O Momento dos Exilados
O Momento dos Exilados

O Momento dos Exilados

No princípio, havia o nada. A inteligência veio depois. Não estava sozinha, uma vez que não era única. Havia o homem e havia Deus. Reconheceram-se e admiraram-se simultaneamente. Talvez um dos dois tivesse surgido antes do outro. Meio segundo? Milésimos de segundo? Não se sabe. Fato é que O homem criou Deus e Deus criou o homem. Múltiplos eram os homens. Múltiplos eram os deuses. E a criação caminhou da melhor forma possível na interação dolorosa entre as inteligências.

A complexidade era inevitável e os resultados, incalculáveis. Panteões nasceram, prosperaram e morreram. Deuses, poderes supremos foram elevados e esquecidos pelas civilizações que igualmente desapareciam. Mas se o homem é eterno, os deuses também. E viveram como puderam, todos eles, em um mundo cada vez mais populoso daqueles que um dia foram divinos, os exilados. Enquanto as pessoas migravam, deuses desconhecidos se misturavam, se transformavam em outros e os planos, antes estanques e perfeitos, agora se sobrepunham.

Uma anormalidade, como não poderia deixar de ser, iniciou um processo corrosivo nos planos divinos e terrenos e, em pouco tempo, um Poder se sobrepunha a todos os demais. As inteligências, que sempre se respeitaram, finalmente se uniram, e da união, desapareceu a admiração. Um entre os vários exigiu o que até então não havia surgido: a exclusividade sobre a divindade. Foi então que algo impensável passou a acontecer: deuses começaram a morrer.

Acuados, exilados, destituídos, eles se reencontram, se reconhecem e se enfrentam naquela que será a batalha pela existência, pela continuidade, pela liberdade da tirania daquele que, entre deuses, coroou-se um deus.
R R Mariano

Sinopse

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Escrito por
R R Mariano


Classificação 16+
Livro em andamento
Publicado em 7 de jul. de 2014, 04:12
Atualizado em 7 de jul. de 2014, 04:12
3084 palavras

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