O Melhor Amigo Do Meu Irmão

17 De jeito nenhum eu estaria com ciúmes do Peter!


Notas iniciais
Então peoples eu postei o primeiro capítulo de MEU MEIO IRMÃO, por favor comentem lá ai eu continuo, eu vou postar MEU PROFESSOR DE BILOGIA acho que essa semana, não sei.

Sexta-feira finalmente chegou e adivinha o que a maravilhosa sexta me reserva? A estupidamente, ridiculamente e tediosa Festa do Pijama aonde vários adolescentes felizes e com históricos escolares maravilhosos se encontram para fazer amizade e trocar experiências novas, isso de acordo com o diretor, mais na minha opinião? Um bando de adolescentes idiotas falando sobre sexo, eu não queria participar mais o diretor fez questão de ligar para minha mãe e me convidar, isso porque ele não tinha coisa melhor para fazer a vida social dele é patética. Minha mãe ficou com um pé atrás quando soube que a sala de Peter iria participar e meu irmão não estaria lá para ser meu cão de guarda e eu? Fiquei torcendo para que ela contrariasse o careca do diretor e eu ficasse em casa plena sexta à noite a sábado de manhã, mais não, em vez disso ela concordou com o diretor e disse ainda que eu poderia adquirir experiências novas, claro, claro não posso negar eu vou voltar como muita experiências em vários assuntos do tipo: Química, Biologia e Física porque esses assuntos não vão faltar lá.


– Você vai levar só isso Eduarda? Uma garota tem suas necessidades – minha mãe disse olhando para minha mochila com apenas um pijama, escova de dente, escova de cabelo entre outras coisas básicas.


– Deixe nossa filha Alessandra, você sabe que ela não liga para as coisas fúteis que toda garota usa, além do mais é só por uma noite.


– Pai, você não sabe o quanto eu te amo, sua mulher é fútil de mais – eu disse fechando a mochila e minha mãe revirou os olhos.


– Não é futilidade, é que eu sou uma mulher precavida – sim, sim vou fingir que acredito.


– A pirralha não foi ainda? – meu irmão entrou no quarto todo carinhoso e com aquele instinto protetor em cima da irmã querida, isso porque ele zela tanto pela minha segurança que me deixaria trancada fora de casa só para assistir seu seriado favorito sem que eu o perturbasse.


– Cala a boca, eu já tenho treze anos sou praticamente um adolescente – ele achou tanta graça que os dentes dele apareceram totalmente enquanto ele ria descontroladamente, só faltava rolar no chão de tanta graça.


– Vamos, já está tarde e Peter está lá em baixo esperando – meu pai disse saindo e deixando apenas eu e minha mãe no quarto.


– Peter está aqui? – eu perguntei para ela.


– Está e é sobre isso que eu venho tentando conversar com você, vocês estão muito próximos essas semanas, devo de saber de algum detalhe? – Ela perguntou arqueando uma sobrancelha, gesto desconfiado.


– Somos apenas bons amigos, ei vamos eu vou chegar atrasada – essa hora eu já queria estar na escola não porque eu queria estar presente na estúpida festa do pijama mais sim para fugir do interrogatório da minha mãe, eu sai do carro em disparada e corri até a cozinha onde Peter estava jogando vídeo game com Douglas, e meu pai falando algo sobre “PacMan é o melhor jogo, vocês deveriam jogar” – Então vamos Peter?


– Claro – ele disse se levantando e vindo até mim, por um momento eu pensei que ele iria me dar um beijo na bochecha ou um abraço mais não, ele coçou a cabeça de forma meio que... Desconfortável?


– Nós vamos levar vocês – disse meu pai, eu não queria argumentar, então descemos até a garagem e entramos no carro, entre mim e Peter havia um espaço enorme estávamos assim à semana inteira, por quê? Bom ele quase apanhou de mim porque ter sugerido a merda da festa do Pijama. Meu pai parou o carro na frente da escola e ele e minha mãe saltaram junto conosco.


– Peter cuide bem da Duda – minha mãe falou em meio a soluços ela ia... Chorar?


– Pode deixar tia – eu fiquei indignada e virei às costas andando em direção a entrada na escola e eu ouvi meu pai e minha mãe conversando.


– Parece o primeiro dia de aula dela, não me conformo dela ter crescido tão rápido – minha mãe falou meio dramática.


– Acalmes-se querida, é só por um noite.


– Ai Cleber eu acho que eu vou chorar – ela disse entrando no carro eu apenas revirei os olhos.


– Você ainda está brava comigo – perguntou Peter me olhando de lado.


– Eu estava tentando, mais não deu muito certo – qual é? Eu não sou de ferro tenho que admitir as tiradas sem graças de Peter fizeram falta o resto da semana, que ele era idiota ele era, mais era um ótimo amigo apesar de ser o Melhor Amigo do Meu Irmão.


– Então quer dizer que vamos dormir hoje no mesmo colchão?


– Não é para tanto – nós dois rimos e entramos no colégio.


“(Lêem essa parte com a musica: Ron Pope — A Drop In The Ocean)”


Depois de todo mundo ter se ajeitado e feito milhares de brincadeiras idiotas, mais divertidas começaram as trocas pelos pijamas eu fiquei observando todas as meninas irem para o banheiro trocarem de roupa, eu seria a ultima a me trocar não por vergonha do meu corpo isso eu não tinha, era por vergonha dos meus minúsculos seios, considerando que algumas estavam na sala de Peter e as meninas da minha sala tinham os peitos maiores que de uma melancia eu iria parecer um idiota lá. Meu olhar foi dirigido a Peter assim que eu ouvi os comentários maliciosos das meninas ao meu lado, ele estava com a mão na barra da camiseta prestes a levanta — lá, eu corri e segurei e ele ficou me olhando com curiosidade.


– Não se atreva a tirar a camiseta no meio dessas cadelas no cio.


– Você está com ciúmes de mim Eduarda? – ele perguntou em um tom meio debochado


– Eu não tenho ciúmes de você Peter.


– Não é isso que está parecendo — eu fiquei com tanta raiva de mim mesma naquele momento que a única coisa que eu fui capaz de fazer foi pegar meu pijama e correr para o banheiro, mais o banheiro do segundo andar, chegando lá eu molhei meu rosto na torneira e a água se misturou com as lagrimas que ainda brotavam.


Não, de jeito nenhum eu estaria com ciúmes do Peter.

Alguém bateu na porta.


– Quem é? – minha voz saiu embolada pelos soluços


– Sou eu, abre eu quero falar com você – a voz de Peter ecoou no banheiro, mesmo com a porta fechada eu a abri e fiquei encarando-o por alguns segundo antes dele entrar e trancar a porta.


– O que você quer aqui viado?


– Quantas vezes eu preciso dizer que eu não sou viado Eduarda.


– Me prove – o tom de minha voz era de desafio


– Foi você quem pediu – ele avançou para cima de mim e pela primeira vez eu tive medo. As mãos dele encontraram minhas bochechas e seus polegares as acariciaram, então ele me beijou. Foi um beijo meio que selvagem, a língua dele foi invadido sem permissão, explorando cada canto da minha boca, minhas costas encostaram-se a pia e eu não fui a única a perceber, ele me levantou me fazendo sentar nela – Você não sabe quanto eu esperei para sentir o gosto da sua boca.

Ele voltou a me beijar mais só que desta vez de uma forma mais gentil, mais carinhosa. Minhas pernas envolveram seu quadril e as mãos dele encontraram a barra da minha blusa levantando-a suavemente, seu polegar acariciou cada centímetro enquanto a levantava. Minhas mãos agarraram os cabelos negros e curtos.



– Assim eu não consigo seguir a linha do meu raciocínio – ele sussurrou em meu ouvido e logo depois desceu os lábios até meu pescoço concentrando sua atenção nos beijos que ele dava.


– Essa é a intenção.


– Eu acho que você não quer ter sua primeira vez em um chão do banheiro – ele disse olhando em meus olhos e algo dentro deles continha algo divertido.


– Duda você está ai? – a voz de Amanda surgiu além dos toques na porta do banheiro.


– Droga – ele exclamou e me colocou no chão.


– Eu estou pondo o pijama espera um pouco Amanda – eu recolhi a blusa e a vesti, Peter só me olhava.


[...]


Acordei com algo me cutucando e quando abri os olhos encontrei a sala escura apenas com a luz do luar que cintilava do outro lado do vidro da janela então deduzi que ainda era madrugada, todos estavam dormindo menos Peter que estava me olhando sorrindo, não foi fácil me livrar de Amanda que agora dormia do meu lado, e muito menos entrar naquela sala e fingir para os outros que nada entre mim e Peter havia acontecido, chegamos a trocar olhares cúmplices antes de dormir mais ninguém suspeitou, o calor incendiava minha pele cada vez que eu olhava nos olhos dele.


– O que você quer? – eu perguntei ainda sonolenta


– Arrume suas coisas, vamos para minha casa.