Notas iniciais
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—Podemos ir agora? – perguntou novamente Sam. Bonnie apenas balançou a cabeça em tom de afirmação com um olhar triste.

— Por que você está assim, pensei que já tínhamos nos entendido.

—Eu estou entendida com você – riu ela – O problema é comigo. Sam a puxou para mais perto dele no banco, tirou um maço de cigarro do bolso acendeu um e deu para Bonnie, ela ficou olhando para o cigarro e depois para ele.

—Vai te ajudar e pensar. Então ela pegou-o da mão dele e deu uma tragada, engasgando-se logo em seguida e tossiu alto. –Ei, ei, calma – riu ele. – Você nunca tinha fumado antes?.

—Tira isso de perto de mim, idiota – Bonnie deu uma gargalhada e um soquinho no ombro de Samuel. –Eu não sou uma virgem puritana! Sam começou a rir desesperadamente com aquilo. E Bonnie só o observava.

—Para de rir de mim – ela gritou, tentando ataca-lo com as mãos mas ele a repeliu agarrando seus braços e os puxando para si, fazendo Bonnie com seu salto quinze, tropeçar. –Vamos logo. – ele disse ajudando a garota a se recompor. Alguns minutos depois os dois já estavam de volta a escola.

—Sentiu falta daqui?

—Hm...podemos dizer que sim. – ela respondeu.

—Bem, você pode ir se encontrar com as meninas, eu tenho aula agora. – dizendo isso Sam beijou Bonnie carinhosamente e seguiu seu caminho pelo corredor já vazio. A garota andou um pouco, até observar um folheto jogado no chão, ela agachou tomando cuidado para não revelar nada de mais com seu vestido, era um folheto de cores monótonas azul escuro, roxo e vermelho escarlate, ela passou os olhos rapidamente por ele e notando que era uma casa de tarot, runas, leitura de sorte, encantamentos e...sessões de regressão.

—Só pode ser brincadeira..- ela disse para si mesma guardando o papel na bolsa. Resolveu mandar uma mensagem no grupo de sms das garotas.

Bonnie: Onde vocês estão?

Ange: No quarto, você já chegou na escola ? ? ?

Bonnie: Sim, estou aqui no corredor principal.

Carmen: To na sala de artes, nós encontramos nos jardins ?

Ange: Tudo bem, vão logo ein

Bonnie: Cade a Olivia?

Ange: Não sei, vão logo pra la e depois nos falamos.

Bonnie andou apressadamente até chegar os jardins da escola, se sentou em um banco e logo avistou a cabeleira platinada de Angelina caminhando sob o sol. Ela apressou o passo e quando se aproximou de Bonnie dizendo: –Oi, que saudade. – a garota abraçou a amiga. – Mentira, até gostei de ter um pouco de paz naquele quarto. – Angelina continuou dando uma gargalhada que só ela conseguia no final.

—Também estava com saudades suas – Bonnie ironizou e sacudiu um pouco a amiga enquanto a abraçava.

Carmen caminhava apressadamente para chegar até o jardim principal da escola, ela estava preparada para contar o por que de Olivia não responder a mensagem de Bonnie, nem de ligar pra ela, nem falar, alias, falar com nenhuma das garotas. Tinha que ser agora, e seria. Carmen correu apressadamente ao ver que Angelina e Bonnie estavam sentadas em um banco ao centro do jardim.

—Oi garotas, Bonnie que bom te ver. – ela disse, abraçando a amiga desajeitadamente, e ficando em pé na frente das duas que repousavam no banco.

—Ah verdade, eu nem agradeci a vocês por me ajudarem com a minha "gripe altamente contagiosa" Vocês são demais! – Bonnie riu, olhando para as amigas.

—Tudo bem, eu sei que você faria o mesmo por mim. –Carmen sorriu de volta.

—Já eu posso te dizer que você está me devendo uma e uma BEM grande. – Angelina, cruzou os braços e deu uma risadinha no final.

—Garotas – disse Carmen em um tom sério – Eu preciso contar algo a vocês.

—Ai não me diga que finalmente você e o seu namorado fizeram, por que se for isso, eu realmente não preciso de detalhes. – Angelina disse fazendo movimentos com as mãos e uma cara de quem estava prestes a vomitar.

—Como você é sutil Ange. –Carmen disse sarcástica – Mas não, não é isso. É sobre a Olivia.

Bonnie apenas escutava inquieta.

—É verdade, agora que você falou eu notei mesmo que ela não está aparecendo mais no nosso quarto.

—Será que é por que...-Carmen fez uma pausa e fingiu estar pensativa – ELA TROCOU DE QUARTO. Angelina se calou e apenas disse: — E por que isso ?

—É uma história meio longa...

Depois do fato explicado a ambas, Bonnie estava completamente boquiaberta, agora ela entendia por que Olivia se trancava periodicamente no banheiro e não a deixava entrar, mesmo que no caso elas já tivessem se visto nuas uma vez ou outra, agora ela entendia por que quando pedia o apontador de lápis emprestado a ela, ele sempre estava sem lamina, o por que de ela estar sempre tão magra. –Nós temos que ajuda-la. – ela disse – Mas como? Angelina estava calada.

—Eu disse pra ela voltar para o nosso quarto mas ela disse que não pode "conviver com a perfeição".

—Nós? Perfeitas? De onde a Olivia tirou isso...- Angelina disse boquiaberta. — Se ela soubesse tudo que eu passei e tive que passar.

—Idem. – disse Carmen– Então eu disse a ela que se ela não procurasse ajuda por si só depois que o ano acabasse eu iria contar mas não sei se esse foi o tipo de abordagem que ela esperava sabe, é uma situação difícil.

—Eu entendo...- Bonnie concordou balançando delicadamente a cabeça.

—A Connie é totalmente tóxica pra ela e sinto a Liv piorando cada dia mais quando está com ela –Carmen falou.

—E odiando cada dia mais a gente também – completou Angelina revirando os olhos.

—Mas resumindo nós não podemos fazer nada por agora. Só talvez tentar nos reaproximarmos dela. –Carmen disse

—Mas nós não fizemos nada! E também...

—Eu sei que não...mas ela está cega, cega de ódio, cega de dores internas e ela precisa de nossa ajuda incondicionalmente. – Bonnie interrompeu Angelina falando. –É pra isso que servem as amigas, não é?

Angelina revirou os olhos mais uma vez e fechou a conversa dizendo. –Olha, eu não vou me rastejar aos pés delas pedindo para ela parar de ser suicida. A loira pegou sua mochila de couro que estava a seu lado no banco –Já tenho meus próprios problemas. — E saiu caminhando para fora do jardim, dando um pequeno aceno de mãos antes de sair da vista de Bonnie.

—Bem parece que somos só nós duas agora. Bonnie sorriu levemente e abaixou os ombros num sinal positivo.

Mais tarde, Bonnie passou no salão de refeições para jantar, ela já sentia falta da comida de verdade mesmo só tendo ficado basicamente três dias no hospital. Enquanto tomava a sopa de tomates tirou o panfleto da bolsa, olhando em volta para ver se Sam não estava vindo. O leu novamente, a médium ou sei lá o que ela era que atendia na loja se chamava Avalon. Belo nome, pensou Bonnie., no final do papel havia um número de celular, a ruiva tirou o seu próprio e discou o número contido ali.

—Jude falando – uma voz masculina respondia do outro lado do telefone.

—Oi – Bonnie disse baixinho – Eu gostaria de marcar um sessão de regressão.

—Ah – ele parecia surpreso – Mas é claro, pra que dia você gostaria? Bonnie pensou por um instante.

—Você tem um horário para amanhã? – quando mais rápido ela fizesse isso, mas rápido acabariam as mentiras. – Amanhã cedo.

— A sessão mais cedo que nós temos é as sete horas. – Jude respondeu e Bonnie sentiu um certo tipo de confusão em sua voz.

—Ótimo – Bonnie viu que Sam estava na porta de entrada do refeitório – Preciso desligar, estarei ai amanhã ás sete. Obrigada. – dizendo isso, a ruiva desligou a tempo do garoto te-la em visto.

—Com quem estava falando? –Sam perguntou. Merda.

—Com a Dallas...

—E como ela está? – ele falou sem dar muita importância

—Meio indecisa sobre qual faculdade escolher. –Bonnie disse rapidamente. Seis da manhã, Bonnie já estava de pé, vestida e sussurrava para si mesma.

—Eu sei que é errado ok? Mas eu tenho que ir... –Ela pegou sua bolsa e vestiu os saltos rosa claro que amava. Desceu o elevador e deslizou pelos corredores de fininho torcendo para que ninguém a encontrasse no corredor. –Eu vou. Volto. E ninguém nunca vai saber disso. Bonnie foi até o menor jardim da escola, atravessou a quadra de basquete completamente vazia, e passou pela porta que eles usavam para fazer carregamentos de alimentos para a escola, por sorte essa porta ficava sempre aberta, bem...quase sempre. Na rua, Bonnie correu até o ponto de taxi, ao ver que havia um apenas atravessando a rua.

A garota pôde observar que a entrada da loja, tinham vários tipos de pedras brilhantes sobre o outdoor e meio que imitavam um vital, ela entrou pela pequena porta coberta com um tipo de véu vermelho, deslizou os dedos sobre ele para tira-lo de seu caminho, dentro do local ela viu uma pequena sala de espera, toda decorada com roxo e vermelho, quadros de deuses nas paredes e peças de Shiva na mesa principal, na estante que havia lá, figuras de anjos e diversos livros. Era umas mistura de várias crenças diferentes em uma só sala. Ela viu que um garoto poucos anos mais velho que ela estava sentada na mesa da recepção anotando alguma coisa em um agenda e falando ao telefone. Ela se aproximou mais e disse: -Ahm...Oi, eu tenho uma hora marcada com Avalon.

Ele rapidamente se despediu de quem falava no telefone e respondeu a Bonnie:–Mas é claro, você deve ser a Bonnie. – disse Jude

—Sim, sou eu.

—Eve...Avalon está te esperando naquela sala ali – disse ele apontando para um porta de madeira decorada com entalhos em formas diferenciadas. – Você pode entrar – ele completou. Então a garota caminhou rapidamente e entrou na saleta, lá havia uma garota também não tão mais velha que ela própria, de longos cabelos loiros e usava uma tiara prateada que pesava por parte de sua testa.

—Prazer sou Avalon. – ela disse se levantando da poltrona roxa em que estava e cumprimentando a garota.

—Bonnie.

—Bem, Bonnie você veio aqui por que exatamente, o que você espera com as seções de regressão?

—Eu vim por que estou tendo uns sonhos estranhos e...- ela parou por um instante e pensou em como dizer aquilo, mas continuou com outra coisa –Acho que eles podem ter a ver com minha vida passada.

—Certo, as sessões de regressão podem realmente ajudar com isso mas você deve estar preparada para o que vai ver. E você vai precisar de treino, talvez não consiga ver nada que faça sentido hoje mas logo verá. – Avalon falou – Pode se sentar aqui. – a garota apontou para a poltrona roxa que Bonnie encontrara a garota sentada. – Agora relaxe...tente não pensar em nada. A garota loira se aproximou dela e colocou as mãos delicadas sobre a cabeça de Bonnie. A Ruiva sentiu seu couro cabeludo pegando fogo e depois uma sensação de alivio, ela tentou imaginar um vazio eterno e quando Avalon contou até três ela não viu mais nada. Na verdade viu sim mas não do jeito que esperava.

"Como é ai ?"

"B-O-N-I-T-O"

Bonnie sentia não como se estivesse no local, como se fosse uma pequena voz ou luz brilhante que apenas observava. –Como assim pegar carona com grifos? — um garoto de cabelos castanhos e grandes olhos azuis, tinha se levantado da cama alvoraçado com o plano que se desenvolvia na cabeça da garota.

—A rainha Paralda tem dois grifos e eles nos conhecem! Podemos ir até o castelo dela e pedir para usa-los Zac! Ou pegar emprestado...A Eden precisa ir para lá, dará tudo certo! — falou a garota.

—Roubar? – A garota ruiva que Bonnie supôs ser Eden, riu — Você quer roubar a rainha? Serio Bianca?

—Nós devolveríamos – defendeu-se ela. Bianca? Não era possível...Era sua mãe quando mais jovem.

Bonnie se contraiu na poltrona e pode ouvir uma vozinha lhe perguntar: "-Quem você vê?" "–São minha mãe e meu pai, quando tinham a minha idade."

—Peraí – pediu Zac – Você estão falando de grifos?! Aqueles que comem gente, aqueles dos filmes! – Bonnie fincou os olhos, observando cada detalhe do rosto do garoto. Eram seu pai e sua mãe mesmo.

—Mas Ipto e Facto são legai ! – Bianca o acalmou.

A discussão prosseguiu. No final, ir até a rainha Paralda não parecia uma ideia tão ruim, além do mas Bianca poderia pedir ajuda a ela para dizer onde estavam seus pais – Avós de Bonnie, mas ela não tinha nenhum Tio Marcos...do que sua mãe estava falando? — e seu Tio Marcos. Além do mais Eden, teria que ir para lá de qualquer jeito e eles também precisavam do elixir de Tir Nan Og.

"Tir Nan Og" Bonnie sussurrou.

Zac olhou para o nada alguns segundos, ele precisava aceitar o mais rápido que o que estava acontecendo era real e que o problema em que eles estavam era real também –Está bem... – disse ele finalmente passando a mão nos cabelos. – E onde fica o castelo dessa rainha?

— Onde o vento faz a curva – respondeu Bianca prontamente.

—Não precisa ser grossa Bianca, não quer falar, não fala! A garota riu e ele ficou sem entender.

—É o nome do lugar Zac – Eden disse rindo junto com a amiga. – É serio – continuou ela tentando segurar o riso.

Tudo girou novamente e Bonnie agora podia sentir um incessante vendaval, mesmo que ela não sentisse seu corpo e muito menos seu cabelo, ela sentia a força do vento. Zac achou que iria se machucar quando chegasse ao fim do buraco mas para sua surpresa caíram os três em uma campina verde e fofa coberta por um tipo de grama macia e muito, muito verde. Bianca caiu por cima dele e ele a segurou pelos braços. Eden caiu logo a atrás dos dois e logo se levantou tentando tirar seus cabelos do rosto que o vento local insistia em empurrar. O vento vinha de todas as direções exatamente como Bianca se lembrava, ele levava vários dentes de leões que rodopiavam lembrando pequenas fadas.

—São fadas! – admirou-se Eden – Silfos. Elas dançavam no ar formando um véu delicado e Bonnie podia sentir um aroma de flores que nunca havia sentido em sua vida.

— Que coisa linda...- balbuciou Zac, triste o bastante por não poder descrever aquela vista como algo mais que simplesmente "linda". – Como é possível?

—É o castelo de Paralda – explicou Bianca – Flutua acima do lago azul Vayu. Ela é a rainha dos elementais do ar. As Fadas.

—Como nós chegamos lá em cima? – se perguntou Eden.

— Só relaxe. – a morena disse olhando para Eden e sorrindo.

A ruiva sentiu seus pés se elevarem do chão. Zac e Bianca estavam de mãos dadas, eles pareciam se amar tanto que Eden sentiu uma pontada de inveja, ela queria alguém que olhasse para ela como Zac olhava para Bianca. Logo que estavam a metros de alturas e já acima das nuvens, Eden viu que estavam num imenso jardim suspenso com grama, pedras e estátuas de mármore. Era uma construção muito mais imponente que a do palácio que ela vivia, ela tinha o brilho do sol refletido em suas torres e grandes janelas de cristal furta cor. Com a passagem livre eles seguiram pelo imenso jardim que os separava do castelo, quando chegaram na entrada dois guardas os detiveram, eram elfos de longos cabelos, um era loiro e o outro tinha cabelo negro como ébano, Bianca ficou pensando se Paralda os escolhera de propósito como um simples artigo para decoração.

—Nós viemos ver Paralda. – disse Eden se metendo na frente de Zac.

Os dois guardas se entreolharam como se ela contasse algum tipo de piada. – Tem certeza?

— É claro que temos, você acha que viemos falar um simples "oi" e ir embora?! – Eden respondeu fechando a cara. Eles se entreolharam novamente mas dessa vez abriram passagem, os três jovens adentraram o castelo, os enormes pilares cor de marfim que contratavam com os tapetes azuis davam a sensação de imensidão ao lugar, o trono da rainha estava vazio e ao lado dele mais dois elfos que Bianca reconheceu da primeira vez que estivera lá.

—Ora, vejam quem voltou...

—Oi – respondeu ela.

—Oi – respondeu o elfo com cabelos castanhos presos com um rabo de cavalo – O que fazem aqui?

—Nós viemos ver Paralda!

—Creio que não seja possível... – falou ele – a rainha não está.

—Pra onde ela falou? – falou Eden nitidamente desapontada.

—Foi fazer compras! Pra onde você acha que ela foi garota? Uma rainha tem seus obrigações! O reino está em crize!

Eden fez um bico ela não esperava aquele tipo de resposta afinal ela era uma princesa com quem ele achava que estava falando. Uma ventania interrompeu o silencio que havia ficado no lugar. Não era um simples vento, era um vento furioso e voraz que fez bambear alguns vasos e balançar os tapetes do local.

—Bem...parece que ela acabou de chegar..

Junto com o vento uma mulher entrou, seus cabelos eram cor de prata e ela usava um vestido cinza como uma nuvem de tempestade. Ela caminhou até o elfo moreno, ele fez uma longa reverencia e ela começou a gesticular e falando: –Essa gente é louca sabia?! – gritou ela – Não querem ouvir o que eu tinha a falar. Estão loucos para declarar uma guerra! Sabe o que vai acontecer? Essa gente vai declarar guerra e quando o desequilíbrio for tão grande, eles viram correndo pedir a minha ajuda ou clamando por Rafael, ai sabe o que eu vou fazer?

Foi então que Paralda percebeu que não estavam sozinhos, ela olhou para os três que olhavam de olhos arregalados. –Que diabos são vocês ?

—Somos Zac e Bianca e ela... – a garota disse mas foi interrompida — é Eden

—Eu sei quem ela é. Estou falando de vocês.

—Não se lembra de nós. Da últimas vez que viemos, ele era um anjo. – Bianca levantou a questão e apontando para Zac.

A rainha os fitou friamente. -O que vocês querem a final?

—Queriamos seus grifos emprestados...eu preciso achar minha família, ela está perdida no seu reino.

—Ficou doida? – disse Paralda, não acreditando no que ouvia – Os grifos são os guardiões do castelo e numa guerra iminente, eles são muito necessários, mocinha! Agora se puderem voltar ao que vocês estava fazendo, tenho muita coisa a resolver.

—Mas...

— Vamos Bianca..- Zac preveniu – Chega. Bianca e Zac deram mais alguns passos a frente para se encontrar com Eden.

—Então é aqui que a agente se despede. – a morena correu para um abraço e Eden o concedeu apertando o mais forte que podia, elas haviam se tornado melhores amigas e Eden não queria dizer adeus e muito menos aceitar que nunca mais veria Bianca. Paralda olhava intrigada para as duas meninas com um certo brilho no olhar.

—Adeus Bianca – Eden disse por fim – Nunca vou me esquecer de você, nem de tudo que você fez por mim.

—Nem eu de você – Bianca sentiu um aperto no peito que nunca havia sentido antes, nem quando Zac sumira, nem quando se perdeu de seus pais.

—Adeus Zac. – Eden abraçou o garoto – Cuide bem dela.

—Cuidarei. – ele consentiu.

Ela olhou mais uma vez pra Bianca e sorriu tentando não derramar as lágrimas. Eden se virou para Paralda esperando uma resposta dela mas a rainha apenas a olhava enigmática.

—Já terminaram? — Eden assentiu com a cabeça e Paralda se virou para os elfos que estavam ao seu lado. – Muito bem, podem leva-los para o calabouço, deixem apenas a Princesa de Capitalia aqui comigo.

—Não!!- Bianca gritou enquanto era arrastada por um elfo de cabelo loiro e Zac por um de cabelos negros como a noite, Eden tentou reagir de algum modo mas foi impedida por outros dois Elfos e seguraram seus braços.

—Quando você ama alguém, eles sempre te deixam logo – Paralda disse sorrindo e olhando fundo nos olhos de Bianca e depois para Eden.

Notas finais
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