O Melhor que Podemos Fazer - Interativa
6 Se Desenrolando Com o Destino.
Notas iniciais
Depois de algumas horas, eu já estava completamente separado do grupo, e em uma situação lamentável.
Tinha 5 zumbis correndo atrás de mim, eu acabei largando o meu taco, já que estava atrapalhando demais na corrida.
Estávamos todos em um beco, mas assim que eu virei a esquina, me deparei com um beco sem saída, cercado por paredes. Mas por sorte, tinha uma tubulação em uma das paredes, eu tive que perder o medo de altura na hora e começar a escalar aquele cano se eu quisesse continuar vivo.
Mas pra minha alegria, aqueles zumbis também começaram a escalar os canos, e quando todos subiram, eu pulei pra uma sacada que estava no 3° andar.
O meu impulso fez o cano quebrar e logo em seguida cair, e no meio do ar, eu tive que fazer alguma macumba pra conseguir agarrar nas barras de ferro daquela sacada.
Assim que eu as agarrei, eu subi rápido e fiquei lá largado no chão, mas depois levantei e fiquei alerta, já que podia ter algum zumbi lá dentro.
A porta da varanda estava fechada e as cortinas também, como eu estava sem armas de mão ou de fogo, tudo o que me restou fazer foi bater no vidro pra ver se algum infectado pra não me pegarem de surpresa. Como não veio nenhum, eu forcei pra abrir a sacada lentamente, mas ela realmente estava trancada.
Não me sobrou outra escolha a não ser esbagaçar o vidro. Eu coloquei a mochila no chão e abri pra ver o que eu poderia usar, enquanto procurava, eu achei uma caixinha de chicletes. Eu peguei ela, abri, comi um e deixei a caixinha no bolso, depois peguei minha garrafa d’agua e joguei com tudo na varanda.
O vidro explodiu e a garrafa foi pro outro lado do apartamento, eu entrei pisando nos vidros mesmo, olhei em volta e vi que estava tudo deserto.
Eu peguei minha garrafa de volta, coloquei na mochila e comecei a explorar o apartamento começando pela sala, mas quando eu vi um piano, cara, a exploração foi pro espaço.
Eu arrastei uma cadeira até o piano, estalei os dedos e comecei tocando um solo de uma musica (nas notas finais), porém, quando eu estava no meio, eu escutei uma voz masculina dizendo:
—desculpe atrapalhar o pianista, mas a plateia está querendo outra musica.
Eu parei de tocar o solo que eu estava fazendo, mas não virei pra ele. Eu levei minha mão direita até as notas mais grossas e toquei um “tam tam tam”, depois me virei pro cara que me interrompeu, cruzei as pernas e coloquei os ombros no piano, dando um barulho de quebra de melodia, e a melhor parte: eu estava sorrindo, mas um sorriso que só mostrava o meu canino e os molares da boca no lado esquerdo.
Ali sim eu consegui ver, não era um, eram duas pessoas. O primeiro tinha 1,70 de altura, olhos verdes, cabelos castanhos claros, um corpo magro mas ao mesmo tempo forte, mas não alguém bombado. Ele usa uma camiseta longa preta, com o desenho de um círculo, fora desse círculo flechas penetrando, e dentro do círculo um coração, o desenho é feito da cor cinza, ele usa um casaco. uma calça social azul meio cinza, sapatos cinza escuro e usa luvas de couro pretas também. E era o que chamou minha atenção, já que era o único garoto.
A segunda era uma garota, com uma toca preta grande, cabelos castanhos que chegam nas costas, olhos dourados iguais os da Mangle, pele clara, alguns centímetros mais baixa que o garoto, usava um moletom azul escuro com capuz e sem zíper. Ela usava uma saia rodada preta com meias ¾ pretas igual a Saia. Ah sim, ela também estava com botas com um salto de 2 a 3 cm.
O garoto estava serio segurando uma adaga, já a garota estava tentando segurar a risada com uma pistola 9mm na mão.
Quando o possível ataque de risos que ela tinha decidiu ir embora, ela perguntou:
—você encontra sobreviventes e a primeira coisa que faz é uma trilha sonora de filme de suspense? Meu deus, e eu pensando que tinha visto de tudo...
Eu ainda acrescentei uma coisa dizendo:
—você diz isso porque nunca viu no youtube um vídeo de como assistir vídeos no youtube. Aquilo lá sim é outro nível.
A garota quase que riu de novo se o cara não tivesse falado:
—ok, ok. Agora vamos ao que interessa certo? Primeiro, qual o seu nome?
Eu respondi:
—Ender.
Depois ele perguntou:
—você está sozinho?
Eu: Mais ou menos. eu estou separado do meu grupo original e meio que fui expulso do grupo provisório que estava.
Ele: o que você tem ai guardado?
Eu: deixa eu ver... tem uma pistola e chicletes, querem um?
A garota apontou a pistola dela pra mim e respondeu com um sorriso no rosto:
—claro, pode me entregar junto da sua pistola por gentileza?
Eu peguei a caixa de chicletes, tirei um, guardei de volta a caixa, puxei a pistola devagar, peguei ela pelo cano, coloquei no chão e chutei na direção do cara, depois entreguei o chiclete pra garota e falei:
—cuidado com essa pistola, ela já foi muito usada em festas.
O cara pegou a pistola e atirou pra cima, só saiu um monte de confetes.
Nós conversamos por mais um tempo, eles me disseram os próprios nomes. O garoto era chamado de Lucas e a garota de Liz. Tudo bem que eles não podem confiar em mim e eu não posso confiar neles tão rápido, mas é assim que se começa um novo grupo.
Enquanto estávamos conversando, alguma coisa começou a bater na porta como doido, provavelmente um zumbi.
O que fizemos foi o seguinte: a Liz abria a porta, eu serviria de isca e o Lucas matava o zumbi. Era esse o plano, e quando a Liz abriu a porta, foi bem sucedido.
Ou era pra ter sido bem sucedido, se não tivesse mais 2 zumbis atrás do primeiro. O 2° zumbi que entrou foi totalmente surpresa, ele avançou no Lucas que por muita sorte conseguiu segurar ele, a Liz se apressou e deu uma coronhada no zumbi que jogou ele pro lado, mas ai entrou o 3°. Ele pegou a Liz pelo braço e quase mordeu se eu não tivesse enfiado a minha mão inteira pelo olho do bicho e segurado a cabeça dele por dentro do crânio.
Eu obviamente matei o zumbi, mas foi a primeira vez que eu tinha matado um zumbi com o cérebro dele na mão. Eu me senti o Killua na hora, enfiando a mão dentro do meus oponentes ( ͡° ͜ʖ ͡°) e depois puxando órgãos virais deles pra fora (0_0).
E depois de parar o zumbi, eu ainda usei a força do meu braço pra colocar ele na parede. Depois puxei minha mão pra fora da cabeça do bicho, joguei sangue pros lados sacudindo ela e olhei praqueles dois, ver se estava bem e tudo mais.
Ainda tinha um outro zumbi sobrando, ele iria avançar na Liz também, só que o Lucas deu uma rasteira nele. eu aproveitei a oportunidade e chutei as costelas do zumbi, mandando ele pro outro lado da casa, a Liz pegou uma das adagas do Lucas que tinha caído no chão e arremessou direto no olho do zumbi, o que o matou de vez.
Esse sim foi o momento mais tenso que tivemos até agora. Todo mundo estava suado e respirando forte, eu lembrei da porta e fechei ela com força, depois encostei e a tranquei. A Liz sentou no chão encostada na parede e o Lucas continuou deitado no chão, já que ele acabou caindo no meio da confusão toda.
Devemos ter falado um palavrão ou dois enquanto nos recuperávamos, logo em seguida, eu fui lavar as luvas que eu estava usando. É uma sensação desconcertante tem os restos dos miolos de um zumbi nelas. O Lucas foi ajuntar a adaga dele e pergunto:
—Ender, você tem algum corte na mão?
Eu respondi:
—não. Você não percebeu que eu estava usando luvas?
Ele jogou o sangue do zumbi da adaga com um movimento enquanto dizia:
—percebi, mas nunca se sabe.
As minhas luvas eram de couro, mas não deixava entrar líquidos. Quando eu pus a luva na água, deu um geladinho, mas a água não encostou na minha mão.
A noite, eu consegui ficar em um quarto sozinho, e quando eu entrei, derrubei um armário na frente da porta. O Lucas e a Liz se assustaram com o barulho, alguém forçou a porta a abrir, mas não conseguiu. Depois eu escutei a voz da Liz perguntando:
—Ender, o que foi isso?!
Eu respondi:
—eu acabei de derrubar um armário na frente da porta. Eu tenho chances de estar infectado por causa de uma possível mordida. Mas não é certeza, então eu vou esperar até amanha pra descobrir.
Ela fez outra pergunta:
—e por que não nos contou?
Eu respondi:
—vocês iriam tentar me matar também. Agora se me dá licença, eu vou trocar o curativo que eu fiz antes na ferida.
Eu troquei o curativo usando umas gazes que eu tinha pego na farmácia e fiquei lá, esperando pra ver se eu realmente tinha sido mordido ou não.
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