O Meu Vizinho, Justin.
39 Capítulo 39
Era do Justin, e tenho que confessar aquilo me aliava o coração, a vontade que me veio foi de ir pra casa e ir lá falar com ele, abraçá-lo, beijá-lo. Mas aí eu olhei pra minha mãe, e vi que ela estava sorridente, eu não iria estragar tudo com ela, não agora. O Justin, eu poderia falar amanhã e não responderia a mensagem. — O que houve filha? Que ir embora? — Ela disse decepcionada, euqnato eu guardava o celular. — Não mãe, a gente vai fazer compras lembra! -Disse com um sorriso enorme, eu ia amar ficar um tempinho com ela. *** À noite tinha sido ótima, eu tinha comprado um pouco de tudo, tinha comido um pouco de tudo e o mais importante, eu estava com a minha mamizita super feliz e contente do meu lado. Fui direto pro banheiro tomar um banho, passei alguns cremes no rosto e fui vestir o pijama; voltei no banheiro e tirei todos. Fui na sala e minha mãe estava cochilando no sofá. — Mãe? Vai pro seu quarto. — Eu disse a acordando. — Ãn? — Ela falou abrindo os olhos com esforço. — Ah tudo bem filha. Boa noite. -Ela se levantou e foi pro seu quarto. Eu desliguei a TV, e fui até a geladeira beber um pouco de água, já eram quase 11 e meia da noite e eu pretendia acordar cedo amanhã, pra arrumar o meu quarto. Fui pro quarto e me deitei na cama, revirei de um lado pro outro até achar uma posição confortável pra dormir, e me encostei no travesseiro que ontem Justin tinha dormido, seu cheiro ainda estava lá e me entorpecia, eu queria que ele estivesse ali que nem na outra noite e que tudo estivesse perfeito que nem ontem. Mas não estava, eu tinha apenas a lembrança e a dúvida se ele realmente tinha me desculpado foi quando meu celular tocou, eu me assustei e corri a sua procura, antes que minha mãe escutasse e falasse algo. Olhei debaixo do travesseiro, na mesinha e lembrei que ele poderia estar na bolsa que tinha levado quando saí. E estava lá. No visor tinha escrito Justin, eu não pensei duas vezes e atendi. — Ligação mode ON- — Oi — Ele falou quebrando o silêncio. — Oi — Eu falei meio tristinha, pelo tom de voz dele, não parecia bem. — Como foi seu dia? — Ele perguntou. — Na verdade, foi um saco, mas eu passei a maior parte do tempo dormindo, então tudo bem. — Eu disse e ele deu uma leve risada do outro lado da linha. — Sua dorminhoca. — Ele disse rindo. — E o seu? — Perguntei. — Foi... Horroso, as horas se arrastaram sem você. — Ele falou . — Eu realmente não queria brigar com você e não queria passar o resto do dia sem escutar a sua voz, então, eu pensei que talvez a gente pudesse conversar por isso te liguei. A gente pode conversar? — Ele perguntou. — A gente tá conversando... — Eu respondi. — Sério, sem piadas, eu preciso falar com você, te olhando. Não gosto desse lance de ficar no telefone. — Ele falou. — Justin, você tem algum problema com a luz do dia? Porque sempre quer me ver a noite e de preferência em horários nada recomendáveis. — Eu falei. — Ah para né. — Ele falou rindo. — É bom ouvir a sua risada, por um instante, eu pensei que tinha estragado tudo... — Eu falei com receio. — Posso te ver? Agora? — Ele insistia. — Justin minha mãe está dormindo, e eu realmente... — Eu fui interrompida. — Perfeito, me espera. — Ele desligou. — Ligação mode OFF — Isso não estava nada bom, eu não gostei de ouvir a frase "me espera". E de repente meu celular vibrou nas minhas mãos, era uma mensagem. "Estou aqui na sua porta. Acho melhor você abrir, ou eu vou bater e sua mãe não vai gostar." Era do Justin, porque ele fazia isso? Ele gostava do perigo das madrugadas? Eu não entendia muito bem, mas eu acabava concordando e adorando tudo que ele fazia, tipo agora, que só de lê a mensagem já estou com um sorriso bobo no canto da boca. E como sempre me rendi a seus caprichos. Fui correndo até a porta, tentando não fazer barulho. Eu abri, e lá estava ele parado na minha frente com um sorriso e nada além de um short leve pra dormir, ele tava definitivamente querendo me provocar. Eu pensei em falar algo, mas não tive tempo, ele me encarou nos olhos e me agarrou pela cintura e colocou nossos rostos e falou: — Eu sou viciado em você. — Ele disse. Aquilo estava me matando, o simples toque dele me fazia estremecer seus olhos era como o paraíso e eu não podia parar de olhar, os seus lábios convidativos. Eu apenas encostei nossos lábios e foi suficiente pra que meu coração quisesse pular fora do peito, eu nunca tinha me sentido assim antes, apenas com ele. Só ele. Logo ele entre abriu meus lábios colocando suavemente sua língua na minha boca. Sua língua passava por cada centímetro da minha boca, e eu estava entorpecida com aquela sensação, subi as mãos pelas suas costas, e sem a blusa, eu pudi sentir melhor sua pele, e era bem quente mais macia, subia a mão até seus cabelo e entrelacei os dedos nos seus fios de cabelo, aprofundando nosso beijo. Ele desceu a mão até minha cintura e apertou, me dando uns selinhos. — Acho que não teria dormido se não fizesse isso hoje. — Ele falou sorrindo de lado, o sorriso mais lindo do mundo. — Justin, você é louco. — Eu disse sorrindo. — Minha mãe pode nos pegar aqui. — Eu falei, enquanto segurava a sua mão. — Verdade, vamos... — Ele disse entrando na minha casa e caminhando até meu quarto, ele entrou e se sentou na minha cama. — Justin, seu louco. Me espera aqui. — Eu saí do quarto sem fazer barulho e fui na sala fechar a porta e voltei pro quarto. Quando entrei ele estava em pé do lado da minha cabeçeira vendo uma foto minha, de quando eu era criança, eu corri para desviar sua atenção. — E então.. — Eu disse olhando nos seus olhos. — Você parecia uma bonequinha. — Ele falou rindo. Na verdade eu não liguei eu estava encantada com aquele sorriso que eu tinha causado nele. — O que foi? — Ele perguntou percebendo minha cara de boba encarando ele. — Você é meu tudo sabia? — Eu disse e o abraçei, ele me abraçou também. — Eu quero que você me perdoe pela burrada de hoje, mas a culpa não foi minha... — Eu disse. — Esquece tá? Sabe o que eu percebi nessa tarde sem você? — Ele falou me olhando. — O quê? — Eu perguntei me sentando cama. — Eu lembrei do que o Freddie me disse no dia em que eu bati nele: A Tamara vai acabar caindo em si, eu conheço ela, desde pequeno, acredite, só tem um vençedor nesse jogo, e o nome dele é Freddie. E eu vou acabar fazendo ela ficar comigo de um jeito ou de outro. — Ele repetiu as palavras que Freddie tinha dito, eu sabia que o Freddie estava realmente tentando nos afastar, mas aquele não era o Freddie que eu conhecia, ele estava... diferente. — E eu pensei, que talvez, ele já esteja colocando suas armações em prática e talvez hoje tenha sido uma delas. — Ele disse se sentando ao meu lado. — É... Eu realmente não entendo o que está acontecendo com ele. O Fred sempre foi alguém atencioso, carinhoso, alegre, simpático, — enquanto eu falava ele revirava os olhos. — mas ele mudou, talvez ele esteja apenas com ciúmes de você. — Eu completei. — Vocês já... Tiveram algo? Porque se for realmente ciúmes, ele tinha que sentir algo de antes. — Ele falou. — Bem... — Eu hesitei em falar aquilo, talvez piorasse tudo. — Quando nós eramos pequenos eu e Fred éramos muito ligados, o pai dele e minha mãe se conhecem desde crianças, eles moravam no mesmo bairro e as famílias sempre foram muito unidas... — Eu falei tentando desviar do assunto que com certeza ia fazê-lo ficar com raiva.
Notas finais
JBeijos :*
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