O Meu Vizinho, Justin.
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Eu fui na cozinha pegue a xícara e disse: -Vai pro seu quarto e fique lá deitado, eu levo pra você! – Pô, eu não sou bebê, me deixa beber logo! – Para, calma. Você se deita relaxa, e já fica no clima de dormir, enquanto isso eu adoço o chá, levo você bebe e dorme! Pronto.Ele me olhou irritado e bufou. Saiu em direção ao seu quarto, eu fui em seguida, quando cheguei ele tava sentado na cama, bocejando.- Então tá, toma! – Eu dei a xícara pra ele, ele olhou, cheirou e fez cara de nojo.- Ah meu Deus, se amanhã eu não estiver melhor, te mato por me fazer beber isso! Eu apenas sorri enquanto ele bebia. Ele bebebu tudo de uma vez eu ri, e peguei a xícara da sua mão, enquanto ele tentava não vomitar. Levei ela até a cozinha e quando voltei ele estava na sala assistindo TV.- Eiii! Vai pro seu quarto dormir. – Eu disse protestando.- Sem chance, vai começar um filme bem legal agora! – Ele virou pra TV e continuou assistindo.- E quanto ao trato, você bebia o chá, dormia e eu ia embora! – Eu o cobrei.- OPA! Calma aí, em nenhum momento eu disse que horas eu ia dormir, eu te pedi pra ficar comigo até eu dormir, não disse que ia dormir agora! – Ele apenas riu.- Sério? Você tá brincando né? – Eu não tava acreditando naquilo.- Senta aqui e relaxa! – Ele bateu na poltrona do sofá que estava ao seu lado!Eu bufei e sentei em outro lugar longe dele. Ele não reclamou, ficamos assistindo uns 15 minutos e ele já tinha se deitado no sofá, apoiava a cabeça em uma almofada e parecia exausto. Depois de uns 20 minutos ele estava quase dormindo. Eu me aproximei e disse baixinho:- Justin, vai pro seu quarto, você fica mais confortável. –Ele abriu os olhos e foi em direção ao seu quarto e me puxava pela mão, eu fui sem discutir. Ele se deitou na cama e se enrolou, eu puxei uma poltrona e fiquei sentada, apenas o olhando.- Obrigada por me aguentar mesmo eu tendo sido um chato com você! — Esquece, foi divertido, eu não tinha mesmo nada pra fazer.- Quando estiver doente vou te chamar sempre, você é meu melhor remédio! – Ele pegou minha mão e ficou a segurando e massageando com o seu dedo. Meu coração disparava, ele sabia como me deixar sem graça.- Eu já vou indo, você deve estar com bastante sono. – Mas quem disse que ele me deixou sair? Ele segurou minha mão forte. – Ah, não vai não. Você prometeu, até eu dormir!Eu não protestei. – Porque você não falou pra sua mãe? E se você ficasse pior no meio da noite? — Eu te ligaria, e você viria aqui, né? – Viria sim, mas você não pode achar que eu sou sua mãe, ela sempre vai cuidar de você melhor.- Ah para com isso! O meu único remédio é você, minha mãe é ótima, mas você é tudo que eu preciso. – Ele se levantou da cama e veio e ficou de joelhos na minha frente. – Sabe, eu não entendo porque você se faz de durona, eu gosto de você e você sabe! Você só esta tornando as coisas mais difíceis. – Ele passou a mão nas minhas bochechas, e se aproximou, ele estava ofegante e sua respiração descompassada me deixava alucinada, eu não sabia se resistiria ao beijo dele dessa vez. — Justin, por favor. Isso não é legal. Você quer me confudir? – Porque ele fazia aquilo comigo se no outro dia ele estaria agarrado com outra menina. Ele não tinha coração? – Ai não acredito. Tô aqui dizendo que gosto de você, vai. Para com isso. — Nossos lábios se encostaram e era uma sensação boa. Mas eu não deixei durar muito tempo, eu o afastei.- Justin, você é só um amigo pra mim. – Disse de cabeça abaixada. Ele continuou ali me olhando, era de partir o coração, mas era melhor assim, enquanto eu ainda podia controlar esse sentimento, que eu nem sei do que chamar!- Eu não acredito em você. – Ele me agarrou rapidamente e me beijou, seu beijo era doce e apesar da pressa era suave. Ele me colocou em seus braços e passou sua mão na minha cintura, ele foi beijando e foi descendo até meu pescoço, ele me acariciava e era muito bom.- Justin, para. Eu falo sério. Te vejo como um irmão. – Eu disse friamente enquanto o afastava pra longe. – Acho que isso já foi longe demais. – Eu o encarei e vi sua reação de decepção.Ele virou as costas pra mim, e falou:- Você poderia sair, eu quero dormir. – Ele foi frio e arrogante. Suas palavras eram como facas no meu peito. Mas era o preço a pagar pra que mais tarde eu não me arrependesse.
Notas finais
JBeijos!
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