O Mundo em Ruínas
1 É um começo...
Notas iniciais
PESSOAL, EU NÃO ABANDONEI A FANFIC "O FILHO DE VESTA", ESTOU COM UM BLOQUEIO DO ESCRITOR... AGUARDEM MAIS ALGUNS DIAS, ESTOU TENTANDO!
ESPERO QUE GOSTEM!
Piper
O dia estava estranho, não somente para Piper, sentada ao lado de seu namorado naquele estranho ônibus, o mundo estava estranho havia meses. No último verão tempestades, terremotos, tudo havia abalado seu país e grande parte do mundo, embora agora estivesse tudo quieto, o sol parecia não mais esquentar o mundo, e as noites estavam bem mais escuras.
Mas todos agiam como se nada estivesse acontecendo, os cientistas culpavam os desastres ecológicos a passagem de um planeta com gravidade imensa no sistema solar da Terra, mas não se sabia de nada, o planeta parecia ser só uma desculpa.
Piper apertou a mão de Jason.
Estava a cada dia mais frio, e a chuva estava se preparando para desabar, estava tudo estranho naquele dia. Até mesmo Jason, seu namorado, o garoto loiro que ela havia aprendido a amar depois de diversas conversas.
— O que foi Pipes? Você está estranha hoje... – Falou o loiro sorrindo
— Eu sei... Acho que é o clima. –
— Se você não estiver se sentindo bem, podemos parar na próxima cidade e pegamos outro ônibus... – Falou ele
— Pode ser... Jason, você não têm a sensação de que tudo está errado? – Perguntou Piper
— Errado como? –
— Eu não sei, tenho uma sensação estranha desde o final do ano passado... Estou com receio de que algo vá acontecer! – Falou Piper
— Nada vai acontecer minha Cherokee... Vamos para a casa de seu pai passar nossas férias. –
— Eu sei... – Disse ela pouco a vontade
Jason a beijou.
Mas percebeu que a cabeça de sua namorada estava longe dali, havia algo estranho com ela.
O ônibus estacionou na pequena cidade de Leesburg, na Vírginia.
Leesburg era uma pequena cidade de pouco mais de 40 mil habitantes, conhecida por sua arquitetura histórica e grandes lojas de departamentos, Leesburg era uma cidade charmosa no meio da viagem de Piper para a capital da Virgínia.
— Bem, nosso ônibus só sai a noite... – Comentou Jason animado
Piper nem prestou atenção nele, a sensação de náusea começava a tomar conta de seu corpo. Ela não se sentia assim desde o verão passado, no solstício de inverno.
— Vamos sentar... – Falou Jason puxando a namorada para a lancheria da rodoviária.
Jason pegou água para Piper e ela tomou quase tudo em um gole só, mas a sensação de náusea não diminuía.
— Jason, eu... –
Piper desmaiou e deu com a cara na mesa, no mesmo momento começou a sonhar.
Ela estava no alto de uma montanha, na frente dela estava uma cidade enorme, banhada pelo mar, atrás havia uma mulher.
A mulher assustou Piper, ela estava muito machucada, parecia estar segurando um peso insuportável, seu rosto não deixava de ser linda em meio ao esforço, ela se parecia com todas as mulheres que Piper havia achado lindas em toda a sua vida.
— Minha filha... – Falou a mulher me meio ao esforço com sua voz quase falando
— Mãe? – Perguntou Piper confusa
A pequena Cherokee nunca havia conhecido sua mãe, segundo seu pai, ela havia desaparecido pouco tempo depois dela nascer. Piper nunca havia perdoado sua mãe por tê-la abandonado com seu pai, sem nem ao menos da uma explicação, e agora isso, ela só poderia estar delirando.
— Minha filha, eu não tenho muito tempo... Com o pouco de magia que me resta estou lhe mandando essa mensagem. –
— Você não pode ser minha mãe... –
— Piper, eu sou, acredite em mim. Por favor se prepare, as coisas irão mudar muito rápido, esteja pronta. O mundo precisa de você. –
— O mundo?! Estou delirando... – Esbravejou Piper
Piper deu as costas para a mulher e sentiu alguém se aproximando atrás dela, virou-se novamente e viu um garoto, musculoso de cabelos negros. Seus cabelos estavam muito bagunçados, ele usava uma túnica branca e uma capa vermelha, era bonito, mas parecia um vilão de um filme muito mal feito.
— Afrodite querida... Como vai sua tortura? Precisa de algo? – Perguntou o garoto ironicamente
— Maldito seja Cronos, isso não vai durar! – Respondeu a mulher de joelhos no chão
— Mas quanta insolência... Preferiria terminar como os outros deuses, sendo mergulhados no Rio Lete e não se lembrando de quem são?! Não é minha querida Atena? – Perguntou o garoto
Uma adolescente saiu das sombras.
Ela era linda, cabelos na altura do pescoço, negros como a noite, olhos cinzentos, mas confusos, como se soubesse que algo estava errado.
— Claro papai... – Respondeu ela com uma voz rouca
— Atena... – Ficou em estado de choque Afrodite
Piper estava chocada junto com sua mãe, aquilo não era natural.
— O que fez com ela? – Perguntou Afrodite com muita raiva
— Eu só dei a ela uma nova chance... Na forma de uma adolescente não muito poderosa, uma filha perfeita... –
Atena se limitou a balançar a cabeça confirmando que era uma filha perfeita.
— Maldito seja! – Gritou Afrodite
— Eu vou lhe ensinar a me respeitar... –
Uma foice apareceu na mão do garoto.
Aquilo chocou Piper, aquela mulher estava sendo cortada, seus braços sangravam e ela continuava segurando o grande fardo, mas os gritos de dor dela eram insuportáveis, até mesmo a outra garota na sala virou seu rosto por não conseguir olhar o castigo que o garoto aplicava a Afrodite.
— Eu ainda tenho esperança, você não vai durar... – Sorriu Afrodite
A imagem que se seguiu foi horrenda, o garoto utilizou a foice no pescoço da mulher, Piper sentiu como se sua garganta estivesse sendo cortada. Afrodite a mandou para longe dali, a mandou de volta para Jason.
— Não! – Gritou Piper voltando a si
Ela acordou ainda sentada na mesa, com todos os outros clientes olhando para ela.
Jason a abraçou e a tirou ela dali.
— O que houve Pipes? Desmaiou de uma hora para outra! –
— Eu estava com sono... – Mentiu Piper
— Você está bem? –
— Estou... Jason, vamos dar uma volta, preciso esfriar minha cabeça. –
Os dois saíram da rodoviária e começaram a caminhar pela cidade.
Leesburg era uma cidade pequena, mas linda, sua arquitetura era única e lembrava muito a Inglaterra. Piper já se sentia melhor, mas sua garganta estava doendo como se a lâmina daquela foice tivesse cortado lentamente a garganta dela.
Enquanto se aproximavam de uma rua sem saída, começaram a ouvir gritos. Piper começou a correr em direção a voz de uma mulher que gritava desesperada.
— Socorro! – Gritava uma garota
Jason foi o primeiro a chegar, e não acreditava no que via.
Uma garota de olhos castanhos, vestindo uma espécie de túnica branca envolvida por uma capa roxa estava sendo ameaçada por um esqueleto? Aquilo não poderia ser real. Mesmo para ele, que sabia exatamente de quem se tratava aquela garota, aquele passado não poderia estar perseguindo ele.
— Socorro! – Gritou novamente a garota.
Jason olhou para a garota já conhecida e virou-se de costas.
Aquela não era a luta dele, não mais...
Piper chegou depois e viu aquilo também.
— Jason, faça alguma coisa! – Gritou ela
— Socorro! – Repetiu a garota
— Isso não é minha luta... Não mais... – Disse Jason de costas para a garota em perigo
— O que deu em você? – Perguntou Piper
Piper pula no soldado esqueleto, o derrubando, mas é logo dominada.
— Jason! – Gritou Piper
O garoto olhou para ela, esbravejou algo em uma língua antiga e tirou uma moeda do bolso.
Ele jogou a moeda para cima e ela se transformou numa espada dourada, Jason atingiu o esqueleto com força e ele se desintegrou. As duas garotas levantaram.
— Obrigada... – Disse ela a Piper
Jason olhou com raiva para a garota.
— Você está me seguindo? Porque está aqui Reyna? – Perguntou ele com muita raiva
— Coisas horríveis aconteceram, precisamos de você! – Disse ela
— Eu não deixei bem claro que não quero ter mais nada haver com essa vida? Eu abandonei minha divisão no exército romano, eu não quero mais lutar! – Gritou Jason
— Isso não é questão de querer ou não, precisamos de você filho de Júpiter, você vai vir querendo ou não! –
— Filho de Júpiter? – Perguntou Piper
— Eu não vou deixar tudo o que conquistei nesse último verão para voltar a lutar por uma causa perdida, os titãs ganharam, ponto. –
— Sinto muito Jason... –
Reyna joga uma espécie de pó em Jason e ele desmaia quase instantaneamente, Piper fica horrorizada e começa a gritar.
— Calma garota, se quiser pode vir junto, você também é uma semideusa... – Falou Reyna
— Semideusa? –
— Meio mortal, meio deusa... Explico no caminho... –
Reyna assobiou e um cavalo apareceu voando trazendo consigo uma carruagem, Reyna colocou Jason desacordado dentro dela e olhou para Piper.
— Você vêm? – Perguntou ela
Piper pensou no sonho horrível que ela tivera alguns minutos antes, e agora aquilo, segundo Reyna ela era uma semideusa e porque Jason estava tão nervoso? Ela não poderia deixar seu namorado ser levado por aquela garota, nem mesmo ficar ali sozinha. Piper se acomoda na carruagem e ela levanta voo.
Notas finais
Vale a pena?
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