Colegial não é tão fácil, todos sabemos disso. A vida em si não é tão fácil. Do outro lado da tela, podemos fazer o que quisermos. Podemos ser quem quisermos. Dar o poder de um adolescente usar a internet, é algo perigoso. Você pode usá-la e várias formas: para o bem e para o mal. Quando você compartilha algo, talvez você não esteja pensando direito. Ou, quem sabe, esteja.

Estava eu, no meu computador, tentando arranjar algo para fazer, quando me deparo com algo nas minhas redes sociais: André, um menino da minha sala, tinha compartilhado uma forca na minha página. Bem, eu não era tão depressiva assim no passado...

*2 anos antes...*

—Posso te adicionar na call do servidor, Luma?

—Claro!

Eu estava muito ansiosa. Conversar com todos aqueles que jogavam comigo por trás de um computador. Várias pessoas de lugares diferentes... Não era algo incrível? Bem, eu achava que sim.

—Manda “tpa”, Luma. Peciso de ajuda aqui na minha plantação. -disse, Tácio.

—Já estou indo.

Nunca iria adivinhar que algo poderia surgir dali, só por causa de um jogo. Só por causa de um chat.

—Parece que só tem a gente na call, Luma.

—Sim. Vamos na call privada.

Dias e dias se passaram, e nós nos tornamos melhores amigos. Eu acordava pensando em jogar com você, todo dia. Era esse o meu cotidiano. Jogar todos os dias com você, nem que fosse só com você.

—Queria te fazer uma pergunta. -disse, Tácio.

—Faça.

—Você já pensou em namorar?

—Eu nunca pensei na possibilidade. Talvez, porque não tenha achado a pessoa certa, ainda.

—Talvez, a pessoa certa esteja em algum lugar do mundo, nem que seja longe de você.

—É, talvez.

—Eu teria chances?

Mandei uma mensagem para as minhas amigas, desesperada. Eu realmente estava sem reações, não sabia o que fazer. Era muito nova, estava prestes a fazer 13 anos e, ele, tinha 15. Era de Áries: fazia aniversário no mesmo dia que a minha mãe. Eu era de Gemêos.

—Talvez.

—Poderíamos tentar?

—Sim.

Me lembro muito bem desse dia. Era começo de abril. Saí saltitando pela casa, gritando: ESTOU NAMORANDO, ESTOU NAMORANDO. Estava super empolgada com as minhas amigas no telefone. Era algo surreal. Eu era completamente excluída na minha escola, tinha uns 2 amigos e era, enfim, muito estranha.

—Te amo, minha Asuna vermeia :3. -disse, Tácio.

—Também te amo, meu Kirito ;3. Boa noite ♥.

Conversávamos dia e noite, sem exceções. Eu estava completamente apaixonada. Quando, de repente:

—Tácio, não acho que isso está dando certo. Eu sou muito nova.

—Do que você está falando?

Eu estava confusa. Tinha brigado com um menino que eu gostava há um tempo, mas ele tinha voltado. Samir tinha voltado, e eu ainda sentia algo por ele.

—Acho que não está na hora de eu namorar, só isso.

—Pelo menos amigos?

—Claro.

Larguei tudo por você, Samir. Mas, infelizmente, você me decepcionou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.