Notas iniciais
Oie Leitoras Lindas!! Leiam Notas Finais.
Boa Leitura xD

Capítulo 8

POV Bella

A manhã foi ensolarada de novo. Eu queria que o sol fosse embora, pelo menos eu iria ver o meu Edward a noite se meu plano de certo. Vesti-me para clima mais quente com uma blusa lilás com decote em V, calça jeans skinny preta da Gucci e sandália preta da Gucci. Passei um pouco de maquiagem blush pêssego, baton rosa nos lábios, lápis preto nos olhos e rímel preto. Escolhi um brinco lilás e óculo aviador da Giorgio Armani e bolsa preta Jimmy Choo.

(N/A: Link para quem quiser ver a roupa de Bella no site polyvore http://www.polyvore.com/medalhão_mágico/set?id=41761108&.locale=pt-br).

Desci as escadas e vi a minha família tomando café da manhã dei bom dia a todos.

– Pai. – eu disse olhando para ele. – Vou sair hoje. – eu só avisei.

– Aonde se vai filha? – perguntou.

– Vou Port Angeles depois da escola. – eu sorri.

– Hoje não tem trabalho irmãzinha. – Lena disse afirmando e riu.

– Eu sei irmãzinha, mas eu vou com a Jessica e Angela comprar roupas.

– Eu queria ir junto. – Lena disse fazendo beicinho.

– Porque não vai? – perguntei.

– Eu vou trabalhar, eu te contei que eu provi a minha secretaria para assistente. – ela me contou animada.

– Que legal assim esse casamento sai esse ano. – eu ri muito.

– Está mais que na hora desse casamento sair. – resmungou Dan.

– Amor eu só não marquei antes porque eu estava cheia de serviço. – Lena disse amorosa com Dan.

– Marca logo Amor. – ele deu um selinho na Lena — Pai essa garota só me enrola. – Dan disse emburrado.

– Filho a amarra e leva para Las Vegas. – ele riu.

– Nunca me casaria em Las Vegas Pai. – respondeu Lena fazendo careta.

– Porque não? – perguntou meu pai.

– Pai eu quero me casar com padre e não com Elvis. – ela riu.

– Entendo. – ele riu. – Sou eu que vou te levar ao altar. – meu pai disse com duvida.

– Claro que vai Pai. – ela sorriu gentilmente para ele.

– Obrigada Lena! – meu pai disse emocionado.

– Pai se também vai me levar ao altar. – eu disse sorrindo.

– Bells se nem tem namorado. – meu pai disse afirmando por enquanto pai eu pensei.

– Por enquanto. – eu falei sorrindo.

– Quem disse eu vou deixar você namorar. – Dan disse bravo.

– Eu também. – meu pai resmungou bravo.

– Eu tenho direito de namorar. – eu falei brava.

– Tem não. Eu nunca vou permitir que minha irmãzinha namore com qualquer um. – Dan disse bravo.

– Isso ai Filho cuida da sua irmã. – meu pai disse ao Dan.

Eu não isso merece dois ciumentos eu queria da um grito Argh só falta o Stefan para se juntar aos dois e formar um trio de ciumentos possessivos.

– Bella merece namorar sim Amor. – Lena disse me ajudando.

– Eu mereço ser feliz. – eu disse brava.

– Quem é o infeliz que você quer namorar? Eu vou matar. – Dan disse deu um grunhido.

– Vai matar ninguém porque eu não vou permitir. — eu disse muito brava quem ele pensa que é? Eu namoro quem eu quiser.

– Bells, eu não quero que você namorando ninguém. – meu pai disse mandando.

– JÁ CHEGA! EU VOU EMBORA. – eu gritei brava.

– Bella calma. – Lena disse me seguindo.

– Calma nada Lena dois machão querendo mandar em mim me deixa PUTA DA VIDA. – eu falei exaltada.

– Eu vou te ajudar irmãzinha. Tenha paciência. – Lena disse tentando me acalmar.

– Tá bom Lena. – eu suspirei – Eu vou indo tenho aula. – eu falei mais calma.

– Boa aula Bella! – ela me abraçou e retribui. – Obrigada Lena! Ate mais irmãzinha. – eu fui andando ate meu carro e indo a escola.

Estacionei meu carro na ultima fila e corri para aula de inglês. Eu não queria conversar com ninguém. Estou ainda brava com Damon e o meu pai, não quero ver os dois por um bom tempo. Eu queria tanto que o Edward estivesse comigo hoje, mas tem esse sol maldito que impede o meu amado de vim à escola. Meu medalhão mágico não sai do meu pescoço, me pergunto se eu pedir para que os vampiros feitos de mármores não brilhem ao sair no sol funcionaria. Não custa tentar e quem sabe pedir para tirar sede deles por sangue humano e também para os vampiros como Dan não virasse cinzas ao sair no sol. O sinal tocou fui andando ate o refeitório peguei uma comida qualquer e sentei-me à mesa sozinha a Jessica não se importou.

Eu me concentrei e segurei meu medalhão desejando o segundo desejo eu queria muito que desse certo. Eu quero ter poder de fazer os vampiros não sentir sede por sangue humano e não brilharem e nem virar cinzas ao sair no sol. Eu quero ter poder de fazer os vampiros não sentir sede por sangue humano e não brilharem e nem virar cinzas ao sair no sol. Eu quero ter poder de fazer os vampiros não sentir sede por sangue humano e não brilharem e nem virar cinzas ao sair no sol. Fiquei repetindo mentalmente essa frase por três vezes, desejando com todas as minhas forças e de todo meu coração que ia dar certo. Olhei para mesa dos Cullen e fiquei ainda mais triste por vê-la vazia, o sinal tocou de novo.

Eu caminhei desanimada para aula de biologia com Angela, me sentei à mesa sozinha. Eu senti muita falta do Edward meu coração estava esmagado sem dó. Aula passou como um borrão eu não falei com ninguém, Mike tentou puxar assunto eu simplesmente disse não estava com vontade de conversar. Mike entendeu e me deixou em paz, finalmente ele me entendeu.

Eu falei com Jessica depois da aula para ela ir me buscar em minha casa que eu não estava a fim de dirigir ate Seattle. Ela concordou de ir me buscar, eu teria ir à minha antiga casa eu não a levaria na mansão dos Salvatore para ela contar a cidade toda que estou morando com Dan. Jessica com certeza pensaria besteira por morar com Damon e Lena. Eu entrei em casa Dan já tinha mandando retirar tudo. Só tinha alguns moveis velhos o meu quarto não tinha mais nada pessoal só tinha uma cadeira velha de balanço, cômoda e o computador velho.

Eu tomei um banho pelo menos tinha no banheiro o meu Shampoo de morango, sabonete e bucha. Tomei meu banho e vesti mesma roupa que estava. Depois me trocava na mansão, fui andando ate porta a Jessica estava buzinando junto com Angela no carro.

– Bella porque esta com mesma roupa? – ela perguntou me examinando eu poderia dizer não era da conta dela.

– Porque eu gostei dessa roupa e você? – eu sorri.

– E linda mesmo principalmente o sandália e bolsa. – ela disse dirigindo.

– Sandália da Gucci e Bolsa Jimmy Choo. – eu falei presunçosa.

– Uall, deve ter custado uma fortuna. – ela disse com certa inveja.

– Deve ser. – eu resmunguei não era da conta dela. – Liga o som. – eu mudei de assunto.

– Sim. – ela ligou e colocou numa musica balada.

Ouvimos as musicas de balada, rock e românticas. Jessica tagarelava sobre os meninos com que ela saia. Ela contou encontro com Mike que tinha sido ótimo e ela esperava que no sábado a noite eles estivessem avançado para fase do primeiro beijo. Sorri imaginado o Edward me beijando. Angela estava passivamente feliz por ir ao baile, mas na verdade não estava interessada em Eric. Eu sei bem quem Angela gosta e legal saber as coisas antes delas acontecer. Jessica tentou fazê-la confessar quem era o tipo dela, mas eu interrompi com uma pergunta sobre os vestidos, para poupá-la. Angela me lançou um olhar de gratidão.

Port Angeles era muito mais refinada que Forks. Eu estava costumada ir quase que todos os dias vir agência da Lena. Jessica dirigiu direto para uma das grandes lojas de departamento da cidade, que ficava a algumas ruas da área da baia que agradava os visitantes.

Eu contei a Jessica e Angela que nunca fora a um baile em Phoenix.

– Você nunca saiu com um namorado, nem nada disso? – perguntou Jessica desconfiada enquanto passávamos pelas portas da loja.

– É verdade. – eu sorri não tinha porque ter vergonha eu só tenho 17 anos aqui.

– E por que não? – quis saber Jessica.

– Nunca tive oportunidade de ir. – eu menti já tinha ido, mas não queria dá detalhes a ela.

– As pessoas te convidam para sair aqui – lembrou-me ela – e você diz não a elas. – Agora estávamos na seção juvenil, olhando as araras em busca de roupas de noite.

– Bom, a não ser pelo Tyler. – corrigiu Angela em voz baixa.

– COMO É? – eu falei exaltada. — O que aquele verme disse? – perguntei brava.

– O Tyler contou a todo mundo que vai levar você ao baile dos alunos. – Jessica disse com olhos desconfiados.

– Eu disse aquele serzinho que nunca namoraria ele e nem sairia com ele. – eu falei zangada.

– Eu te falei que não era verdade. – Angela disse a Jessica.

Fiquei em silêncio, ainda completamente em um espécime de choque, que rapidamente estava virando ódio. Eu quero matar aquele infeliz, talvez peça para o Dan dar uma lição nele. Lembrei-me que estava brigada com o Dan e meu pai. Eles dois tinham que brigar comigo justo hoje que eu vou sofrer um tentado eu vou aproveito a raiva e acabo com raças dos miseráveis que tentar me machucar.

– É por isso que a Laurem não gosta de você. – disse Jessica entre risos enquanto manuseávamos as roupas.

Trinquei os dentes eu também não gostava dela é falsa assim como a Jessica.

– Você acha que se eu o atropelasse com meu Porsche ele pararia de se sentir culpado pelo acidente? Que ele podia desistir de tentar compensar e nós estaríamos quites?

– Talvez – Jessica riu baixinho. – Se for por isso mesmo que ele está agindo assim.

A opção de vestidos não eram muitas, mas as duas acharam algumas coisas para experimentar. Fiquei sentada em uma cadeira baixa do lado de fora dos provadores, perto do espelho triplo, tentando controlar minha fúria e meu ódio pelo Tyler.

Jéssica estava dividida entre dois um longo, tomara que caia, preto básico e outro na altura do joelho de um azul elétrico com alcinhas finas. Eu encoragei ela a ficar com o azul. Porque não realçar os olhos? Angela escolheu um vestido rosa claro que destacava bem o seu corpo alto e que destacava a cor de mel dos seus cabelos castanho-claros. Eu cumprimentei as duas generosamente e ajudei a colocar os vestidos rejeitados de volta nos cabides. O processo foi muito mais curto e fácil do que as compras que eu fazia com minha mãe Renée quando estava em casa. Eu acho que existe algo a ser dito sobre escolhas limitadas. Sorte eu tinha Lena para me ajudar com as roupas.

Nós fomos para a seção de sapatos e acessórios. Enquanto elas tentavam as coisas, eu simplesmente olhava e criticava, sem a menor vontade de comprar alguma coisa, eu já tinha tudo a Lena sabe montar um closet. A irritação com Tyler estava acabando com a minha noite das garotas, me deixando quase com vontade de voltar pra casa. Mas ainda tinha ir atrás dos miseraveis que vão me atacar e se eu não for vai que pegam outra garota inocente.

– Angela — eu comecei, hesitante enquanto ela experimentava um sapato de tiras e de salto alto cor de rosa — ela estava mais que contente por um par alto o suficiente que a permitisse usar salto.

Jéssica estava no balcão das jóias e nós estávamos sozinhas.

– Sim? — ela levantou a perna balançando o tornozelo pra ter uma visão melhor do sapato.

Eu me intrometi.

– Eu gostei desse. – era lindo para ela.

– Eu acho que vou ficar com esse — apesar de não ter nada que combine com eles além desse vestido — ela meditou.

– Oh, vá em frente — eles estão em liquidação — eu encoragei. Ela sorriu, colocando a tampa em outra caixa com sapato branco.

Eu tentei de novo.

– Umm, Angela... ela olhou pra cima curiosa.

– Se você não comprar eu compro para você — eu mantive meus olhos nos sapatos

– Não precisa Bella. – ela me disse sem jeito, examinando os sapatos também.

– Pense assim que é um presente de uma amiga. – eu sorri.

– Sendo assim eu aceito. – ela sorriu meio sem graça.

Eu mudei de assunto quando Jéssica voltou da joalheria com uma coisa que ela encontrou pra combinar com os seus sapatos prateados.

Nós planejávamos jantar num pequeno restaurande Italiano na rua principal, estava na hora de me separar delas. Jessica e Angela foram colocar as suas compras de volta no carro e depois iam descer á baia. Eu disse que me encontraria com elas no restaurante dentro de uma hora — eu queria encontrar uma livraria. Elas duas estavam querendo vir comigo, mas eu encoragei as duas a irem se divertir elas não sabiam o quanto seria arriscado se elas fossem junto comigo. Elas voltaram para o carro conversando alegremente, e eu fui na direção que Jessica me apontou. Eu não tive problemas para achar a livraria, mas não era bem aquilo que eu estava procurando.

As janelas estavam cheias de cristais, apanhadores-de-sonhos, e livros sobre cura espiritual. Eu nem entrei. Pela janela eu podia ver uma mulher de cinquenta anos com um longo cabelo cinza que ela usava solto, usando um vestido que parecia ser dos anos sessenta, sorrindo saudosamente por detrás do balcão. Eu decidi que essa era um conversa que eu podia adiar.

Eu fiquei caminhando sem rumo, mas depois de andar um tempo percebi que estava perdida, estava me preparando para pedir ajuda quando quatros rapazes apareceram perto de mim, eles eram os mesmo rapazes que atacaram a Bella antiga. Voltei a andar sentido contrário ao cais, mas os rapazes estavam indo pelo mesmo caminho que eu. Depois de um tempo percebi que eles estavam me seguido e logo à frente tinha mais alguns rapazes. Os idiotas estavam me seguindo esperando momento certo de me pararem.

– Oi benzinho, porque você não fica com a gente um pouquinho? — ele tinha um bafo de cerveja, era nojento eu odeio cerveja.

– Sinto muito, quem sabe outro dia. – eu fui sarcástica. Ele segurou no meu braço e os outros começaram a rir.

– Não, hoje mesmo. Eu quero hoje, gostosa. – aproximou sua boca imunda do meu rosto. Quase vomitei de nojo, sua atitude foi o suficiente para eu reagir, foi quando os meus instintos fizessem com que me lembra-se de uma parte oculta da minha mente e me obrigando a gritar. – IMPULSAE — eu sabia que essa palavra significava choque o idiota levou um baque como se tivesse encostando-se a uma tomada elétrica. Seu corpo foi pra trás, ele soltou meu corpo com violência e caiu. Os outros três ficaram sem saber o que aconteceu, acharam que eu tinha só gritado e batido nele, que eu era forte. Nem eu sabia o que tinha feito só queria me proteger então vieram pra cima de mim. Já ia me preparar para o confronto, estava preparada para gritar de novo ou usar o que Dan me ensinou e então escuto um carro derrapando.

– Entra no carro. – já sabia de quem era aquela voz o meu Edward tinha vindo. Fiz o que me foi pedido. Ninguém tinha visto o que eu fizera e nem sabia o que foi aquilo.

Logo depois, ele estava deslizando pelas ruas como um louco. Seu olhar no para-brisa parecia o daquele dia na aula, um olhar assassino eu queria acalmar ele para não cometer nenhuma loucura.

– Você está bem? – perguntei, estava ficando preocupada com ele.

– Não. – ele respondeu sem olhar pra mim.

Ele dirigiu até a saída da cidade e parou. Virou-se pra mim e perguntou:

– Bella, você está bem? – que pergunta mais idiota. Estava tudo perfeito, ele estava comigo, mas não disse isso a ele. Porém estava me avaliando, será que ele me viu gritando aquela palavra?

– Estou. – respondi.

– Então me distraia, por favor. Fala qualquer coisa.

Lembrei-me da Jéssica comentando que o Tyler estava falando pra todo mundo que iria me levar ao baile. Respirei fundo e soltei tudo que pensava em fazer com o Tyler amanhã.

– Eu vou explodir o carro do Tyler amanhã. Vai virar fumaça, mas não posso fazer isso, seria um ato terrorista e poderia até ser presa depois por explodir o carro idiota dele. Eu posso atropelá-lo, com carro que o Dan me deu ou eu poderia matá-lo também, então eu iria pra cadeia do mesmo jeito. Acho que eu posso dar um soco na cara dele então. É, seria o mais adequado, o importante é que eu não vou ao baile com ele. – parei. Só de falar de matar o Tyler já tinha aliviado a tensão que eu sentia de saber que ele estava falando para todos que iria me levar no baile e também a tensão de ter tido um confronto com aquele nojento tentando me beijar. E agora, o que vou fazer? Minha mente não ajudava e como se tivesse um bloqueio e não me deixava lembrar-se do meu passado. Calma Bella, não vai acontecer nada. Ninguém viu você gritando, estavam cegos por causa do idiota do amigo no chão e você só se defendeu. Era nisso que eu tinha que acreditar.

– Eu soube disso. – ele me disse. Parecia que tinha funcionado, ouvir as besteiras que eu tinha na cabeça pareceu diverti-lo. Mas eu ainda estava com raiva do Tyler e nervosa pelo acontecido.

– Argh, é por isso que a Laurem não gosta de mim. Não que me importasse com ela. – eu falei com raiva. – Você melhorou? – perguntei calma.

– Um pouco, minha vontade é de voltar e caçar aqueles... – ele não terminou a frase.

– Ah. – foi só o que eu consegui dizer se o meu irmão Dan souber iria matar aqueles infelizes também.

– Tenho que voltar, as meninas vão ficar preocupadas. – lembrei-o que eu tinha vindo com Jessica e a Angela.

Ele voltou para a cidade e estacionou perto do restaurante, ao lado do carro da Jéssica. Edward nem perguntou na onde era para me levar. Levou-me exatamente onde as garotas estavam.

– O que você está fazendo? – perguntei quando o vi descer do carro e abrir a porta pra mim.

– Levando você pra jantar. – já do meu lado na calçada.

– Como você sabia? – perguntei inocentemente, mas Angela e Jéssica já estavam na rua, indo na direção contraria.

– Acho melhor você chamar as duas, se eu topar com aqueles idiotas de novo, eu não vou conseguir me segurar. – ele estava com o olhar assassino de novo.

Chamei as meninas e ficou combinado que eu iria com o Edward para casa, mas ele queria que eu comesse primeiro. Hoje que ele não me escapa, vai ter que me contar tudo. Se não me contar, eu falo que sei o que ele é.

Edward me acompanhou até o restaurante e abriu a porta pra eu poder entrar. Como ele é cavalheiro, a gente não vê isso todo dia. A hostess passou mal quando o viu, ainda não tinha reparado na reação que ele causava nas pessoas, já que na escola ninguém reparava nos Cullen. Ela nos levou para uma mesa no centro do restaurante, mas ele fez que não quando já ia me sentando.

– Um lugar mais reservado. – pediu pra hostes e, ela nos levou pra uma mesa menor, num canto mais afastado. Estava vivendo literalmente o meu sonho.

Sentei e Edward se sentou logo depois, muito educado. Edward foi criado em outra época por isso e cavalheiro e educado. A hostess saiu com uma cara de deslumbrada, resolvi criticá-lo para provocar um pouco.

– Você não devia fazer isso, não é muito justo. – olhei para ele o acusando

– Fazer o quê? – perguntou confuso.

– Deslumbrar as pessoas assim. – expliquei. OMG eu estou com ciúmes de verdade! Claro Bella, você ama ele, mas eu nunca senti isso.

– Eu deslumbro as pessoas? – estava curioso.

– Sim, não é fácil pra todo mundo.

– Eu te deslumbro?

– Ah claro, né! O tempo todo. Mas vamos falar de outra coisa.

– Só um momento.

A garçonete anotou nossos pedidos e, depois que ela trouxe os refrigerantes, eu olhei pra ele tentando dizer: “É, agora você não me escapa”.

– Então vamos começar você sabe que hoje você vai ter que me falar tudo, não é?

– Vou? – ele estava me testando.

– Como você me achou aqui? – comecei pela mesma coisa que antiga Bella perguntou e eu queria o ouvir dizendo que estava me perseguindo.

– Essa é a mais fácil, manda outra.

– Está certo, como você lê a mente das pessoas? – atirei logo de cara, não iria enrolar nada. Eu sabia que ele lia só queria que ele mesmo me contasse.

Ele ficou me olhando sério, acho que se decidindo se me contaria a verdade.

– Na maioria das vezes, é como se eu estivesse num corredor com muitas pessoas falando ao mesmo tempo, mas aí é só se concentrar numa voz conhecida e eu escuto o que a pessoa está pensando.

Eu engoli seco e o meu coração palpitou o que não passou despercebido por ele.

– Você quer dizer o que você está pensando? – ele me olhou suplicando.

– Pensei que você pudesse ler minha mente. – respondi inocentemente eu adorava ter a minha mente bloqueada.

– Posso ler a mente de todos, menos a sua. – eu abri um sorriso enorme, estava muito feliz com sua confirmação.

– Parece que isso te agrada. – ele me deu um sorriso torto de deboche, meu coração de novo me entregando, Argh eu odeio super audição.

– Muito. Mas porque será que você não consegue me escutar? – perguntei ingenuamente.

– Não sei talvez sua cabeça funcione numa frequência diferente das outras pessoas. – fiquei pensativa, isso não era a verdade a antiga Bella nasceu com escudo mental mesmo humana. Que por sorte eu também tenho.

– É talvez seja verdade, mas isso ainda é bom. – eu dei uma desculpa por ter mente bloqueada eu continuei. — Seria muito embaraçoso você ler minha mente, eu nunca mais pensaria perto de você. Deve ser ruim pra sua família, você não consegue controlar o seu dom? — O enchi de perguntas.

Ele riu e olhou pra cima, pois a garçonete chegou com o meu pedido.

– Eles já se acostumaram. – respondeu depois que ela saiu.

– Essa cor fica bonita em você. – ele me disse enquanto eu comia, corei como um tomate e o meu coração palpitou, ele não devia fazer isso comigo.

– Você nunca encontrou com outra pessoa que não pudesse ler os pensamentos?

– Não. – respondeu e ficou mudo. Comi mais um pouco e continuei meu interrogatório.

– Então, como você me achou? – continuei.

– Eu segui vocês, estava lendo os pensamentos da Jéssica quando notei que você não estava mais com elas, então comecei a te procurar como um louco. Tentei achar a livraria onde você podia ter ido, mas você não tinha entrado lá, então continuei até ver você na mente daqueles... – ele parou e escutei um rosnado querendo sair do seu peito.

Eu estava tremendo por causa do refrigerante gelado, tremi de novo. Ele pensou que eu estava com frio e me deu seu casaco. Que cheiro bom tinha nele.

– Obrigada, é a segunda vez. – agradeci pegando na mão dele. Queria que ele pegasse na minha. Sou insana, minha mente me acusava, mas iria agir por instintos a partir de agora. Ele tirou suas mãos da minha.

– Não vamos tentar uma terceira vez, não é? Estou curioso sobre uma coisa... O que você fez com o seu agressor? Ele pensou que você tivesse dado um choque nele. – fiquei pasma e congelei, o sangue fugiu do meu rosto.

Tentei me fazer de desentendida. Ele deve ter lido mente do agressor não deve ter me ouvido gritar. Respirei fundo e disse uma meia verdade.

– Humm, hoje é seu dia de respostas. Se você confiar em mim, talvez eu confie em você. – dei-lhe uma piscada de olho pra despistar. Isso pareceu funcionar.

– Está certo, já terminou? Podemos ir?

– Sim, podemos ir.

Ele pediu a conta, pagou e fomos para o carro dele. O cheiro dele estava no carro inteiro e como era gostoso, estava me deixando tonta e fraca. Suspirei quando ele entrou, em seguida ligou o carro e saiu.

– Bom, agora vamos ao mais importante: diga-me o que você é. – eu falei olhando para o vidro do carro.

– Antes quero saber se você tem uma teoria. – ele estava rindo. Bom, talvez ele fosse me dizer a verdade hoje, então eu podia brincar um pouco.

– Já te disse eu não tenho teorias, mas eu posso já saber o que você é e estar esperando só você ter coragem de me contar. – atirei essa pra ele. Ele estava olhando pra estrada, estava pensando.

– Se você já sabe, não precisa que eu conte. – ele estava tentando fugir de novo, eu não ia deixar.

– É claro que não, mas se você não confiar em mim. Nós não poderemos ser amigos de verdade, mas como você não está com vontade de se abrir, eu posso te ajudar. Eu te digo o que você é e você me conta os detalhes, eu não sei tudo estou curiosa sobre algumas coisas. – eu só queria que ele confiasse em mim.

– O que você acha que eu sou? – ele me olhou nos olhos de um jeito que esqueci até mesmo quem eu era.

– Se você ficar me olhando assim eu não vou conseguir nem dizer o meu nome. — ri um pouco, ele também.

– Vamos você esta me enrolando! – ele estava ficando impaciente.

– Ok. – respirei fundo e disse – Você é um vampiro, Edward. – meu coração se acelerou um pouquinho, mas não por eu estar com medo, era de ansiedade por finalmente dizer a verdade.

Ele ficou mudo, dava pra ver o aperto com que ele segurava o volante do carro. Deu vontade de brincar com ele, mas não o fiz, estava muito tenso.

– Há quanto tempo você sabe? – ele não tentou mentir, sorri pra ele e ele virou os olhos.

– Desde o primeiro dia, quando observei vocês no refeitório. – eu ainda estava encarando ele. Eu não iria contar que eu sabia ate mesmo antes.

– Você sabe desde o primeiro dia e ainda assim ficou do meu lado na sala? Não pior, está comigo num carro sozinha! – estava me olhando como se estivesse avaliando minha sanidade. Rolei os olhos e bufei.

– Que eu saiba só tinha a carteira do seu lado vaga na sala, o que mais eu poderia fazer? Eu não tinha alternativa. – ele ainda me olhava como se eu fosse louca.

– Eu não tenho medo de você. Bom, tive só no primeiro dia, você me olhou como se fosse me atacar, mas eu sabia que não iria fazer.

– Você estava todo esse tempo sabendo e não me disse nada. – ele estava me acusando agora.

Você não quis me contar. Eu queria que você confiasse em mim! – eu estava ficando um pouco brava.

– Não te preocupa nossa alimentação? – agora ele me lançou um olhar de malícia. Ele tinha que parar com isso, já estava ficando constrangedor.

– Ahm? Não entendi. – fingi inocência.

– Nossa dieta não te preocupa? – explicou a pergunta de novo.

– Ah sim, você e sua família se alimenta de sangue animal.

– E se minha família não bebesse sangue animal? – ele queria saber se eu ficaria com ele mesmo bebendo sangue humano.

– Na verdade não me importar. – eu sorri imagina se eu contar do Dan que bebe bolsa de sangue humano.

– Você não se importar? – ele estava praticamente gritando comigo, Edward é bipolar.

Encolhi-me, ele ficou bravo. O que ele quer que eu diga? Quer que eu minta?

– Me desculpe, mas não consigo entender como você fica comigo e não se importa com o que eu me alimento.

– E aí, vai ou não confirmar? – perguntei, eu queria que ele não ficasse bravo.

– Sim é verdade. – eu sorri, ele rolou os olhos, mas sorriu pra mim.

Ficamos em silêncio por um tempo. Queria contar pra ele o que eu sou, mas nem eu sei o que sou. Quem sabe no sábado, no dia que a gente vai ao evento juntos. Isso mesmo, no sábado, mas eu posso atormentar ele um pouco antes.

– O que você está pensando? – ele perguntou. Deve ser bem difícil pra ele não ler meus pensamentos eu ri mentalmente.

– Estava pensando em te dizer uma coisa, mas não vou te dizer hoje, só no sábado.

– O que você estava querendo me contar, hein? – lançou-me seu olhar deslumbrante, mas dessa vez não cedi.

– Sim, vou te dar o que pensar. Já se perguntou por que você não pode ler a minha mente? Ou ainda mais, por que somente eu sei o que você é e como eu sei? Eu posso ser diferente como você. – joguei essa pra ele. Ainda nessa semana iria perguntar ao Dan como me trouxe de volta a vida.

– Sim, penso nisso todos os dias. Estou com mil coisas na cabeça agora. Já me perguntei isso tudo hoje, mas você é Humana.

– Ah sim, eu sou humana. – estava rindo, ele não tinha nem ideia do que eu sou e nem eu sabia eu ri mais ainda. Estava sendo má, eu sei, mas estava gostoso brincar com ele. Ele me olhava frustrado.

– Conta mais de você? – pedi pra poder mudar de assunto, ele bufou.

– Isso que você está fazendo não é justo! – ele me acusou. Eu ainda estava rindo.

– Não foi justo também o que você fez. Se eu não soubesse o que você é, estaria até agora com ideias absurdas na cabeça. – ele rolou os olhos.

– O que você quer saber? – perguntou me olhando.

– Por que vocês caçam animais? – eu iria fingir que não sei.

– Eu não quero ser um monstro.

– Quantos anos você tem? – eu sei que essa pergunta e boba, mas eu queria o ouvir dizendo que nasceu em 1901.

– 17. – ele estava rindo agora, bufei porque ele tinha esse medo não dizer a idade.

– Há quanto tempo você tem 17? – refiz a minha pergunta.

– Há um bom tempo. – eu desisti, ele não iria responder.

– Certo, a sua família também pode ler mentes? – eu queria ser amiga da Alice e da Rosalie talvez.

– Não, só eu. – eu fiz uma careta e ele me olhou curioso.

– Esse seu dom não é nada legal! Eu não gostaria de estar na cabeça das pessoas. – seria terrível ficar lendo a mente poluída do Emmett quase todo tempo eu ri mentalmente.

– E muito ruim, eu tento bloquear, mas às vezes é bem valido. Principalmente quando encontramos outros de nossa espécie.

– Você conhece muitos outros vampiros? – só quero ver quando eu contar que o Dan e vampiro.

– Não muitos, mas quando a gente se esbarra é bom esse meu talento. – eu gargalhei com isso, ele bateu na cabeça com o dedo no final, foi engraçado.

– Quando você ri é como se o sol se iluminasse. Adoro o seu sorriso. – meu coração pulou no peito. Continuei rindo pra ele.

Olhei pra frente um pouco, ele dirigia rápido, muito rápido. Olhei no mostrador, estava a 200 Km/h.

– Você dirige muito rápido. Está com pressa de se livrar de mim? – perguntei de um jeito divertido.

– Todos nós gostamos de velocidade, eu não consigo dirigir devagar. – ele sorriu.

– É velocidade é muito bom. Eu gosto da liberdade, do vento batendo no rosto e adrenalina. – pensei em como eu adorava correr com minha moto. Será que Dan vai me deixar andar de moto de novo?

– Acabaram as suas perguntas? – ele me interrogava com o olhar.

– Não, por que vocês não foram às aulas? – perguntei triste.

– Não posso sair no sol. – respondeu com deboche. Eu me lembrei de que ele brilha ao sair no sol. Se meu medalhão realizar o meu segundo desejo que eu fiz hoje, toda a sua família vai ficar feliz comigo ate a chata da Rosalie. Hoje noite antes de dormir eu peço de novo.

– Você sai na luz do dia todos os dias, o que o sol tem de diferente? – perguntei querendo ouvir a sua resposta.

– Um dia eu te mostro. – eu acenei com a cabeça concordando eu queria muito o ver brilhando como diamante.

– Você podia ter me visitado à noite, estava sentindo sua falta na escola. – ele não gostou do que eu disse.

– Não quero que você fale essas coisas. – essas palavras me acertaram como um chicote. — Me desculpe, mas não quero que você se sinta assim. – ele me olhou com súplica pra que eu o atendesse.

– Eu não controlo os meus sentimentos. – eu fui dura também. Ele gemeu.

– Bella, não dificulte as coisas. Uma coisa é eu me sentir assim, eu não sou bom pra você.

– Para de falar isso. – agora quem estava falando alto era eu.

– Para de falar o que?

– Isso de que não é bom para mim, ou que é o vilão, ou que é melhor não sermos amigos, eu sei o que é melhor pra mim, se acostume com isso! – olhei pra ele mostrando que não adiantava dizer nada, eu tinha tomado minha decisão quando eu vim para cá.

– Você é muito teimosa. – ele estava só afirmando, mas seu rosto não estava mais sombrio. Reparei que estávamos na minha antiga casa.

– Acho melhor você descer. – ele me disse.

– Você vai à escola amanhã? – perguntei sem mudar minha expressão.

– Vou. – respondeu.

– Promete? – pedi.

– Vou, eu também tenho que entregar um trabalho amanhã. – ele estava dizendo a verdade, então podia ir embora por hora.

– OK, até amanhã então, mas amanhã ainda é minha vez. – eu falei rindo para ele.

– Sua vez de quê?

– Fazer perguntas, o que mais poderia ser? Boa noite Edward! – eu tirei o casaco dele e sai do carro.

– Pode ficar com ele. – ele não queria que eu ficasse com frio.

– Já estou em casa e eu não quero ter explicar ao meu pai sobre casaco. – eu suspirei teria que pegar meu carro e ir à mansão.

– Boa noite Bella, durma bem. – ele disse baixinho enquanto eu me afastava.

Fingi entrar em casa e esperei ele ir embora, estava eufórica. Ele confiava em mim, mas aí deu uma tristeza, sei que ele vai fugir de mim quando souber que eu já morri e voltei à vida. Mas eu já tinha decidido contar pra ele e faria isso, se ele não quiser mais ficar perto de mim vou ter que conviver com isso ou ir embora.

Eu peguei a chave do meu Porsche e dirigi ate mansão Salvatore. Acionei pelo controle remoto o portão para abrir e dirigir. Sai do carro e fui direto para meu quarto em silêncio ninguém me esperava. Eu tirei toda roupa e fui ao banheiro tomar outro banho e vesti minha camisola de seda da cor lilás e liguei o ar condicionado para o quarto ficar bem quente. Antes de dormi eu fiquei desejando que meu medalhão realizasse o meu segundo pedido. Eu quero ter poder de fazer os vampiros não sentir sede por sangue humano e não brilharem e nem virar cinzas ao sair no sol. Eu quero ter poder de fazer os vampiros não sentir sede por sangue humano e não brilharem e nem virar cinzas ao sair no sol. Fiquei repetindo mentalmente essa frase, desejando com todas as minhas forças e de todo meu coração que ia dar certo, quando dei por mim eu dormi com uma grande certeza: eu estou incondicionalmente irrevogavelmente apaixonada por Edward Cullen.

Notas finais
Oie de novo Lindas xD!! Eu não iria postar hoje porque eu estou cansada e trabalhei demais. Eu vou responder amanhã os reviews, mas eu já li todos e amei cada um. Espero que tenham gostado desse capítulo que tem o casal Bella e Edward. Eu fiz bem diferente a cena que a Bella quase foi estruprada.
Eu não queria fazer isso, mas eu quero pedir Recomendações eu não tenho nenhuma *triste* a fanfinc já tem 9 capítulos e ninguém recomenda :(
Para próximo capítulo eu só posto com 80 reviews e pelo menos uma ou duas recomendações.
Eu mereço eu escrevi com muito carinho e eu quero saber se vale mesmo apena continuar a história. Vai depender de todas as Leitoras Lindas e Leitores Fantasma. Até mais e um ótimo Final de Semana para todas vcs!!
Beijos e Mordidas do Edward Cullen