O Mistério de Angel - Repost Versão Stydia
6 Capítulo 5
Notas iniciais
—Lydia, você está dispensada por hoje. – Disse Stiles por telefone.
—Mas você ainda nem voltou, isso indica que não acabou o serviço por ai, então acho errado eu ir pra casa enquanto você ainda esta na rua. – Respondeu ela.
—O que você quer então? – Perguntou ele estressado.
—Te ajudar! Tudo pra conseguirmos desvendar esse mistério.
—Tudo bem então Lydia, pegue um papel e venha no endereço que vou te passar. – Era possível ouvir a garota ruiva anotando em seguida Stiles desligou e voltou à atenção ao senhor que prometera lhe mostrar as fitas.
—Desculpe por atrapalhar Gregor, minha secretária vai vir ajudar.
—Mas eu falei que não era pra comentar com ninguém! – Falou o senhor, bravo.
—Ela é de confiança. – “acho que é pelo menos” completou mentalmente o detetive.
—Tudo bem então, aqui estão todas as fitas do circuito interno e externo, desde a noite que supostamente ela foi morta até a hora em que a policia foi embora.
—Eles chegaram a olhar as fitas? – Perguntou Stiles curioso, mas com a impressão que ninguém além dele estivesse interessado no circuito interno do condomínio.
—Não que eu saiba, e pelo que o Patrick comentou ninguém procurou ele.
“Então eles realmente estão convictos que foi suicídio, quero ver quando eu mostrar que eles estão completamente errados!” pensou Stiles com convicção quando a campainha da portaria soou revelando uma garota ruiva que sorria de maneira contagiante.
—Pode deixar entrar. – Disse para Gregor. – Ela é minha secretária.
—Bonita a moça. – Falou ele. – É só uma relação profissional?
—Claro que sim. – Disse Stiles intrigado “velho tarado!”
Lydia entrou na sala onde os dois estavam e logo começaram a assistir as fitas desde as dez horas da noite. Segundo Gregor, que os deixou sozinhos, o visitante de Malia chegou beirando às duas da manhã e Allison voltou da balada as quatro.
—Tudo isso esta muito estranho. – Comentou Lydia. – Como eles deixam um desconhecido entrar sem autorização.
—Lydia, o dinheiro compra qualquer coisa. – Falou Stiles recebendo um olhar acusatório da garota. – O que? É a realidade do mundo e você como futura formada em direito deveria saber! E antes que você pergunte, sim, eu to pagando pra ver isso aqui.
—Com que dinheiro se você disse que não tem nem para me pagar? – Acusou ela.
—Com o que vou ganhar do caso. – Disse Stiles satisfeito, como se sua resposta sanasse todas as dúvidas da ruiva. – Cada hora custa caro.
—Por isso o carrão? – Perguntou encarando-o.
—Isso é outra historia. – Falou ele voltando à atenção ao vídeo. – Aqui! Para!
Lydia deu pause na hora em que uma caminhonete estava parada na portaria, com um homem dentro, porém seu rosto não era visível.
—Droga! – Falou Stiles, bravo.
—Mas olha a placa esta visível, podemos anota-la e pedir para alguém checar de quem é o carro.
—Lydia Martin, você é um gênio! – Disse Stiles a abraçando sem perceber, o que a fez corar.
—Hum... Stiles... – Ela não precisou concluir a frase, ao notar o que estava fazendo o homem a largou.
—Desculpa Lyds, foi um momento de afobação. – Dando por encerrado o assunto, voltaram a prestar atenção nas gravações, mas nada de interessante aconteceu. – Vamos ver a do circuito interno agora.
—A que pega a casa dela? – Perguntou Lydia.
—Claro, se alguém entrou la, vamos conseguir, a não ser que saiba de algum ponto cego da câmera...
—Ou já estava na casa. – Concluiu Lydia.
—Garota, você se daria bem com investigação hein! – Disse Stiles piscando para ela. – Pois bem, voltando ao assunto principal, se ela foi morta após as quatro da manhã e o Gregor encontrou o corpo por volta das onze, temos cerca de sete horas entre esse período, mas temos que olhar as fitas desde cedo pra não corrermos o risco de deixar alguma coisa passar.
Então começaram mais uma sessão de fitas de vigilância em preto e branco, onde haviam somente pessoas indo e vindo, na que foi gravada após a entrada da caminhonete misteriosa, o garoto parava em frente à casa de Malia e tocou a campainha, depois de um tempo, ele não apareceu mais.
—Como assim? – Perguntou Lydia. – Ninguém abriu a porta.
—Mas ele estava caminhando para a direita. – Disse Stiless ao levantar-se. – E foi pra lateral entre as casas, ou seja, ponto cego. Lydia, vá na sala ao lado com o Patrick e fique com o celular em mãos, eu vou nesse mesmo ponto e você me avisa conforme me vê.
—Tudo bem. – Respondeu ela indo em direção a uma pequena sala com vários monitores, os quais registravam as ruas do condomínio além de quem entrava e saia do local no exato momento em que os fatos ocorriam. – Vocês não ficam malucos com tantas telas assim?
—Não, já somos acostumados. – Respondeu um rapaz de pele clara com algumas sardas, olhos verdes e cabelo ruivo.
—Então, era seu plantão na noite em que ela morreu? – Perguntou Lydia olhando para os monitores e vendo Stiles andando em direção a casa.
—O pior é que sim. – Respondeu Patrick nervoso. – E eu não vi nada que possa ajudar, mas me arrependo de ter deixado aquele rapaz entrar.
—O senhor poderia descrever ele?
—Não tem como, até tentaria, mas ele estava de óculos escuros e boné.
—Sem problemas. – Disse ela pegando o celular e ligando para Stiles. – Chefe, você está em um ponto cego agora.
—Justamente Lydia, o mesmo que foi gravado no vídeo, exatamente nesse local o rapaz desapareceu.
—Então em que parte da casa você esta?
—Acabei de abrir uma janela lateral, que da em uma sala de ginástica e o tamanho dela é suficiente pra uma pessoa da minha altura passar.
—Ou seja, foi assassinato?
—Provavelmente. – Disse ele voltando para uma parte em que Lydia podia vê-lo. – Agora venha que vou te levar pra casa, já é tarde pra uma moça bonita estar na rua com o chefe que acabou de conhecer.
Stiles não sabia, mas ao ter dito essas palavras, deixou a jovem completamente envergonhada, não que ela achasse que fosse feia, mas nunca gostou de se arrumar, ou melhor, nunca deu tanta atenção a isso, e agora, o chefe que havia acabado de contrata-la disse que a achava bonita, pode ter sido de modo inconsciente, mas depois disso, Lydia, nunca mais veria o detetive Stiles Stilinski como a mesma pessoa.
—Vamos então? – Perguntou ele abrindo a porta do passageiro para Lydia logo que ela chegou ao seu lado.
—Já que você insiste. – Ela entrou na brincadeira. – Então. – Continuou quando Stiles ligou o carro e começou rodar uma música agitada no rádio. – O que você precisa pra ter certeza que foi homicídio.
—Você mais do que ninguém deveria saber que precisamos do culpado Lydia, já que faz faculdade de direito.
—Eu sei. – Falou ela sorrindo. – Mas me referi sobre onde vamos achar as provas?
—Em qualquer lugar. – Disse Stiles. – Amanhã, as dez, tenho um encontro com a garota que mora na casa ao lado da de Allison.
—Quem o cara misterioso foi visitar.
—Isso mesmo, e se tivermos sorte, ela vai saber dizer alguma coisa. – Falou Stiles sorrindo.
—Ah! Esqueci de te avisar que o visitante era misterioso mesmo. – Falou Lydia olhando seu chefe que prestava total atenção no caminho que faziam. – Estava disfarçado.
—Já veio com essa intenção então. – Falou ele com o semblante sombrio no momento em que deixou a garota em casa. E sem despedidas, arrancou para seu escritório, pois durante essa noite, não iria conseguir dormir.
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