O Namorado Da Minha Irmã
11 Capítulo onze.
Notas iniciais
[...] Beatriz
– Anda, responde logo caralho! — Berrei exigindo a verdade. — Ou será que agora os dois viraram mudos?
– Bia, não é nada. — Eduardo tenta se aproximar de mim, porém recuo e dou um passo a trás. — A Vivi tá bêbada, olha pra ela. — Ele diz e eu a observo, realmente Viviane já esteve melhor, porém não estava completamente bêbada. — Ela tá delirando, não fala nada com nada, vamos embora. — Eduardo já estava pegando sua chave do carro quando o interrompo.
– Eu não vou embora com você! — Digo começando a sentir o meu sangue ferver. — Eu não vou embora enquanto não souber da verdade. — Grito.
– Ela tem razão, Duda. — Viviane se pronuncia. — Você pretende engana-la até quando? Ela merece saber a verdade.
– Cala a boca, Viviane. – Eduardo grita totalmente fora de si. — Ela não precisa saber de porra nenhuma.
– Não é justo fazer isso com ela. — Rebate Viviane no mesmo tom de voz. — Se você não contar eu conto! — A mesma por um momento pareceu se importar com Beatriz, talvez pudesse ser efeito do álcool ou algo tipo. Viviane não queria enganar sua irmã, não queria ser a segunda opção, tudo que ela quer é se libertar desse segredo. — Você não foi homem para fazer? Seja homem o suficiente para assumir. — Completa Vivi.
– Alguém me explica oque está acontecendo? — Peço com um sussurro, eu estava com medo do que poderia ser, mas me mantive firme.
– Tudo bem. — Diz Eduardo suspirando nervoso. — Vamos para um lugar mais reservado.
Foi só ai que percebi que estávamos na sala de estar do Binho sendo observados pela maioria dos meus amigos. Quer saber? Foda-se, essa é a última coisa que me importa agora.
Subimos as escadas e fomos para o quarto do Binho, eu já estava suando frio, era notável a expressão de terror no rosto de Duda, Viviane também parecia assustada. Oque poderia ser de tão grave?
[...] Viviane
Ao contrário do que Eduardo pensa eu não estou totalmente bêbada, também não estou 100% sóbria. A questão é que eu casei de fingir, casei de enganar a Bia, cansei de ser a outra, eu não quero isso pra mim, eu não sou assim. Se o Eduardo quiser ficar comigo que seja pra valer.
– Vocês vão me contar ou não? — Pergunta Bia revoltada.
– Bia eu... — Eduardo tentou completar a frase, porém travou. — Eu, eu não devia, eu fui um idiota, um completo idiota, se quiser pode me bater, eu mereço. — A voz de Eduardo estava grave, em um tom agudo, rouco. — Você não merecia! — A frase terminou em um som baixo de arrependimento, logo em seguida Eduardo sentou-se na cama de Binho e cobriu seu rosto com as mãos.
– Oque está acontecendo? — Pergunta Bia. — Oque você fez, Duda? — Os olhos de Beatriz já começava a escorrer suaves lágrimas.
– Me perdoa !- Eduardo levanta-se da cama tão rápido como um vulto, o mesmo vai em direção de Bia e a abraça. — Eu te amo, e nada vai mudar isso. — A voz de Duda saiu feito um sussurro. Pude ver as lágrimas de Bia escorrer feito cachoeira, enquanto os dois se abraçavam, foi inevitável conter o choro. Foi um choro de arrependimento, eu não deveria ter feito isso, eu não deveria me envolvido com meu cunhado.
Como o amor dói. -Pensei.
Bia solta-se do abraço, limpa suas lágrimas, respira fundo e pergunta novamente.
– Oque está acontecendo? — Não pude definir qual era o tom de voz de Bia, talvez fosse raiva, medo, tristeza.
– Bia, eu juro que se arrependimento matasse eu estaria morta. — Digo limpando minhas lágrimas. — Eu não sei oque deu em mim, eu nunca fiz isso com ninguém. — Digo ponto as mãos na cabeça.
– Eu e a Vivi, a gente.. — Eduardo faz uma pequena pausa. — A gente ''ficou''. — Duda toma coragem e revela.
– Mas não passou dos amassos, eu juro! — Digo com a consciência pesada. — Me desculpe!
Bia apenas nos encara com um olhar de desprezo.
– Sua filha da puta! — Grita Bia. — Eu sou sua irmã, como você pode? — Ao longo das palavras Beatriz diminui seu tom de voz.
– Eu juro que isso nunca mais vai aconte.. — Antes de terminar a frase, fui interrompida por Bia.
– Eduardo, eu não tô acreditando que você fez isso comigo! — Diz Bia em meio às lágrimas. — Eu deveria ter escolhido o Janjão ao invés de escolher um galinha. — Berra Beatriz.
– Eu.. Bia, me des.. — Desta vez Beatriz interrompe Eduardo.
– Eu não acabei de falar. — Grita Bia. — Não adianta pedir desculpa agora, desculpas não vai apagar oque vocês fizeram ou diminuir a dor que eu estou sentindo. — A mesma é interrompida por lágrimas que insistem em cair. — Eu fui traída em dose dupla, pelas pessoas que eu menos esperava nesse mundo. E quer saber? Vocês não merecem minhas lágrimas, sabe porque? — A mesma faz uma pausa sem omitir respostas. — Porque vocês são uns filhos da puta que se merecem. — Completa.
Beatriz ia abrir a porta do quarto quando Eduardo á segura.
– Bia, olha para mim, eu pareço bem? — Pergunta Eduardo. — Essa foi a primeira e última vez que eu te traio, me da mais uma chance, só mais uma e eu prometo que não vou te decepcionar. — Pede arrependido.
– E eu? Pareço que estou bem? — Pergunta Beatriz se soltando do mesmo. — Você já teve sua chance e me decepcionou. — Ao terminar a frase Beatriz leva sua mão ao rosto de Eduardo, formando uma bela bofetada. O mesmo apenas toca o local atingido.
– Você também merece um. — Diz Bia indo em direção a Vivi. — Um não, dois por ser minha irmã! — A garota ao menos da tempo para Viviane tentar se defender ou para Eduardo agir, logo da dois tapas no rosto da sua irmã.
– Bia. — A voz de Viviane sai por um fio.
Bia dirigi-se a saída do quarto, porém antes de sair fala.
– Se quiserem agora podem se comer. O Eduardo está solteiro, não a oque impeça!
A garota sai do quarto e desce as escadas correndo. Sem se importar com as poucas pessoas presentes na sala-de-estar vão pensar, Bia pega uma garrafa de vodka, a chave do carro de Duda e deixa a casa sem rumo, sem saber para onde ir.
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