O Mundo dos Sonhos
52 Capítulo 51 - Descoberta Obscura
Notas iniciais
Logo, sem aguentar, e muito ansiosa; Catherine lança um olhar amedrontador para a filha; querendo dizer para que as duas seguissem em frente, a qual engole seco um pouco nervosa; e depois lança o mesmo olhar; não se esquecendo de colocar o capuz. Só a Charlotte.
E então, as duas saem de trás das árvores. Ambas devagar, para insinuarem superiores e amedrontadoras. Somente Charlotte, que ao contrário da mãe, estava de capuz e cabeça baixa, um pouco atrás.
E elas começam o "showzinho":
–Ora, ora. — Catherine anda sorrindo maliciosamente.
Jimmy se levanta assustado, com expressão de espanto. Charlotte, percebe que a mãe a queria mas ao seu lado; e então, após Catherine olhar para trás nada satisfeita; Charlotte fica mais à frente, ainda com a cabeça abaixada.
–Isso mesmo. — Catherine olhava para a filha. — Venha filhinha. — ela segura Charlotte pelos ombros.
A garota, percebendo o que a mãe queria; suspira, e levanta o tronco lentamente. Parecia envergonhada, ou com medo de que Jimmy soubesse o que ela era. Depois disso, com as mãos, afasta o capuz.
E quando finalmente revela seu rosto; Jimmy exclama ainda mais assustado:
–Charlotte? — ele não podia acreditar; estava tão assustado, que sua voz saiu mais como um sussurro.
A garota ainda parecendo envergonhada; olha para o chão. Mas antes que a mãe dissesse algo para com essa sua atitude; Charlotte levanta a cabeça em movimentos lentos, mostrando assim seus olhos duros e depois sua boca rígida, num sorriso malicioso.
E ainda com uma fisionomia cínica, Charlotte diz balançando a cabeça em movimentos bizarros:
–Surpresinha! — ela coloca a mão sobre a cintura; enquanto Jimmy mostrava que iria desmaiar a qualquer momento, sem nenhuma reação. — Isso será divertido mamãe. — Charlotte sorri para Catherine, após ver o reagir do garoto.
A garota então, anda para ainda mais próximo à mãe; e as duas ficam encarando Jimmy, o qual parecia estar voltando ao normal, mas ainda sim, perdido em pensamentos.
O garoto, reagiu de uma maneira estranha, parecendo que iria vomitar, após tentar descobrir algo. E ele dizia; mais para si mesmo:
–Espera. — estica as mãos para frente; o que não tirava reação nenhuma das duas, a não ser, rirem dele. — Tan, Tan... — ele ficava repetindo. — Tanner! Charlotte Tanner! É claro! — coloca as mãos sobre a cabeça.
–Que bom que descobriu querido. — a voz de Catherine era sombria.
–Assim não será tão injusto. — Charlotte brincou, ainda mantendo a pose maliciosa.
–Mas... — ele nem ouviu o que as duas disseram, e continuou falando consigo mesmo. — A única coisa que Dave me disse sobre isso foi isso... Um simples Tan... — ele repetiu, uma das últimas palavras de seu irmão: "Tan". — Agora faz todo o sentido! — ainda estava surpreso, e ao mesmo tempo, como se tivesse levado um soco no estômago.
–Muito bem. — Catherine bate palmas, e anda para mais próxima ao garoto.
–Já acabou o monólogo? — Charlotte pergunta irônica, com as mãos sobre a cintura.
–Mas... — Catherine chega bem próximo à Jimmy, e ele olha em seus olhos sombrios. — Pena, que já é tarde de mais. — sorri satisfeita, enquanto o garoto respira com dificuldade.
E quando Jimmy percebe; Charlotte não estava mais lá. Ele só via Catherine em sua frente, se afastando um pouco; até cogitou tal possibilidade de a garota nunca ter estado lá. Porém tudo faz sentido novamente, quando ele sente algo duro, bater fortemente contra sua cabeça; o que o deixa tonto, e faz com que cambaleie para o lado, se apoiando no chão de mármore gelado e empoeirado, com a mão direita.
Ele estava ficando inconsciente; mas mesmo assim, ouvia vozes que formavam frases; que para o mesmo, não faziam sentido algum:
–Que dó! — Charlotte fingia sentir muito. — Não tive a menor intenção. — ela joga o pedaço de madeira com que tinha batido na cabeça dele, para o lado.
–Mas que guardião que ela foi arrumar... — Catherine balançava a cabeça negativamente, sorrindo, e olhando para Jimmy; que parecia cada vez mais fraco.
Tudo fica cada vez mais confuso na cabeça de Jimmy. Ele não tinha forças para se mexer, ou reagir de alguma maneira. Continuava a ouvir as vozes que agora não faziam sentido algum; e ver imagens que de dissolviam como um pingo de tinta em uma piscina cheia de água.
E depois... Tudo ficou escuro.
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