- 9h 45, eles já estão acordados – avisou Número 3.

- Eu... preciso pegar minha mochila.

- Não precisa querida, voltaremos logo – garantiu-lhe.

- O que vamos fazer na vila? – perguntou Taylor, sem decidir se queria segui-lo ou não.

- Um passeio – respondeu, andando pela sala em direção à porta.

- Espere um pouco então – disse Taylor, resolvendo o que iria fazer. – Vou buscar meu moletom.

Chegando correndo ao quarto, pegou o mesmo moletom do dia anterior e o colocou, deixando que o capuz cobrisse seus cabelos flamejantes.

Correu de volta a sala e segui Número 3 pela rua coberta por pedras. Mesmo da porta conseguia ver a fonte d’água que tanto admirara no dia anterior.

- Está vendo aquela fonte ali na frente? – perguntou Número, apontando com a mão direita o monumento de que falava.

- Sim – respondeu, afirmando com a cabeça ao mesmo tempo.

- Ela está ali desde os primeiros marcianos, há cerca de 300 mil anos. É o monumento mais sagrado de Marte, e mágico também.

- Por que mágico?

- Se um pequeno pedaço é quebrado, em menos de um dia volta ao normal. É por isso que ela é tão linda assim, como se houvesse sido construída há pouco tempo.

- Isso é... incrível! – disse Taylor, admirada com a mágica daquele lugar.

- Sim – concordou. – Porém, se for destruída por completo, nunca mais voltará a ser a mesma.

- É por isso que vocês temem os humanos?

- Exatamente – respondeu.

Após as palavras de Número 3 o que restou foi o silêncio, só que não constrangedor, e sim como um silêncio de luto.

- E o que acontece se ela for destruída? – perguntou Taylor, quebrando o silêncio com sua curiosidade.

- Marte é destruído também, assim como a fonte – seu olhar era vago, distante.

- E como vou poder ajudar vocês nisso? Esqueceu? Eu não posso vir pra Marte toda vez que os seres humanos resolverem vir para cá!

- Não será preciso que você venha até aqui querida – disse, sorrindo.

- Então como vou avisar? – perguntou Taylor, erguendo uma das sobrancelhas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.