O Mundo De Caridwen

1 O estranho mundo.


Notas iniciais
Eu tinha apagado a outra história para dar espaço à essa,então vou escrever essa história com muito carinho ^-^

“Que quente está aqui...”

“Tem areia abaixo do meu corpo”

“Onde estou... ?”

–Ei ! Você está bem ? –Falou a garota de voz amigável.

–Huh... ?

A jovem de cabelos azuis,pele clara e olhos monocromáticos sacudia a garota que estava deitada sobre a areia do deserto em que estava.

–Acorde ! –Gritou a moça.

–O-onde estou... ? –Disse a garota que estava adormecida.

–Que estranho... Nunca tinha a visto antes por aqui,você por acaso veio da nação de Ruriel ?

–R-Ruriel... ? Desconheço este nome.

–Talvez então de Iloah ?

–Não. –Falou a jovem esquecida.

–Elisia ?

–Me desculpe,mas creio que não pertenço à lugar algum que mencionou...

–Lembra-se de seu nome ?

–Meu nome... Meu nome... Não,acho que devo ter esquecido,mas está aqui,em minha mente,só não pude resgatá-lo...

–Tudo bem,minha vila fica aqui por perto,vou levá-la para cuidar de você,apesar de você ser uma estranha.

–Obrigada. Aliás,poderia dizer qual o seu nome... ?

–Mari,chamo-me Mari.

A jovem chamada Mari colocou a garota sobre seu ombro e a ajudava andar até a vila em que vivia.

Era um lugar cheio de alegria,mulheres andavam com roupas coloridas e de vários modelos,seus cabelos sempre presos ou então soltos com algum acessório. Os homens vinham com calças e camisetas apenas,outros então tinham seu estilo próprio,um lugar um tanto tecnológico,cheio de magias e afins. Mari como já conhecia aquele lugar,e a garota que estava em seus braços estava boquiaberta com tudo o que via,parecia que havia acabado de nascer e começou à conhecer o mundo.

–Este lugar é o centro de Caridwen,o nosso mundo,e seu nome é uma homenagem à deusa Caridwen,nossa deusa da vida e da morte,o balanço do mundo. –Explicou Mari.

–Entendo.

–Apesar que eu não creio nela,meus estudos chegaram à essa conclusão,então as pessoas às vezes me evitam por isso.

–Por quê ?

–Elas creem fielmente em Caridwen,sem que soubessem ou não sobre sua existência,ou ao menos questionar à si mesmo sobre isso.

–Ah,então elas não respeitam sua opinião ?

–Quase isso,mal tenho amigos para dizer a verdade por causa disso,mas digamos que eu conheci à eles em um lugar muito distante daqui.

–Então você é uma renegada e excluída da sociedade ?

–Obrigada por sua sinceridade garota-sem-nome.

–Perdão.

–Bem,chegamos em minha casa,acho que você poderá dormir em meu quarto se permitirem. –Falou Mari apontando para a sua casa que era grande e espaçosa.

–Obrigada por isso.

–Não se preocupe,vou deixá-la em casa e vou para o meu colégio,quando voltar vou estudá-la e ver se consigo descobrir algo sobre você,e tentar ajudá-la à recuperar suas memórias.

As duas garotas entraram na casa enorme e logo viram alguns dos empregados que ajudam na limpeza do ambiente. A “garota-sem-nome” ficava mais maravilhada ainda com tudo aquilo que via,um belo lustre,a bela mesa de centro,um sofá em L,e logo viu uma escadaria que ia para os quartos. Mari então mostrou-lhe o caminho para a sala de trabalho de seu pai,que estava ocupado.

–Papai ? –Falou Mari entrando na pequenina sala.

–O que desejas minha filha ?

–Encontrei uma garota perdida sobre o deserto.

–Pobrezinha,estava morta ?

–Claro que não papai,ela está viva,e a trouxe comigo até que retorne suas memórias.

–Tudo bem,deixe-a aqui,desde que ela não me dê tanto trabalho.

–Obrigada.

Mari continuou o caminho com a garota,então mostrou-lhe ao quarto. Seu quarto era realmente grande,sua cama tinha uma cortina,um grande armário,logo era uma suíte,e perto do armário uma estante lotada de livros de todos os tipos,de vários autores.

–Uau ! É realmente grande. –Falou a “garota-sem-nome”.

–Pra mim nem tanto,se quiser tem roupas no armário,pode descansar em minha cama,para diversão tem livros,se estiver com fome peça aos empregados. –Avisou Mari.

–Mas eles irão me atender ? Não moro aqui.

–Está tudo bem,você viverá aqui até eu descobrir de onde veio e seu nome. E vou escrever um bilhete,entregue-o para algum empregado,e eles irão trazer algo para você se alimentar.

A azulada escreveu em um papel delicado com uma caneta roxa o bilhete,então o entregou para a jovem,que admirava sua letra por ser tão bela.

–Apenas entrego isso ? –Perguntou a moça.

–Sim,apenas isso,e diga o que quer. –Respondeu Mari. –Agora se me der licença,devo ir ao colégio,espero que fique bem,e se você se lembrar de algo,quando eu voltar,diga-me,e não me esconda nada,tudo bem ?

–Okay,vou tentar me lembrar.

Mari logo saiu pela porta e a “garota-sem-nome” ficou lá sozinha,e então decidiu dormir,achava que iria ajudá-la para lembrar-se de algo.

A garota deitou-se sobre a cama de Mari,sua cama era tão macia quanto uma nuvem,e realmente muito confortável para ela,muito diferente da areia em que estava adormecida,então a jovem adormecia aos poucos.


Notas finais
Espero que tenham gostado da história *-*