O Mistério das Mortes da Família Traynor
1 Capítulo 1 - O inicio
Meu nome é Charlie Traynor Bokan, moro com a minha família a muito tempo em San Francisco. Na verdade desde quando fiz seis anos.
Tudo começou quando eu e meu irmão Richard, resolvemos sair de carro pela cidade, sofri um acidente de carro e daquele dia em diante coisas estranhas vem acontecendo comigo...
Na semana passada, estava na escola fazendo prova de química, e então eu ouvi uma coisa, parecia alguém falando algo que eu não compreendia, não consegui decifrar nada. É, eu fiquei com medo, era estranho de mais. Guardei segredo sobre essas coisas por um ano, depois não agüentava mais. Vozes, e Visões e todos os momentos, todos os dias.
Os únicos que sabem dessas \"coisas\" são os meus melhores amigos, Madeleine e Danny.
As vezes eu me pego estudando sobre o que pode ser isso, como agora. Estou sentado na cadeira de minha escrivania, estudando o que pode ser isso.
E claro, para acabar o clima, minha mãe entra em meu quarto.
— Charlie? Tudo bem? Você está tão quieto.
— Ah, mãe. Estou sim, apenas estudando.
— Você estudando? HAHA, me faça rir.
— Cala a boca, você não sabe de nada! — gritei-
— Charlie Traynor Bokan, quem você pensa que é para falar desse jeito comigo?! Eu sou sua mãe. — murmurou ela com um tom de voz não muito agradável de se ouvir.
Bateu a porta de meu quarto, e deu até para ouvir ela brigando com o meu pai, dizendo que eu estou muito mal educado.
Mas foda – se ela, fechei o meu caderno de anotações e fui tomar banho.
O tempo não estava colaborando, e até deu preguiça de tirar a roupa, quando tive coragem, depois de uns três minutos, eu entrei no Box do banheiro.
Liguei o chuveiro e tomei um choque, olhei para a minha mão e ela estava sangrando. Conforme a água do chuveiro caia, levava o sangue da minha mão junto, e o chão ficava cada vez mais vermelho, só que era sangue de mais para ser somente de um pequeno corte da minha mão. E então eu olhei para o meu corpo, e ele todo estava sangrando, e muito.
O estranho é que eu não sentia dores.
Fiquei muito assustado e sai correndo do Box. Olhei — me no espelho.
Minha imagem refletida não sangrava. E então olhei para o meu corpo de novo, e ele continuava coberto de sangue. Não parava de me olhar no espelho. O reflexo era completamente e totalmente diferente do que eu via em meu corpo.
Eu estava insano, confuso. Imediatamente me envolvi na toalha, abri a porta e sai correndo, esquecendo assim o chuveiro ligado.
Minha mãe ouviu meus passos de desespero, ela subiu as escadas e foi até o meu quarto e me encontrou sentado no chão, encolido no canto, com os braços segurando minhas pernas e com a cabeça abaixada. Tentando me acalmar.
Ela me vendo naquele estado, correu até onde eu me encontrava, se sentou ao meu lado e passou seu braço por volta dos meus ombros e disse
— Charlie eu sei que sou brava e me irrito com você. Mas o que está havendo?
Eu não conseguia responder a minha boca tremia e a minha voz não queria sair, a única coisa que eu disse foi:
— Espelho...
— Sim filho, o que tem no banheiro? – ela me perguntou calmamente.
Vendo que eu não me lhe respondia, ela gritou o meu pai.
— Alex! Corra venha rápido, estou no quarto do Charlie.
— Estou indo – gritou ele
Chegou em meu quarto imediatamente, se abaixou ao meu lado
— Charlie? O que você tem?
— Pai. Eu estou bem pai?
Ele me olhou com uma cara de espanto, e olhou para a minha mãe que de fato, também estava assustada.
— Sim Charlie, não há nada com você
— Suspirei-
Na hora, foi um alivio ter ouvido o que ele me falou.
Me levantei e sentiu na escrivaninha, abri o caderno e anotei tudo, extremamente tudo o que tinha ocorrido. Peguei o telefone e liguei para a Medeleine
— Alô? – ela atendeu
— Made, é o Charl, venha aqui em casa, rápido! – desliguei o telefone sem que ao menos pude –se me responder.
Em seguida liguei para o Danny.
— Alô? – disse ele
— Dan, é o Charl, venha aqui em casa, rápido! – desliguei o telefone
Não deu nem vinte minutos e eles estavam dentro do meu quarto. Juntos começamos a relacionar os fatos ocorridos. Quando Made chegou a uma rápida conclusão.
— Charlie...
— Fala!? – disse a ela
— Descobri uma coisa tenebrosa sobre essas coisas..
— Fala logo
— Er... O que você vem tendo são... premonições, ou seja elas podem ser para sempre e pior, tudo mesmo o que você vê ou sente, irão acontecer mais cedo ou mais tarde, e sempre podem acontecer com as pessoas que você mais se relaciona. Todos os que se aproximam de você correm esse risco.
Eu fiquei paralizado por minutos, sem piscar olhando para um ponto fixo.
O Dan junto com a Made tentavam fazer que eu prestasse atenção em outra coisa.
Quando finalmente a minha alma voltou para o meu corpo...
— Como? Made e Dan, isso é coisa dos filmes
— Infelismente sim – disse Danny
— Mas como? Isso é apenas coisa dos filmes – falei assustado
— Não, não é coisa dos filmes Charl – disse a Made
— Mas veja por um lado bom Charlie, pode ser útil para a sua vida, você pode ganhar milhões de euros — disse o Dan.
— Cala a boca! Isso não é uma coisa útil, será que vocês não percebem o perigo que vocês correm andando junto a mim? – berrei.
Ele abaixou a cabeça, e Madeleine ficou me olhando.
— Será que vocês não percebem, que isso acaba com a minha vida a cada minuto e hora que passa?
— Claro que sim, Charlie, se acalme – disse Madeleine
— Não, vocês não entendem
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