O Mistério De Uma Lembrança
19 Capítulo 18 - A Flor Da Pele
Notas iniciais
As Outras Leitoras - Obrigada Também ;)
Amo Cada Uma! ♥
PDV — Edward
A expressão “Tirar um peso dos ombros” se encaixa perfeitamente bem ao meu estado de espírito atual. Não que antes eu estivesse me sentindo culpado ou com a consciência pesada – nada disso. Só me arrependo de não ter revelado toda a verdade a Bella antes. Garanto que teria sido mais simples. Porem não posso reclamar. Deu tudo certo – Bella já sabe sobre si mesma e me aceitou de corpo e alma como nos velhos tempos. O que falta agora é voltarmos o quanto antes para São Francisco e rever nossas famílias, principalmente Thomas. Não vejo a hora de vê-lo! O pobrezinho deve estar pensando que me esqueci dele, mas é muito pelo contrário – penso nele constantemente. Ele é meu garotão – forte desde que nasceu e mais inteligente do que podemos dar crédito. Bella certamente terá muito orgulho do nosso filho assim que puser seus olhos nele.
– Edward, você está bem? – A doce voz de Bella, agora em um tom de preocupação me trouxe de volta a realidade.
– O que? Bella? – Perguntei tentando me focar.
– Edward, você ouviu o que eu disse? – Seu semblante estava triste e seus olhos marejados por lágrimas ainda não derramadas.
– Porque está chorando, amor? – Passei meus dedos por sua face, na tentativa de acalmá-la.
– Você ainda pergunta? – Se afastou sentando-se na beirada da cama. – Edward, eu estou grávida! – Enterrou seu rosto entre as mãos e começou a chorar pra valer.
– Ainda não entendo o motivo desse choro – Me ajoelhei a sua frente. – Só se for de alegria, é claro! – Ri querendo mudar o clima. Ela ergueu a cabeça me encarando.
– Você não está chateado?
– É claro que não! – A beijei rapidamente. – Porque estaria? – Ergui uma das sobrancelhas, desconfiado.
– Porque não planejamos nada e ainda estamos nessa situação.
A puxei sentando-a em meu colo.
– Adoro ter filhos com você – Acariciei seu cabelo, aspirando o aroma de morango que exalava dele. – E já ia sugerir que déssemos mais um irmãozinho ou irmãzinha ao Thomas e Emma.
– É lindo o que está dizendo, mas as coisas não são tão simples assim como queremos ou imaginamos.
– É claro que são! É perfeitamente normal um marido e uma mulher aumentarem a família – Tentei argumentar para convencê-la de que suas inseguranças eram incabíveis.
– Não Edward! Você não está entendo – Balançou a cabeça negativamente.
– Então me explica! – Já estava ficando confuso com sua hesitação.
Ela fez uma pausa dramática e enfim soltou a bomba:
– E-eu não sei quem é o pai.
– Você o que? – Ouvir aquilo dela me fez perder o controle.
– Edward me perdoa. Eu não queria...
– Então porque fez?
– Você sabe que o Jacob é muito insistente.
– Não me venha com desculpas. Poderia até aceita-las antes de ter lhe contado sobre você, mas agora não!
– Edward, eu te amo – Disse com desespero.
– Se me ama porque ainda está dormindo com aquele desgraçado? – Estava a ponto de explodir.
– Edward eu não fiz porque queria ou por amor, e pode ter certeza de que em todas às vezes era você que estava nos meus pensamentos.
– Você chegou ao orgasmo com ele? – Era o cumulo ter que perguntar algo assim, mas meu orgulho masculino estava à flor da pele.
Ela me encarou como que tentando acreditar no que ouviu.
– Chegou ou não chegou?
– Sim, mas só porque pensei que era com você que eu estava fazendo amor – Me abraçou, mas repeli o contato.
– Eu não sei não, Bella. Estou muito chateado com o que você falou e quero ficar sozinho agora.
– Você está me mandando embora, é isso? – Me encarou incrédula.
– Até que as coisas se acalmem.
– Não acredito que está fazendo isso comigo, Edward! – Passou ambas as mãos pelo cabelo em sinal de nervosismo. – Eu vim aqui pensando que você iria entender a situação e agir com maturidade, mas estou vendo que me enganei. Aposto que se tivesse falado com o Jacob ele não teria agido assim.
– Não fale daquele patife como se ele fosse melhor do que eu! – Disse em tom de ameaça.
– Infelizmente agora tenho que admitir isso.
– NUNCA! – Gritei a fazendo se afastar cada vez mais.
– Quando eu sair por aquela porta, não quero que venha atrás de mim – Sua voz estava fraca e em seus olhos apenas vi dor e tristeza. Pensei em me redimir e pedir perdão por tê-la feito sofrer, mas o egoísmo se apossou de mim me impedindo de passar por cima do meu orgulho ferido. Então apenas lhe dei as costas ouvindo um suspiro de cansaço e logo depois a porta bater trazendo junto de si uma enorme onda de sentimentos ruins. Tive que me curvar para agüentar aquilo.
(...)
– Como eu pude ter sido tão idiota! – Murmurei pela vigésima vez aquela manhã enquanto andava apressado pela rua que levava a casa de Bella. Depois de passar o dia de ontem me martirizando, hoje espero que as coisas sejam totalmente diferentes. Preciso conversar com Bella, nem que para isso precise entrar por sua janela.
Assim que subi pelos degraus de concreto bati em sua porta e esperei como de costume. Passado-se alguns minutos ela se abre e Bella aparece mais pálida e abatida do que ontem quando foi me procurar.
– Bella... – Fui ao seu encontro, mas ela me impediu com um dos braços estendido como sinal para eu não avançar.
– Me deixe em paz, Edward! – Disse cheia de ressentimento e aquilo foi como um soco no estomago.
– Me perdoe Bella – A puxei para os meus braços e a prendi firme quando começou a se debater para se libertar.
– Por que acha que merece meu perdão?
– Sei que você está muito chateada comigo e com toda a razão, mas entenda o meu lado. Eu perdi o chão quando revelou que não sabia de quem era o bebê. Na minha cabeça o único pai para essa criança sou eu, e ouvir que posso estar errado me tirou do sério.
– Edward, você me tratou como se eu fosse uma qualquer e isso eu tenho certeza que não sou!
– Você não é e nunca será uma qualquer – Acariciei seu cabelo. — Eu a conheço como a palma de minha própria mão e tenho a total certeza de que não seria capaz de trair nem se quisesse.
– Então por que me tratou como uma? – Sentou-se no sofá me chamando para acompanhá-la. – Por um acaso você não acredita mais em mim? – Ela colocou suas pequenas mãos em cada lado do meu rosto forçando-me a olhá-la. – Olhe nos meus olhos e me diga se estou mentindo.
Não consegui resistir a um pedido seu e acabei fazendo o que ela pediu.
– Agora me diz o que vê.
– Vejo um par de olhos cor chocolate de que tanto adoro admirar – Respondi após um curto período de analise. – Mas o mais importante foi à sinceridade que eles transmitiram – Admiti puxando-a para mim.
– Edward, eu...
– Me perdoa Bella. O ciúme tomou conta de todo o meu ser – A interrompi tentando me justificar. – Eu sei que fui um idiota ao te tratar mal, mas não suporto a idéia de que outro homem a toque. Ainda mais sendo aquele pilantra.
– Edward, você precisa confiar em mim.
– Eu confio em você, mas não naquele filho da mãe.
– Será que confia mesmo? – Ergueu uma das sobrancelhas. – Até pouco tempo atrás você estava com sete pedras nas mãos, pronto para atirá-las sobre mim.
– É claro que confio. Confio de olhos fechados e de coração aberto. Exatamente como você disse pra mim.
– Edward, estamos em uma confusão e tanto – Suspirou com a testa em meu ombro.
– Com certeza estamos, mas vamos nos livrar dessa, você vai ver.
– Que assim seja! Quero muito ter a minha vida de volta.
– Você terá! Nem que para isso eu precise atravessar o oceano em um barquinho de papel.
– Não duvido da sua capacidade. Aposto que conseguiria e em tempo recorde – Sorriu me dando um selinho.
– Só um? — Fiz biquinho para acompanhar minha cara de carente.
– Um de vários, caso continue a se comportar.
– Então já pode me dar, porque sempre serei um ótimo marido.
– Sempre? – Me olhou desconfiada. – Sempre é muito tempo.
– Não para nós. Se existisse eternidade com certeza ia querer passá-la com você – Disse em tom sério, olhando-a nos olhos. – E eu a amo tanto que por não caber mais amor no meu coração, esse bebê foi gerado – Minhas mãos estavam segurando seu rosto enquanto nossas testas estavam coladas. Sua respiração estava ritmada e as batidas do seu coração aceleradas.
– Edward... Eu – Sua voz embargada pelo choro a impediu de continuar.
– Não chore meu amor – Beijei-lhe a testa carinhosamente na tentativa de funcionar como um calmante.
– Eu não estou chorando de tristeza, mas sim de felicidade por ter um homem tão maravilhoso igual a você ao meu lado – Finalizou me dando um caloroso abraço que despertou em mim um enorme desejo de amá-la sem limites.
– Que tal irmos para um lugar mais reservado? – Sussurrei em seu ouvido. – Estou muito afim de... – Quando terminei de falar ela já se levantou me puxando para o andar de cima. Pelo visto a tarde será beeeem longa e prazerosa.
(...)
Estávamos deitamos na enorme cama que havia no quarto dos hospedes só aproveitando a companhia um do outro após a maratona “amorosa” que tivemos. O clima estava muito gostoso, mas um pensamento me veio à cabeça acabando com o meu sossego.
– Amor você está bem? – Bella perguntou preocupada. Aposto que sentiu meu corpo enrijecer.
– Só estava pensando.
– E posso saber em que? – Alisou minha bochecha me incentivando a falar.
– Voltarei para São Francisco daqui a 5 dias – Desabafei com receio de sua reação.
– 5 dias? – Se apoiou em seu cotovelo, fitando-me com surpresa.
– Eu sei. É muito pouco tempo, mas meu sócio está precisando do meu auxilio. Infelizmente não posso deixá-lo na mão, já que estou ausente a bem mais tempo do que previa – Esclareci esperando por sua compreensão.
– E você pretende ir sozinho? – Pude reparar em seu tom de voz apreensivo.
– Se sozinho quer dizer com minha esposa e filha pode apostar que irei! Nunca mais a deixarei fugir, está me entendendo Srta. Escapona? – Ela riu, mas rapidamente uma expressão sombria tomou conta de sua linda face.
– Estou com medo, Edward – Admitiu ao me abraçar. – Quero que tudo isso acabe logo!
– Seu medo não tem fundamento – Lhe esfreguei o braço direito até sentir sua pele subir de temperatura. – Enquanto eu estiver ao seu lado não deixarei que nada de ruim aconteça nem com você muito menos com a Emma. E quando você menos esperar já estaremos em nossa casa rindo de toda essa situação.
– Me sinto segura ao seu lado, é que...
– Shiiii – Lhe silenciei com um beijo. – Não falaremos de coisas negativas, ok? Vamos curtir apenas esse momento.
– Ok – Sorriu subindo em cima de mim. – Eu te amo Sr. Cullen.
– Não mais que eu – Sussurrei ao me perder novamente em seus braços.
(...)
É incrível como o tempo passa tão depressa quando estamos com a pessoa amada ou em qualquer situação na qual nos divertimos. Até parece ser mais uma das brincadeiras do Sr. Destino para que nossa cota de felicidade de esgote rapidamente. E para mim estava sendo exatamente assim. Os últimos 3 dias simplesmente voaram me deixando completamente frustrado agora que estou diante do dilema de ter que fazer as malas e partir. Pelo menos voltaria totalmente diferente de quando vim para cá. Nem em 1 milhão de anos poderia imaginar que essa simples viagem de negócios traria cor novamente a minha tão sem graça vida. Só quero ver a reação do pessoal ao se depararem com Bella viva e ainda por cima ao saberem que tenho uma filha. Aposto que todos cairão para trás ou ficarão tão pálidos como vampiros. Vai ser hilário!
Não vejo a hora de tê-los por perto novamente. Sinto tanta a falta dos meus pais e posso até admitir que da baixinha cujo nome é Alice também. Os amo independente de às vezes pegarem e muito no meu pé. Mas isso acontece nas melhoras famílias, certo?
(...)
Estava concentrado na tarefa de dobrar algumas camisas quando o barulho de alguém batendo na porta me deixou alerta. Deve ser Bella vindo para termos mais uma tarde só nossa. Larguei tudo para ir correndo ao seu encontro.
– Amor, você... – Meu sorriso de bobo apaixonado morreu ao me deparar com a pessoa parada a minha frente.
– É assim que você recepciona a sua única irmã, Edward? – Uma Alice toda ajeitada me encarava brava ao deixar suas malas de lado.
– Alice? – Seu nome é a única palavra que conseguia pronunciar diante do choque que me consumia. Porque diabos ela está aqui?
Notas finais
Peço 1 milhão de desculpas pelo atraso!
Pois bem. Esses últimos meses não foram fáceis - principalmente junho o mês em que fui assaltada (foi horrível e não desejo que isso aconteça com nenhuma de vocês). O motivo de ter demorado tanto (fora a falta de inspiração) foi que tinha escrito boa parte desse capitulo no bloco de notas do meu antigo celular. É... tive que reescreve-lo e como estava abalada demorou e muitooo para o dia de hoje chegar, mas enfim, aqui estou eu beeem melhor.
Fora isso levei uma advertência aqui (não entendi bem o motivo, mas deixa pra lá).
~*~
E com toda essa confusão acontecendo entre a Kris e o Rob quero assegura-las de que independente de qual for o resultado não abandonarei essa fic. Batalhei bastante para escreve-la e não pretendo desistir assim tão fácil :)
Vocês terão que me aguentar por um booom tempo ainda!
Como estão se sentindo em relação a traição? (Sei que é duro falar sobre isso. Eu ainda não estou acreditando)
~*~
Mais uma vez quero agradecer os reviews! Cada comentário me dá um animo para continuar firme e forte! Então não deixem de deixar suas opiniões, criticas e sugestões é claro!
Sinto decepcionar - tento dar o meu melhor a cada capitulo, mas se caso isso não acontecer só posso pedir desculpa e dizer que melhorarei (Assim desejo)
Cada detalhe tem sua importância para os demais acontecimentos, então tenham calma que mais cedo ou mais tarde tudo se acertará ;D
Leitoras novas sejam muito bem-vindas e voltem sempre!
Participem do grupo que fiz no facebook para essa estória -https://www.facebook.com/groups/261327337282833/261777023904531/
Desde já sinto decepcionar por este capitulo.
É isso amore's!
Boa leitura e até mais!
Beijo grande!
PS - Recomende caso esteja gostando ^.^
♥------------------♥
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