O Livro dos Cavaleiros Parte I

2 I Danny: Suas primeiras impressões e o que ele viu lá


Notas iniciais
Como você pode perceber, desde o prólogo até aqui mudou bastante. Não se preocupe. O prólogo também faz parte do enredo, embora não tenha tanta importância nessa parte.

Provavelmente ninguém gosta de acordar cedo num domingo. Especialmente se for às 5 horas da manhã e se você for um adolescente. Aproximadamente 40 jovens estavam dentro de um ônibus indo direto para a H.E.R.M. (Hostil Exército Rebelde de Milana), pois, agora que eram recrutas, aquele seria uma espécie de “novo lar”. O ônibus era grande e camuflado, e estavam agora numa floresta.

Um garoto de cabelos negros, chamado Danny, estava sentado nos últimos bancos e não sabia exatamente como fora parar ali. Não que tivesse sido muito distraído, na verdade, buscava ficar sempre atento. Mas o processo de troca de dimensões era rápido, e ele lembrava-se de pequenos fragmentos de uma conversa sobre perder a memória temporariamente.

Este processo era meio complicado. Primeiramente, Danny não entendia o porquê de ter de fazer isso através de espelhos. Segundo, não entendia ainda como era o funcionamento das dimensões, sobre dimensões ligadas, etc. E terceiro, que era o mais difícil de entender: porque diabos convocaram justamente ele e mais alguns adolescentes para serem recrutas? Como souberam sequer de sua existência?

Olhando para os lados, viu que nos dois lados do seu banco estavam mais dois garotos que eram mais ou menos de sua idade. Um deles era um garoto mestiço, o outro tinha curiosos cabelos roxos.

O mestiço possuia traços típicos de quem tinha descendência chinesa: cabelos negros e lisos e olhos estreitos por exemplo. Mas seu estilo o tornava único: colocava seus cabelos para cima com gel (tanto gel que seus cabelos adquiriam certo tom esverdeado), seus dentes caninos eram mais pontiagudos que o normal e usava uma jaqueta de gola alta vermelha. Porém havia um detalhe: ele era mais baixo que a maioria dos meninos de sua idade.

O de cabelos roxos não era tão baixo como o mestiço, mas não era alto como Danny. Seus cabelos eram meio arrepiados, seus olhos azuis escuros e era um tanto magricela. Usava um casaco de moletom preto e uma camiseta vermelha. A expressão de seu rosto deixava a impressão de que era alguém otimista, mas que, se quisesse, poderia aprontar. Não havia nada muito evidente que poderia ter o feito ser escolhido, mas pelo jeito, a H.E.R.M. vira algo de interessante nele.

Danny era diferente deles, não só em aparência, mas, pelas expressões e estilo. Os cabelos eram negros e lisos, num corte bagunçado. Usava uma camiseta branca e vermelha. Era alto e magro, e não demonstrava ser alguém que se abria muito. Um típico adolescente de 14 anos, se não fosse por um detalhe... será que era por causa disso que o tinham escolhido? Os outros garotos poderiam ter um talento como o que ele possuía?

Como não tinha ninguém para conversar e os três eram as únicas pessoas do ônibus que não estavam falando nada, Danny resolveu se apresentar para eles e achou que se poderiam se tornar colegas naquele lugar em que ninguém conhecia ninguém.

–Oi, meu nome é Daniel Fenton, mas todo mundo me chama de Danny. Quais são seus nomes?

O mestiço, que olhava para a janela do ônibus, virou-se para ele; enquanto o de cabelos roxos, que observava um par de meninas fofocando fez o mesmo. O mestiço foi o primeiro a se apresentar, seguido do outro:

–Meu nome é Jacob Long, mas pode me chamar de Jake.

–E eu sou Randy Cunningham e ...bom, eu não tenho apelido, então me chamem como quiserem.

Os três sorriram. Por algum motivo, souberam que iam se tornar grandes amigos. Randy iniciou o assunto:

–Então, porque vocês acham que foram selecionados para serem recrutas?

–Sei lá... –comentou Jake, não parecendo muito convincente- Eu só aceitei porque disseram que arriscaria a situação das outras dimensões, seja lá qual for o nome daquilo.

–Li algo sobre uma rainha chamada Chaos. –informou Danny- E ela estava planejando pilhar dimensões para aumentar seus domínios.

–Isso que eu chamo de sedenta por poder... –disse Randy- A escolha dos recrutas deve ter sido aleatória, senão, se essa teoria das dimensões for como imagino, teriam chamado uns super-heróis bem poderosos daqueles quadrinhos e filmes que conhecemos.

–Pois é. Porque chamariam um monte de jovens se estão lidando com um perigo universal, ou dimensional, seja lá o que for?

–Não faço ideia. -como Jake anteriormente, Randy não fora convincente. Estariam escondendo algo?

–Acho que só saberemos os verdadeiros planos dessa H.E.R.M. quando chegarmos lá. – concluiu Jake. Depois disso, não falaram mais sobre o assunto até o ônibus parar.

...

Após descerem do ônibus, chegarem aos dormitórios e vestirem seus uniformes, chegaram num salão que todos chamavam de Q.G., mas que agora parecia um auditório improvisado. Seus bancos de plástico estavam com um mar de agentes e soldados com jaquetas pretas de couro e distintivos, agora misturados aos jovens com as mesmas jaquetas e com seus distintivos de cor prata mostrando sua posição de recrutas.

–Eu gostei desse uniforme! –aprovou Randy- Me sinto descolado!

–Prefiro vermelho. –comentou Jake- Mas essa roupa também é legal.

–Imaginei que íamos vestir aqueles trajes camuflados. –disse Danny.

–Pensei a mesma coisa. –afirmaram Randy e Jake ao mesmo tempo. Depois se olharam, com estranheza, e o trio riu.

Sentaram em uma das cadeiras da frente, que já estavam reservadas para eles. Notando que todos haviam chegado, uma mulher subiu no palco, segurando o microfone.

A mulher não era lá muito jovem, de aparência cansada, mas isso não justificava que não era bonita. Tinha uma grande altura, de cabelos loiros presos em um coque bagunçado, olhos verdes que camuflavam suas olheiras com óculos sobrepostos neles, além de braços e pernas definidos. O broche verde com a inscrição “Diretora” reluzia em sua jaqueta de couro.

Parou um segundo para testar o microfone, ele funcionava perfeitamente. Começou a discursar:

–Bom dia a todos! –ela recebeu um sonoro “bom dia” como resposta- Eu sou Solaria, chefe e fundadora do Hostil Exército Rebelde de Milana, ou H.E.R.M. Primeiramente, gostaria de dar as devidas boas-vindas aos nossos novos recrutas, os nossos companheiros que agora permanecerão conosco.

“Agora, se juntarão a nós nessa batalha contra a rainha Chaos, que virou uma ameaça contra toda a população, não só desta, mas de todas as dimensões. Pode parecer bobo, mas ela tem um exército enorme, capaz de derrotar tropas inteiras. É uma cena, que eu já vi, muito desgostosa de se ver. Tamanha crueldade não devia ser feita. Pois a política usada por ela é escravista, transformando todos os súditos em escravos. Claro que vocês não querem ver as pessoas que amam sendo escravas, não é?”

Essa última pergunta deve ter sido detonadora, e botado muita pressão neles. É claro que não queriam isso! Jamais permitiriam que algo assim acontecesse! Porém... Será que não tinham mesmo escolha? Solaria respondeu a essa pergunta, como se soubesse ler mentes:

–É claro que tem escolha se desejam ou não lutar. Não são obrigados a nada que não queiram. Se quiserem, poderão desistir e voltarem para casa. Porém, acho que não será preciso, não? Parecem jovens corajosos para mim.

Provavelmente ela disse isso apenas para encorajá-los, porque não pareciam nem um pouco corajosos naquele momento, exceto algumas pessoas. Alguns até chegavam a tremer e suar depois daquela pergunta perturbadora de Solaria... Claro que vocês não querem ver as pessoas que amam sendo escravas, não é?... Aquilo soava na mente de Danny como um desafio para sua coragem, e, se não conseguisse provar que ela existisse mesmo dentro dele, iria perder todos que gostava. Ela continuou:

–Vocês também devem estar se perguntando sobre a viagem que fizeram até aqui e porque não se lembram de nada.

Muitos concordaram com a cabeça. Ainda bem que ela cortaria um pouco do mistério e tensão que pairava pelo ar.

–Preciso explicar antes que vocês provavelmente nunca devem ter ouvido falar de Milana. Bem, não era para menos. Exceto por uma ou duas exceções, todos vieram de outra dimensão. Dimensão são realidades diferentes; às vezes ligadas, que interagem entre si, ou paralelas, que não causam qualquer interferência. Não há um número exato de todas as dimensões existentes, pois elas são infinitas.

“O processo que fizeram de viajar de uma dimensão a outra, foi através de espelhos. Esses espelhos não são comuns e existe apenas um deles por dimensão. Claro, pode haver exceções, especialmente com dimensões ligadas. Porém, todos os espelhos são ligados a chamada Dimensão Primária, que é uma dimensão que interliga todas as outras. Foi assim que chegaram até aqui.”

“Provavelmente não se lembram de nada porque às vezes a primeira vez que o processo de troca dimensional tende a mexer com parte da memória, não o fazendo lembrar primeira hora que passou depois do processo e até um tempinho antes. Mas não se preocupem, as memórias virão depois de 12 a 24 horas e logo vocês irão se acostumar com essas viagens frequentes.”

Ainda bem que ela havia explicado tudo. Muitos já suspeitavam da H.E.R.M. ser uma corporação falsa da ditadura escravista e por isso não teria deixado eles lembrarem de nada sobre a viagem. Quando forem se lembrar de tudo, com certeza estariam mais relaxados com relação a isso.

–Concluindo, — ela já terminava — vocês terão sua primeira aula como recrutas amanhã, infelizmente, não serei a professora de vocês –ouviram-se murmúrios de decepção- Mas não se preocupem, seu mentor, ou mentora, será alguém adorável que gostarão muito. E hoje, farão um tour pela sede da H.E.R.M. e terão tempo de guardar seus pertences nos dormitórios. Muito obrigado a todos e boa fase como recrutas para vocês. Sigam os monitores e bom tour.

Os meninos saíram por fileira, fizeram fila e começaram o passeio pela H.E.R.M.

A sede da H.E.R.M. era um lugar interessante. Não só soldados trabalhavam lá, mas também voluntários como: cozinheiros, médicos, ferreiros e até faxineiros rebeldes que se opunham à tirana Chaos, mas não tinham coragem de lutar. Haviam também hortas, lugares para os animais, mini hospitais, farmácias, padarias e pousadas para viajantes.

–Chaos é tão cruel que não suporta viajantes, estrangeiros, peregrinos ou qualquer coisa desse tipo na sua cidade. –comentou o guia, Ethan, um moço de leves características reptilianas. Passaram na frente de uma das pousadas, uma simples construção de dois andares.

Ethan tinha cabelos castanhos, um pouco esverdeados e num corte estilo moicano, olhos castanho-escuros. Provavelmente era anêmico ou não era 100% humano, pois sua pele adquiria um tom amarelado pálido esquisito. Usava o uniforme e seu distintivo era amarelo, possuindo a posição de agente camuflado.

Até que a excursão não estava tão chata. Ethan falava de uma maneira clara e fazia uma brincadeira entre uma explicação e outra. O seu jeito de falar, puxando o s, fazia-o parecer ainda mais uma cobra.

O trio (Danny, Jake e Randy) tentavam prestar atenção nas palavras do guia. Era uma tarefa difícil, pois conseguiam fazer uma piada ou brincadeira com praticamente quase tudo. Ethan chegou a se irritar com eles por um momento, mas nada disse, apenas olhou feio para os três. Não souberam se foram os únicos que perceberam, mas quando o agente camuflado fez isso suas pupilas por um segundo assumiram a forma de fendas, assim como os olhos de uma cobra.

Fizeram um intervalo para o almoço, que foi no refeitório. Quando chegou na frente da construção larga de dois andares, Ethan informou:

–Esse vai ser o lugar que sempre almoçarão na sua vida como agentes. Como hoje é um dia comemorativo celebrando a chegada de vocês, recrutas, terá um almoço especial onde servirão pizza. Mas não se acostumem, pois normalmente as cozinheiras servem pratos nutritivos. Quando terminarem, esperem aqui fora. Aproveitem e podem servir-se. – curiosamente, essa foi a única frase que o trio realmente prestou atenção. Quando os recrutas estavam começando a dispersar-se, Ethan deu um aviso –Sugiro apenas que sentem em mesas vazias, os soldados veteranos não gostam muito de recrutas jovens “interrompendo” o seu almoço. Não façam nenhuma besteira!

Depois de falar isso, virou-se e foi embora. Ele não ficará para almoçar? perguntou-se Danny em sua mente. Quem sabe ele não tivesse mesmo um caso sério de anemia e não gostasse de comer? Isso explicaria a sua cor esquisita, mas não sua aparência reptiliana.

Com o trio, Danny pegou sua bandeja e esperou por sua vez na fila. Pegou um pedaço de pizza e, com seus novos colegas, sentou-se em uma parte vazia da cantina, num canto do segundo piso. No caminho, viram que a cor do cabelo de Randy ou a suposta anemia de Ethan não eram nada comparados às características dos soldados da H.E.R.M. Tanto que até jurariam que tinham visto um ou dois daqueles cavalos coloridos de brinquedos para meninas.

Dividiram a mesa com mais 4 recrutas. Ainda bem que pelo menos a maioria não tinha aparência esquisita, e eles pareciam gente boa. Sentaram-se na mesa, prontos para almoçar.

O primeiro garoto, que estava na ponta da mesa, provavelmente era mais novo que eles, pois era mais baixo. Tinha cabelos castanhos, olhos da mesma cor e um nariz rosado. Usava um boné branco e azul com um pinheiro da mesma cor ilustrado nele. Por baixo do uniforme, vestia uma camiseta laranja escura, shorts cinzas, meias brancas com uma listra vermelha e tênis pretos. Mal havia prestado atenção na chegada do trio, pois lia atentamente um livro de aparência antiga.

Encostada na parede estava uma criatura bem chamativa. Ela era um pônei (ou seria uma égua?) com mais ou menos 1 metro e meio, pelagem cor de baunilha e possuía um chifre de unicórnio e um belo par de asas. Seus olhos grandes eram azuis e a crina violeta (talvez fosse cabelo, ou não), a cauda possuía uma mecha mais clara. Ela tinha uma espécie de marca em seu flanco: um ponto de exclamação preto envolto em um triângulo branco de borda vermelha. Vestia um “colete para cavalos” de couro, e tinha a mesma medalha prateada de recruta. Ela parecia contente, e mais inteligente que um equino normal. Curiosamente, comia uma pizza vegetariana.

Ao lado dela, uma figura mais normal. Um garoto mais velho, de cabelos loiros e olhos claros. Em sua cabeça; cobrindo orelhas, pescoço e parte do cabelo; uma touca branca que parecia ter sido feita com a cabeça de um urso. Usava, além do uniforme, uma camiseta azul com um bolso, bermuda azul escura e tênis pretos. Carregava consigo uma mochila verde. Parecia ser um típico “garoto bonzinho” que “defendia o bem”. Conversava também com o garoto ao lado.

Conversando com o loiro, aquele que poderia ser um dos recrutas mais velhos daquele ano. Os cabelos castanhos bagunçados o deixavam, de alguma forma, meio “maneiro” ou “descolados”. Os olhos eram da mesma cor que o cabelo. Vestia uma camiseta vermelha com labaredas ilustradas, jeans azuis e botas de cano curto marrons.

Inesperadamente (e para a surpresa de Danny também), a pônei falou meigamente:

–Querem sentar? As outras mesas estão cheias.

Que ótimo, o cavalo fala. pensou Danny. Mas, como ela e ninguém da mesa parecia ameaçador, sentaram-se. A pequena égua continuou, com a mesma meiguice:

–Prazer, eu sou Erroria. Este é o Dipper, — apontou o casco para o de boné. Ele deu um aceno de cabeça- o da mochila é o Finn – fez o mesmo com o loiro. Ele tirou uma das mãos da mochila e acenou- e o do canto é o Kai. –Por último apontou para ele, e este cumprimentou-os com um “oi”- Quais são seus nomes? –Perguntou por fim.

Timidamente, quem começou foi Danny:

–Me chamam de Danny.

–Sou o Jake. –Cumprimentou ele mesmo.

–E eu Randy. –Completou.

–Prazer, Danny, Jake, Randy. Falou Erroria.

Depois de almoçarem, conversaram sobre alguns assuntos referentes à H.E.R.M. Mesmo não muito à vontade, deram um sorriso meio amarelo. Erroria continuou, animada:

–Bem, já que estamos aqui, nada mais justo que falarmos mais sobre nós mesmos.

Beleza. Além de falar, o cavalo quer se enturmar. Danny até teria sido meio cruel ao pensar isso, mas realmente era estranho dividir a mesa com uma criatura totalmente diferente de você e que fala, ainda mais se for um cavalo colorido.

–Vamos começar comigo, está bem? –O resto assentiu levemente com a cabeça- Bem, vamos começar com meu nome, que tem um significado interessante. Não sei se isso funciona com vocês, humanos; mas os alicórnios, pôneis de chifre e asas, são as entidades supremas dos pôneis, uma espécie de divindade. Mas eu estou longe de ser uma divindade. Essas asas e esse chifre foram resultado de um erro genético, e por causa desse “errinho” fui perseguida por grande parte da minha vida...

Ela continuou sua história, que era até interessante. Danny não prestava muita atenção. Enquanto tentava pensar em algo para se distrair, percebeu um detalhe estranho. Olhou de relance para a parede, percebendo a sombra de algo que não estava ali. Era a silhueta de uma cobra, deslizando entre os tijolos cinzas, com olhos brilhantes e vermelhos.

Só ele estava vendo aquela coisa esquisita? Talvez não fosse um daqueles espíritos da Dimensão Fantasma que sempre apareciam em sua cidade, e sim um espírito morto que só alguns poderiam ver. Seria ele um médium ou uma coisa parecida então? Isso seria muito estranho até porque... bem, não importava agora. A cobra sombria havia rastejado de uma maneira muito rápida para baixo e sumira no piso.

Antes que percebesse, Jake o cutucava:

–Danny, para de ficar olhando para parede como um tonto. É sua vez de falar.

Vendo que todos os sentados o olhavam, esqueceu aquele réptil estranho e começou:

–É... Vou começar falando da...

Mas antes que pudesse contar, ouviram um som alto. Parecia que uma bomba tinha explodido, e do andar de baixo.

–Que foi isso? –Perguntou Dipper.

–Parecia uma bomba. –Afirmou Finn.

–Acho que não é com isso que devemos se preocupar agora... –Falou Kai- Ouçam.

Quando se calaram, ouviram algo ranger e depois rachar. Randy olhou pro chão, e gritou:

–Pulem!

E o lugar se desmoronou.