O Namorado da Minha Melhor Amiga
13 Capitulo 13 - O Jantar Pra Rachel - Parte 02
Notas iniciais
Pov’s Percy
Rachel chegou 10 min depois de tudo.
Quando viu a mesa, ficou maravilhada!
– Você fez tudo? – ela perguntou.
– Bem, a arrumação, sim. A pizza, não. Mas é a sua preferida.
– Mas alguma coisa que você tenha feito?
– A sobremesa.
Ele me olhou impressionada.
– Serio?
– Não. A Annabeth me ajudou.
Outro olhar impressionado.
– Isso sim é novidade.
– Eu sei.
– Mas... Cadê ela?
– Esta dormindo. Dor de cabeça. Tivemos um acidente na hora de lavar a roupa.
– O que houve?
– ah, espumas. Assopros. Escorregões. Desmaios. E dores de cabeça.
– Isso explica tudo.
– Eu sei. Mas não vamos falar disso. Vamos falar só de nos dois e apreciar o jantar.
Depois de alguns beijos, nós jantamos. Bem, a Rachel não comeu nem meia fatia de pizza. Mas, ok. Deve ser aquela mania de mulheres que tudo que elas comerem vai engordar. Mas não vejo a Rachel comer direito desde que cheguei aqui...
Chegou a hora da sobremesa.
– To curiosa! – disse Rachel.
– Nem é pra tanto! – mostrei a ela a bandeja de cupcakes – Que tal?
– Percy, eu amei – ela me beijou – Mas... Eu... Não posso comer.
– O que? – deixei a badeja em cima da mesa – Por quê?
– É que... Não posso! Simplesmente.
– Mas...
– Desculpe, Percy. Foi incrível, mas... – ela me deu um selinho e saiu correndo.
***
Fiquei com a maior cara de idiota do mundo quando ela saiu correndo.
Eu tinha preparado tudo aquilo... Pra nada? Acabei ficando muito chateado com a Rachel e subi com uma bandeja de Cupcakes pro terraço. Eu sou doente mesmo, e dai? Alguma coisa contra os anormais? Se você tiver, vamos resolver agora na pancadaria, é serio!
Deixei-os em cima de uma mesinha que tinha lá em cima. Depois, foi para o muro olhar pra cidade iluminada de Manhattan. Logo a frente, estava o Empire State, brilhando ao longe, todo iluminado.
– Apreciando a vista? – diz uma voz atrás de mim.
Viro-me. Essa garota esta me perseguindo?
Ela estava de pijama ainda, mas com um casaco moletom, por causa da noite fria com o inverno se aproximando. Seu cabelo loiro solto, estava em um tom de dourado pelas luzes da noite. Eu sempre a achei bonita, nunca escondi isso. Mas, agora, ela parecia ainda mais bonita que o normal.
– Veio rir de mim? – pergunto, virando-me e voltando a olhar a cidade à frente.
– Eu deveria, sabia? – ela andou ate mim e ficou ao meu lado, com os braços apoiados na meia parede. – Se você quiser, é só pedir!
– Não, obrigado. Já me senti mal demais por hoje.
Ela sorriu, mas sem maldade.
– Não fica bravo com ela, tá? Ela só esta um pouco nervosa com o que sente – Annabeth diz encarando a frente.
– Está? E desde quando você se preocupa com o que ela sente por mim?
– Desde que a vi correndo só porque você a ofereceu cupcakes. Ou ela pode ter achado que você queria envenena-la! – ela olha pra mim.
– Estamos falando sobre a Rachel, e não sobre você!
Ela da uma gargalhada.
– Então é a primeira opção.
– Claro que é.
– Então espere ate amanha. Quem sabe ela não se desculpa com você e Voilá! Estão só no love outra vez!
– Você é uma piada!
– E você é um inútil!
– Ok, agora eu sou um inútil. Por quê?
– Não sabe nem como funciona a sua própria namorada!
– Eu só a conheço há um mês, mais ou menos!
– E já ate mora com ela!
– Qual é o problema?
– Não acham que foram muito rápidos com isso?
Ela me pegou de surpresa. Era mais inteligente do que eu imaginava. Pois eu vivia me perguntando isso...
– Bem... Eu... – não encontrava as palavras certas pra dizer.
– Viu! Agora você esta confuso!
– Qual é o seu problema? Primeiro você me dá conselhos e depois fala que é melhor agente terminar?! Que espécie de garota é você?
– Eu não disse nada disso, Cabeça de Alga!
– Mas insinuou!
– Você nem sabe o que é insinuar!
– Claro que eu sei!
– Sim, claro. E eu sou uma filha de uma deusa mitológica!
– Para de piada!
– Não é piada!
– Imagina se fosse?
– Olha, Jackson, eu não sou uma... – tapei a boca dela com a mão.
– Isso! Quieta você é mais bonita!
– Hm... Hum... Hum...
– O que? Eu não estou te entendendo!
Foi quando ela me deu uma mordida muito forte na mão. Quando olhei, tinha uma marca perfeita dos seus dentes perfeitinhos na minha mão.
– Eu disse que pra tirar essa sua enorme mão de mim! – ela disse.
– Agressiva! – falei quase como uma criança.
– Onw! Tadinho! – ela voltou a olhar pra frente.
Eu fiz o mesmo. Então, uma coisa me ocorreu e, por impulso, mesmo sabendo que ela não gostaria, eu perguntei:
– Annabeth?
– Sim? – ela ainda encarava a frente, sua expressão seria.
– O que aquele cara da pizza estava dizendo... Era verdade?
Ela continuou olhando pra frente e, antes de responder, ela deu um logo suspiro.
– Pra que quer saber? – ela olhou pra mim – Pra zoar com a minha cara?
– “Eu deveria, sabia? Se você quiser é só pedir!” – eu disse, imitando muito mal a sua voz.
Ela abriu um sorriso tímido. Ela tinha esse sorriso mesmo? Depois, começou a encarar as unhas das mãos.
– Vou considerar isso como um troco – ela disse.
– E é.
Ela deu uma risadinha.
– Aquele velho é pai do meu primeiro namorado. – ela me contou – Ele não gostou muito quando eu terminei com o filho dele dois anos atrás.
Para tudo! Elas estava me contando isso tão facilmente assim? Então, ela confia em mim pra isso? Acho que deve ser porque o cara contou pra mim e eu a defendi. Mas, já que ela começou, resolvi falar minhas duvidas.
– Porque você terminou com o filho dele? – perguntei.
– O cara era o maior chato! Só sabia falar dele e de como ele era bonito. Bem, não era mentira, mas... – eu ri enquanto ela dizia – Ah! Você entendeu. E, bem, eu tinha quinze anos! Eu só queria mesmo era namorar, por isso eu aceitei o pedido. Tipo, entrada na adolescência, novas descobertas, enfim. E, bem, eu sempre fui meio tagarela, impulsiva, dona da razão...
– Eu que sei!
Ela me deu uma cotovelada não barriga.
– Quer ouvir ou não?
– Desculpe.
– Continuando... Então, nos dois tínhamos nossos motivos. Só que eu dei o fora nele, na frente do pai dele. Bem, ele não gostou. Desde então, ele vem me atormentando com todos os meus novos namorados. E ele também não aceitou quando eu e o filho dele viramos amigos de novo.
– Ele é o tipo de cara machista. O que não admite que o filho leve um fora de uma garota e deixe que tudo fique bem.
– Exatamente.
– E ate hoje o cara implica com você?
– Sim. Mesmo depois que o filho dele foi embora de Manhattan.
– E ele está aonde?
– São Francisco. Minha terra natal.
– Sério?
– sim. Sinto ate falta de lá. E você? Nasceu em Washington?
– Não, não. Eu nasci aqui. Mas eu fui embora com um ano pra Washington.
– Ah, sempre achei que você fosse de lá.
– Claro, você vive tirando conclusões por si própria.
– Ei! Não tiro não!
– Annabeth, você sabe que tira sim! “Tagarela, dona da razão...”.
– Tá, tá, tá! Eu entendi, ok?
– Gloria!
Nós rimos e voltamos a olhar pra frente.
– Porque nós sempre brigamos? – perguntei.
– Por que... Eu não gostava de você?
– Então... Agora você gosta?
– Digamos que... É, talvez.
– Você não desiste de ser teimosa, não é?
– Não – ela disse em meio a um sorriso.
– Já tinha notado. E, sabe, se agente tivesse se conhecido em circunstancias diferentes, agente ate poderia ter sido grandes amigos.
– Eu não acho. Teríamos nos odiado de cara!
– Claro, você e seu temperamento teriam resultado nisso mesmo!
– Exatamente. Se não fosse a Rachel, eu não teria te suportado.
– Agradeça a ela, porque agora você conhece o cara legal que eu sou!
Ela sorriu.
– Você é tão convencido!
– Você é tão teimosa!
Ela sorriu de canto. Virou-se e andou ate a mesinha onde eu tinha colocado os Cupcakes. Ela pegou um e mordeu.
– Huuum – ela disse – Ficaram bons mesmo! Claro, foi eu que fiz!
– Quem é a convencida agora?
Ela deu de ombros e deu outra mordida.
– Você não vai comer? Se está esperando a Rachel, meu querido, quando ela bota uma coisa na cabeça não tem quem tire. – ela sentou em uma rede que tinha lá em cima.
– Eu pensei que essa fosse você! – eu andei ate a mesa e peguei um cupcake. Depois que mordi, eu disse: – Cara, ficaram bons mesmo!
– Eu disse!
Sentei ao seu lado na rede e ficamos balançando ate acabarmos de comer. Então, olhei pra Annabeth.
– É... Annabeth?
– Sim?
– Tem um... – indiquei o canto de sua boca que estava sujo de chantilly.
– Ah! – ela limpou com a mão, mas espalhou pra bochecha.
– Espera – passei a mão delicadamente em seu rosto. Mais uma vez ela me olhou esquisito – De novo o olhar de “Eu não acredito que você nasceu”?
– Como você conhece o que significa o meu olhar? – ela esticou a mão na mesa e pegou outro cupcake.
– É a única coisa que eu consigo decifrar em você.
O jeito que ela me olhou em seguida, foi muito difícil de se interpretar. São sei que me perdi nele e fui me aproximando de Annabeth como se fosse um imã. Ela fez o mesmo. Eu não sabia o que estava fazendo, mas sabia que tinha que fazer. Só que Annabeth, além de ser teimosa e dona da razão, ela também tinha um super autocontrole, e acabou enfiando o cupcake que pegara e enfiando em minha boca, me sujando todo.
– Percy que coisa feia! – ela disse – 17 anos e e não aprendeu a comer direito ainda?
Passei o dedo em minha boca, tirando uma parte do chantilly dela.
– Cara – falei – Você não cansa de me sujar não?
– Na na ni na não!
– Bom saber – limpei o meu dedo em seu rosto.
– Ah! Sabia que isso já esta virando criancice?
– Sabia que eu não me importo?
Ela se levantou da rede e pegou uma toalhinha no varal. Então, limpou-se.
– Você é um boboca mesmo! – ela tacou o pano em mim.
Ele estava meio molhado ainda, pois não havia dado tempo de secar completamente. Me limpei.
– Eu estou descendo – ela virou-se de costas.
– Espera – segurei seu braço.
Ela me olha com um pouco de hesitação, como se não quisesse falar comigo.
– Você sabe que isso é a segunda vez que isso acontece – eu digo.
– Eu sei.
– Só vai dizer isso?
– O que quer que eu diga, Percy? Am? Eu só sei que, se isso acontece quando agente começa a falar como duas pessoas normais, eu prefiro que agente volte a brigar.
– E por quê?
– Porque eu não quero me apaixonar pelo namorado da minha melhor amiga!
Ela se solta do meu braço, e vai em direção as escadas pra sair do terraço. E eu, fico pensando comigo, será que isso pode realmente acontecer?
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