O Legado Esquecido
14 A busca por resposta
Os ventos frios da madrugada serpenteavam pelos corredores de Hogwarts enquanto o grupo se movia em silêncio absoluto. A tensão era quase palpável, um lembrete constante do risco que estavam correndo. A descoberta do mapa apontava diretamente para o Ministério da Magia, mas o novo plano exigia antes que eles desvendassem os segredos da Ordem de dentro para fora.
Naquele momento, cada um tinha uma tarefa. Rose liderava o esforço de decifrar os símbolos e mensagens codificadas que poderiam revelar mais sobre os membros da Ordem. Lily e Hugo se encarregavam de rastrear atividades incomuns entre os alunos e professores. Albus, Scorpius, Lorcan e Lysander estavam em patrulha noturna, atentos a qualquer sinal de movimento nos corredores mais antigos da escola.
“Se as reuniões realmente acontecem dentro de Hogwarts, elas não serão fáceis de encontrar,” sussurrou Scorpius enquanto caminhavam por uma passagem secreta perto da Ala Oeste.
“Talvez não sejam reuniões convencionais,” respondeu Albus, apontando para uma porta de madeira velha que parecia parcialmente oculta por uma tapeçaria. “Mas os símbolos podem estar nos guiando.”
Ao empurrar a porta, depararam-se com uma sala vazia, iluminada apenas pela luz da lua que filtrava por uma janela em arco. No chão, marcas de runas brilhavam fracamente. Lorcan se aproximou, ajoelhando-se para examiná-las.
“Essas marcas… são ativadas por magia combinada,” ele disse, correndo os dedos por uma delas. “Precisamos de todos para fazer isso funcionar.”
De volta à Sala Precisa, Rose e os outros estavam aguardando ansiosamente. Quando Albus explicou o que haviam encontrado, os olhos de Rose brilharam com determinação.
“Se for magia combinada, é uma defesa antiga,” ela explicou. “Precisamos canalizar nossas energias ao mesmo tempo, de maneira sincronizada. Isso abrirá o caminho.”
Naquela noite, o grupo voltou à sala misteriosa. As runas no chão pulsavam com uma energia estranha e magnética. Cada um deles se posicionou em torno do círculo, suas varinhas erguidas.
“Concentrem-se,” disse Rose, a voz calma mas firme. “Visualizem o símbolo que vimos no mapa. Deixem sua magia fluir.”
As luzes das varinhas brilharam intensamente enquanto eles conjuravam seu feitiço. Por um momento, parecia que nada aconteceria. Mas então, as runas no chão começaram a girar, criando um padrão hipnotizante que expandiu até as paredes e o teto. Uma porta se formou, como se estivesse sendo desenhada por mãos invisíveis.
“Isso… é incrível,” murmurou Hugo, com os olhos arregalados.
A porta se abriu, revelando uma escadaria em espiral que descia para as profundezas. A tensão aumentou. Sem hesitar, o grupo avançou, iluminando o caminho com suas varinhas.
O ar ficava mais frio e denso a cada passo. Quando finalmente chegaram ao fim, encontraram-se em uma câmara ampla, adornada com tapeçarias que ostentavam o símbolo lunar da Ordem. No centro, uma mesa de pedra sustentava um artefato que parecia pulsar com luz própria: um medalhão antigo gravado com runas.
“É isso,” disse Scorpius, fascinado. “O que quer que seja, a Ordem está protegendo isso.”
Antes que pudessem se aproximar, vozes ecoaram pela câmara. O grupo recuou para as sombras enquanto figuras encapuzadas surgiam por um arco oposto.
“O medalhão não pode cair em mãos erradas,” disse uma das figuras, a voz grave e autoritária.
“Eles estão perto demais,” respondeu outra. “Já encontraram o mapa. Logo saberão sobre o Ministério.”
Os olhos de Rose se estreitaram. Eles estavam certos. A Ordem sabia de seus movimentos e estava um passo à frente.
“Devemos proteger o artefato a todo custo,” continuou a figura, erguendo a varinha. “Merlin confiou sua magia a nós. Não podemos falhar.”
O grupo permaneceu escondido, incapaz de avançar ou recuar. Seus corações batiam em uníssono, carregados de adrenalina.
Quando as figuras terminaram de lançar feitiços sobre o medalhão, a câmara começou a mudar. As paredes pareceram se mover, e o artefato foi selado em uma espécie de prisma mágico.
“Não temos escolha,” disse Albus, baixinho. “Precisamos segui-los até o Ministério. É lá que encontraremos as respostas.”
Ao voltarem para a superfície, a resolução de cada um estava mais firme. O que começaram como perguntas sobre as Sagradas 28 e Merlin havia se transformado em algo muito maior. Agora, a Ordem da Lua Negra era mais do que um mistério: era o obstáculo final entre eles e a verdade que poderia mudar o mundo mágico para sempre.
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