O Meu Vizinho, Justin.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Corri e vi as minhas amigas sentadas na praçinha conversando com o Ryan e Chaz. Começei a andar devagara pra não chegar perto delas ofegando, não queria que elas me fizessem perguntas ou algo do tipo, não ali, não agora. Andando mais lentamente percebi que a Monique não conversava com o Chaz, ela estava apenas escutando músicas no seu celular, e Chaz sentado ao lado dela, o seu olhar apaixonado me cortava o coração, já tinha tentando mil vezes fazê-los voltar, mas para ela era fora de cogitação!
Já o contrário acontecia com Brena e Ryan, apesar dele ser um tanto galinha era bonitinho como ele olhava pra ela e falava coisas românticas e um tanto melosas pra ela.
Eu me aproximei esimplesmente disse:
- Ufa, peguei o celular! – Tentei disfarçar a minha cara de espantada. Mas acho que não deu certo.
- O que houve, você ta vermelha! – Disse a Monique, ela era minha melhor amiga e me conhecia perfeitamente bem!
- Ah nada, eu só tropecei e quase cai, e fiquei um tanto tonta! Acho que foi apenas o susto de cair! – Eu disse aquilo, mas nem eu mesma acreditaria nas palavras idiotas e sem sentido que tinham acabado de sair da minha boca! Ela me olhou com uma cara desconfiada e disse:
- Ah bom! É... senta aqui, hoje tá um tédio, vamos fofocar sobre algo! – Ela disse rindo.
- É, ãn... Você viu o gato novo na minha sala? – Disse simplesmente por dizer.
- Não! – Ela disse discrente!
- Ah esquece. – Eu e ela sabíamos que não haviam novatos na minha sala, eu apenas estava sem palavras, só queria para de pensar no Justin e nos seus lindos olhos!
A gente ficou ali até umas 10 horas. E resolvemos subir, a Brena já tinha subido, sua mãe já tinha lhe chamado! E o Ryan a levou até seu andar e se direcionou ao seu apartamento, então restavamos apenas eu, Monique e Chaz. Eu estava um tanto desconfortável, ele ficava chamando ela pra conversar a sós e eu me sentia uma intrusa. Eu falei :
- Nick, fica aí com ele, a gente se fala no MSN, ok? – Eu disse sem esperar resposta e peguei o elevador!
Subi e quando cheguei em casa, fiquei surpresa minha mãe tinha visita, era uma mulher bem jovem e bonita, e sorri educadamente e disse:
- Boa noite mãe! Boa noite... Ãn, senhora! – Disse envergonhada.
- Não me chame de senhora sou Pattie, Pattie Mallette! – Ela disse estendendo a mão.
- É um prazer conhecê-la Pattie, meu nome é Tamara – Apertei sua mão e fui pra cozinha beber água! Eu nunca a tinha visto, vai ver ela era do trabalho da minha mãe e tinha passado para uma visita! Eu escuto a minha mãe me chamar, eu fui correndo:
- Oi mãe? – Disse tentando parecer educada.
- Pattie quer que você faça um favor a ela, você poderia?
- Claro, em que eu posso te ajudar Pattie? – Não poderia ser nada demais...
- Bom, sua mãe acabou de me falar que você estuda no Colégio Ideal e o meu filho vai estudar lá...
- Nossa que legal! – Eu falei a interrompendo.
- Então as aulas já começaram e ele vai entrar sem conhecer ninguém, você se importaria de ir com ele. Pra ajudá-lo pelo menos no começo!?! – Ela disse super simpática, eu não pude dizer não.
- Ok, mas... Como vou com ele, onde ele mora? – Eu não entendi, eu ia ter que ir até a casa dela pegá-lo e ir depois pra escola, meu Deus, eu ia chegar super atrasada!
- Ah você não sabe? Eu moro no apartamento ao lado, próximo ao elevador, sabe? – Ela disse.
A minha cara foi de espanto, ah meu Deus, será que ela é mãe do Justin? Não, não pode ser, eu só penso isso porque ainda não o tirei da cabeça, deve ser coincidência demais!!!!
- Você poderia ir lá agora, conhecê-lo, e avisá-lo que horas vocês saem e coisas do tipo! Você faria isso? – Ela perguntou, eu pensei meu Deus, ela deve ser bem moderna, seu filho está sozinho em casa e ela vai deixar uma garota entrar lá sozinha? Ela não conheçe o tarado que tem em casa? E minha mãe não ia falar nada, ia me entregar como uma presa fácil, eu sei que ela não vai deixar, aguardei apenas o que ela ia dizer.
- Vá lá filha! Tenho certeza de que ele deve estar confuso com toda a mudança! – Ela disse calmamente.
O QUÊ? COMO ASSIM? O QUE DEU NELA, NÃÃÃÃO! Lutei contra a minha vontade de gritar não e disse com uma cara angelical,
- Tá tudo bem! – sorri saindo pela porta, mas assim que fechei a porta pensei, o que eu vou fazer? Vou apenas bater lá e aparecer, e o que eu devo dizer? Ah meu Deus!
Levei uns 15 minutos lá no corredor, mas resolvi ir logo antes que a Pattie saísse e me visse ali paralisada! Eu caminhei até a porta e hesitei em bater.
Mas aí eu bati logo, demorou um pouco e ele abriu apenas enrolado na toalha.
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