O Mundo Dos Comensais
12 12. Não me deixe morrer,enquanto vivo.
PDV Draco Malfoy.
–Pansy você está me deixando louco,por que não faz ao invés de passar horas enchendo meu saco. Ver Blaise passando por todas as coisas que já passei nas mãos de Pansy é no mínimo cômico. Embora graças ao meu Merlin eu nunca aceitei, então ela controlava um pouco mais seu gênio. Não sei se Pansy gostava mais de mim do que gosta hoje de Blaise,ou se ao contrario mas pra mim ela ficou muito mais chata agora. Sei que parece impossível,mas tenho provas dessa piora.
– Senhor Malfoy,seu pai pede que o Senhor suba até a sala dele imediatamente. Fiz sinal com a cabeça para Blaise e segui minha secretaria Karen. Nada de bom me passa pela cabeça quando meu pai me chama. Atualmente não tem vindo nada de bom dessa nossas reuniões. Entrei sem bater,pois hoje não estou muito afim de cerimônias.
– Pediu pra que eu subisse? Me arrependi de minhas palavras tão pessoais ,assim que vi Lord Voldemort sentado na cadeira do ministro. Meu pai estava em pé ao lado dele,quase me matando com o olhar.
–Pedimos,Draco. Quero tratar com você algumas coisas sobre prisioneiros. Oh meu Merlin não deixe que essa conversa seja sobre a Weasley.
– Prisioneiros? Alguém mais foi capturado? Com todas as minhas forças desejava que não,pois não estava com muito disposição para horas de interrogatórios e depois justiça por minhas próprias mãos.
– Não,temos problemas sérios em Azkaban. Alguns prisioneiros feridos,uma revolta. Um de nossos novos comensais foi rendido por 2 prisioneiros,mas incrivelmente ao invés de fugir imediatamente estes entraram em uma das celas sendo atacados por outros 3 prisioneiros. O fato é que preciso de uma equipe especializada para controlar esta situação,Travers conseguiu com a ajuda de Rabastan reverter uma parte . Mas pense comigo Draco, o que levaria duas pessoas ao invés de fugir se dispor a abrir uma cela para liberar outros 3 prisioneiros,e na hora do vamos ver fiquem por livre e espontânea vontade presos enquanto apanham dos “amigos” que se esforçaram para libertar.
– Ordem da Fênix .
PDV Gina Weasley.
A enfermaria estava uma bagunça,a ponto de Elizabeth me deixar ajudar. Antes de tudo isso acontecer comigo fiz por alguns meses o curso de medi-bruxa. Os dois prisioneiro estão em situação deplorável,foram atingidos por um feitiço que não pode ser revertido em menos de 24 horas. Sempre que Lisa dava a poção para cicatrizar o efeito nas feridas, durava meia hora e logo feridas profundas voltam a aparecer e sangrar litros. Ao mesmo tempo que atendia esses prisioneiros piores,alguns chegavam com olhos inchados e sangrando,com dentes retirados,e a cada novo prisioneiro que chegava o desespero da medi-bruxa a minha frente ficava evidente . Peguei varias compressas e comecei a fazer curativos nas feridas profundas recém abertas,deixando uma quantidade generosa de compressas na tentativa de precisar trocar os curativos pelos menos daqui a uma hora. Assim que terminei o primeiro prisioneiro comecei o mesmo processo no outro.
–Muito obrigado pela ajuda.Disse Lisa ao passar correndo por mim.
– Weasley preciso de um curativo,poderia fazer em mim? Travers estava na minha frente com o nariz machucado,um machucado que rapidamente seria curado com um feitiço,mas entendi que naquele momento Travers não queria ser mais uma preocupação para Elizabeth.
– Me desculpe. Ao encostar no nariz do comensal notei que estava quebrado e imediatamente coloquei o nariz dele no lugar,mas sendo automática me esqueci de avisar e Travers sentiu muita dor,expressada em seu rosto. Continuei fazendo meu curativo tomando muito cuidado para não proporcionar mais uma dose de dor para Travers. Neste momento,nesta confusão,fazendo curativos e arrumando ossos me senti viva,senti um poder que eu tinha esquecido que existia. Eu amo fazer isso,amo estar sobre essa especifica pressão. Gosto da sensação de missão cumprida que o fim da cara de dor de Travers me trás,junto com a satisfação de saber que terminei o curativo e que ele fora muito bem feito. Por um segundo pude lembrar de meu professor dizendo que tava 99%,pois 100% apenas o dele era. Podia ouvir minha mãe gritando por mim sempre que machucava um dedo cozinhando. Das lagrimas de Harry quando coloquei seu nariz no lugar,após Ron quebrá-lo enquanto eles jogavam quadribol com meus irmãos. Assim que terminei de colocar o ultimo esparadrapo no curativo de Travers ele saiu,e eu fiquei olhando pra baixo deixando meu sorriso escapar. Ao mesmo tempo que estas lembranças me causavam tristeza pela saudade,elas me mostram que fui feliz,meu coração se acendeu. Então ergui meus olhos e inacreditavelmente meu coração começou a bater mais forte. Malfoy me encarava tão serio quando era possível,enquanto eu mal conseguia respirar,então um flash daqueles olhos me venho a cabeça,mas eu olhava os olhos dele no escuro. Nossos olhares eram profundos, então um grito me tirou do transe. Os cortes do primeiro prisioneira estavam abertos novamente, eu previ errado o tempo que as compressas durariam,o sangue corria como se tivesse aperto uma torneira.
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