Draco Malfoy despediu-se de seu filho, Scorpius, com um breve abraço, repetido para despedir-se de Sharpay Grayback, e um breve aceno de cabeça bastou para dar adeus a Thomas. Os três entraram juntos no Expresso de Hogwarts, e cada um seguiu seu caminho: Scorpius foi para o vagão dos Monitores, seguido a distancia por Thomas, e Sharpay foi procurar por Fêlix Dolohov, encontrando-o sozinho em uma das ultimas cabines.

– Olá. – Cumprimentou-o, fechando bem a porta e baixando as cortinas da cabine antes de se sentar em frente a Fêlix. – Lucius enviou uma coruja para Avery? Sobre nossos planos?

– Enviou, sim. – Respondeu, retirando uma carta do bolso traseiro de sua calça. – Tem certeza de que devemos coloca-lo em prática hoje? Não parece meio... arriscado, cheio de alunos ao nosso redor?

– Quando mais alunos por perto, melhor. A menina Chang, Tae, já veio falar com você?

– Não, por quê? – Mal acabara de falar, ouviram uma batina na porta da cabine e, mesmo sem uma resposta, uma garota oriental entrou, acompanhada de perto por um rapaz.

– Tae, estávamos agora mesmo falando de você. – Comentou Sharpay, sorrindo para os dois. – Oi, Jorge.

– Sharpay, Fêlix. – Disse friamente, acomodando-se ao lado de Sharpay e, Tae, ao lado de Fêlix. – Recebi a carta de Lucius. Vamos mesmo começar esta noite?

– É claro.

Passaram o resto da viajem conversando sobre como colocariam em prática os planos e, a certa altura, Scorpius se juntou ao grupo, já com as vestes da escola.

Quando o trem parou na estação de Hogsmeade, os cinco desembarcaram em silencio, cada qual pensando em sua própria parte do plano. Podiam ver os Weasley e os Potter ao longe, e foi necessária muita força de vontade para não lançarem neles uma azaração ali mesmo.

Daniel Reid esperava pelos alunos do sexto ano, pronto para guia-los até o castelo. Desde que Neville Longbottom assumira a direção, o guarda-caça fora encarregado de acompanhar alunos do quinto, sexto e sétimo ano até o castelo a pé, dando aos alunos tempo de conversarem antes do jantar de boas-vindas.

Conforme foram andando, outros colegas se juntaram à turma de Sharpay, porém nenhum se demorava, pois ela prontamente deixava claro que gostaria de ter uma conversa a sós com os amigos.

Puxando Scorpius para um lado e deixando os outros passar em sua frente, Sharpay falou:

– Agora, você deve soltar essa bela criaturinha que você trouxe, e seguir o fluxo calmamente, para não desconfiarem, certo? – Com um sorriso, ela se afastou e se reuniu aos outros, que estavam parados a poucos metros dos dois.

Aproveitando quando ninguém estava olhando, ele puxou uma caixa de dentro de suas vestes e tirou a tampa o mais discretamente que pôde, soltando no chão próximo um enorme Explosivin, que até então dormia enrolado no fundo da caixa. Antes que o animal tivesse tempo de ataca-lo, ele se afastou e reuniu-se ao seu grupo, mal podendo conter um sorriso triunfante quando, pouquíssimo tempo depois, ouviu um aluno gritando.

Daniel mandou que todos parassem e passou correndo por eles, procurando pelo estudante que gritara. Ao olharem naquela direção, os outros quatro também sorriram ao constatar que varias arvores estavam pegando fogo e, mesmo da distancia em que estavam, alguns alunos estavam feridos. O guarda-caça mandou que seguissem para uma clareira não muito distancia, e correu atrás do explosivin, tentando controla-lo.

Quando todos os alunos chegaram a clareira, Sharpay puxou seus amigos para um canto, puxou a varinha e murmurou “morsmordre”, conjurando para o céu a tão conhecida Marca Negra do já derrotado Lord Voldemort. Antes que alguém visse a marca, correram de volta a clareira, fingindo já estarem ali há muito tempo quando os gritos começaram.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.