O Livro Do Destino

17 O livro ataca novamente


De manhã acordei realmente descansada, se o Mike não se importava já havia motivos para ficar mais tranquila, acordei cedo e tirei o livro do cofre, nunca havia visto o livro tão conformado com a situação, abri o livro e tentei escrever nele, mas a tinta da minha caneta sumia, usei várias canetas e percebi que ele só não queria que eu escrevesse nele.

–Não adianta, eu vou concertar o que você fez. Falei para ele.

“Não adianta, eu irei te impedir” respondeu o livro.

–Não entro mais no seu joguinho, eu irei te destruir. Falei ao livro.

“Hahahaha, eu sou o destino, se você der fim ao destino dará fim a si mesma” escreveu o livro.

Fiquei com raiva, e se ele tivesse razão? Resolvi coloca-lo de volta no cofre e me arrumar para ir para a escola.

“Eu não vou voltar” respondeu o livro.

Olhei confusa para o bilhete. Peguei o livro, ele se abriu e todos os outros livros das minhas estantes caíram em mim.

“eu disse que não voltaria” foi à última coisa que eu lembro que li.

Não presenciei o que aconteceu depois que o livro quase me matou com os outros livros, não tinha forças para correr atrás dele, depois de cinco minutos meu pai bateu na porta para saber o motivo de tanta barulheira e me viu “dentro de uma cabana de livros”.

Não pude ir na escola naquele dia, eu tinha quebrado uma perna (tem livros bem grandes e pesados na minha estante e quando caíram sobre mim me machucaram muito, fui para o hospital.

E continuei repetindo:

–Destino, eu te pego. Acho que foi meio estranho de minha parte fazer isso por quê os outros pacientes perguntavam para a enfermeira se eu tinha problemas.