O Livro.

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Só vai irmão

O sol reinava sobre os céus, queimava e ardia sobre os tijolos da velha cidade, um ar seco ventava pelo grande pátio e mexia as tendas que forneciam sombra contra o imenso calor, a praça da cidade era um lugar bem movimentado, mercadores de todos os lugares estavam presentes, a cidade era um ótimo ponto de comércio, ficava na rota comercial que levava dos bosques gelados de Aztuth até as selvas ao extremo sul, havia várias tendas que vendiam os mais diversos produtos, desde joias até as enigmáticas caixa do oriente.

No meio da praça, um velho homem grisado com seu chapéu marrom discutia com um mercador local.

—-E como você vai me assegurar de que esse mapa é autentico? Até onde eu sei é muito comum a venda de falsos artefatos por aqui. –Perguntou o velho homem grisalho.

—-Ora, é muito feio desconfiar das pessoas assim, você não sabe disso? Não teve educação de onde veio? Sempre achei as pessoas de ... de onde você venho mesmo? Ah, não importa, as pessoas do norte sempre são mal educadas, eu sei que esse mapa é autentico pois eu mesmo roubei ele das ruínas ao oeste, não conheço o dialeto antigo mas um jovem rapaz traduziu isso para mim a tempos atrás, tenho anotado em um pedaço de papel aqui comigo, ele mesmo que escreveu. – Respondeu o negociante local, enquanto revirava sua tenda em busca da anotação.

—-Aqui, achei. – Disse ele enquanto tirava um pedaço pequeno de papel de dentro de um frasco de barro. – O jovem traduziu a localização e o texto escrito, tome, leia e prove que não sou um mentiroso. – O negociante local colocou o pedaço de papel nas mãos do velho homem.

Antonius, o velho homem grisalho, começou a ler o papel, permaneceu parado por um momento até ter sua leitura interrompida por Bretanic.

—-Não temos muito tempo para permanecemos na cidade, o mapa é autentico ou não? –Perguntou Bretanic.

Bretanic, o paladino da ordem de Azzandra, um homem forte e duro, tinha curtos cabelos ruivos que se misturavam com sua pequena barba, tinha uma cicatriz que cortava verticalmente sua testa, vestia uma cota de malha que brilhava sobre o sol, tinha sido enviado como representante da ordem para auxiliar na missão, já que a ordem tinha interesses na expedição.

—-Bem... o mapa confirma os boatos que tínhamos ouvido e condiz com as informações dadas pela guilda, apesar de eu duvidar do mercador eu acredito na veracidade do mapa. –Respondeu o velho Antonius. – Qual seu preço?

—-É um tesouro da minha família, meu pai quase morreu tentando pega-lo, é um tesouro das eras antigas, algo que vale bastante sabe? Eu diria que vale cerca de 500 Majitares, 400 de sua moeda. – Disse o mercador, com um sorriso largo no rosto.

—-Acredito que é um preço just –Dizia Antonius, até ser interrompido por Bretanic.

—-Não nos faça de tolo homem, por maior que seja o valor do mapa, ninguém irá compra-lo de você além de nós, mais ninguém acharia utilidade nesse mapa, se você conseguir nos vender você já terá lucro, e aliás 400 Togards nunca valeriam apenas 400 Majitares, nós daremos 10 Togards para você em troca do mapa. –Disse Bretanic, como de costume um homem de postura firme.

O mercador assustou-se com a postura de Bretanic. –Calma cavaleiro, não é necessário agir de tal modo certo? Estamos comerciando como homens civilizados e você pode ter razão, acabei vendendo esse mapa por 10 Togards para homens gentis como vocês. – O Mercador em cada palavra mescla ódio e medo do cavaleiro que acabou tirando seu lucro.

Antonius tira 10 Togards de uma pequena bolsa e dá para o homem, Antonius e o paladino saem da praça e então continuam seu caminho para o ponto de encontro.

A saída da cidade era coberta por um majestoso arco de arenito, não havia portões porém havia guardas que serviam tanto de defesa, apesar de não haverem muitos perigos cercando a cidade, tanto para cobrarem impostos.

O resto do grupo era visto na saída, a jovem Rebeca estava pagando os guardas pela passagem dos camelos e das pessoas da expedição, o nativo contratado como guia e seus empregados pagos para proteger a expedição, Lay, outro explorador da guilda e um especialista em línguas antigas, Roddek, o encarregado em levar os pertences e faz-tudo da expedição e por último Hans, um soldado que serve diretamente a guilda.

—-Finalmente chegaram! E então? Os nossos contatos estavam certo? vocês acharam o mapa? – Disse Rebeca, com entusiasmo na voz.

—-Conseguimos, saiu por um preço bem camarada graças ao nosso amigo paladino, o mapa bate com as informações já obtidas, se partimos agora chegaremos nas pirâmides em até cinco dias, mal posso esperar para ver toda a história presente naquele lugar. – Disse o velho Antonius.

E então o grupo de expedição parte em direção a oeste, em direção ao deserto e as histórias de eras esquecidas e deuses perdidos, se guiando pelas estrelas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.