O Melhor Péssimo Dia de Minha Vida
2 O dia segundo América
Pipipi... Pipipi...
O despertador tocava, mas não havia ninguém para acordar...
A cama estava vazia. Fazia tempo.
“ Há!”, o americano surgiu na porta de seu quarto com uma escova de dentes nas mãos, falando com a boca cheia de espuma enquanto apontava para o pequeno objeto que insistia em continuar tocando, “ Você está atrasado! Porque eu já levantei! ‘Cuz I’m hero!”, e desapareceu, voltando para o banheiro.
Eram 8:30 da manhã. Se tudo desse certo, atingiria sua meta até antes do que esperado.
Jogou a escova em seu devido pote ao acabar e correu para a cozinha, pegando sua característica jaqueta marrom no caminho. Já abandonara o pijama há algum tempo, por isso levantou meia hora mais cedo que o normal.
Tomou literalmente um café. Com leite. Apenas. Não tinha tempo para fritar nada, mesmo que fosse praticamente movido a bacon e ovos mexidos; sair de casa o mais cedo possível era prioridade no momento.
Finalmente conseguiu tocar na maçaneta da porta principal, girá-la e empurrar – Quase a ponto de escancarar – a porta. Já ia começar a correr quando algo agarrou-o pela ponta da jaqueta e puxou-o para trás novamente. Alfred, com um berro, pousou seus olhos assustados no responsável pelo puxão e suspirou, aliviado.
“ Eu não me assustei…Heróis não se assustam!”, dizia de si para consigo enquanto tirava a jaqueta da ponta da maçaneta.
- X –
“ Hello! The hero’s here!”, América colocou a cabeça dentro do pequeno bistrô.
“ Entre, mon cher! Estou quase terminando...”, Francis deu apenas uma olhada rápida para a porta, logo voltando novamente a atenção para o glacê com que decorava um belo bolo retangular em cima do balcão.
“ Parece bom...”, comentou o outro enquanto passava pelas mesas vazias.
“ Oui, non só parece como é!”, o francês respondeu, colocando a bisnaga de glacê ao lado do bolo e abaixando-se à procura de uma caixa.
Aproveitando a distração do outro, o americano rápidamente pegou um dos croissants de uma cestinha próxima e enfiou no bolso da jaqueta. Depois pegou o glacê e...
“ Non faça isso!”, França deu-lhe um tapa na mão, fazendo com que Alfred soltasse a bisnaga, “ Non pode agir como um gentilhomme por pelo menos um minuto?”, colocou a caixa sobre o balcão.
“ Eu quase não tomei café... Heróis precisam se alimentar!”, dizia o outro enquanto colocava o bolo em cima do papelão, como o francês lhe pedira com um movimento de cabeça.
“ C’est bon.”, Francis começou a montar a caixa em volta do bolo, “ Você non ia aguentar os doces que je fiz.”
“ Onde eles estão?”, o francês viu os olhos de América brilharem.
“ Non estão prontos ainda. Maintenant...”, fez um sinal com a mão para que o outro se retirasse, “ Preciso ocupar moi com isso. Pegue o bolo e non me perturbe. Allez!”
Alfred pegou o bolo com um sorriso:
“ Você vai, não é?”
“ Oui, pourquoi pas? Quero ouvir os elogios do inglês aos mons doces!”, e desapareceu na cozinha.
- X –
“ Balões, balões! De todas as cores, formas e tipos! Pode deixar que eu cuido disso, aru!”, “ Essas músicas que você me mandou parecem legais, da! Vou arrumar tudo, mas posso levar Vodka?”, “ Às 11:30 na frente da sua casa? Claro, só preciso avisar o Kumakira-San...”
Essas foram as respostas que Alfred recebeu ao ligar para o celular de cada um dos convidados... Horas atrás.
Faltando poucos minutos para meio-dia, ninguém havia aparecido ou atendia às chamadas do americano.
“ Argh, espero que não tenha se envolvido em problemas de Copyright...”, “ Matthew, se estiver por perto, dê um sinal!”, “ Até você, comunista?”
Foram os dizeres de América nos minutos seguintes.
Depois, apenas o barulho do vento que acariciava seu rosto como que tentando consolá-lo...
“ Hey, América...”, ele ouviu. Uma voz tão suave que parecia vinda da própria brisa. O americano pulou do banco onde estava sentado e aguçou a audição, imóvel.
“ Eu te assustei, bro? Desculpe...”, Canadá apareceu em frente ao outro com seu típico sorriso tranquilo.
“ N... No, heróis não se assustam!”, repetiu o que havia dito de manhã e, aproveitando para mudar o assunto, perguntou o motivo da demora.
“ O Kumajura-San fez um estrago com Maple Syrup na cozinha e eu tive que limpar... Desculpe...”, respondeu o canadense enquanto encolhia-se, brincando nervosamente com as mãos.
“ It’s all right...”, o americano colocou uma das mãos sobre a cabeça do menor. “ Vamos esperar os outros...”
Ambos sentaram-se no banco. E esperaram.
Vez ou outra, Matthew tentava melhorar o ânimo do irmão com uma conversa ou piada. Alfred sentia-se melhor assim; Pelo menos, era seu irmão e não o vento...
Pouco tempo depois os norteamericanos sentiram o cheiro inconfundível de Vodka.
“ Eu trouxe as músicas, da! Demorei porque Belarus...”
“ Balões, aru!”, uma nuvem de pelo menos 20 bexigas adornadas apareceram sobre Ivan, acompanhadas da voz de Wang.
“ Tem de Vodka, da?”
“ Er...”
“ Quetos! Falta o França...”
“ Moi chamou?”, do lado oposto do russo e do chinês, Francis apareceu segurando uma pilha de três caixas de doces.
“ Great... Let’s go.”
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