O Meu Vizinho, Justin.
18 Capítulo 18
- Na verdade não, estou me sentindo mal, mas não quis falar pra minha mãe, ela ia ficar preocupada e não iria cuidar de seus negócios. — Ele abaixou a cabeça e ia em direção da sua cama. Eu apenas o peguei pelo braço e o virei pra mim, coloquei a mão na sua testa e estava quente, não muito mas ele devia estar ficando com febre. – Você está febril, está ficando gripado ou algo do tipo? Hoje pela manhã estava tão bem. – Ele se virou e continuou em direção a sua cama. Eu o segui, ele se deitou e ficou enrolado. Eu não queria deixá-lo lá sozinho se sentindo mal me sentei ao seu lado e passei a mão na sua cabeça, ele sorriu.
- Ei, tive uma ideia, que tal um chá? A gente sempre melhora com chá! Pode ser só alguma virose. – Eu falei animada.
- Ah não! Chá não, eu odeio chá! Eu não posso melhorar com algo que eu odeio! – Ele resmungou se virando.
- Justin, você tem quantos anos 5? É só um chá. Se eu fizer promete tomar uma xícara? Só uma, vai! É rapidinho! –Eu pedi . Ele se virou em minha direção e disse:
- Promete que se eu tomar você vai ficar comigo até a hora que eu dormir? É rápido prometo. Sò não quero ficar sozinho e doente, porque isso é o cúmulo da solidão! –Ele exclamou.
- Sério? O Justin gostosão não quer ficar aí doentinho e sozinho? – Falei apertando suas bochechas. Ele não gostou. – Tá tudo bem! Eu vou lá em casa pegar... – Ele me interrompeu. — Na verdade, não é necessário, minha mãe tem alguns chás, ela ama tomar chá!
- Ah tá! Então você pode me mostrar onde encontro o chá e onde posso fazer? – Eu me levantei e estendi minha mão, pra que ele pegasse e viesse comigo. Ele se levantou pegou na minha mão e sorriu tristinho, ele tava realmente ficando doentinho, chegava a dá dó.
Ele me levou até a cozinha e me mostrou onde ficava tudo. Se sentou no balcão e ficou me vendo preparar. Depois que deixei esquentar um pouco eu fui na direção dele e me sentei ao seu lado. – Tá bom, me diz o que você fez hoje, quem sabe a gente descobre porque você tá se sentindo mal! –Ele me olhou querendo rir e disse: — Tá bom doutora, eu me acordei e um ajinho tava me acariciando, tava ótimo... – Eu o interrompi: — Justin é sério, quando perguntei o que você fez hoje, quero dizer depois de sair lá de casa meio dia. – Falei, aborrecida. – Tá bem , eu vim pra casa, e corri pro meu quarto, fiquei no computador até umas 4, almoçei, e minha mãe pediu pra mim ir na famácia comprar um remédio pra ela. Eu saí e comprei. Ahh na volta eu peguei um chuvisco, talvez por isso eu esteja com um pouco de febre e dor de cabeça, foi o chuvisco do fim de tarde! – Eu sorri e disse: — Tá aí o motivo, talvez depois do chá e de uma boa noite de sono você acorde melhor! – Na mesma hora o bule apitou e o chá estava pronto, eu virei e fui apagar o fogo, enquanto eu colocava o chá, ele correu pro quarto, e eu larguei tudo e corri atrás, quando ele quase fecha a porta eu tento fazer força pra conseguir abrir.
- Fala sério Justin, isso é criançisse, abre a porta! –Ele abriu e eu entrei, ele fechou a porta e ficou no caminho pra que eu não a abrisse.
- Ah fala sério, talvez só uma noite de sono me faça bem! Eu não vou tomar chá! – Ele resmungou.
- Ah você vai sim! — eu me aproximei dele tentando abrir a porta, ele estava me impedindo e me agarrou;. Ele me arrastou e me deitou no chão do seu quarto e me segurou.
- EU NÃO VOU BEBER CHÁ! – E deu um sorriso vitorioso. Pra quem estava doente, ele aind atava bastante fortinho.
- Tá tudo bem! Você venceu! Mas já que não tem chá, não tem trato, você pode me largar e eu vou pra casa! – Eu disse séria, sabia que se ele realmente queria minha companhia a chantagem ia funcionar.
- Tá bem. – Ele disse, eu me surpreendi, então ele não me queria ali. –Tchau! – Eu sai pela porta, e ele gritou:
- ESPERA! Você vai mesmo deixar um doente sozinho? – Ele disse fazendo biquinho.
- Pra alguém que está doente, você está super agitado e com muita força! Você vai ficar bem! – Eu disse rindo e saindo do seu quarto, ele me seguiu até a sala, e disse:
- Tá bem! Você venceu! Eu tomo, mas você fica comigo até eu dormir, né? – Ele me implorava. Era legal ver meu poder de persuasão.
- É, eu fico. – Ele correu pra cozinha e disse: — Ta bom, cadê o chá?
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