Tem razão. Mas... E agora?
– Coloca no armário dela!
– Mas...
– Na carta diz que er só ela te procurar e dizer a resposta.
– Será que ela vai gostar?
– Ela tem que gostar.
– Porque?
– Porque eu bati uma aposta.
– Com quem?
– Comigo – Annabeth do nada atrás do Jason e pôs a mão no ombro dele.
– Com você? – perguntou Jason.
– Não. Com a Fiona do Shrek. – disse Annabeth.
– Percy! – disse Jason.
– O que? – eu disse.
– Porque você contou pra ela?
– Eu não contei, ela me escutou falando.
– Falando com quem?
– Com a Rachel.
– Cara! Era segredo!
– Não se preocupe. Elas vão guardar segredo – virei-me pra Annabeth – Ne, Annabeth.
Ela arqueou as sobrancelhas.
– Quem sabe – disse ela.
– Annie, não fala nada ok? – disse Jason.
– Com uma condição. – ela disse.
– Qual?
– Se o plano do Jackson falhar, e vai, quem vai te ajudar sou eu.
– OK.
– Jason! – eu protestei.
– O que? Eu estou desesperado!
Revirei os olhos.
– Ok, mas, agora, ponha o nosso plano em pratica!
– OK. OK. – ele foi.
– Não vai funcionar! – disse Annabeth.
– Cara, larga do meu pé!
– Só depois que você ver que o seu plano não vai dar certo!
– Que aula er agora?
– Geografia, professora Hera. Mulher vaca.
– Tchau então. Estou indo. – virei às costas e sai andando.
– Você sabe, por um acaso, onde er?
– Não.
– Exatamente.
– Não se preocupe. Eu acho!
E assim sai.
***
Ok, eu não deveria ter saído.
Eu me perdi completamente. Não achava nada e nem ninguém. Os corredores estavam vazios. Ate que avistei um garoto loiro, alto e magricela, vestindo jeans e uma blusa com mangas ate o pulso, listrada em preto e branco. Ele parecia despreocupado em estar atrasado.
– Hey! Garoto! – chamei.
Ele me viu e esperou.
– Sim?
– Você sabe onde er a sala de geografia?
– Essa ai ao seu lado.
Eu virei o rosto e tinha uma porta bem ao seu lado. Pela janelinha que tinha na porta, eu vi a Annabeth lá dentro. Ela sorriu em deboche e acenou.
– Ah, obrigado – eu disse ao garoto – Por curiosidade, porque esta aqui fora?
– Fui mandado pra fora. Você er novato?
– Sim.
– Hum, entre logo.
– Ah sim, claro.
Entrei na sala.
– Com licença. – disse eu – Posso entrar?
– Quem er você? – perguntou a professora.
– Percy Jackson. Eu sou novato e me perdi.
– Ah, se perdeu? Que pena. – ela soava falsamente carinhosa – Não te deram o mapa da escola?
– Sim senhora. Mas... Eu perdi.
– Perdeu? Mas que mau começo, Percy Jackson.
– Com licença, professora. — disse uma menina de cabelos pretos, assim como os olhos e pele pálida – Fui eu quem perdeu o mapa dele.
– Você, Srta. Avila? – disse a Sra. Hera – Mas ele chegou...
– Hoje, sim, mas eu já o conhecia. – disse a menina.
– Isso er verdade, Sr. Jackson?
– Ah... – a garota deu uma piscadinha pra mim. Annabeth balançou a cabeça murmurando “Não, não, não” – Sim. Eu conheço.
Annabeth bateu a mão na testa. A garota de cabelos pretos abriu um sorriso.
– Han... – ela não parecia convencida – Ok. Sente-se.
Me sentei em uma mesa vazia na frente da garota de cabelos pretos. A aula prosseguiu. No final, na saída, a garota veio falar comigo.
– Oi, meu nome er Reyna – disse ela.
– Ah, oi Reyna, sou Percy. – disse eu – Obrigado pela força.
– De nada. Quando quiser er só me chamar. Pra qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo.
– Ah... – ela estava me cantando? – Sim, não se preo...
Annabeth passa por trás de mim e me da uma ombreada.
– Bem, obrigado de novo. Vou indo – eu disse.
Sai de perto da garota e fui ate Annabeth. Ela estava na frente do armário dela arrumando o cabelo no espelho. Falei em seu ouvido.
– O que você quer em?
Ela terminou o que estava fazendo e fechou o armário.
– A pergunta er: o que você quer? Porque não vai procurar a Rachel? Eu, de repente, sou a única pessoa que você conhece aqui? Cara, me esquece!
– Acredite, se eu não estivesse curioso, não viria aqui. Me fala qual o seu problema em relação aquela menina que me ajudou? Sabia que você deveria ter feito isso.
– A culpa não foi minha que você se atrasou. Foi sua. E, aquela garota, er uma das piores oferecidas da escola se você não sabe. Você deu um dedo, e ela vai querer o resto do braço!
– Cara, pra que ela vai querer o meu braço? E, afinal, qual problema dela ter me ajudado? Você deveria ter feito isso! Por um acaso esta com ciúmes, loirinha?
– Oh, Santa Mãe Atena, claro que não! Isso não tem nada a ver! O que interessa er que... – sua expressão mudou de “durona dando bronca” pra “garota mais simpática do mundo” – Ah, Percy, não liga para aquela professora de geografia! Ela er chata assim mesmo!
– Am? O que?
Ela revirou os olhos e concentrou o olhar em alguém que estava vindo atrás de mim. Disfarçadamente, vi que era a Rachel.
– Ah... Ah, er. Eu vi! Cara, que mulher chata!
– Eu que o diga! Conheço ela há mais tempo.
Rachel já tinha chegado ate nos e estava escutando a nossa conversa.
– Já ate sei! – disse ela – Professora de Geografia?
– Isso ai! – Annabeth forçava um sorriso.
– Ata. Eai Percy, como estão as aulas? – Rachel passou as mãos em volta de minha cintura.
– Ah, se melhorar estraga!
Annabeth estava sorrindo de verdade agora. Parecia estar esperando que eu falasse da Reyna.
– Ok. – Rachel me deu um selinho – Eu estou indo. Aula de artes! Não quero perder nada! Tchau pra vocês dois. – ela saiu saltitante e balançando seus lindos cabelos ruivos e ondulados.
– Você pensa rápido, Sabidinha! – eu disse a Annabeth.
– Pena que eu não possa dizer a mesma coisa pra você!
– Sem essa.
– Céus! Você deveria ter falado pra Rachel da Reyna. Pra ela entender que er a Reyna que vai dar em cima de você, não o contrario.
– Desde quando você se preocupa com o meu relacionamento com a Rachel?
– Eu não me preocupo! Mas, também, tinha outras pessoas na sala pra você pedir ajuda. O Jason, a Thalia. Mas você tinha que pedir a ajuda dela?
– Er, mas foi ela que se ofereceu. Mas da próxima eu peço ajuda do Jason ou... Ai Meu Zeus! O Jason!
Sai correndo deixando Annabeth com cara de “WHAT?”.
***
Jason e Piper estavam no corredor na frente do armário dele. Pelo visto, não estavam indo nada bem. Eu fiquei parado longe o bastante pra não me virem, mas perto o suficiente pra escutar.
– Jason, eu não acredito que você fez isso! – dizia ela – De onde você tirou essa ideia?
– ER... – ele deu um sorriso tímido – Da minha cabeça?
– O que você tem nela? Vento? Porque você não veio me falar isso pessoalmente? Que covarde!
– Eu não sou covarde. Eu só queria...
– Me irritar? Er isso?
– Não, mas...
– Olha Jason, essa letra nem sua er!
Jason abaixou a cabeça e pôs a mão na nuca. Sua expressão era culpa.
Piper respirou fundo.
– Jason – ela disse – De quem er essa letra?
– Minha.
– Não... Minta... Pra mim. – ele tentava se manter calma – De quem er?
– Do... Percy.
– O cara que eu chamei de bonito e você não gostou? Pois bem. Diga a ele que ele também er um fofo! – ela virou-se e saiu andando.
– Espera! E eu? – Jason deu um passo a frente.
Piper parou e virou-se pra falar com ele.
– Você? Você fica exatamente onde esta. – ela virou-se novamente e foi embora.
Jason ficou plantado que nem uma estatua totalmente parado onde estava. Cheguem perto dele.
– Jason? – eu disse.
– Deu tudo errado.
– Er, eu vi.
– Mas eu sei que ela gostou.
– Como você sabe?
– Eu a conheço a anos. Sei como ela se sente. Mais porque ela não demonstra?
– Ela er mulher. O ser mais incompreensível que existe na face da terra.
Ele abriu um sorriso.
– Não há palavras mais verdadeiras que estas.
– Eu sei. Algumas garotas eu já tentei entender o que elas pensão, mas a cabeça delas er pior que um quebra cabeça.
– Mas pelo menos o quebra cabeça você consegue resolver.
– E são bem menos complicados.
Nos rimos.
– A Rachel er assim? – perguntou Jason.
– Ate que não. Er mais fácil decifrar o que ela esta pensando. Mas eu não estava falando dela.
– Então de quem?
– Há. Há. Há. – disse Annabeth, se aproximando com a maior cara de convencida – Eu disse que não iria funcionar!
– Não er hora pra isso Annabeth – eu disse – O Cara esta sofrendo.
– E devia estar – ela tirou um pedaço de pedaço de papel do bolso – Topei com ela.
– E o que ela disse? – perguntou Jason.
Ela ergueu o papel. Desdobrou e leu, com uma sobrancelha erguida. De vez em quando ela dava uma olhada pra mim e ria.
– Ela disse que... Bem, não posso dizer o que ela disse. – disse ela, guardando o papel no bolso novamente – A questão er que eu sei que ela gostou.
– Ela te disse isso? – perguntei.
– Não posso dizer. Mas, eu sei que sim. – ela pôs uma mecha por trás da orelha – Mas isso não foi o bastante pra impressioná-la.
Jason pôs a mão na testa. Deu uma volta complete sem sair do lugar e, por fim, virou-se pra Annabeth e disse:
– Então tá. O que você sugere, loirinha?
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