O Melhor Amigo Do Meu Irmão
7 Eu vou para Nárnia!
Eu estava vendo tudo em três cores: preto, branco e cinza, a rua aonde eu caminhava estava totalmente escura e deserta mais eu sorria. O meu sapato de salto fazia um barulho irritante na calçada o que era estranho porque eu odiava saltos e derrepente o som da minha voz se ouvia e a de alguém que estava ao meu lado também, as risadas não era forçadas eram doces e graves quando eu me virei para ver quem era levei um susto mais ele continuou com o sorriso no rosto senti sua mão apertarem mais firmemente a minha e ele parou bruscamente.
Quando meus olhos finalmente tomaram familiaridade do rosto três palavras que fizeram minha respiração acelerar e meu coração bater mais forte saíram da boca dele.
– Eu amo você – Peter me disse segurando meus olhos, e até agora eu não entendia o porquê esta vendo tudo em três cores mais a visão do rosto dele cada vez que se aproximava embaralhava até que eu senti algo contra o meu pescoço e minha testa tocou algo duro e gelado.
– Puta que pariu quem foi à anta gorda e que será morta daqui a cinco minutos que bateu na minha cabeça?- eu levantei a cabeça e me deparei com Amanda os livros estavam em suas mãos e a mochila no ombro a sala estava vazia, era recreio. – O meu Deus foi um sonho.
Eu falei abaixando a cabeça e verificando se eu não usava nenhum salto, mais só encontrei o meu velho e desgastado All Star. Que alivio eu não queria que fosse verdade, que porra tava acontecendo comigo eu sonhando com o jegue do Peter? Era loucura.
– Você tem o numero de algum psiquiatra, terapeuta ou psicanalista? — eu perguntei me levando e recolhendo meus livros onde eu estava usando como travesseiro eles continha uma roda de umidade, ai que nojo.
– Porque, você esta se sentindo estranha?Bom estranha você sempre foi mais eu to falando de ver porcos vestidos de cachorro quente, zumbis de Lady Gaga ou talvez achando seu irmão lindo? – Ela perguntou preocupada.
– Não bem pelo contrario, eu sonhei cm o Peter. Sabe aqueles filmes românticos antigos em preto e branco aonde acontece um beijo do casal no meio da rua?
–Santo Chocolate Mesclado, você sonhou com o Peter? Eu disse que era amor reprimido, sabe você não admite mais gosta dele, mais se joga amiga deixa esse sentimento cor de rosa tomar conta do seu coração, deixa a purpurina correr pelos seus ouvidos – não ela não tinha falado isso, purpurina? Se joga nesse sentimento? Que porra é essa? Eu olhei para com aquela cara “Você não falou isso” minha vontade era esfregar a purpurina que ia sair do meu ouvido na cara dela.
– Você não falou isso, repita isso mais uma vez e você vai ver por onde a purpurina vai sair de você.
– Me desculpe me deixei levar isso acontece quando eu vejo um casal apaixonado – ela fez um sorrisinho malicioso que deu vontade de vomitar na cara dela, saímos da sala e começamos a caminhar pelo corredor que estava vazio.
– Apaixonados? Eu e Peter? Não me faça rir Amanda o máximo que eu posso sentir pelo Peter é amizade mais nem isso agente tem – eu comecei a rir enquanto ela me olhava coma a cara de idiota que tinha, eu estava tão distraída que acabei esbarrando em alguém meus livros acabaram caindo no chão juntos com os da pessoa – Seu psicopata não vê por onde anda não? Eu devia meter a minha mão na sua cara pra ver se indireta essa visão de merda.
Quando eu olhei para a cara do menino eu quis morrer, Daniel parecia envergonhado mais quem tinha que ter vergonha na cara era eu mais não, meu nível de vergonha na cara era: -221.183.188.37373, ou seja, eu não tinha. Ele se curvou para me ajudar a pegar os livros que nós dois derrubamos um do outro enquanto a idiota da Amanda ficava só olhando.
– Essa é a parte da historia romântica em que eu nós derrubamos os livros e quando vamos juntar nossas mãos se tocam, tem troca de olhares e damos nosso primeiro beijo? – Daniel falou, eu corei se eu não fosse feia eu diria que isso foi uma cantada e uma cantada gentil, ele pegou todos os livros dele e me ajudou com os meus.
– A parte de troca de olhares nós podemos fazer mais a parte do beijo você iria tirar a inocência da moça – nós rimos, eu não era inocente, eu tinha ficado com apenas dois meninos mais inocente eu não era. – Então, eu te vejo no refeitório?
– Claro – ele abriu o ultimo sorriso e caminhou pelo corredor, Amanda ficou me olhando com aquele olhar de fdp que ela tinha.
– Ele está afim de você.
– Claro que ele não tá, você imagina demais igual ao ano passado quando a Isadora te falou que Narnia era no armário do professo e no meio da aula você pegou a mochila e gritou “Eu vou para Narnia” chutando a porta do armário.
– Okay, isso foi idiota mais só não deu certo porque não havia casacos nele se tivesse eu já estaria lá.
– Claro que estaria – eu disse irônica, quando finalmente chegamos ao refeitório eu não avistei Angelina, ela deve ter ido embora. Peguei meu lanche e me senti na mesa, Amanda era lerda para escolher então enquanto isso eu abri o meu livro de literatura Romeu e Julieta, mordi um pedaço da minha maça enquanto eu lia, eu não me mataria só porque a pessoa que eu amo morreu, e não sofreria por muito tempo porque não adiantava nada eu chorar por quem já estava debaixo do pó da terra porque algum dia nó encontraríamos novamente e o que tínhamos ia ser finalmente interno, fui tirada de um dos raros momentos que era romântica por uma voz.
– Podemos conversar? – Daniel colocou sua badeja em cima da mesa e se sentou.
– Por que não? Se for sobre Angelina... – ele não me deixou nem terminar a frase.
– Não é sobre a Angelina é sobre você, quer dizer nós dois.
– Desculpe, deixa-me ver nós dois? Eu e você não pertencemos à mesma frase ou pertencemos?
– Não, ainda não – ele fez uma pausa se foi impossível de não sorrir – Sabe aquele garota de mais cedo com que você conversou Peter eu acho que era o nome dele.
– A Peter, sei o que projeto de jegue que ao invés de nascer como animal nasceu como humano? O que tem ele?
– Bom depois que a gente se esbarrou ele me encontrou e disse que era pra mim ficar longe de você, e eu queria saber se você são alguma coisa namorados, ficantes? – eu olhei ele incrédula, Peter fez isso? Porque ele queria arruinar a minha vida amorosa? Certo que eu nem tinha isso mais ele não tinha o direito de interferir em nada. Eu olhei por cima do ombro de Daniel e pude ver Peter olhando em nossa direção mais quando seus olhos encontraram o meu ele simplesmente desviou voltando a conversar com as crianças da sala dele.
– Claro que nós não temos nada — eu falei alterada demais – Quer dizer, ele é o melhor amigo do meu irmão.
– Tem certeza? Porque eu não quero correr atrás de uma garota que está comprometida, sabe eu não sou fura olho e nem... – eu escutei até comprometida e depois disso eu o beijei, abri o olho a tempo de ver Peter socando a mesa, empurrando a cadeira para trás e saindo logo depois meu irmão foi atrás dele. Eu escutei palmas e frases que não entendia direito porque só me concentrava na língua na minha boca e explorando cada canto dela. Eu parti meus lábios do dele e sentei na cadeira de novo como se nada estivesse acontecido, dei mais uma mordida na maça e voltei a ler o livro enquanto Daniel respirava com dificuldade.
Vamos Eduarda, rumo trinta anos de castigo.
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