Notas iniciais
Olá, Peoples *---* ~desviando de tudo quanto é coisa que os leitores altamente bravos tacarem em mim~ Gente, eu só tenho a pedir desculpas! De verdade! Eu não vou explicar o que aconteceu agora, vou explicar lá embaixo, porque agora eu tenho outra coisa a dizer! GENTE, EU BATI O MEU RECORD DE REVIEWS! Antes do capitulo 18, eu tinha 162 comentários na fic! Agora com o capitulo 18 eu tenho 205! Ou seja... FORAM 43 REVIEWS, CARA! Tudo bem que só foram vinte e sete no capitulo em si, mas tivemos um monte de salpicados e... Ah, meu Zeus! Eu fiquei muito feliz com os comentários, sério! Muito obrigada *--* Além disso, quero agradecer a “americafanfiction” por ter feio uma recomendação muito mais que diva pra fic! Garotinha, você me fez chorar! Tá bom, exagerei, mas eu me emocionei muito! Okay? Okay. Em fim, podem ler, eu deixo!

Pov’s Annabeth

Eu realmente não podia acreditar no absurdo do meu azar.

Tantas garotas no mundo querendo se vingar de suas amigas, e isso acontece justo comigo? Não que esteja um pouco chateada com ela. Afinal, ela tem me tratado muito mal esses dias. Mas eu nunca, jamais, tive o pensamento de beijar o namorado dela. Mas eu também não me considero inocente.

E sabe por quê? Não foi só ele que me beijou. Eu o beijei também. E não foi só ele que começou o beijo. Nós começamos juntos.

Nós dois somos culpados.

E sabe o que é pior? Eu não me arrependo. Foi bom, eu... Eu gostei de beija-lo. Foi como se... Como se todos os meus problemas sumissem, como se a vida fosse só alegria, como se tudo fosse feliz. Mas não era. Não é. Agora está tudo complicado...

Mas sabe o que é pior ainda? Eu... Eu acho que estou confusa em relação ao que eu sinto pelo Percy. No começo, tudo que eu sentia era ódio, raiva, repugnância, indignação, tudo que o indica ser uma pessoa horrível, que só queria se aproveitar da minha melhor amiga. Agora, eu paguei a minha língua, e percebi que o Percy é bom. E entendi porque ela gosta dele. E isso pra mim é mal. E sabe por quê? Por que o fato de eu me apaixonar pelo namorado da minha melhor amiga pode estar se concretizando.

Não estou dizendo que me apaixonei pelo Cabeça de Alga irritante. Não, Deus me livre. Mas eu não posso negar que ele me afeta. Sua presença me afeta. Seu sarcasmo me afeta. Sua beleza. Seu sorriso. Sua bondade. Seu corpo. Sua preocupação. Ate mesmo sua implicância, pois me faz sentir em casa. Esse garoto me afeta pelo simples fato de existir.

Mas eu não posso pensar assim. Ele já tem sua dona, já tem quem cuide dele, já tem alguém que o ajude a não ser tão burro e o fale o que é uma maquina de lavar e o sabão em pó. Porque, serio, nunca mais farei isso! Mas, bom, o que interessa é que ele tem a Rachel e ela o ama, que eu sei!

Agora, Percy, saia da minha cabeça, que eu tenho mais o que fazer da minha vida!

Ate agora eu estava tendo esse monte de pensamentos deitada em minha cama. Nos parágrafos anteriores, eu estava parecendo uma pessoa ajuizada e determinada a fazer o certo e tentando sempre manter o controle. Mas a verdade que eu estava roendo as unhas com medo de ver aquela cara de bebê do Jackson.

Em fim, eu não podia ficar o dia todo debaixo das cobertas, certo? Quando eu olhei no relógio do meu celular, o mesmo marcava 10h17min. Ótimo, além de tudo perdi a aula! Jackson, você vai copiar as matérias pra mim!

Só pra me certificar de sua ausência, sai do meu quarto e fui ate o seu. Abri a porta devagarzinho. Nada dele, mas estava tudo arrumado como sempre. Eu já disse como o Percy estava estranho? Não, acho que não. Mas já repararam como ele é arrumadinho com o quarto? A maioria dos garotos tem o quarto bagunçado. Tipo, o quarto do Luke é um lixão; o do Jason é um desfile de roupas; o do Léo é um laboratório de invenções; o do di Ângelo eu não vi, mas deve ser parecido. Mas o do Percy? É mais arrumado do o meu!

Em fim, isso me lembrou que eu precisava dar uma ajeitada no meu quarto, então eu fui fazer.

Quando acabei, peguei o meu celular e olhei as ligações perdidas e as mensagens. Dezessete ligações, três mensagens. As ligações eram de um monte de gente, e uma das mensagens dizia que eu tinha dez mensagens na caixa postal. Olhei todas. A de Thalia era assim:

“Annabeth aqui é a Thalia. Porque não veio pra escola, projeto de loira? Cadê a Rachel? E o Percy? Ficaram presos no apartamento? Sua lata velha finalmente quebrou? Olha, me liga avisando! Se eu tiver que ir aí pra saber, o bicho pega! Kissus, Punk”

Delicada como vidro quebrado essa Thalia. A mesma é minha segunda melhor amiga depois da Rachel.

A mensagem mais dramática era da Silena.

“Annie, é a Silena. Porque você não veio hoje? Ficou doente? Rachel ficou com você e o Percy não quis vir sem ela? Ligue avisando, ok? Estou preocupada! Quebrou a perna? O pescoço? Quebrou uma unha? Me liga!”

Além da Silena, quem aí falta a aula por causa de uma unha quebrada? Francamente!

Já a mensagem mais engraçada era do Léo.

“Annabeth, minha loira, porque não veio hoje?! É difícil um dia se você brigando comigo e roubando o meu trident! Kkk’ como sou hilário! Tá, parei! Em fim, mande noticias! E a Rachel e o Percy? Estão em lua de mel? Kkk’ tá, parei de novo! Beijos do Valdez”.

Ah, Valdez, o que seria da minha vida sem rir de você?

Entre mais um monte de mensagens.

Quando eu acabei de olhar todas as mensagens e já estava jogando o celular na cama, ele começou a vibrar. Quem estaria me ligando em horário de aula? Então olhei. Já devia ter imaginado. Não atendi o telefone. Esperei ate cair na caixa postal. Alguns minutos depois, rio a mensagem de que eu tinha recado na caixa de voz. O olhei:

“Annie, aqui é o Nico. Fiquei preocupado com você. Porque não veio? Porque não atendi ninguém? Estamos preocupados! E onde estão a Rachel e o, não que eu me preocupe, Percy? Vocês três sumiram e não dão noticias! Por favor, Annabeth, me ligue. É importante. Me ligue, tá? Beijos”.

Suspiro após o fim da mensagem. Eu preciso avisar meus amigos. Ligo para o ultimo numero.

Alo?

– Nico, aqui é a Annabeth. Eu recebi seu recado. Está em horário de aula?

– Não, estou em horário livre. Mas... Annie, cadê você? Está passando mal?

– Não, esta tudo bem comigo. É com a Rachel o problema.

Como assim? Agora você me deixou preocupado. Fale o que aconteceu.

– Vou explicar resumidamente: sábado anoite, Rachel desmaiou. A levamos para o hospital, e o medico a diagnosticou com anemia grave e inicio de anorexia.

– O que?

– Isso que você ouviu. Ela está internada desde sábado e está tomando soro na veia, por causa da anemia, talvez ela fique por lá por alguns dias.

– Annabeth, que horror! Anorexia é grave! E você está com ela? Passou a noite aí?

– Não, o Percy está lá. Eu estou em casa.

O que?! Era pra você está lá com ela. Quer que eu vá aí? Se eu for, te levo ate o hospital, eu o expulso de lá e você pode ficar com a Rachel.

– Ah... Não é ele o problema, Nico.

Então quem é?

– Não... Não importa. Eu vou te dar o endereço por mensagem do hospital, o horário de visitas é as quatro. Não se preocupe comigo, também vou estar lá.

– Annabeth, por que você está melancólica?

– Eu? Melancólica? Ah, qual é di Ângelo? Ate parece que você não me conhece?

– Eu a conheço, Annie. Por isso estou dizendo.

Levou um tempo pra convencer o Nico de que eu não estava melancólica. Afinal, o idiota do Jackson não é o único que realmente me conhece.

***

As quatro eu estava no hospital para o horário de visitas. O que? Não estava mentindo quando eu disse que viria aqui. E estou pouco me lixando para o que a Rachel vai pensar.

Em fim, quando cheguei à sala de espera para visitas, percebi que todos os meus amigos estavam lá: Léo, Silena, Charles, Thalia, Luke, todos.

– Annabeth! – Silena chega me abraçando – Annie! – Silena chorava que nem uma criança. Sem brincadeira, ela estava aos soluços – Ela vai morrer, Annie? Não! Me diz que não! Por favor!

Me pergunto de onde Silena tira tanto drama. Acho que não contaram toda a historia pra ela.

– Não, Si, ela não vai morrer – eu disse, o mais delicada possível – Ela está bem, só está tomando soro.

– Ela está com anorexia, Annabeth! – ela me apertou mais – Então certamente não está bem! Você sabe disso!

Silena estava aos prantos.

Olhei pra Charles, em busca de apoio. O mesmo olhou pra mim em piedade. Depois se aproximou de mim e de Silena e disse:

– Vem, Si – ele pôs as mãos nos ombros da garota. – Acho que a Annie não aguenta ver mais choro.

Acho que Charles leu minha mente.

– É... – eu disse.

– Viu, os olhos fundos e as olheiras não mentem! – ele piscou pra mim e puxou Silena – Vem, Si.

Ele conseguiu tira-la de perto de mim e a levou-a pra tomar agua. Ainda fico me perguntando como eles não estão namorando...

Em fim, todos viram me cumprimentar e perguntar como eu estou. Eu sempre dizia que estava bem. Mas, francamente, comecei a achar que era eu que estava doente, não a Rachel.

Percebendo que não conseguiria ver a Rachel, e nem achava que ela gostaria disso, resolvi ir pra outra sala de espera, um pouco afastada, pra ficar sozinha e conseguir descansar um pouco. Afinal, posso ter me levantado as dez, mas fui dormir as duas e acordei as sete. Então, eu estava exausta.

Deitei nas cadeiras, mas não consegui dormir, então apenas fechei os olhos. Alguns minutos depois, sinto mãos passando pelos meus cabelos. Pensei estar sonhando. Imaginei que fosse o Percy.

Tá, eu nem deveria ter pensado isso, mas quem mais ousaria perturbar minha paz? E isso era um sonho, além de tudo. Mas, em seguida, senti um par de lábios tocar os meus, e percebi que não estava sonhando.

Os lábios eram gélidos, ao contrario dos de Percy. Quando encontraram nos meus, eu os enrijeci, de modo que o “beijo” foi só um selinho, e eu abri os olhos.

– Nico, ficou maluco?! – esbravejei, levantando-me e sentando-me.

– Bom, ainda não – ele se sentou ao meu lado – É que faz tanto tempo desde o nosso ultimo beijo.

Ah, é! Esqueci que já tinha beijado o di Ângelo. Parece ter sido há milênios!

– Ah... – eu não sabia o que comentar, então mudei de assunto – Chegou agora?

– Sim – ele parecia desapontado? – E vim logo te procurar. Estou mais preocupado com você.

– Não fale assim, Nico – soltei – Rachel está com uma doença seria! Devia se preocupar com ela. Aliás, eu não tenho nada.

– É, eu sei, mas... – ele começou me olhar de um jeito esquisito... E ate se aproximou de mim – Nos últimos dias, ando muito preocupado com você...

– Comigo? – me afastei um pouquinho – Mas por quê? Eu não tenho nada!

– Bem, então digamos que você não sai da minha cabeça... – ele se aproximou mais – O tempo todo, estou pensando em você.

– Ah, eu sinto muito – me afastei.

– Ando ate sonhando com você – outra aproximação.

– E não acorda com medo? – me afastei.

– O que?

– Nada.

– É sério, Annie. Você não sai da minha cabeça – ele voltou a se aproximar de mim – Você é literalmente a garota dos meus sonhos.

E mais uma vez me pergunto: como se não bastasse todos os problemas que tenho, meu melhor amigo ainda se declara pra mim? Serio, que mais vão me mandar?

Nico veio se aproximando de mim. Tudo bem que ele é um gato e tudo mais, mas eu realmente não queria beija-lo. Não depois que eu beijei o Percy. Mas, cá entre nós, o que isso tem haver? Eu não sou nada do Percy, ele não é nada meu, e ele namora a Rachel. Então o que isso tem a ver?

Então é porque não quero engana-lo. Não quero que ele se iluda. Eu preciso saber o que quero da vida.

Virei o rosto.

– O que foi? – ele perguntou.

– Não quero te iludir, Nico. Não quero te dar esperança...

– Por quê?

– Eu...

O que eu diria? Que talvez eu estivesse apaixonada pelo namorado da minha melhor amiga? Não, isso não. E também, o fato não era verdade.

– Esqueça o que eu disse – digo.

Nico sorriu de volta e se aproximou de mim. E eu dele. Quando estamos a dois centímetros um do outro, escuto um pigarro. Olho para o lado rapidamente. É Percy.

Nico ficou decepcionado e zangado. Levantou-se paciente e disse:

– O que você quer, em?

Percy, sem tirar sua expressão séria e paciente no rosto, disse:

– Annabeth, posso falar com você?

Me surpreendi com a pergunta.

– Falar o que com ela, seu dedo-duro? – Nico respondeu primeiro – Não basta você ter dedurado a Annabeth e o Jason pra Piper, depois não ter a deixado ficar com a Rachel e agora quer falar com ela?

– Nico, já disse que não foi o Percy que não me deixou entrar no quarto – levantei-me, dizendo.

– Ah, é? Então foi quem, Annabeth? – Nico me perguntou – A Rachel? Olha, eu...

– É, foi ela mesma. – brandi – Nós brigamos, Nico. Brigamos feio, muito feio.

Imaginei o que Nico pensou a respeito. Que era mentira? Será que acreditou em mim?

– Mas... Mas ele ainda é o fofoqueiro da historia! – começou Nico outra vez, após recompor-se – Foi ele quem...

– Não, Nico, não foi – eu disse – Percy é inocente de tudo.

Percy olhou pra mim serio. Provavelmente, não acreditava que eu o estava defendendo. Bom, é bom ele acreditar. Eu sei que não foi ele. Sei. Eu só criei esse obstáculo pra não ter que falar com ele. Por quê? Por que... Eu sou cabeça dura!

Nico estava indignado. Sua expressão era de pura raiva. Ele não iria desistir tão fácil.

– Quem não me garante que vocês brigaram por culpa dele? Em? Desde que ele cegou vocês duas estão estranhas. E ate então não tinham brigado.

– Não, Nico. Eu não daria esse gostinho a ele. – disparei – Nunca brigaria com minha melhor amiga por causa dele. E você sabe disso.

Nico respirou fundo, se acalmando.

– Tudo bem, Annabeth. Eu acredito em você.

– Ótimo. Agora eu vou falar com ele... E a sós.

Nico me olhou indignado.

– Já era de se esperar que fosse falar. Ate imagino o que esse otário filhinho de papai rico vai falar com você.

E saiu andando ate a saída da sala. Antes que chegasse a saída, Percy gritou:

– Ei!

– Fala, playboy. – Nico virou-se.

Percy se aproximou de Nico, que nem teve tempo de pensar em se desviar, e recebeu um soco no rosto.

Nico cambaleou um pouco. Pôs a mão no canto da boca, por onde sangue descia. Ele ia partir pra cima do Percy, mas eu corri e o segurei antes que o fizesse.

– Nico, Nico, sai daqui, por favor. Por favor, eu resolvo – eu o empurro pra fora.

– Você vai me pagar por isso, Jackson. – Nico gritou, apontando pro mesmo.

– Nico, vai! Por favor!

E finalmente consegui com que ele fosse.

Pov’s Percy.

“Você vai me pagar por isso, Jackson”.

Ah, sim. Eu estou morrendo de medo.

Eu não queria que Annabeth o tivesse mandado para fora. Não, não mesmo. Queria que ele tivesse partido pra cima de mim, pra eu quebrar a cara dele. Mas, infelizmente, ela o tirou da sala.

Annabeth veio andando ate mim, uma cara de zangada, braços cruzados, pose de esperta.

– Você tinha que complicar tudo, não é? – ela vinha dizendo – Eu o já tinha o convencido a ir, estava tudo certo, mas o bonitão Jackson tinha que provar ser macho e socar a cara do adversário!

Gargalhei. Annabeth, como sempre, estava sendo Annabeth.

– Eu não podia deixar você me defendendo sozinha – soltei, um pouco serio.

– Era o melhor – ela sentou-se em um dos bancos.

– Ei, eu sou um homem! Honro o que eu tenho entre as pessoas com socos na cara – sentei-me ao seu lado.

Ela riu.

– É, mas, ás vezes, toda a força deve se curvar a sabedoria. Assim, evitamos muitas confusões.

– Sabe, isso foi profundo. Mas eu acho que um bom soco na cara de vez em quando não mata ninguém.

– Pelo visto, você não é a favor da paz mundial e o fim da violência.

– Sou sim, Okay?

– É, percebi.

Rimos.

Era tão bom fingir que nós éramos amigos e que nada tinha acontecido...

Desde ontem, após o beijo, tudo o que eu sentia era culpa. Só culpa. Principalmente, quando eu cheguei ao hospital e vi Rachel inconsciente tomando soro na veia hoje de manha. De acordo com os médicos, ela voltara a recusar comida.

Mesmo assim, agora é diferente. Porque vendo Annabeth na minha frente, com seu cabelo loiro em um típico nó bagunçado e suas roupas simples e fora de moda, me liguei. Eu não tinha me arrependido de beija-la. Pelo contrario, eu gostei disso. Mas a culpa não saia de mim.

E Annabeth estava aqui ao meu lado, roendo as unhas, uma das coisas que ela faz quando fica nervosa, e eu precisava saber o que ela tinha pensado naquela hora.

Mas quando eu ia fazer uma pergunta, ela disse:

– O que queria falar comigo, afinal?

Suspirei.

– Eu ia te perguntar se... – comecei a gesticular nervosamente – Se ontem à noite, você...

Foi a vez dela de suspirar.

– Olha, Jackson. Ontem a noite, aconteceu um dos deslizes mais loucos de toda a minha vida – ela disse, séria e ao mesmo tempo humorada – Eu não vou pôr a culpa em você, relaxe. Foi um erro nosso, só pra deixar claro. E, não, eu não vou contar pra Rachel, se é o que você teme. Eu não quero que ela saiba. Pelo menos por enquanto.

– Ok, eu também não quero que ela saiba. – virei para o lado. Graças a Deus, ela não ficou brava comigo. Melhor, ela disse que também foi culpa dela! Então... – Annabeth? – vire-me pra ela – Se isso foi culpa dos dois, então obviamente cada um teve o seu motivo pra fazê-lo. Qual foi o seu?

– Ah... – ela abaixou a cabeça.

Será que estava confusa? Com raiva? Envergonhada? Seja lá o que for, notavelmente, ela tinha medo de me contar. Levantei o seu rosto com o meu indicador, e a fiz olhar pra mim. Seus olhos cinzentos estavam confusos.

– Pode falar pra mim – eu disse – Você sabe que pode.

– Ah... Eu realmente não sei Percy. Acho que foi o clima, a noite a minha situação de carência, em fim, acho que foi isso. Então, tenho certeza de que não vai voltar a acontecer.

– Mas e se acontecer?

– Percy...

– É sério, Annabeth. E se estivermos sozinhos, eu estando no meu motivo e você não seu... E se acontecer? O que fazemos?

– Não fazemos nada, Percy. Não fazemos nada e ponto.

Levantei-me. Nossa conversa já tinha chegado ao fim. Eu ia caminhando quando ela me chamou.

– Sim? – respondi, parando.

– E você? Por qual motivo também me beijou?

Pensei na pergunta. E na resposta.

Afinal, porque eu beijei a Annabeth? Não foi por carência, como ela disse. Alias, quando ela disse aquilo tudo, mostrou todos os sintomas de estar mentindo. Mas o fato foi que pra mim, foi muito mais que isso.

Foi como se um imã nos ligasse, me puxasse pra ela, foi uma... Uma necessidade incontrolável. Eu precisava daquele beijo. E o fiz por que... Ela á a garota mais personalizada do mundo, ela gosta de implicar, gosta de ser a sabe tudo, gosta de ser cabeça dura. Mas sabe ser doce, carinhosa, compreensiva. E sabe amar. Sabe proteger quem ela ama. Eu acho que sei por que a beijei.

Alguns minutos atrás, quando a vi quase beijando o Nico, um sentimento que eu nunca havia sentido por nenhuma garota apareceu. Nem com a Rachel eu o senti. Era... Era estranho sentir aquilo. Eu quase voei no pescoço do Nico por estar a menos de trinta centímetros dela. Era o ciúme. Eu quase me bati de ciúmes. Coisa que eu não deveria em hipótese alguma estar sentindo. Então, sim, acho que sei por que a beijei.

– Lembra o que você me disse, sobre estar com medo de se apaixonar pelo namorado da sua melhor amiga? – eu disse. Annabeth não falou nada, apenas me olhou séria. – Pois bem, acho que aconteceu ao contrario – respirei fundo – Por que... – ri sem humor – Por que eu acho que fui eu quem acabou se apaixonando pela melhor amiga da minha namorada.

E, com isso, saí calmamente da sala de espera.

Notas finais
Hahahahahaha' Parece até brincadeira da minha parte kkkkk' Em fim, me digam o que acharam desse capitulo, Okay? Bom, sobre o meu atraso, foi que meu pc quebrou a peça que conduz energia que fica no gabinete, e meu papis querido demorou muito pra mandar pro concerto! E olha que ele quebrou três dias depois que eu postei! Em fim, ele voltou na terça passada, mas eu tinha que atualizar minhas outras fics que, mesmo antes do pc pifar, elas já estavam meio atrasadas! Tenso, não? Em fim, em uma que eu vou até apagar e recomeçar! Então, euzinha, ontem a noite, comecei a escrever o capitulo manualmente! E, sério, fiquei até uma da manha escrevendo debaixo da coberta e com uma lanterna! E, bem, meu pescoço está meio que doendo! Mas, em fim, hoje a minha irmã digitou pra mim boa parte do capitulo porque eu tinha que sair, e só cheguei duas horas! E depois ainda tive que responder aquele monte de reiews kkkkkkk' Mas foi bom! E o importante foi que eu consegui postar finalmente! E então? Estou perdoada? Tive bons motivos pra atrasar, certo? Bom, acho que talvez o próximo sai essa semana mesmo, porque estou de férias! Bom, estou de folga! Férias de uma semana não pode ser considerada férias, certo? Em fim, por hoje, da minha parte, é só! Agora quero ver vocês comentando, favoritando e recomendando! Quanto mais melhor, Okay? Okay! Beijinhos da tia Naty ♥