O Mestiço
3 A Infancia Do Filho Dos Dois Mundos.
Notas iniciais
A infância de Elioth se resumia em duas coisas aprender e treinar, ele não queria saber de mais nada que não fosse
isso, então Annabelle lhe ensinava sobre tudo e Opcahim lhe treinava.
Logo eles não tinham mais oque ensinar a ele, ele se tornou mais inteligente que Annabelle e mais ágil que Opcahim,
os campos floridos em volta da casa haviam sido transformados em campos de treinamento de Elioth e as arvores
seus bonecos de treino.
Com apenas dez anos Elioth ja havia superado todos os seus limites tanto fisicos quanto mentais, então Opcahim e
Annabelle concordaram que ja era hora de testa-lo para ver do que ele era capaz, eles então proporão um jogo ao
garoto, ele tinha que encontrar e imobilizar os dois sem ajuda nenhuma e Elioth entusiasmado aceitou.
Os dois então sairão para dar inicio ao teste, enfim o momento que Elioth tanto esperava.
O primeiro que Elitoh encontrou foi Opcahim que lhe disse com um sorriso no rosto.
–vamos ver do que meu filho é capaz.
Os dois então começaram a lutar corpo a corpo, Opcahim tentava acertar Elioth com todas as suas forças mais
o garoto desviava como se estivesse brincando ate que ele acerta um golpe que arremessa Elioth longe, Opcahim
então vai ate o local para onde Elioth foi arremessado e chegando la não encontra nada a não ser o contorno
do corpo do garoto na arvore, de repente ele escuta um barulho vindo de suas costas e se vira rapidamente para olhar, então
Elioth aparece e lhe da um soco na boca do estomago e diz.
–O senhor já foi mais forte papai.
Opcahim é arremessado em direção a uma arvore mas Elioth o atinge antes do impacto e o arremessa para o
outro lado, Opcahim sem conseguir se mexer após os golpes do filho se declara imobilizado e se rende.
Elioth aceita a rendição do pai e sai a procura de Annabelle, ele chega a margem de uma cachoeira onde
encontra uma pegada de Annabelle e continua a procurar quando é pego por uma armadilha de troncos, Annabelle
escuta o barulho da armadilha sendo ativada e fica decepcionada pelo filho ter caido em algo tão obivio, quando
de repente Elioth aparece atras dela e diz em voz baixa.
–Boa tentativa... mais a senhora devia ter pego mais distancia da armadilha mãe.
E Annabelle assustada responde.
–como você fugi-
Elioth a interrompe com um soco na boca do estomago e a deixa inconsciente, ele coloca ela em suas costas e a
leva para casa. Assim que eles chegam Opcahim fica impressionado com o fato dele estar carregando a mãe nas costas
e diz com tom de de orgulho.
–Não tenho mais nada a te ensinar, você ate conseguil imobilizar a sua mãe.Isso sem mencionar o fato de você ter
me vencido com apenas três golpes.
Então alguém bate na porta e Opcahim manda Elioth levar sua mãe para o quarto e vai em direção a porta,
assim que ele abre a porta um dos guardas diz.
–Senhor, Eibon esta aqui e diz que quer falar com o senhor, devo deixa-lo entrar?
Opcahim responde.
–sim
Nesse momento Elioth aparece sem Opcahim perceber e se esconde atras para ouvir a conversa.
–A quanto tempo meu irmão.
Diz Eibon.
–Menos do que eu gostaria irmão.
Diz Opcahim.
Então Eibon se senta numa cadeira que estava por ali e diz para Opcahim se sentar também para os dois
conversarem, mais Opcahim continua de pé então Eibon vai direto ao que interessa.
–Muito bem então, eu vou direto ao assunto... você e Annabelle terão de voltar aos exércitos pois os humanos
declararam guerra contra as duas raças.
Opcahim fica desolado e responde.
–Mais como os humanos podem declarar guerra contra as duas raças?
Isso não deveria ser possível
–E alem do mais você sabe muito bem que nenhum membro do conselho pode chegar perto da qui... mesmo
sendo líder ou não!
E Eibon responde.
–pois muito bem meu irmão eu irei embora, mas vou enviar meu mensageiro amanha para lembra-lo de
voltar para o inferno o quanto ates.
Então Eibon sai e Opcahim fica completamente desolado com a noticia, ele sabia que um dia teria de voltar ao
exercito mas não pensava que fosse tão cedo e Elioth que estava escondido vai para o quarto e finge que nada
aconteceu.
Na manha seguinte o mensageiro chega e avisa os generais os dois então começam a pensar numa forma de
contar a Elioth oque esta acontecendo e o chamam, ele se senta e antes que eles pudessem dizer alguma coisa
ele diz.
–Eu também vou!!
Annabelle e Opcahim ficam surpresos com as palavras do filho e Opcahim pergunta.
–Como você sabe disso Elioth?
E ele responde.
–Eu ouvi o senhor falando com um demônio chamado Eibon sobre isso ontem.
Annabelle fica confusa pois não sabe de qual dos dois ela deve ter raiva, do filho que espionou o pai ou o pai que
permitiu a entrada de um demônio na sua casa e diz.
–Elioth isso é uma guerra não um treinamento ou um jogo, você pode morrer a qualquer momento em uma guerra.
–E Opcahim como você ousa deixar Eibon entrar em nossa casa desse jeito? Você já se esqueceu quem é ele?
E Opcahim responde.
–Não Annabelle eu não esqueci quem ele é e foi por isso que o mandei embora.
Os dois então começam uma discussão e Elioth se levanta com raiva e diz.
–Por que vocês estão brigando? Só por que um demônio entrou aqui? por que esse demônio é do conselho?
–Eu vou para o céu hoje pedir uma reunião com os conselhos pedindo permissão para me juntar ao exercito
vocês querendo ou não, eu sou filho de dois generais a guerra esta no meu sangue.
Então Elioth vai para o seu quarto e vesti sua roupa de treinamento, um casaco preto com uma camisa branca,
uma calça escura com uma bota preta e sai de casa em direção a beira do penhasco a caminho do céu, ele tira
seu casaco e mostra suas asas, asas de pássaro tão negras quanto o céu noturno em noite de tempestade.
Ao chegar no céu Elioth pede uma reunião com os dois conselhos e eles aceitam, Elioth pede para se juntar ao
exercito para combater os humanos ao lado de seus pais, os conselheiros negam o pedido de Elioth e Gabriel diz.
–Desculpe Elioth mas você é precioso demais para nós corrermos o risco de perde-lo em batalha.
Elioth fica furioso por ter seu pedido negado pelo conselho e retorna para casa, ao chegar la um dos soldados
lhe avisa que seus pais já foram se reunir com o exercito e que os soldados tinham ordens para não deixa-lo
sair dos arredores da casa em hipótese alguma.
Elioth então fica ainda mais furioso com a situação e vai para o seu quarto, mais no topo da escada ele vê
Eibon parado esperando por ele.
–Olá Elioth.
Diz Eibon.
–Olá senhor... Eibon não é mesmo?
–Sim Sim, bom agora que você já me conhece eu vou embora.
–Mas se você precisar de qualquer ajuda vinda de mim saiba que sempre estarei a seu favor...
Então Eibon vai embora e Elioth fica confuso com o que acabara de acontecer ali no topo da escada de sua
casa, e fica se perguntando como ele havia passado pelos guardas.
Os dias foram passando e Elioth seguia seu cotidiano normalmente mesmo com a falta dos pais, os guardas eram
quem faziam sua comida e lhe ajudavam nos treinos na ausência dos generais. Elioth se sentia sozinho em casa
sem seus pais para lhe fazerem companhia mas a guerra havia tido inicio e Elioth não podia ver nem ajudar
seus pais.
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