O Melhor Amigo Do Meu Irmão
2 O queijo da minha mortadela.
Notas iniciais
Todas as escolas têm panelinhas. As malditas panelinhas que nós de nos misturar. Há os emos, aqueles meninos e meninas que só usam roupas pretas, maquiagem preta, cabelo preto e seus fones sempre estão berrando algo satânico e que quase estouram os miolos. Os normais eram pessoas normais como se é definido no titulo. Os nerd, seres humanos muito inteligentes e que o visual é o pior de tudo, nessa panelinha era obrigatório o uso do xadrez. Os geek, que são maníacos por jogos e que tem um pouco de inteligência avançada dos nerds, mas os geeks não usam as mesmas roupas cafonas e fora de moda. E a famosa panelinha popular. O que falar de uma panelinha onde só há vadias descendo até o chão e que não usam nada além de fio dental nas partes intimas.
Eu não tinha nada contra os estilos de musica, escutaram eu disse musica e não funk, seriamente que prazer tinha de se escutar “Bate com a bunda no chão, bate com a bunda no chão.” Se eu fosse mãe de uma criatura dessa eu mandava o medico por de novo na barriga e ver se nascia certo, ou se não a famosa chinelada na cara resolvia.
– Olha só quem chegou, à esquisitona do oitavo ano – E nessa panelinhas sempre tinha a vadia que adorava zuar com todo mundo.
– Olha quem eu encontro aqui, tirou folga hoje? Seus clientes estão fracos Angelina? Porque eu conheço uma esquina ótima. –Algumas risadas foram abafadas, outra não fizeram questão de poupar a garota dessa humilhação. Antes de eu dar minha carta de misericórdia Amanda me puxou para dentro do colégio com certa urgência.
– Você ficou louca é animal? Acho que sua tinta de cabelo está fazendo mal para o seu cérebro. Eu estava prestes a humilhar a Angelina – quando ela finalmente parou e me olhou, seus óculos redondos escorregaram um pouco pelo nariz e seus pés batiam freneticamente no chão.
– Você está louca, provocar a grandalhona ali?
– Eu não tenho medo dela.
–Isso todo percebeu, mas vamos mudar de assunto antes que eu lhe faça um discurso... Como vai o Peter?– eu olhei para ela com os olhos arregalados.
- Por quê? Você está afim dele? Sabe se você quiser que eu faça... – ela tapou minha boca e me deu um olhar maligno.
- Não se faça de tonta, vocês são apaixonados um pelo outro, você não admite, mas gosta dele no fundo – Até pode ser, mas é bem lá no fundo, sabe? Tão fundo que não existe. – Agora me reponde.
–Bom, o Peter, o Peter ele ta bem, do jeito dele é claro. Às vezes eu acho que quando ele nasceu o medico bateu na cabeça com tanta foca que o cérebro virou do avesso.
- Sabe o que eu acho? Acho que você foram feitos um para o outro, o mesmo vocabulário sujo, as mesmas repostas curta e diretas.
– E eu acho que você precisa de um psicanalista ou algo do gênero, não viaja pelas ondas da ilusão querida, entre mim e ele não irá rolar nada além de socos e sangue.
O sinal tocou e os alunos começaram a tomar conta dos corredores, arrastando eu e Amanda juntas, até que foi legal, porque nos poupou fôlego, que não valia nada se fosse gasto para ir à aula do Sr. Josh. Teatro. Eu odiava teatro, pelo simples fato que era preciso juntas duas turmas. E as duas turmas eram a minha e a da Angelina, essa combinação não era umas das mais inteligente nem mais seguras.
– Então, semana passada eu pedi para que vocês escrevessem uma historia ou talvez um poema de sua própria autoria. – ele foliou alguns papeis enquanto nós afastávamos as carteiras e nós sentávamos em uma roda no chão, Angelina ficou em meu lado. – Minha querida Angelina se importaria de ser a primeira?
Ela se levantou e ficou no meu da roda se tornando o centro das atenções, mais da metade dos garotos de minha sala e da dela só olhavam para o shorts de prostituta que ela usava.
– Quantas rosas são precisas para formar um jardim? Quantas rosas é preciso eu plantar para lhe ver sorrir? Quantas musicas terei que compor pra ganhar seu coração? É um simples equação, eu e você, somo só um coração. –Não sei os outros, mas eu não vi nada de interessante nessa coisa que ela escreveu, na verdade eu não sabia nem que ela sabia escrever. Ela terminou as palmas falsa tomaram conta de meus ouvidos, eu me virei para Amanda e coloquei o dedo com um gesto teatral de ancia de vomito, como se Angelina merecesse uma roda, ela merecia é um tabefe na cara. Aquilo era mais rodada que catraca de ônibus.
Ela voltou para meu lado e eu me afastei com medo de pegar alguma doença.
– Angelina você me surpreendeu muito – eu disse fazendo uma casa falsa de surpresa.
– Ficou maravilhoso não é?
– Eu não estava falando disso
– Do que você estava falando então?
– Eu não sabia que vadias sabiam ler, imagina escrever, mas você se saiu bem. – antes de ela rebater a voz do professor ecoou novamente.
– Ótimo Angelina, agora Eduarda poderia nós mostrar sua historia ou poema? – o Sr. Josh falou com certo desanimo, mas até eu não botava fé em mim mesma, eu era horrível nas aulas de teatro. Eu me levantei e fui para o meio da roda.
– Uma menina suplicava para os céus tentando limpara a terra do anjo mal: O criador porque fizeste isso comigo, conosco? Porque mandou um projeto de vadia para a terra? Oh Minha filha essa anja era pervertida suas vestes eram curtas e ela gostava de atentar os anjos do céus então eu a mandei para o inferno mais Lúcifer ficou com medo dela roubar seus filhos com o veneno que escorria de sua boca, então a mandamos para a terra, coitada da nossa filha Eduarda que tem agüentar esse projeto de vadia, me desculpe humano mais teve que ser assim. – eu parei para respirar e encontrei os rostos de meus colegas e doas alunos do nono ano perplexos o professor me olhava com desaprovação – Angelina, o anjo mal rejeitado pelo inferno e céus, a vadia que parou na terra esta agindo cada dia mais como uma cadela.
– Que tipo de poema ou crônica é esse? Além de ser totalmente imoral, não rimou em absolutamente nada.
– O da Angelina também não fez, esse meu poema é para mostrar que ela sempre será o pão da minha mortadela. – os alunos começaram a rir freneticamente e eu fui salva pelo sinal do recreio, sai dali puxando Amanda rapidamente.
– Desta você se safou querida – disse Amanda.
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