O Mito do Olimpo
8 O Outro lado
Notas iniciais
O dormitório de garotas e garotos é separado um do outro. O dormitório feminino é bem grande, o chão era de madeira, as paredes brancas, as janelas estavam abertas, vi uma imensidão de árvores e logo após, veículos passando pela estrada. Coloquei a minha mochila em uma das camas que estavam vazias, Lorranea escolheu a cama que ficava ao meu lado esquerdo. Do lado direito da minha cama era a cama de Lorena. Conversamos sobre várias coisas, depois da meia-noite fomos a biblioteca, lemos alguns livros, a biblioteca era bem grande, as prateleiras repletas de livros e seus respectivos temas, das quatros janelas que estavam fechadas, uma estava aberta. Olhei para fora, vi que estava chuviscando, olhei para uma estrada que dava para dentro da floresta, havia uma luz lá que estava piscando sem parar. Senti o ar frio no meu rosto, tremi e me arrepiei. Voltei até as garotas. Não havia professor que ficasse lá àquela hora. Depois de alguns minutos fomos em direção ao dormitório. Deitei em minha cama, coloquei o rosto no travesseiro e cai no sono. No outro dia acordei-me ainda com sono, reparei que fui a primeira a me levantar, algumas garotas já estavam acordadas, mas com preguiça de se levantar. Peguei minha escova de dente, algumas roupas e fui até o banheiro. Escovei os meus dentes e fiz o que tinha que fazer. Alguns minutos depois, encontrei Lorranea quando estava saindo do banheiro. Estava começando a chegar mais garotas lá. Esperei Lorranea, Lorena estava comigo aguardando Lorranea. Descemos em direção a o Refeitório, o corredor do refeitório é bem grande, havia várias portas, olhei para dentro de uma das salas, o abrigo parecia mais uma escola integral, os professores estavam dando aulas. Raphael estava com um grupo de garotos conversando, olhei para ele e desviei o olhar. Ele me olhou e me mandou um beijo, Ignorei. Sentei-me bem distante dele, Lorranea, Lorena e eu esperamos servirem o café da manhã. O Café da manhã foi composto de pães, sopa, batata fritas, hambúrguer, suco de acerola e bolos. Terminei a refeição, comi muita coisa mesmo, faz algumas semanas que não como tão bem assim. As 10h00min da manhã, Félix avisou-nos por meio dos alto-falantes para irmos até as ruínas do Oráculo. Ficava em um lugar afastado, por de trás do abrigo, em uma montanha. Fui com Lorena, Lorranea e um grupo de garotas e garotos que estavam indo na frente em direção ao templo. A estrada estava um pouco molhada, notei que no caminho para as ruínas, havia uma cachoeira com águas cristalinas. Atravessamos uma ponte de madeira, abaixo da ponte, ficava um grande rio. Depois de atravessar a ponte, a estrada começou a subir. Já estávamos na montanha, na metade do caminho, havia uma árvore de figueira. A Grama estava seca, reparei um pouco na figueira.
— Linda figueira não é? – Diz um garoto de cabelos negros, curto, pele clara, e corpo esguio.
— Sim. – Digo olhando para os olhos castanhos dele.
— Dizem que esta figueira existe desde o tempo de Perseu e, que ela tem propriedades mágicas. – Ele respira ofegante. Já estava cansado de subir aquela estrada.
— Que tipos de propriedades mágicas? – Pergunto curiosa.
— Tem poder curativo. Pode curar qualquer doença, dizem que a árvore, antes era uma árvore qualquer. Mas depois que o líquido que estava no cálice do Santo Graal caiu nas raízes da árvore, ela agora tem poderes curativos, se for destruída ela é regenerada automaticamente. – Diz o garoto chamado John.
O Templo era circular e estava em ruínas, no centro das ruínas havia um pequeno círculo com um cálice dourado que possui no meio, uma pedra vermelha. Ao redor do círculo havia algumas fendas retas que davam para outros círculos com nomes gregos, pensei provavelmente que era nome de deuses. O Diretor Félix ficou em pé, perto do cálice. O Primeiro a ser sorteado foi Raphael; Sim, era por sorteio. Félix deu a ele um punhal grego de tamanho médio, nem grande nem pequeno. No punhal, havia algo ao redor dele, parecia mais com uma cauda, para mim. Raphael seguiu até o centro do círculo em que estava o cálice e fez um corte em sua mão. O Sangue começou a escorrer da sua mão e caiu no cálice, transbordou e seguiu pelas pequenas fendas que havia no chão até chegar aos círculos, o sangue foi absorvido pelo círculo e um deles brilhou. O Sangue que estava no cálice evaporou e formou-se uma fumaça vermelha nos céus. Félix olhou para o círculo que estava brilhando, se aproximou e fez a leitura.
— ZEUS! – Félix gritou e o céu trovejou. A “Platéia” aplaudiu. Logo após foi a vez de Lorranea, Raphael ficou sentado do meu lado, viu que eu estava tremendo-me, segurou as minhas mãos. Lorranea fez o mesmo, O Círculo brilhou e o sangue evaporou.
— HERA! – Félix grita e a sensação de calor em todos aumenta. Em mim não. Agora era minha vez, fiquei nervosa ao extremo que quase não consegui sair do lugar em que estava.
— Boa Sorte. – Raphael aperta minha mão. Meu coração gela. Não sabia o motivo de ficar tão nervosa.
Levantei-me e fui até o centro da ruína, Félix deu o punhal a mim, hesitei em fazer um pequeno corte em mim, com dificuldades, cortei-me. O meu sangue começou a cair no cálice, o sangue transbordou e caiu no círculo, seguindo pelas pequeninas fendas até chegar a um círculo afastado dos demais. O Círculo que brilhou era diferente dos outros, ele estava com uma pequena rachadura, quase não dava para notar. Félix arregalou os olhos ao ver qual dos círculos brilhou.
— FROST! – Félix grita e um frio terrível invade o local, fazendo mal aos outros, menos a mim. Algumas árvores ficaram congeladas.
A Cerimônia foi encerrada. Félix chamou-me para ir até ele, alguns alunos ainda estava conversando.
— Sim, Diretor? – Digo.
— É... Frost, Ele é seu deus grego. É muito raro ver alguém que tem este deus, na verdade não existe ninguém a não ser você, até agora. E... Além disto, pessoas que tem este deus estão destinadas a futuros terríveis em sua vida. – Félix diz nervoso.
— Por quê? – Pergunto.
— Não se sabe o motivo... – Félix treme. O silêncio invade o local.
— Tem algo que quer me dizer? – Pergunto. Félix se cala. Sem resposta e só com olhares, saio da presença do diretor e vou até Lorena que estava conversando com Lorranea. As duas estavam sentadas esperando por mim.
— Seu deus é de primeira hierarquia... Não tem ninguém desta hierarquia. – Lorena se levanta e caminhos para fora das ruínas
— Hierarquia? Como assim? – Pergunto olhando para o cálice.
— Existe ao todo, cinco hierarquia, a quinta é formada por deuses mais fáceis de encontrar, a quarta é fácil, a terceira é um pouco raro, a segunda é rara, a primeira é raríssimo. – Diz Lorena me olhando.
— Zeus é de primeira hierarquia? – Digo.
— Segunda. A Primeira é formada por deuses primordiais, alguns dizem que o FROST é o mais antigo dos deuses. – Responde Lorena.
— O que são deuses primordiais? – Pergunto.
— São e foram os primeiros deuses a existirem. – Lorena me olha.
— Então a segunda hierarquia é formada por Zeus, Hades e Poseidon, não é? – Pergunto.
— Sim... Mas... Não repita o nome do Senhor Do submundo novamente... É agourento. E têm vários outros motivos para não o chamarmos pelo nome. – Lorena responde me olhando. Lorena me disse que havia um grupo de estudo de deuses naquela hora. Fui com ela.
Fomos para um grupo de estudo de deuses, o povo tinha medo de mim depois de saberem qual o meu deus grego. Vou ter que me acostumar para chamá-lo de pai.
— Lorena, eu me esqueci de perguntar, qual é sua deusa ou deus? – Pergunto.
— É Deméter, deusa da agricultura e da terra. –Lorena senta-se no chão formando um círculo juntamente com os outros alunos olho para ela. — Do Thomas é Anfitrite, uma das deusas das águas. —
Alguns dos amigos do Raphael estavam lá, perguntei onde ele estava, mas disseram várias coisas então parei de me preocupar com ele um pouco. A Tarde no grupo de estudos foi ótima, conhecemos as nossas divindades, nossos elementos, havia um garoto que possuía como pai, o deus da guerra, Ares. O Garoto se chamava Alessandro. Ele era branco, cabelos lisos, olhos verdes e aspecto físico do corpo forte. Reparei nele por um tempo. Lorena me deu um formulário de inscrição para entrar no grupo de estudo de deuses, escrevi tudo o que pedia e devolvi o formulário para ela. Ela me entregou um cartão de identificação. Ela me disse que eu tinha que usar ele agora em diante. As 16h00min o encontro do grupo de estudo de deuses acabou, seguia das 13h00min até as 16h00min. Após isto fui procurar Raphael, mas não o encontrei, decidi ir até a biblioteca para encontrar algum livro falando sobre meu deus grego. Com uma enorme dificuldade encontrei o livro falando sobre ele. Estava lá em cima da prateleira, olhei se tinha alguém perto e subi em uma das cadeiras para pegar o livro. Peguei o livro, mas me descuidei e cai, alguém me segura nos braços. Era o mesmo garoto do grupo de estudos.
— Obrigada... – Olho para os olhos dele.
— De nada. – O Silêncio invade o local onde estávamos. Até que ele me pergunta algo. — Você é a novata daqui do abrigo e do grupo de estudos, não é? – Ele me olha com um olhar sereno.
— Sim... – Digo. – Poderia, por favor? –
— Ah Claro. – Ele me põe de pé. – Como você se chama? –
— Alessandro. – Diz ele. – Crystal não é? –
— Sim... – Digo colocando o livro sobre meu deus grego na banca.
Ele olha para o livro.
— Seu deus é o primordial FROST? – Pergunta ele.
— Sim. Lorena me disse que o seu é Ares não é? – Digo.
— Isto mesmo. – Ele responde.
— Estou procurando algum livro para ler... Quer me dar uma ajuda? – Diz Ele.
— Sim. – Digo.
Pego o livro que havia escolhido. Alessandro escolhe um livro sobre romances gregos. Senta-se ao meu lado e conversamos sobre várias outras coisas que eu ainda não sabia. Ficamos um bom tempo conversando na biblioteca. Descemos a escada da biblioteca e fomos para o salão principal, depois seguimos em direção ao refeitório. Sentamos juntos, logos após foi Lorranea que veio até de nós. Ela se senta ao meu lado e diz que estava a minha procura e da procura de Raphael. O Refeitório foi esvaziando e ficamos nós três conversando sobre algumas coisas lá. Alguns minutos depois, Raphael chega.
— Crystal? – Raphael me abraça.
— Oi... Estava te procurando a tarde toda, onde você estava? – Pergunto.
— Estava com a Sra. Hawkins. – Lorranea dá o lugar dela e se senta ao lado do Alessandro que observava a gente.
— Crystal? – Diz Alessandro.
— OI? – Pergunto.
— Vou indo. Amanhã no campo de treinamento nós nos vemos, certo? – Ele sorri.
— Sim... — Ele dá um beijo em minha cabeça e se retira de nossa presença.
— Quem é esse cara? – Raphael fica com ciúmes.
— É um amigo, por quê? — Não ligo para ele.
— Ah. – Ele fica vermelho. Percebi que estava com ciúmes por causa de um beijo.
— Sério, vai começar? – Ele não me responde e vai embora sem falar nada.
— Nossa... Ele está com ciúmes... – Diz Lorranea. – Acho que você está sendo disputada. –
— Foi só um beijo. – Digo.
— Certo. – Lorranea ri.
— Ah sério, para. Quero pensar. – Digo tentando pensar.
— Tudo bem. – Responde Lorranea.
Fiquei um pouco atordoada, você brigar com seu namorado por causa de um beijo na cabeça... Acho que se alguma garota fizesse o mesmo com ele, ficaria do mesmo jeito que ele está. Fui para o dormitório, peguei uma roupa e fui para o banheiro tomar banho. Voltei e coloquei minha cara no travesseiro e cai no sono. No meio da madrugada, acordo-me com o barulho de alguém abrindo a porta. Levanto-me, mas só vejo um vulto negro que estava parado na porta, ele sai da porta do quarto, levanto-me, calço minhas sandálias, pois o chão estava muito frio e sigo o vulto, ou seja lá o que fosse. Acho que se alguém me encontrasse no meio do corredor naquela hora, com certeza ia dar problema para mim. Andei sem fazer nenhum barulho, o vulto saiu por uma porta que havia por de trás do abrigo, estava um frio danado lá fora, mesmo assim o sigo. Ele para em um poço e desaparece, olhei para dentro do poço e joguei uma pedra lá para vê se tinha fundo, não ouvi o barulho da pedra. Com certeza não havia chão.
— O Poço das almas perdidas. – Diz alguém, viro-me e vejo que era Alessandro.
— Quê? – Digo em tom baixo. Ele se aproxima de mim e olha para o fundo do poço.
— Dizem que este poço é uma das entradas para o submundo, é muito difícil achar este poço... Como você o achou? – Pergunta ele a mim.
Não respondo.
— Você viu uma alma perdida... Não foi? – Ele me olha. Meu olhar fica fixo no poço.
— Acho... Acho que sim. – Respondo olhando nos olhos verdes dele.
— Dizem que quando se vê uma das almas perdidas, ou se acha este poço, é por que tem alguém que morreu precisando de sua ajuda... – Diz Ele.
— Então, este é um dos tais portais para o submundo? – Pergunto observando a imensa escuridão da noite.
— Dizem que é sim, um dos portais para o submundo. – Ele me corrige.
— Então tem alguém precisando da sua ajuda não é? Você também encontrou... – Digo.
— Talvez. Na verdade, te segui. Ouvi alguém saindo do dormitório, como sou um garoto muito curioso, levantei-me e fui ver quem era. — Alessandro se aproxima de mim, me olhando olho a olho, Estávamos agora praticamente colados. Ele me beija. No começo eu aceitei, mas lembrei de Raphael e pedi para ele parar imediatamente.
— Não faça mais isso... Ok? – Digo. Ele não responde, voltamos para dentro do abrigo, ele foi para o dormitório masculino, fui para o feminino. Fui a primeira a acordar, fiz o que tinha de fazer, sentei na cama e fui ler o livro que tinha pego na biblioteca. Depois Lorena acordou e foi até mim. Fui ao banheiro, tomei um banho e espantei-me quando vi em meu ombro direito uma pequena marca de geada. Espanto-me e vou até Lorena, pois com certeza ela sabe o que poderia ser aquilo. Ela estava arrumando sua mochila.
— Lorena! – Digo assustada.
—?! – Ela também se assusta.
— Que porra de tatuagem é essa em meu ombro? – Mostro a ela.
— Crystal! Hoje vai ter treinamento... – Lorena me olha.
—... – Espero a resposta.
— Você já recebeu sua marca? – Diz ela. – Quando se descobre seu elemento e deus grego, você ganha uma marca em alguma parte do corpo. Toda a marca tem um significado. Todas são diferentes, mas nem sempre. Podem ter a mesma aparência mas o significado é outro. –
— Como descubro o significado da minha? – Pergunto.
— Não tem como. Só o seu deus sabe o significado. – Diz ela. Lorena percebe que eu estava um pouco triste.
— O que está acontecendo? Conta-me. – Lorena senta ao meu lado.
— Estou preocupada, será que Raphael ainda está de mal comigo... – Digo.
— Fale com ele. Assim nunca saberás. – Ela me responde.
— Vou ir até ele, depois te encontro. – Vou em direção ao dormitório masculino. Vou até a janela que dava para ver aquele poço, estava fazendo calor. Procuro o poço com os meus olhos, mas não o encontro, ele havia desaparecido. Meu olhar fica fixo a onde ele estava por um tempo.
Thomas estava fazendo alguns cálculos matemáticos, fui até ele.
— Thomas, você viu Raphael? – Thomas se assusta, pois estava distraído.
— Ele saiu... Não sei para onde foi, mas se eu ver ele por ai eu digo que você está a procura dele. – Thomas olha para mim. Saio sem responder, mas volto até Thomas novamente.
— Qual das camas é a dele? – Pergunto e Thomas me diz qual é a cama dele. Vou em direção a ela, estava arrumada, a mochila dele estava em cima da cama, sento na cama e abro a mochila para vê o que tinha dentro. Havia um caderno e um livro. Pego o livro para ver o índice. Quando abro o livro, havia uma foto minha dentro. Pensei e repensei no que aconteceu ontem. Revirando a mochila novamente, encontro um maço de cigarros. Quando vi aquilo, fiquei tão irritada que andei a escola toda a procura dele sem perceber. Não entendi o motivo de estar tão irritada, já que não era eu que estava me matando. Encontro ele perto da ruína do oráculo, ele estava sentado de costas. Ele escuta passos e se vira.
— Crystal... – Ele se levanta.
— Crystal? O que é isto aqui?! – Retiro o maço de cigarros do bolso. – O que é isto? Você ainda ta usando isso por minha causa? –
— Desculpa. – Ele começa a olhar para os lados.
— Desculpa uma porra! Não quero um namorado se matando por minha causa! – Fico vermelha. – Você se tornou um viciado não é? Pode estar usando outras coisas também... –
— Quê? Não... Prometo desta vez que vou parar. – Diz ele.
— Se você me ama mesmo vai fazer o que pedi. – Arremesso o maço de cigarros para longe. – O que está fazendo aqui? –
— Pensando um pouco... Cadê o seu amiguinho que te beijou ontem? – Pergunta ele.
— Deixa de bobagem! Foi só um beijo na cabeça. Amo você e não ele. – Abraço ele.
Raphael me abraça suspirando e acariciando minha cabeça.
— Eu te amo. – Diz ele me abraçando fortemente.
Fomos em direção ao campo de treinamento, ele era cercado por cercas de madeira, havia vários alunos com coletes para se proteger acho que de ataques de outros alunos, ou... Entramos no campo, assim como no dormitório, os meninos e meninas treinavam separados. A Instrutora das garotas era uma moça adulta, possui 24 anos, cabelo castanho e em forma de rabo de cavalo, olhos pretos e pele clara. O nome dela é Sarah. Lorranea chega logo após de mim.
— Coloquem estes coletes. – A Instrutora dá a nós os coletes.
— Por quê? – Pergunto.
— Para se protegerem dos ataques dos outros. – Diz ela. – São novatas vocês? –
— Somos sim... – Respondo.
— Entendi, no começo é um pouco difícil você tentar controlar as suas habilidades, mas com o tempo vocês vão se acostumando. – Diz Sarah. – Quais são os deuses de vocês garotinhas? –
— O Meu é FROST, o dela é Hera. – Digo.
— FROST? Sigam-me. Já que ainda não sabem controlar, é melhor ficar longe um tempo destes que já sabem. – Diz Sarah. Fomos com ela até o outro lado do campo de treinamento, o lugar onde fomos era completamente parecido com Stonehenge.
— O Primeiro passo é concentração. Você tem que estar ligado com seu deus para ativar seus poderes. – Diz Sarah.
— Eu achei que aquela tal cerimônia já ativava os nossos poderes. – Diz Lorranea.
— Não, aquela cerimônia é para descobrir seu elemento e deus grego. – Sarah faz um círculo pequeno no centro da cópia de “Stonehenge”. – Tentem imaginar um círculo mais ou menos assim, girando dentro de vocês, cada vez que ele girar, mais rápido, cada vez mais rápido, e brilhando. – Diz Sarah. – É melhor em “posição de meditação”. –
Faço o que Sarah disse. Sento-me no chão, em posição de meditação, tento deixar minha mente em branco, mas não paro de pensar naquele vulto negro. Lorranea por outro lado, já era mais concentrada nestas coisas, então conseguiu muito mais rápido que eu. O Calor estava muito grande por causa de Lorranea. O Relógio deu 18h00min e eu ainda estava lá.
— Mais alguém passou tanto tempo para acordar as habilidades assim que nem eu? – Pergunto.
— O Último recorde foi de uma hora, agora é este seu que já faz... 8 horas. – Sarah diz.
Consigo me concentrar. Fiz o que ela havia dito. Sinto um frio percorrendo pelo meu corpo, arrepios, Sarah disse que este era o poder do meu deus grego. Abro os meus olhos, a grama estava congelada, uma nuvem com neves caindo se formou em cima de mim. Sarah estava com um frio terrível então se distanciou de mim. Levantei-me, a nuvem se desfez, mas o frio permaneceu. Tentei conter aquele frio e consegui.
— Parabéns. — Sarah aperta minha mão.
— Amanhã começaremos o controle de habilidades e o envio dos seus dados para a federação do mundo mágico. – Diz Sarah.
— Instrutora qual o seu deus grego? – Pergunto.
— Atena. – Diz Sarah.
Entramos no abrigo, já era 19h00min da noite. Ela vai para o dormitório dos professores e eu fui para o refeitório, tomei café e fui andar por aí. Fui a um lugar distanciado do abrigo, andei por um tempo e acabei tropeçando em uma pedra. Achei que era pedra, mas liguei a lanterna do celular e era na verdade, um alçapão. Tentei abrir, mas como não tenho muita força física, congelei o cadeado, e ele acabou se quebrando. Abri a porta do alçapão e vi que do lado tinha uma escadaria, usei a lanterna para ver o que havia lá em baixo. Havia um pouco de água. Como sou muito curiosa, desci a escada. Quando cheguei lá em baixo, a água molhou um pouco a calça jeans que eu estava trajando. Pela formação rochosa eu achei que era uma caverna, depois vi que aquele lugar dava em outro, a minha frente havia um caminho, coloco a lanterna do celular a minha frente e começo a andar. No final do caminho, havia uma porta redonda. Tentei abrir, mas não consigo. Congelo a fechadura que se quebra e a porta se abre. Entro naquela sala, estava com muita poeira, espirrei algumas vezes, havia formigas, baratas e outros bichos. Havia também um túmulo, o lugar era espaçoso, grande e havia uma escadaria que dava para algum lugar do abrigo. Soube que era o abrigo, pois consegui ouvir o barulho de alunos conversando lá em cima. Aproximo-me do túmulo,
“Aqui jaz, Félix Vincent”
“15/10/1840 — 06/06/2026.”
Espantei-me, pois era o mesmo nome do diretor do abrigo, mas eu não sabia o sobrenome dele. E se fosse o mesmo nome? Coincidência? Como ele está morto aqui e vivo lá em cima? Penso mil coisas ao mesmo tempo e não consigo me concentrar. Vejo que havia outra escada que dava para o abrigo, subo ela, e eu acabei entrando no porão do abrigo. Havia inúmeros troféus, premiações, fotos de antigos alunos... Perguntei-me o porquê de isto está no porão. Procurei para ver se achava algo de meus pais. Acabei encontrando vários troféus e premiações para os meus pais, os de Lorranea e os de Raphael.
“Primeiro, segundo e terceiro lugares dos vencedores do clube de magia: Aura Gutterman, Newton Austin, Louise Oliver.
“Primeiro, segundo e terceiro lugares dos vencedores do clube de alquimia e feitiços: Newton Austin, Mia Van Pierre, Roger Louis.
“Primeiro, segundo e terceiro lugares dos vencedores do clube de habilidades sensoriais: Aura Gutterman, Roger Louis, Mia Van Pierre.
Havia várias outras premiações... Vi outra porta que dava direto para o abrigo abri a porta devagar, pois vi que dava em alguma sala. Era a sala do Félix. Ele estava conversando com alguém...
— Mestre... Não se preocupe, há vários outros daimons de olho na garota. – Félix conversa com uma voz na sala... Reparo que ele estava com um pequeno globo, dentro do globo havia uma nuvem escura.
— Vocês já descobriram o paradeiro da caixa? – Pergunta uma voz horrenda.
— Não... Senhor... Calma, as coisas não são tão fáceis assim... – Félix fica nervoso.
— Estamos à procura da caixa há dezesseis anos e até agora nada! – A Voz se irrita.
— O Verdadeiro poder da garota ainda está adormecido, não precisa se preocupar. – Diz Félix.
— Eu sei, mas... O Quanto antes de eu possuir a caixa, melhor. Algumas coisas estão andando como eu previ. É Somente uma simples questão de tempo... – A Voz ri.
— Desta vez, os guardiões da caixa não prevalecerão! – Diz Félix.
— Tome cuidado com a garota, ela tem que ser morta o quanto antes. – A Voz fala em um tom alegre.
— Sim... Mas, a federação dos clubes mágicos, também está à procura da caixa. Ah, e da garota também. – Félix fica nervoso.
— Mas isto é no mundo da magia. Aqui praticamente eles não têm poderes. Aqui também meus poderes são limitados. Neste mundo a magia é praticamente extinta. – Diz a voz.
— Tome cuidado. Você é a minha melhor cria. Tome cuidado com o garoto dos raios também, ele não aparenta ser uma ameaça, mas é. – Diz a Voz. – Em breve retornarei em busca de mais notícias. Tente achar o paradeiro da caixa o mais rápido possível.
E Então, aquela escura nuvem dentro do globo desaparece. Eu estava olhando tudo, abismada. Pensei que talvez aquela voz pudesse ser do “Senhor do Submundo”, Hades. Mas, eu ouvi dizer que o abrigo tem proteção, dos deuses e de outras federações mágicas. A Ameaça então, não poderia entrar no abrigo... Talvez. Félix sai da sala, espero alguns minutos para subir até a sala, não ouvindo e nem vendo ninguém, subo e vou até a porta. Quando me virei para fechar a porta, Félix chega.
— Olá Senhorita Crystal, o que deseja? – Félix dá um sorriso enorme.
— Eu achei que o senhor estava aqui, cheguei agora mesmo, como não vi ninguém, eu saio da sala. Queria saber onde fica o dormitório da Instrutora Sarah. – Digo inventando uma mentira.
— No dormitório dos instrutores. – Ele dá um sorriso maior ainda. – Mais alguma coisa, Senhorita? -.
— Não, Obriga diretor Félix. – Dou um sorriso sonso.
Ando até o outro corredor e acabo esbarrando em Raphael.
— Amor!? Onde você estava? – Pergunta Raphael.
— Eu... Estava, na sala do diretor. – Digo.
— Ah... – Diz Raphael.
— Preciso falar com você... – Olho nos olhos dele.
— Pode dizer então. – Diz ele.
— Aqui não. Vem me segue. – Digo a ele.
Fomos para a biblioteca, naquele horário estaria quase vazia. Mas mesmo assim, fomos a um lugar bem escondido da biblioteca. Sentamos em uma das cadeiras que estava lá.
— Pode falar. – Raphael olha para os meus olhos.
Penso antes de dizer a ele. Algo dentro de mim dizia para eu não contar nada a ele. Não agora.
— Estou achando... Que o abrigo está sendo assombrado por fantasmas... – Invento uma mentira qualquer.
— E o que te leva a acreditar nisto? – Pergunta ele.
— Por que, eu vi alguém desaparecer bem na minha frente... Era um homem, velho. Parecia ser da época da segunda guerra mundial... – Mas... Eu acho que foi só impressão minha mesmo. – digo.
— É... Pode ser. – Diz Raphael.
Levanto-me, Raphael e eu fomos para o dormitório, Me despedi dele por meio de um beijo.
Entro no dormitório e deito-me na cama, caindo no sono.
No outro dia acordo-me, faço a minha rotina de sempre. Vou para o refeitório, Lorranea, Lorena, Thomas e Raphael ainda não estavam lá. Sento-me em um dos lugares que havia “pouca gente”. Rapidamente, onde eu estava, começou a chegar mais pessoas. Eu não me sinto muito bem em “lugares movimentados” prefiro a solidão. Uma garota pequena, acho que tinha 14 anos de idade, mulata e de cabelos crespos, com dois brincos de argola na orelha fala comigo.
— Oi, Qual seu nome? – Pergunta ela.
— Crystal, e o seu? – Digo.
— Trish. – Responde ela. — É verdade... Você é a guardiã da caixa? –.
— É... Sim... Eu acho. Qual sua idade? Eu nunca te vi no dormitório... –
— Ah, entendi. Tenho 17 anos. É que eu cheguei aqui no abrigo ante ontem. Por isso estou tentando fazer amigos. – Diz Trish.
— Ah... Você já sabe qual seu deus ou deusa grega? – Pergunto.
— É Ártemis. – Diz Ela. – Sou filha de Ártemis. E você? -
— O meu é FROST. – Digo.
As pessoas que estavam na mesma mesa que eu e Trish, me olham.
— Oh! Eu ouvi dizer que ele é o mais antigo e poderoso dos primordiais não é? – Pergunta Trish.
— Sim... – Digo.
— Nossa! Uma trouxa de FROST! – Diz uma garota de cabelos cacheado e pretos, olho preto, pele morena clara diz a mim.
— Eu não sou trouxa. E qual o problema de ele ser meu pai? – Pergunto.
— Nenhum, queridinha. Sou filha de Artémis. – Diz Ela.
— Que bom para você. – Respondo.
Thomas abre a porta do refeitório, ele vinha acompanhado de Lorranea e Lorena. Eles vêm a minha direção.
— Bom dia! – Digo.
— Bom dia! – Respondem eles.
Sentam-se ao meu lado, rapidamente fizeram amizade com Trish. Tomamos café da manhã, Raphael ainda não havia aparecido no refeitório. Trish, eu e os outros fomos para o campo de treinamento. Amanhã seria o dia do grupo de estudo, aulas de alquimia, aulas de magia e aprendizado da linguagem grega. A Estrada para o campo de treinamento estava um pouco molhada. O Campo de treinamento fica alguns minutos após das ruínas do oráculo, eu não tinha reparado nisto. A Estrada é asfaltada, eu acho que havia chovido de madrugada. Chegando lá, o treinamento de hoje era com garotos e garotas. O nome do instrutor masculino é Josuah. A Aula para os outros era Esgrima. Sarah nos vê e pega os coletes, vindo em nossa direção.
— Bom dia, Jovens. – Diz Sarah dando a nós os coletes.
— Bom dia. – Dizemos.
— O Raphael não vem hoje? – Sarah pergunta.
— Eu não o vi hoje. – digo.
— Lorranea e Crystal, venham comigo. Vocês fiquem aqui no treinamento de esgrima com o instrutor Josuah. – Seguimos Sarah e fomos em direção a “cópia de Stonehenge” Chegando lá, Sarah traçou o mesmo círculo no chão, sendo que maior.
— Vamos esperar Raphael. – Diz Sarah. Enquanto ele não chegou, ela nos deu algumas dicas para o controle dos nossos poderes e para termos uma concentração melhor. Depois de 25 minutos Raphael chega. Ele estava com uma calça Jeans, uma camisa azul, um casaco branco e estava com sapatos. Ele falou comigo, com Lorranea e esclareceu a demora para a instrutora Sarah. Começamos primeiro com as técnicas de concentração, depois disto, ela nos passou as técnicas de controle. Lorranea foi a primeira a conseguiro tamanho dela. Depois Raphael. Depois fui eu. Consegui controlar o gelo e o frio que fazia. Tentei conte-lo e consegui. Eu estava distraída e não vi quando um estranho ser de altura média, com a face completamente deformada, vestido com trapos sujos, vinha em minha direção.
— Crystal! – Grita Sarah.
— Ah! – Lorranea dá um grito de espanto.
Recuo e vou para trás da instrutora e de Raphael.
— É um daimon, fiquem aqui atrás de mim. – Sarah retira do cinto uma espada que mais parecia com uma adaga, com estranhos nomes nela e com uma pedra verde que brilhava por dentro. Com certeza era uma espada Fúnebre.
Sarah avança em cima daquele ser horrível tentando golpear ele. Ela não conseguia, pois ele era muito mais rápido que ela. Aquela criatura avança com garras enormes em cima de Sarah, a arranhando.
— Raphael! – Grita Sarah.
Raphael se concentra. Ele lança um raio no monstro, que trocou de lugar com Lorranea que desmaiou com a força do raio.
— Lorranea!! – Grito. Não consegui me controlar. O Frio que fazia antes não se comparava com o que estava fazendo agora. O Monstro vinha em minha direção, concentro-me para congelar aquele monstro e consigo. Sarah empunha a espada e enfia no estômago do monstro, que explode. O Gelo se refaz e fica ali.
— Lorranea... – Digo e corro até a minha amiga tentando ser forte e não chorar.
— Lorranea? – Digo esperando resposta. Checo os pulsos dela, ainda estava viva.
— Crystal, vá chamar o Josuah. Agora! – Diz Sarah e corro até o outro instrutor que vem nas pressas comigo. Os alunos também vieram. Lorranea foi levada as pressas por Josuah para a Enfermaria do abrigo. Raphael e eu também fomos e ficamos lá a tarde toda. Raphael estava em desespero, se culpando pelo acontecido.
— É Culpa minha... – Ele chora.
—Calma... Ela vai ficar bem. – Ele me abraça. Eu disse para Raphael ir descansar um pouco, eu ia ficar lá. As 00h00min a enfermeira Clarysse, uma velha de sessenta anos de idade, disse-me para também ir descansar, ela iria cuidar de Lorranea e que se ver que ela está reagindo, vai ir até mim. Procuro Raphael, o encontrei no segundo andar, em uma sala abandonada. Junto com ele, havia várias garrafas de bebidas alcoólicas, Ele estava completamente bêbado.
— Quem está ai? – Diz ele vindo até mim cambaleando.
— Você está bêbado? – Pergunto.
— Não, imagina. – Diz ele.
— Vem, vamos embora. – Digo.
— Não. Não! Eu não quero ir, ta bom? – Diz ele.
Tento puxar ele pela mão. Acabo caindo por cima dele.
— Viu o que acabou de fazer? – Raphael me puxa para um beijo. Tivemos relações sexuais. Eu estava insegura sobre aquilo, mas era muito bom. No outro dia me acordo com um pouco de dores em minha parte íntimas, fiz o que tinha que fazer no banheiro e fui para o dormitório dos meninos, atrás de Raphael. Ele estava conversando com uns amigos. Eles olham para as marcas na minha pele, tento disfarçar. Ele me vê e vem até minha direção. Dando-me um abraço.
— Bom dia, amor. – Diz Raphael me beijando.
— Bom! – Abraço ele.
— Dormiu bem? – Pergunto.
— Mais ou menos... Eu não me lembro do que aconteceu ontem à noite... – Ele olha para mim.
— Do que se lembra? – Pergunto.
— Só até a hora em que eu saio da enfermaria onde Lorranea estava. – Ele responde olhando para as marcas na minha pele.
— A... Amor isto é o que eu estou pensando? –
— Sim. – Digo.
— Que droga! Não me lembro de nada... – Ele diz.
— Vamos visitar a Lorranea... – Digo.
Fomos em direção a enfermaria. Ela ficava do outro lado do abrigo, o corredor para a enfermaria estava com serventes e faxineiras fazendo limpeza por lá. A Parede era de cor branca acinzentada, Entro na sala da recepção da enfermaria e Clarisse me recebe.
— Bom dia. – Clarisse dá um sorriso.
— Bom... – Digo. – Podemos ver nossa amiga? –
— Ela ainda está desacordada. – Diz ela.
— Eu sei, mas, por favor. Não vamos demorar. – Digo.
— Rápido certo? – Diz ela. Sorrio.
Havia alguns outros alunos na enfermaria, o porquê, eu não sei. Vou até a cama em que Lorranea estava.
— O que ela tem? – Pergunto a Clarisse.
— Ela está em coma. – Diz ela.
— Em coma... – Digo suspirando.
— Se precisarem de mim, me chamem. – Clarisse volta para a recepção.
Meu celular toca. Número desconhecido. Eu não gostava de atender números desconhecidos, mais já que ligou mais de dez vezes, tive que atender.
— Alô? – digo.
— Alô, Crystal? – Diz a voz de uma mulher.
— Eu mesma. Quem é? – Pergunto.
— Sou eu, Sofia. – Digo surpresa com a ligação de Sofia.
— Oi Sofia! Tudo bem com a senhora? – Pergunto.
— Tudo sim... E com você? – Ela pergunta.
— Sim, graças a Deus. – Digo.
— Precisamos... Precisamos conversar... – Sofia diz nervosa.
— Conversar? Pode dizer. – Digo.
Vou até a porta da enfermaria, pois o sinal estava cortando.
— Por aqui não... É muito sério. Tem alguma possibilidade de você vir aqui agora? – Pergunta ela.
— Vou tentar... – Digo.
— O quanto antes melhor. De preferência venha com alguém. – Diz Sofia.
— Certo. Estou a caminho. – Digo desligando a ligação.
Vou até Raphael que estava sentado ao lado da cama de Lorranea.
— Quem era? – Pergunta ele.
— Sofia... Ela precisa conversar comigo. – Cruzo os braços.
— Sobre o quê? – Ele pergunta.
— Não sei... Vamos comigo... Ela disse o quanto antes melhor. – Digo.
— Tem que ter autorização do Félix. – Raphael diz.
— É mesmo... Vou ter que inventar alguma coisa. – Digo. Eu tenho medo é de me deparar com o Félix de madrugada no abrigo. Eu e Raphael vamos em direção a sala do diretor. Faço um choro forçado e bato na porta da sala.
— Entre. – Diz ele.
Entramos na sala. Ele estava conversando com um homem chinês de capuz.
— Olá, jovens. Sentem-se. – Diz Félix olhando para mim. – O que desejam? –
— Preciso visitar um amigo... Ele está doente. E... – Digo, mas sou interrompida por Félix.
— E Precisa de minha autorização. Claro, claro. Podem ir. Mais alguma coisa, senhorita? – Félix dá o mesmo sorriso enorme daquela vez.
— Não. – Respondo séria.
Sinto calafrios. Fomos até a onde o carro de Raphael estava estacionado; Sim, ele comprou um carro.
As 20h00min Raphael estacionou o carro em frente à casa da Sofia. Peço para Raphael ficar me esperando no carro. Subo a pequena rampa da casa da Sofia e bato na porta. Ela abre a porta.
— Finalmente... Entre. – Diz Sofia.
Ela pede para que eu sente no sofá enquanto vai preparar algo para bebermos. Ela trás café, bolachas, biscoitos e se senta no mesmo sofá que eu.
— Lembro de tudo agora... – Diz Sofia.
— Como assim? – Pergunto.
— Minhas memórias, elas estavam perdidas no tempo. Eu me lembro da sua mãe, da sua tia e... De você. – Sofia dá um sorriso. – Você cresceu pequena. –
— Perdidas no tempo? – Tento entender.
— Minhas memórias, de você de, sua mãe, seu pai, sua tia, o abrigo... Estavam vagando por aí. – Sofia serve uma xícara de café.
— Vagando? – Digo bebendo o café.
— Eu não diria vagando... Estavam perdidas, esquecidas, alguém lançou um feitiço mental em mim e me fez perder as minhas memórias com você, sua família, nosso mundo e o abrigo. – Sofia olha para mim. – Quem está na direção atualmente? – Pergunta Sofia.
— Quem está na direção atualmente é o Félix. Antes era Hawkins. – Digo.
— Há várias coisas estranhas acontecendo no nosso outro mundo e está afetando em tudo por aqui... – Diz Sofia.
— Sofia, esse tal mundo é diferente do nosso? – Pergunto.
— Sim... Este mundo que estamos à magia aqui é considerada praticamente extinta. – Sofia bebe o café.
— E quanto à caixa de pandora, o que realmente há dentro da caixa? – Pergunto.
— Os piores daimons do mundo... A sombra do tártaro, a escuridão de caos e todos os males que ainda não foram soltos, ainda estão na caixa. Dizem que dentro da caixa, se esconde uma raça de daimons muito antiga... Mas antiga que este universo. – Diz Sofia.
— Mas Sofia, se esses que você citou são mais antigos que o próprio universo, onde esses daimons ficavam? – Pergunto curiosa.
— Ficavam escondidos. Até tomarem forma e crescerem, eles ficavam em estado de hibernação até o momento certo de acordar ou “crescer”. Eles se escondiam no peito da noite... Quando finalmente a terra foi criada, os humanos também, os filhos da noite acordaram do seu sono e batalharam contra os filhos da terra. Zeus não se contentando, trancou todos os filhos da noite em uma pequena caixa de madeira que nunca deveria ser aberta foi dada a pandora, uma das sacerdotisas do oráculo. Pandora para proteger a caixa, foi transferida para esta dimensão, ela deixou a caixa escondida no melhor lugar possível. Alguns dizem que ela deixou a caixa escondida dentro da terra, mas nesta versão eu não acredito. E tem outra também. Alguns acreditam, e eu também, que Pandora escondeu a caixa dentro dela mesma com um encantamento terrível. Ela sabia as conseqüências de descobrirem que a caixa estava com ela. A Localização foi descoberta, uma pessoa que eu não sei o nome, libertou alguns dos daimons que estavam na caixa. Mas não conseguiu libertar os antigos monstros da caixa. Com o único momento de vida que restava para Pandora, ela transferiu a caixa para um lugar do mundo. O Título de “Guardião da Caixa” foi passada de geração a geração, todos sempre falhavam e a caixa sempre era transportada do nada quando uma ameaça estava perto dela para algum lugar do universo. A Cada 200 anos surge um novo “Guardião da Caixa”, mas sempre que alguém falha, o título é transferido para os filhos desta pessoa. – Diz Sofia.
— Noite? – Pergunto mais curiosa ainda.
— Não podemos falar o nome dela. Coisas ruins acontecem. Ela é mais conhecida como a mãe da bruxaria. Você precisa achar o quanto antes a caixa... – Diz Sofia.
— Como sabiam quem é o “Guardião da Caixa”? – Pergunto.
— O Oráculo. O oráculo anuncia quem é o Guardião da Caixa. – Diz Sofia.
— Por qual motivo o “Rei do Submundo” quer tanto esta caixa? – Pergunto.
— Talvez por quê ele foi banido da corte dos deuses. Talvez por inveja, talvez sede por mais poder... Existe uma profecia dita pelo oráculo que um dos guardiões da caixa há de libertar e salvar todos nós. Mas o que eu acho é que ele quer vingança. – Sofia derruba um pouco de café. – Ninguém sabe onde está a Caixa atualmente. Ela desapareceu há dezesseis anos. –
— Então, você é uma semideusa também? – Pergunto.
— Sim. Minha mãe é Afrodite. – Sofia dá um sorriso.
De repente me lembro da conversa do Félix e aquela voz no globo de cristal.
“Tome cuidado com a garota, ela tem que ser morta o quanto antes” Daí comecei a pensar naquele daimon que tentou nos matar quando estava no treinamento.
— Sofia, alguma ameaça pode entrar no abrigo? – Pergunto.
— O Abrigo tem proteção espiritual. Pessoa normal não pode ver o abrigo. Daimons não pode entrar no abrigo. – Sofia olha para Jordan.
— A Proteção tem limite? Digo... Limite de área? – Pergunto olhando para Sofia.
— Tem sim. – Diz Sofia. Lembro-me do alçapão, eles poderiam estar entrando no abrigo por ele.
Sofia contou-me várias outras coisas. Dormimos na casa dela. Ela disse para nós que devemos comparecer a sede da magia. Acordamos às seis horas da manhã. Sofia estava preparando algo para comermos. Voltamos ao abrigo, fizemos o que a gente precisava fazer e voltamos para a casa da Sofia.
— Como vamos ir até a sede da magia sendo que fica no outro mundo? – Pergunto.
— Vou abrir um portal. Talvez no abrigo. Lá tem magia. – Sofia penteia os cabelos.
— Vamos então... – Digo.
Sofia vai até uma das casas dela e pega uma pequena bússola redonda.
Chegamos ao abrigo novamente e colocamos na mochila o que precisávamos, e, fomos em direção a “Cópia de Stonehenge”. Sofia fez um círculo médio no meio do chão e colocou a bússola, falando algumas palavras em grego. A Bússola começou a levitar e a girar no ar.
— Para voltarmos? – Pergunto.
— Fale com Fabius. Ele é um amigo meu, diga a ele que eu pedi para transportar vocês de volta. – Diz Sofia se concentrando.
No círculo médio em que Sofia traçou, agora havia um portal que brilhava com cor azul.
— Vamos ter que pular. – Digo.
— É. – Diz Raphael.
— Vá logo. Tem um tempo limite de cinco dias, se não, não podem voltar mais para esta dimensão. Raphael foi o primeiro a pular. Depois eu. Passamos cinco segundos lá dentro, mas parecia uma eternidade. Quando chegamos lá, estávamos em frente ao mar. Atrás de nós havia uma grande floresta, o tempo estava nublado, a água do mar estava batendo um pouco em meus pés. Uma onda que vinha trouxe consigo alguns ossos humanos consegue.
— O Mar dos ossos. – Diz alguém atrás de nos.
Viro-me, era uma velha vestida com trajes de camponeses e com um pano na cabeça.
— Senhora, onde estamos? – Pergunto.
— Bem vinda ao mundo dos semideuses. – A Senhora dá um sorriso.
Começa a chuviscar.
— Não é bom ficar na chuva, gostariam de ficar um pouco em minha humilde casa? – Pergunta ela.
Aceitamos. A Casa da velha senhora ficava próximo daquele “Mar de ossos” em um morro. Entramos na casa, era espaçosa. Havia uma lareira acessa, lâmpada acessa, A Parede era de pedra, o telhado de madeira.
— Senhora, como se chama o lugar que estamos agora? – Pergunto.
— Vocês não são daqui? – Ela pergunta.
— Não. Somos de outro país. – Diz ela.
— Bem, o nome desta cidade é River Falls, o país é Light Wood. Tenho uma taverna, podem passar a noite lá gratuitamente. – Diz ela olhando para mim.
Aceitamos. Subimos uma pequena ladeira que dava para a taverna, a taverna ficava em um penhasco, era pequena por fora, mas por dentro era enorme. As paredes são de uma cor fraquíssima de amarelo, o piso do chão de madeira, havia uma atendente no balcão. Vi que era uma taverna e pousada ao mesmo tempo. A mulher disse que iria nos disponibilizar um quarto para dormirmos os dias que quisermos. O Lugar era iluminado por lâmpadas incandescentes. Sento-me em uma das cadeiras que estavam vazias. Esperamos a mulher pegar uma das chaves para o quarto. Ela me deu a chave, era o quarto de número 1212, guardei a chave no bolso de minha calça. Raphael pega um copo de cerveja de barril, ele me ofereceu, como eu não bebia, eu recusei.
— Amanhã começaremos a procurar a tal sede da magia. – Diz ele bebendo a cerveja. – Essa aqui é das boas. –
— Certo... Talvez este homem que a Sofia nos disse saiba onde fica não acha? – Pergunto.
— Talvez. – Diz ele.
O Frio da noite foi destruído pelo calor da lareira que estava acesa, rapidamente ficou muito bom de estar ali. Alguns minutos depois o local foi começando a esvaziar. Ouvi dizer que vagar por aquelas bandas de noite acontecem coisas ruins. Por isso que quem ficava até tarde da noite acabava dormindo em um dos quartos que havia lá até o amanhecer. Não procurei perguntar o que são essas coisas estranhas que acontece. Só fiquei atenta as conversas das pessoas, sobre as lendas locais, é claro. O doce som da flauta invade os meus ouvidos. Faço uma reflexão de que se eu conseguirei realmente proteger a caixa das mãos de Hades e de outras ameaças que a cerca. Meu pensamento é interrompido por cochichos atrás de mim.
— Quem são eles? – Pergunta o velho que estava na mesa atrás de mim.
— São... São os cavaleiros banidos. – Diz um velho narigudo.
Olho para a porta da taverna e havia um grupo de homens com espadas na cintura.
— Cavaleiros banidos? – Pergunta o outro velho.
— É o grupo que se opõem ao novo governo do mundo mágico. – Responde o narigudo.
Apenas os observo. Raphael fica atento.
Eles vão até o balcão e se sentam na cadeira. Pedem cervejas e algo para comerem. Fecho os olhos e acabo cochilando. Tive um sonho ou um Déjà vu, estava na taverna, os cavaleiros banidos estavam em meus sonhos. Começo a ver coisas, parecia mais um déjà vu. Estava com Raphael na mesa que eu estava quando acordada, ele derruba um copo de cerveja.
— Droga. – Diz ele pegando o copo.
A Balconista vem até nós.
— Não se preocupe. Limparemos esta bagunça. – Diz ela. Raphael agradece.
— Bingo! – Diz um homem que estava jogando um jogo chamado “dominó mágico”. De repente, tenho uma sensação estranha... A Sensação de que algo ruim vai acontecer. Uma estranha figura encapuzada aparece com um punhal, se aproxima e apunhala um dos cavaleiros banidos, que morre.
Acordo com um pulo. Raphael se espanta.
— Nossa! Que susto! – Diz ele me olhando. Como no sonho, ele derruba o copo de cerveja.
— Droga – Diz ele pegando o copo.
A Balconista vem até nós.
— Não se preocupe. Limparemos esta bagunça. – Diz Ela. Raphael agradece.
Levanto-me.
— O que foi amor? – Pergunta ele.
— Alguém vai ser apunhalado! – Digo espantada.
— Bingo! – Digo juntamente com o homem do dominó.
A Figura encapuzada aparece na minha frente, saca o punhal e avança em cima de um dos cavaleiros banidos. Uso meus poderes e congelo-o. Ele ainda consegue fazer um rasgo em um dos homens dos cavaleiros banidos. A Mulher do balcão fica boquiaberta, ando em direção até o homem apunhalado.
— Você está bem? – Pergunto.
— Foi só um rasgo... Obrigado. – Diz ele. O Homem era loiro, pele mulata bem clara, olho preto, e tamanho de altura alto.
O levanto. O Sangue começa a escorrer rapidamente. A Balconista corre para pegar uma faixa e um kit de primeiros socorros. Ela não queria nem um prejuízo por lá.
Raphael colocou o homem sob uma das mesas ali ninguém sabia tratar direito um corte, então, tive que fazer um curativo no braço do homem. As pessoas que estavam ao redor foram voltando para seu lugar ou, indo para o seu quarto.
— Como você se chama senhorita? – Pergunta ele.
— Crystal, e você? – Pergunto.
— Noah. – Diz ele. – Você é uma feiticeira? –
— Na verdade sou uma semideusa. – Digo.
— Shhh! Não diga isto por aqui. –
— Por quê? – Pergunto.
— Semideuses agora são caçados. Inclusive todos aqueles que possuem a magia, que nasceram com ela, que aprendeu ela. – Diz ele baixo para ninguém ouvir. Espanto-me.
—... – Fico em silêncio.
— Pelo visto você não é daqui mesmo, não é? Meu nome é Michael. – Ele estende uma das mãos para eu apertar. Aperto e balanço duas vezes.
— Meu nome é... – Sou interrompida por Michael.
— Não precisa dizer. Eu sei seu nome. Crystal, não é? – Pergunta ele com um sorriso fechado.
— É... Sim... Espera aí, como sabe meu nome? – Pergunto surpreendida.
— Venha comigo. – Diz ele abrindo a porta de entrada da Taverna e saindo. Estava fazendo frio lá fora, cruzo os braços e olho para a luz da lua que refletia no mar de ossos. Permaneço em silêncio até pergunta como ele sabia o meu nome.
— Como você sabe meu nome? – Pergunto. – Você pode prever o futuro? –
— Na verdade, eu tenho o poder da vidência. – Ele também admira a luz do luar no mar de ossos.
— Então, já sabia que eu ia... – Sou interrompida novamente.
— Chegar, sim. – Ele responde.
— Estou procurando a... – Sou interrompida novamente.
— Eu já sei de tudo. – Ele ri. Tenho que me acostumar com isto.
— Por qual motivo os semideuses são caçados aqui? – Pergunto curiosa.
— É culpa do novo governo. Semideuses aqui são considerados uma ameaça. Não se sabe o motivo. – Ele olha para os meus cabelos que estavam um pouco bagunçados.
— Vocês são semideuses também? – Pergunto arrumando a parte do meu cabelo que estava bagunçado.
— Somos bruxos. Nós trabalhávamos a serviço do novo governo, quando descobrimos que todos os seres que possuem a magia estão sendo caçados, nós nos opusemos ao novo governo. – Olho para os olhos dele.
— Então por isto vocês são chamados de “Cavaleiros banidos”? – Pergunto. Ele fica em silêncio e faz uma cara de “quê”?
— Nós somos conhecidos assim? – Ele pergunta.
— É... Sim... Eu acho. Você não sabia? – Digo.
— Nossa, não, não sabia mesmo. Particularmente eu não. – Ele começa a rir.
— Você sabe onde fica a sede da magia? – Pergunto.
— Sabia a antiga localização, agora não sei mais. A Sede da magia se transformou em ruínas. – Ele olha para o chão.
— Ruínas? Como? – Pergunto.
— Alguém muito poderoso destruiu a sede da magia. E Olha que ela tem proteção dos mais fortes seres elementares. – Ele olha para mim.
—... –
— Tenho um palpite. Desconfio que foi algum bruxo das trevas... – Diz ele.
— Preciso encontrar a sede da magia... – Digo.
— Estamos tentando descobrir a localização também, tem uma arma por lá que pode destruir o novo governo. – Diz ele.
— Que tipo de arma? –
— Não sabemos ainda. Só sabemos que há algo lá que pode nos ajudar. – Diz ele.
Peço para ir com eles. Afinal, estão procurando pela sede da magia também, quanto mais gente melhor. Só não sabemos ainda por onde começar. Entramos para a taverna, fomos para o quarto que a balconista deu a chave, tomamos banho deitamos na cama e dormimos.
Acordei-me com a luz do sol batendo em meu rosto, a janela estava aberta. O Dia estava ensolarado e o céu sem nuvens, admiro a paisagem do céu daquele mundo, ou seja lá o que fosse. Faço minhas higiene diária, tomo um banho, e, visto uma roupa. Saio do quarto e passo pelo corredor, indo em direção a recepção da taverna. A balconista serve café da manhã. Pego um livro na prateleira e leio. Alguns minutos depois Raphael acorda, logo após, Noah.
Noah me apresentou cada um dos “membros dos cavaleiros banidos”. Arrumamos nossas coisas e colocamos o na mochila o necessário. Foi nos ordenado para estarmos em frente à taverna dentro de 5 minutos. Raphael e eu chegamos primeiro que os demais. Noah nos disponibilizou um dos cavalos. Partimos depois de 10 minutos. Passamos por um bosque, o chão estava encharcado, havia chovido de madrugada, paramos em uma caverna. Noah fez uma pequena fogueira. As 20:00 da noite dormimos, Raphael dormiu agarrado comigo.
Coloco a cabeça em seu peitoral.
— Temos que descobrir a localização da sede dentro de mais quatro dias... – Digo. – Será que conseguiremos? –
— Vamos nos esforçar ao máximo, amanhã quando chegarmos a cidade grande vamos procurar. – Diz Raphael dando beijos em meu pescoço
— Mas são só quatro dias, será que conseguiremos... – Digo me arrepiando com os beijos no pescoço.
— Exatamente, “Será”. – Diz ele.
Acabo dormindo.
Sou a primeira acordar as 07:00 da manhã, e não, não estou com um relógio. Na escola havia um grupinho de acampamento que acabou ensinando a alguns alunos como descobrir o horário sem ter relógio. Levanto-me e desço a escadaria de pedra que estava a alguns minutos de distância da caverna. Desço o pequeno barranco e me aproximo do lago. Não havia grama na costa do barranco e nem nas proximidades do lago. Eu só fiquei com medo do que eu poderia acabar encontrando no lago. Da última vez foi um “Mar de ossos” e o que será que poderia ser desta vez?
Olho para o redor para ver se há alguém a me observar, então, tiro minhas roupas. Tiro umas vestes que eu havia colocado na mochila e deixo do lado de fora, pego um sabonete e tomo um banho. Olho para a marca que eu havia ganhado na cerimônia. Tomo um banho e visto outra roupa, lavando a que estava suja.
Raphael e Noah vem em minha direção, olho para Raphael. Raphael e eu esperamos Noah terminar o banho para logo após, ele ir. Alguns minutos depois já estávamos prontos para seguir a viagem.
— Vamos... ? – Pergunto.
— Sim, provavelmente ao meio dia chegaremos à cidade. Ficaremos em nossa sede, por enquanto. – Diz Noah.
— Vocês tem uma sede? – Pergunto.
— Nós. Sim, temos. – Diz ele sorrindo. – Melhor irmos. –
Olho para a ponte de madeira, havia dois homens montados em cavalos passando. Não consegui olhar os rostos dos dois, estavam com um capacete e armadura negra. Mas, senti uma terrível aura negra ao redor deles.
— Abaixem-se! – Diz Noah. Se jogamos no chão sem pensar duas vezes. Os homens montados nos cavalos observam ao redor, mas como estávamos abaixados, eles não nos avista. Esperamos até escutar o cavalgar rápido de cavalos e nos levantamos.
— Que porra foi essa? – Pergunto.
— Eles estão a nossa procura, são os cavaleiros do rei... – Diz Noah.
— Melhor irmos o quanto antes. – Diz Raphael.
Reunimos nossas coisas e chamamos os outros homens do grupo. Começamos a cavalgar, após 3 minutos paramos.
— Noah, por qual das estradas? – Pergunta Fleur.
— O problema é que não sabemos a estrada que eles foram... Vamos optar pela direita. – Diz Noah. Sinto que estamos sendo observados, observo o local.
Seguimos sem nenhum tipo de problema. Mas mesmo assim, eu continuei tendo a sensação de estarmos sendo observados, mas desta vez mais forte. Não chegamos como o previsto que era ao meio-dia. Acabamos chegando na sede dos cavaleiros banidos após as duas horas da tarde. Estava completamente cansada, passei muito tempo sentada, mas, fui procurar com Raphael algo que nos indicasse onde a sede ou alguém que trabalhasse lá estava. Noah nos levou até o local onde ficava a antiga sede, não havia praticamente nada. A Não ser por um pequeno símbolo redondo que estava no chão. Procuramos qualquer coisa que nos ajudasse a achar a sede, mas, não achamos nada. Observo uma encanação que dava para dentro do chão. Retornamos para a sede dos cavaleiros banidos, tomo um banho e acabo dormindo na cama, acordando no meio da madrugada. Penso em acordar Raphael para procurarmos a sede, mas, resolvo ir sozinha. Pego um casaco e calço um par de sandálias, estava fazendo muito frio. Saio pela janela da sede. A Chave da porta ficava no quarto do Noah. Cruzo os braços e vou novamente para a antiga sede da magia. Observo a pouca movimentação das ruas da cidade, olho para dentro de uns dos bares e vejo que havia um grupo olhando para mim. Ignoro e continuo andando. Chegando lá, observo de onde vinha a encanação, ficava em um lugar muito, muito distante daquela ruína, acabo encontrando uma alavanca, puxo-a e retorno para a ruína. O Círculo fechado, agora estava aberto e havia uma escadaria descendo. Mas antes que eu pudesse descer a escadaria, alguém me agarra por trás e tapa minha boca com um pano. Acabo desmaiando, mas antes que eu desmaiasse escuto as seguintes palavras.
— Alvo capturado. -
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