O Mundo dos Sonhos
46 Capítulo 45 - Coisas Estranhas
Notas iniciais
Os três continuavam andando; Scarboos ainda na frente; e Meg com o irmão, calados, perdido em pensamentos, logo atrás. É quando Scarboos resolve se pronunciar:
–Ei! — ele se vira. — Estão vendo? — pergunta como se os dois soubessem do que ele estava falando.
–Vendo o quê? — pergunta Caleb, o qual procurava por algo, em todas as direções.
–Isto, no chão. — ele continua mais a frente, e dá uma rápida olhada para o chão.
E logo os dois acabam percebendo. Que embaixo de seus pés, existiam várias folhas secas; como se formassem um caminho, só que na horizontal. Eles continuam olhando; agora procuravam até onde o caminho seguia; olhando consequentemente para os lados. E Scarboos, exclama com um sorriso:
–Bem. — começa, chamando a atenção deles. — Estamos passando pela divisão das Florestas. — ele permanecia com um sorriso gentil.
Os dois se animam, pois viam que isso significava que eles estavam cada vez mais próximos do castelo.
E Scarboos continua, após ver a empolgação dos dois:
–E agora; partiremos para a Floresta Azul. — ele se vira novamente. — A do Oeste.
Todos continuam a trilha.
(...)
Em uma parte escura, negra; de uma das Florestas; estava uma garota toda de preto, ela tinha longos cabelos lisos castanhos claros; e se parecia muito com a que estava seguindo Meg e Jimmy no cinema.
Essa mesma se encontra em uma sala escura; e se ajoelha perante alguém, o qual estava sentado em um trono, também preto. O lugar jazia de pouca luz, e era composto por uma escuridão profunda, e uma névoa negra.
A garota, a qual permanece ajoelhada; começa a dizer:
–Eles já estão aqui. — mantêm a cabeça baixa, e um dos braços apoiados em um dos joelhos. — E agora, provavelmente estão passando pelo início da Floresta Azul. — levanta um pouco o tronco.
Logo, a criatura que estava sentada no trono; exclama:
–Que ótimo! — lança um olhar malicioso em meio à escuridão. — Nós temos que partir para a Floresta Mãe o quanto antes! — parecia estar animada.
E então, a garota de preto; tira o capuz, e se levanta; dizendo com um sorriso malicioso:
–Claro mamãe.
Era ela, Charlotte Tanner.
(...)
Lá estava Meg; a qual acabara de entrar na Floresta Azul; que possuía um imenso céu cor-de-rosa; e um ar gélido; e como já era de se esperar, toda a vegetação na cor azul. A garota observava o colar em suas mãos, atentamente.
Nisso, Scarboos; se junta à ela, e também à Caleb, o qual não estava muito longe. E ele começa a dizer:
–Na Floresta Azul, repousam os sonhos diferentes, e um tanto curiosos. — ele faz uma pausa; e os dois o olham atentos. — Eles podem ser até esquisitos, e bem diferentes! — solta uma risada. — Porém, não fazem mal a ninguém. São completamente inocentes; e de vez em quando. — ele sorri. — Podem ser meio rudes e mesquinhos.
Meg solta uma pequena risada, e seu irmão também.
A garota então, começa a prestar mais atenção, na imensa vegetação azul que os cercava; e percebe, que a grama; também do tom azul; jazia de um sonar um tanto estranho, como se várias agulhas viessem a tocar em uma orquestra; e logo observa com mais atenção. Percebendo assim, com toda a clareza; que aquele gramado não se parecia nem um pouco com o do mundo real; nem com o da Floresta Laranja.
Meg também nota, que conforme andava, seus pés ficavam suavemente doloridos; como se estivesse levando várias "espetadas" nas solas dos pés; ou até mesmo pisando em pregos. E logo observa, que conforme andava, pisando assim na grama; era como se os mesmos se abaixassem, e depois retornassem a postura; se mexendo continuamente; "chacoalhando", por assim dizer; até ficarem intactos outra vez. E ao notar isso, Meg resolve prestar mais atenção no som que eles faziam; e eram como se um leigo tocasse em apenas uma corda de um violão desafinado; deixando então, um suave rastro sonoro, até que pare de se mexer.
E Meg, ainda mais curiosa, para com isso; resolve então, tentar toca-los timidamente. E ao se abaixar para fazer isso, para colocar a palma da mão sobre eles; Scarboos se pronuncia:
–Se fosse você, não faria isto. — diz tentando sorrir; sem ao menos olhar para ela.
–Porquê? — pergunta Meg retirando as mãos rapidamente.
A conversa acaba chamando a atenção de Caleb, o qual, permanecia perdido em pensamentos. E Scarboos continua:
–Eles podem até ser meio molengos. — ele faz uma careta. — Ao serem "amassados" pelas solas de nossos sapatos. — agora fica sério. — Porém, ao tocar-lhe a ponta suavemente; eles podem cortar como lâminas! — agora ele a olha, a qual estava um pouco assustada.
Meg rapidamente, resolve votar novamente, sua atenção para o colar; o observando atenta. E então, o sonar que jazia da grama; começa a ficar mais alto, e mais assustador consequentemente. A garota se vira num susto; e como o som aumentava, os garotos logo fazem o mesmo.
E ao olharem para trás, veem. E eram muitos.
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