O Namorado Da Minha Irmã
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Nossa, que depressão, mas tudo que começa tem um fim; e apesar de estar triste por terminar essa Fic, fico contente que eu finalmente tenha terminado uma história! É gratificante...
Ok, agora chega de "chororo" e vamos ao que interessa...
Aproveitem o nosso último capítulo...
Dois meses depois...
Eu estava apreensiva, afinal, não é todo dia que eu evento desses acontece na vida de uma pessoa, é algo raro e único; Estava esperando a minha brecha para adentrar na grande catedral, bom, não seria muito difícil identificar a minha hora, pois eu deveria entrar quando ouvisse a marcha nupcial.
Eu estava do lado de fora da Igreja junto de minha mãe e de minha irmã, sim, aparentemente Elizabeth tomou jeito depois do tamanho da bronca que levou; meus pais cortaram sua mesada, o seu carro e todas as suas regalias. Mamãe disse que não iriam sustentar filho vagabundo e praticamente obrigou Elizabeth a arrumar um emprego caso quisesse continuar naquela casa. Acho que eles finalmente chegaram ao limite deles.
Voltando ao casamento, mamãe quase roia as unhas de tanta apreensão.
-Acalme-se, mamãe... Tudo vai dar certo! – Eu disse tranquilizando-a.
Ela riu e ajeitou seu vestido todo bordado.
-Eu sei! – E riu novamente. – Até parece que nunca passe por isso antes...
Eu ri junto dela, mas logo fui tirada desse momento pela marcha nupcial que começava a tocar. As grandes portas de carvalho se abriram dando-nos passagem... Nós três nos endireitamos e começamos nosso percurso.
Adentrei pelo grande tapete vermelho com um sorriso nos lábios, aquele com certeza era um momento especial, algo maravilhoso, e eu me sentia radiante por ser parte dele... Ainda me lembro do dia em que o pedido foi feito, ficamos todos pasmos e ao mesmo tempo não sabíamos como parar de sorrir, mamãe quase enfartou... Ri com a lembrança e me concentrei novamente no meu percurso.
Olhei para o altar e vi o homem que ainda me hipnotizava a cada olhar, como se fosse o primeiro... Sorri para ele e ele correspondeu com um sorriso radiante.
Ao seu lado estava papai, com certeza era o homem com o maior sorriso na Igreja; ele nos olhava com lágrimas nos olhos e uma admiração palpável.
Ao lado de papai estava um primo nosso, William, o par de Elizabeth...
Quando estava quase chegando ao altar, olhei ao redor e vi nossos conhecidos e toda a nossa família, tios, tias, primos, primas... Enfim, estavam todos lá... Todos encantados com a magia daquele momento.
Olhei novamente para frente e com mais quatro passos cheguei aos dois homens que eu mais amava na minha vida...
Sorri para papai.
-Espero que cuide bem da minha mocinha, Senhor... – Disse para ele enquanto Andrew me dava o braço.
Papai riu.
-Pode deixar, meu amor...
Andrew e eu nos encaminhamos para o lado do altar, quase que encostados na parede semicircular, estávamos ao lado de Emily e John que nos cumprimentaram com um aceno, sim eles estava juntos para o desespero meu e de Andrew... Brincadeira, era hilário ver os dois juntos, a não ser quando eles decidiam nos irritar.
Lembro-me quando ele a pediu em namoro, foi num dia em que saímos e John (todo romântico) ajoelhou-se no chão enquanto fazia o pedido... Emily nem respondeu, ela simplesmente berrou no meio de todo mundo e pulou em cima dele, sim, pulou mesmo! Foi tão forte que ele se desequilibrou e caiu com ela nos braços... E o pior, os dois caíram dentro de um laguinho! Eu não sabia se chorava por estar emocionada ou por não conseguir para de rir!
Ok, voltando novamente a Igreja; Elizabeth chegou alguns segundos depois de mim no altar, ela falou algo para papai que riu e logo foi com o William para o canto oposto ao meu.
Logo atrás de nós vinha a noiva mais linda que eu já vira no mundo inteirinho... Minha mãe!
Sim, por favor, não pensaram que eu já estava me casando com dois meses de namoro, não é?
Bom, papai havia pedido novamente a mão de minha mãe há mais ou menos um mês atrás... Ela ficou radiante e não demorou muito em aceitar novamente o pedido dele! Agora eles reafirmavam os votos do matrimonio, não é lindo demais?
O padre falava sobre amor e eu não conseguia para de pensar em como esse sentimento muda uma pessoa; eu sei, porque eu amo loucamente um homem que tinha tudo para não ser meu, mas que acabou estando comigo de uma forma mais do que física, nós nos completávamos de uma forma totalmente impalpável. Deus! Como eu amava esse homem...
Nunca havia visto algo tão forte assim, a não ser no amor que meus pais compartilhavam. Será que um dia chegaremos a isso?
Olhei novamente para a cena na minha frente. Como eles eram perfeitos juntos... Eles irradiavam amor. Me concentrei em minha mãe, ela parecia uma “noiva de primeira viagem” toda emocionada, com aquele olhar apaixonado... Linda!
-Ela é a noiva mais linda que eu já vi! – Sussurrei para Andrew.
Ele me deu um selinho simples e singelo para logo sorrir.
-Sim, sua mãe está linda... Mas tenho certeza que você conseguirá ficar ainda mais linda vestida de noiva... – Sussurrou em meu ouvido.
Eu me arrepiei e sorri olhando-o.
-Isso é um pedido de casamente, Sr. Lerroy? – Perguntei brincando com ele.
-Se o anel servir, Srta. Grant! – Ele disse entrando na brincadeira.
Eu ri baixinho.
-Quem sabe daqui a alguns anos, amor! – Declarei acariciando seu braço que estava unido ao meu.
Ele riu também.
-Sabe que essa ideia me parece ótima... – Disse sorrindo. – Adoraria vê-la declarando perante uma Igreja inteirinha que é minha e só minha para todo o sempre. – Disse com um sorriso maligno.
Eu ri.
-Sabia que você é muito possessivo? – Perguntei avaliando suas palavras.
Ele riu.
-Você me diz isso todo dia... Mas eu só cuido do que é meu!
-Você sabe que não precisa casar comigo para que eu declare para quem quiser ouvir que sou sua... – Disse sorrindo de lado.
-Eu sei, mas adoraria ver a cara de todos esses moleques que te rodeiam quando nos declarassem marido e mulher.
Eu ri com essa e voltei a prestar atenção no casamento.
O padre falou os dizeres costumeiros e logo escutamos papai dizendo:
-Eu George, recebo-te por minha esposa a ti Claire, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Enquanto papai pegava uma das alianças que estavam numa almofadinha, Andrew abaixou-se até encostar a boca em minha orelha e disse sussurrando para que apenas eu ouvisse:
-Eu Andrew, recebo-te por minha esposa a ti Margareth, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Meus olhos se encheram de lágrimas e um sorriso esplendido saltou de minha boca depois de ele sussurrar os votos em meu ouvido.
Olhei em sua direção e emendando na fala de minha mãe disse:
-Eu Margareth, recebo-te por meu esposo a ti Andrew, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Ele sorriu da mesma forma que eu; não pude evitar soltar algumas lágrimas com aquele momento... Realmente, era algo único... Andrew secou minhas lágrimas e olhando em meus olhos disse:
-Eu te amo, Maggie...
-Eu te amo, Andrew... – Disse afundando naquele mar que eram seus olhos.
-Assim vos declaro marido e mulher... Pode beijar a noiva! – Escutamos o padre dizendo.
Então, como se tomássemos o momento para nós, num momento de compromisso, de amor, de entrega e de juramentos, nós nos beijamos... Um breve selinho; calmo, leve, delicado, mas que continha um significado maior do que nós mesmos.
Nos amamos mais do que tudo, e é apenas o que importa!
E essa é a minha história, de como me apaixonei irremediavelmente
pelo cínico, arrogante, insuportável, irritante, idiota, lindo, gostoso e... (a
melhor parte) ex-namorado da minha irmã!
Notas finais
Então, é aqui que encerramos essa jornada! Já estou com novas ideias, mas irei explicar nesse mesmo texto!
Beijão pessoal... Até a próxima!
Com extremo carinho,
Anny Starlight
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