O Nada

1 Escuridão


Notas iniciais
nao ficou tão assustador mas ficou legal

Ainda estava bastante tonta.

Eu estava despertando aos poucos, sentia como se tudo estivesse girando, minha cabeça estava pesada e o corpo todo dolorido. Estava deitada de bruços num local totalmente escuro, sem nenhuma fresta de iluminaçao alguma.

Me levantei, tentei manter a calma e controlar meu medo de escuro, analisando a situação, a ultima coisa que me lembro era do momento em que subia as escadas e entrava no meu quarto com uma caneca de café e me sentava pra começar a escrever e então, sem saber como, acordei aqui, sem saber quem era o responsável por aquilo.

Eu não tinha ideia das dimensões de onde eu estava, era totalmente escuro e o chão era coberto por um gramado bem aparado, sabia que não era um local totalmente isolado pois de onde eu estava conseguia ouvir barulho de carros em alta velocidade, provavelmente estava perto de alguma rodovia ou avenida.

Não me atrevi a gritar por socorro, a pessoa que me trouxera pra cá podia estar esperando eu acordar, e seria melhor que ela não soubesse que eu já havia despertado. Tentei identificar de onde vinha o som da rua e então comecei a correr até lá, o chão gramado permitia que eu corresse em silencio.

Eu continuei correndo porem não encontrava nada, parecia que eu estava correndo no meio do nada, minha respiração estava ofegante e estava começando a ficar cansada. Então cheguei a uma coluna circular, me encostei e me sentei para descansar um pouco.

—oi? Alguém? – disse uma voz feminina a uns vinte metros aproximadamente a minha esquerda, causando um eco sombrio. Eu não estava sozinha – ai meu Deus, Alguém ai?

Ela ficou em silêncio, provavelmente tinha começado a andar, então, segundos depois, ouviu-se um barulho como de varias laminas de metal caíndo no chão juntamente com um grito desesperado de dor da mesma garota

— Alguém...me ajuda – disse ela com a voz fraca

O que seria aquilo? A garota estava morta provavelmente e eu não tinha idéia de quem e como tivera feito aquilo, me levantei e comecei a correr em direção oposta a garota, em desespero, aquilo era como meu maior pesadelo, estar no total escuro sem saber quem e o que estava ao redor, sem saber quem me levara até la e porque.

Corri durante uns trinta segundo e não encontrara mais nada,, comecei a chorar em desespero. Eu sempre fui sozinha, desde que sai da casa dos meus pais, e pude comprar uma casa com o faturamento do meu primeiro livro, e desde então vivo solitária sempre, tomava remédios para depressão e ansiedade. Com a vida não muito feliz, sem namorados ou muitos amigos, quem poderia ter feito isso? Entrado em minha casa e me trazido pra ca, eu não tinha inimigos que pudessem fazer esse tipo de coisa

Fui andando lentamente com os braços estendidos e então notei que chegara num pequeno quadrado sem grama, de cimento rústico. Ao pisar nele, pude sentir um pequeno “click” então, rapidamente rolei para traz a tempo de ouvir um enorme estrondo pelo salão, me aproximei e com as mãos senti um grande cubo de cimento que certamente teria me esmagado.

Armadilha, espalhadas por um enorme “nada” misturado com o terror do desconhecido, eu sabia como aquilo terminaria, agora estava entendendo tudo, eu era escritora de livros de terror sobre serial killer, conhecia esse tipo de pessoa, esse tipo de mente. Eu não era alguém que ele queria vingança ou havia sequestrado por fins financeiros, eu estava ali apenas como diversão pra ele, que provavelmente agora estaria assistindo tudo de algum lugar. Sai correndo novamente com lagrimas no rosto, desesperada sem rumo, em pânico.

Correndo e chorando com a cabeça baixa trombei e alguém:

—Quem esta ai? – disse uma voz masculina adolescente. Depois de alguns segundos em silencio ele me acertou com um soco no rosto.

Corri na direção oposta a ele, não sabia quem era ele, poderia ser o culpado disso tudo se fazendo de vitima. fugi correndo de perto dele

Perambulei por alguns minutos sem dizer exatamente o quanto, sempre andando devagar, prestando atenção aonde pisava, andando sempre com a mão esticada. Tropecei em alguma coisa grande, me levantei e procurei no que eu havia tropeçado, toquei um corpo, provavelmente de uma mulher e senti uma flecha no seu peito. O seu sangue que agora estava em minhas mãos, limpei aquilo em sua propria roupa e sai correndo novamente.

Enquanto corria, pude ouvir barulho de flechas sendo lançados e um estrondo, logo depois os gritos de desespero das vitimas, um pouco mais a frente barulho de laminas e novamente os gritos de desespero. Então eu me choquei com uma parede e cai de bruços em pranto e gritei, gritei de desespero, de pânico, pessoas estavam morrendo a minha volta, pessoas na mesma situação que eu. Não agüentava aquele pesadelo do desconhecido, medo de cair em uma armadilha, medo de nunca mais sair de lá.

Pelo menos havia achado uma parede. Sentei-me e apoiei minha mão na parede para me levantar, e então ouvi um “click” e ouvi uma rajada de flecha caindo, rolei para frente, porem duas delas me acertara na panturrilha. Gritei e chorei de dor, uma delas atravessou a parte mais de baixo da panturrilha, enquanto a outra penetrou no centro, segurei as duas e puxei de uma vez, gritando.

—Alguém me tira daqui – gritei chorando e minha voz se ecoou pelo salão, como se eu estivesse sozinha na minha mente, isolada.

Eu levantei e tentei andar, porem não consegui, minha perna doía demais. Deitei no chão, encostada na parede e chorei, eu só queria estar em casa, aquilo era torturante, desesperador. Meus olhos foram ficando cansados de tanto chorar e então acabei dormindo.

Acordei com o toque de uma lamina fria deslizando sobre meu peito e pescoço. Me assustei e levantei desesperada.

— Bem, você e a ultima – disse uma voz masculina suave – então eu resolvi, vir pessoalmente — ele se aproximou de mim o maximo possível e alisou a lamina no meu pescoço.

Eu o acertei com uma joelhada entre as pernas e ele caiu. Comecei a correr o mais rápido que pude tentando fugir. Eu tentava ouvir algo ou ver algo, mas eu não fazia idéia de onde ele estava. Tentei ficar o mais em silencio que pude para tentar ouvi-lo, esperando pelo inesperado.

—tente procurar atras de você querida – disse ele, bem próximo de mim

Então antes que eu tivesse tempo e fugir, ele deslisava a faca pelo meu pescoço, me fazendo cair de bruços. Assim como vários personagens meus haviam morrido daquela maneira, eu estava morrendo agora, sentindo o sangue saindo pela minha garganta e meu corpo enfraquecer

Alguns segundos depois, avistei um clarão bem forte e a silhueta do assassino, que saia pela porta da escuridão. E então, minha vida, imitou minha própria arte.

Notas finais
*-* terror ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!